Colapso ou sobrevivência da U.E. / euro ?
              Austeridade:  colapso ou sobrevivência ?  ...
     1. Faz bem Paul Krugman em colocar o dedo na ferida que a evidência do colapso intelectual da austeridade abriu. O austeritarismo não é (como nunca o foi) apenas uma receita académica para a crise. Constituindo a oportunidade de ouro para levar a cabo um poderoso ataque ao Estado, às políticas de desenvolvimento e aos serviços públicos de educação, saúde e protecção social, a austeridade traduz-se numa doutrina que teve (e continua a ter) importantes dimensões políticas, sociais e ideológicas. E é aliás dessas dimensões - uma vez implodido o pilar académico que a suportava - de que a austeridade hoje depende, muito mais do que até aqui.
     2. Ressalvando devidamente as respectivas diferenças e significados, a história deste início de século bem pode vir a ficar marcada por dois embustes políticos colossais: a narrativa fraudulenta das armas de destruição massiva, para suportar a invasão do Iraque, e a falsa narrativa das dívidas soberanas, para alcançar a destruição do modelo social europeu. A primeira foi consumada e a segunda encontra-se, ainda, em curso. E temos, curiosamente, uma viscosa figura a fazer parte de ambos os processos: J.M. Durão Barroso.

              Bartoon (-Luís Afonso, no Público):      

       Novos  euros        ... A única hipótese de sobrevivência do euro é uma reformulação profunda do Banco Central Europeu, transformando-se num organismo com controlo democrático e assumindo-se, declaradamente, como uma segurança para os estados membros e como um garante das economias europeias. Isso implica abandonar de vez a suposta independência que serve para mascarar o suporte ao sistema financeiro e passar a ter um papel ativo no financiamento mutualizado das dívidas públicas.
      Não parece haver na Europa qualquer vontade política para uma mudança real.  ...


Publicado por Xa2 às 13:37 de 29.04.13 | link do post | comentar |

1 comentário:
De .o FIM do OCIDENTE Humanista. a 29 de Abril de 2013 às 14:24
(30/10/2009)
O FIM DE DO OCIDENTE
A Globalização, tal como foi concebida, vai determinar o fim da prosperidade do ocidente que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas as novas superpotências que esta "globalização selvagem" ajudou a criar: a China, a Índia...
O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias, que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos sabem que o custo da mão de obra é insignificante no valor dos bens produzidos nos países do oriente, em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais.
Como os bens produzidos nesses países se destinam sobretudo à exportação para ocidente; quando a população do ocidente perde poder de compra, a crise acaba por atingir também as novas potências. Mas a crise nesses países é e será sempre um menor crescimento económico: há poucos anos era de dois dígitos e agora deverá ficar-se por 6 ou 7%, e a isso não se poderá chamar de “crise”. A crise atinge o ocidente e quando passar o centro económico do mundo estará a oriente, pois terá chegado o fim dos anos de ouro do ocidente. Os EUA serão também ultrapassados.
Ao aderirem ao desafio da "globalização selvagem", os países ocidentais ajudaram à mudança porque não exigiram aos países do oriente que prestassem às suas populações melhores condições sociais, como: criar regras laborais, melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho, férias anuais pagas, assistência na infância, na saúde e na velhice para poderem aceder livremente aos mercados do ocidente. Não, o ocidente optou simplesmente por abrir as portas à importação sem condições, criando assim uma "concorrência desleal e selvagem” de que sairá sempre a perder. Restará às unidades de produção ocidentais três alternativas: 1ª) Mudam-se para oriente; 2ª) Fecham portas antes da falência; 3ª) Não resistem à concorrência que lhes foi imposta e vão à falência. A única alternativa seria a de nivelar os salários e demais condições sociais pelas do oriente. E não é a isso que estamos a assistir neste momento? Nalguns desses países existe mesmo escravatura no literal significado da palavra e trabalho infantil (não de jovens de 14,15 anos mas de meninos/as de 6,7 anos). Assim, o ocidente e a UE ditou a sua própria “sentença de morte económica”: enquanto algumas empresas não resistem à concorrência e fecham as portas para sempre, outras irão deslocar-se mesmo para a China ou para a Índia para assegurar a sua própria sobrevivência o que provocará o definhar da economia ocidental e o desemprego. E os trabalhadores: será que depois do razoável nível social que atingiram vão aceitar trabalhar a troco de um ou dois quilos de arroz por dia sem direito a descanso semanal, sem férias, sem reforma na velhice, etc...? Não! por isso o ocidente está já a iniciar um penoso caminhar em direcção ao caos: a indigência e o crime mais ou menos violentos irão crescer e atingir níveis inimagináveis apenas vistos em filmes de ficção que nos põem à beira do fim dos tempos como consta nos escritos bíblicos. A Segurança Social, cada vez mais suportada pelos próprios trabalhadores (como incentivo à não deslocalização), não poderá em breve suportar o esforço para minimizar os problemas que irão crescer sempre: a época áurea do ocidente já é coisa do passado e em breve encher-se-á de grupos de salteadores desesperados, sobrevivendo à custa do saque. Regressaremos a uma nova “Idade Média”, se é que poderei chamar assim: A classe média desaparecerá e existirão uns (poucos) muito ricos, alguns à custa do crime violento e/ou económico, e que habitarão autênticas fortalezas protegidas por todo o tipo de protecções e que apenas sairão rodeados por guarda-costas dispostos a matar ou a morrer pelo seu “senhor”; haverá, em simultâneo, uma enorme mole de gente desesperada de mendigos e de salteadores que lutam pela sobrevivência a todo o custo e cuja protecção apenas poderá ser conseguida agrupando-se, pois as ruas serão dominadas pelos marginais, ficando as polícias confinadas aos seus espaços próprios e reservadas para reprimir as “explosões” sociais que possam surgir.
PS e PSD são os dois fiéis representantes em Portugal desta globalização, por isso não podem enjeitar os resultados q estão a surgir


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