A rasga tudo, do PSD e outros “bota-abaixo”

A Dª Manuela do PSD quer "rasgar" na educação, nas obras públicas, nos impostos, na justiça, nas finanças locais, nos subsídios às regiões autónomas (segundo exigência do “Ad-Alberto” da Madeira), "rasgar" a democracia (pelo menos durante, pelo menos, seis meses), a saúde pública, o rendimento de inserção social, nas pensões, o ordenado mínimo nacional (conforme exigem os empresários mais ortodoxos do ultraliberalismo), os acordos com os espanhóis...

A “vendedora de créditos”, ministra do tempo cavaquista, já veio prevenir que quer "rasgar" o programa de obras públicas, mas não só, prepara-se também para inverter prioridades no sector da educação e diz que quer menos estatística, mais exigência. Como irá ela fazer tal “milagre” se os professores já não aguentam as exigências colocadas pelo governo actual?

Prometem, para o final de Julho dar a conhecer o programa eleitoral do PSD. Mas o que já se vai sabendo é que, se a dona Manuela chegasse a primeira-ministra, pouco sobraria das políticas que José Sócrates, com tanto empenho, dele e esforço dos contribuintes. A líder do PSD promete parar a construção do novo aeroporto, de novas auto-estradas, a construção do TGV entre Lisboa e Madrid (cujo protocolo o governo de que ela própria fez parte assinou com o governo de Madrid) e, por consequência, da Terceira Travessia do Tejo em Lisboa. Gente assim como se pode confiar nela?

Seria o povo português andar muito distraído para eleger uma pessoa que iria ser uma primeira-ministra do “rasga tudo” a por o país à rasca de tudo.

A cerca três meses das eleições legislativas, que, conforme decisão do PR se realizam a 27 de Setembro, o debate político deveria centrar-se mais em torno das opções programáticas, dos partidos com assento na AR, especialmente do PS e do PSD, para a próxima legislatura. Não é isso, por enquanto, o que se tem visto ou ouvido. Mesmo no âmbito do debate na Assembleia da Republica, o que sobressai, para mal da democracia, são impropérios e cenas de mau gosto. O PCP sente-se acossado no seu terreno quando verifica algumas respostas e resoluções de problemas em torno dos desempregados. O líder da banca PC chateia qualquer ministro que consiga resolver o que quer que seja, pois é tapete que lhe foge debaixo dos pés, é o desfazer da “política da carne para canhão” de que os comunistas se servem para a agitação de rua.

É por isso que já há muito quem tema pela hipótese do pais vir a tornar-se ingovernável, não tanto por falta de maiorias na Assembleia da Republica, sobretudo por se constatar a, cada vez maior, mediocridade dos deputados que nela têm assento, a avaliar pelo pouco respeito que demonstram uns pelos outros, o quase total desrespeito pelos temas, sérios que apoquentam a tantos portugueses, o que significa, em termos práticos, a falta de respeito por quem os tenha elegido.

 

PS: Esteve mal e esteve bem, José Sócrates. Esteve mal por não ter decidido a quando do congresso, isso custou muitos votos ao PS. Esteve bem ao decidir agora que não pode haver “corridas eleitorais” sobrepostas. Quem concorre numas determinadas eleições tem de assumir o compromisso com o eleitorado que é para cumprir o mandato para que concorre e não estar a usar um artifício eleitoralista com vista a outros propósitos egoístas, quase sempre, de interesse próprio e não de um serviço a prestar à comunidade.



Publicado por Zé Pessoa às 00:10 de 08.07.09 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Falar verdade? a 10 de Julho de 2009 às 15:58
Ferreira Leite, a diz que disse, que não disse o que disse...

Afinal ela própria não sabe, nem bem nem mal, o que diz ou o que não diz. É o diz que diz do costume.

A líder do PSD garante que não disse, mas a verdade é que disse. Ferreira Leite «esqueceu-se» que queria «rasgar» as políticas sociais do Governo. Depois de ser acusada de ter dito que queria romper com as políticas de Sócrates, Ferreira Leite acaba por dizer que até concorda com todas as medidas do Executivo.


De Se o fizessem ganhavam elas e o Partido a 8 de Julho de 2009 às 09:15
O vice-presidente do Parlamento vai, no entanto, mais longe e sugere que essa proibição funcione retroactivamente. Fá-lo desafiando Ana Gomes e Elisa Ferreira - reeleitas eurodeputadas e agora candidatas às câmaras de Sintra e do Porto, respectivamente - a decidirem já a renunciarem a uma das funções. "Acho que é uma atitude pedagógica e exemplar. Acho mesmo que Ana Gomes e Elisa Ferreira devem escolher: ou renunciam já aos mandatos de eurodeputadas ou renunciam às suas candidaturas autárquicas. Que escolham!", disse o deputado socialista ao DN.

Segundo o ex-candidato presidencial, a proibição das duplas candidaturas é "uma questão de transparência para que os eleitores saibam em quem estão a votar". Ao que o DN apurou, Alegre terá tido influência na proibição decretada pela direcção do PS, a qual foi anunciada sexta-feira à noite, após uma reunião, não anunciada previamente à comunicação social, entre Sócrates e os presidentes das estruturas distritais do partido.


De rosa a 8 de Julho de 2009 às 01:06
É VERDADE.
Estou de acordo.
Assino


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