De .Intervenção PS - Ana Gomes. a 7 de Maio de 2013 às 11:41
Intervenção no XIX Congresso do PS

Camaradas

Está dito: o PS só volta ao Governo com ELEIÇÕES !
Mas pode voltar mais cedo do que o Presidente da Republica deseja. Presidente a quem eu só desejo que termine com dignidade o seu mandato.

O PS pode, de facto, ser chamado a governar porque este Governo não só DESGOVERNA, como está em decomposição acelerada, por submarinas amarras que mantenham o líder do CDS/PP preso à sobrevivência do PM do PSD.

Sabemos que há alternativas às políticas RUINOSAS da Troika e deste desGoverno. Mas elas supõem reformas de fundo que a coligação da direita não fez, nem podia fazer, porque o seu objectivo é DESMANTELAR o Estado e PRIVATIZAR o que lhe dê sustentabilidade económica.

A 1ª reforma tem de incidir sobre o sistema de JUSTIÇA e as forças de segurança, para recuperarem a confiança dos cidadãos, dos agentes económicos, dos investidores nacionais e estrangeiros. Contra a impunidade dos corruptos e da criminalidade organizada, com banca na Banca, que enriquecem à custa de CAPTURAR agentes políticos e do ESTADO para espoliar os cofres públicos, ou seja os contribuintes que pagam impostos.

A 2ª reforma tem de se centrar no ESTADO - não o queremos mais gordo, mas mais MUSCULADO. Com funcionários capacitados para apoiar o poder político na identificação e defesa dos interesses nacionais.
Cabe ao PS emendar a mão e TRAVAR a espiral de "OUTSOURCING" que os seus governos no passado ajudaram a avolumar, desnatando o serviço público, para ENGORDAR escritórios de ADVOGADOS e empresas de CONSULTADORIA, montando esquemas RUINOSOS como o BPN, o BPP, as PPP, os SWAPs, e em obras e aquisições públicas.

A 3ª reforma respeita ao sistema FISCAL, hoje clamorosamente iníquo e desincentivador da poupança e do investimento na economia real. É preciso SIMPLIFICÁ-lo, desbaratar a floresta de ISENÇÔES fiscais, alargar a base tributária e combater a EVASÃO e fraude fiscais.

É evidente que uma reforma fiscal eficaz não depende só de nós - precisamos de acabar com a selva fiscal na Europa, que domicilia na Holanda e outros PARAÍSOS fiscais 19 das 20 empresas do PSI-20. Precisamos de construir a Europa da HARMONIZAÇÂO fiscal que combata os paraísos fiscais no continente europeu e globalmente, como aqui disse M.Schultz.

Essa Europa tem de avançar para a UNIÃO BANCÁRIA para controlar a ESPECULAÇÃO financeira. E tem de ter recursos próprios adequados para investir estrategicamente no crescimento inteligente e no pleno EMPREGO. Não pode contentar-se com o pífio orçamento de menos de 1% do PIB europeu, que é o que o coitado Durão arranjou para fazer cantar a U.E.

Esta Europa tem de abandonar as políticas AUSTERICIDAS impostas pela direita com quartel-general na chancelaria Merkel.

Esta Europa tem de salvar e reforçar o Euro, para que não continue a AGRAVAR as DIVERGÊNCIAS macro-económicas entre Norte e Sul, avançando para a restruturação da divida soberana de todos os Estados Membros através de um Fundo de Amortização comum.

Sim, é por uma Europa FEDERAL que todos nos podemos salvar, mas ela tem que significar mais CONTROLO e participação DEMOCRÁTICO dos cidadãos.

Para isso, em Maio 2014, eles não vão apenas eleger eurodeputados, vão pela 1ª vez escolher o Presid. da Comissão Europeia. Precisamos aí de um EUROPEISTA com visão, ganas e garras para SALVAR a Europa do VENENO ultra-LIBERAL da direita, que transformou a economia europeia num casino.

É por uma União que acabe com a crise e dê resposta aos anseios dos cidadãos que o PS, sob a direcção do nosso Sec.-Geral, A.J. Seguro, se tem batido na Europa. A principio sozinho, perseverou - e por isso hoje estamos bem acompanhados por todos aqueles que, finalmente, compreenderam que é preciso JUNTAR FORÇAS e falar grosso na Europa, para travar a direita que enterra a Europa social, que enterra a Europa da Paz.

Se investe em alianças no plano externo, o PS tem também de encorajar ENTENDIMENTOS que concitem o máximo apoio a um programa patriótico de reforma e recuperação nacional. O que implica RENEGOCIAR com credores e parceiros europeus.
O que implica também abertura e busca de entendimento com forças e agentes polític
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