De .Guerra escondida e Traidores. a 16 de Abril de 2013 às 10:38

O estado de guerra e a quinta coluna
(-por Ana Sá Lopes, http://www.ionline.pt/opiniao/estado-guerra-quinta-coluna )

«Este estado de guerra está a dizimar as populações do Sul - a taxa de desemprego em Portugal é histórica e na Grécia ainda vai chegar aos 30% - e essa guerra está a ser vencida pelo Norte, com a cumplicidade de uma “quinta coluna” robusta em países como Portugal. Aqui, Vítor Gaspar é o líder dessa quinta coluna incapaz de colocar os interesses nacionais - não implodir o país através do aumento do desemprego, por exemplo - à frente dos interesses dominantes na troika e no Norte. Essa quinta coluna não só partilha a teologia da austeridade com mais fanatismo do que os seus Papas como tem uma ideologia de classe evidente - enquanto o accionista Estado se abstém na atribuição dos prémios milionários aos gestores da EDP, prepara-se para cortar nos mais fracos, os doentes e os desempregados. Há uma destruição (...) em curso - provocada por um governo obediente, venerador e obrigado a políticas europeias devastadoras, mas dificilmente reversíveis. Acreditar numa mudança radical na Europa - onde Hollande se passeia a fazer figuras tristes - já começa a ser equivalente a acreditar nos amanhãs que cantam.»

Ana Sá Lopes, O estado de guerra e a quinta coluna
( http://www.ionline.pt/opiniao/estado-guerra-quinta-coluna )

+ Peter Wise, O plano de austeridade português não resulta
( http://www.ft.com/cms/s/2/d6b24ea6-9f85-11e2-b4b6-00144feabdc0.html#axzz2QcHN8Srh )

+ The New York Times, O remédio amargo da Europa (editorial de 14 de Abril. http://www.nytimes.com/2013/04/15/opinion/europes-bitter-medicine-of-austerity.html?_r=1& )


De DesGoverno e Ministro da Troika: traidor a 16 de Abril de 2013 às 10:50
Um traidor entre nós
(-por Sérgio Lavos, Arrastão, 15/4/2013)
...
Não há extensão das maturidades ou alargamento dos prazos que consiga remediar o que parece evidente para todos:
não se conseguirá pagar a dívida, nas actuais condições.
Evidente para todos? Não para Gaspar.
Ele repete-o, a quem o queira ouvir: a receita está correcta.
E quem o quer ouvir?
Quem lhe pagou no passado, quem lhe pavimentou a estrada para o êxito: o BCE e as instituições financeiras internacionais.
O jornalista irlandês percebeu bem como funciona.
Vítor Gaspar é impressionante porque É o ministro DA troika, NÃO de Portugal.

E agora, um pouco de História (em jeito de homenagem a Mário Soares).
Em 1640, depois de sessenta anos de ocupação espanhola, foi preciso um grupo de bravos portugueses defenestrar o escrivão da Fazenda e secretário de estado do ocupante espanhol para que o país fosse libertado. Miguel de Vasconcelos
era odiado pela população portuguesa por, a mando do rei de Espanha, ter aplicado pesados impostos no país, traindo o povo que era suposto servir.
No dia 1 de Dezembro de 1640, os conspiradores entraram no Paço Real, encontraram-no cobardemente escondido num armário, mataram-no e atiraram-no para o Terreiro do Paço.
Uma execução sumária para um traidor do povo português.

Mas enfim, somos um povo de brandos costumes. Confiemos.


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