Desgoverno engana, deixa roubar e massacra

            O massacre continua   (-por Daniel Oliveira)

Numa comunicação cheia de eufemismos e meias palavras, Passos Coelho anunciou: Mais desempregados para ajudar à crise, um imposto escondido sobre os reformados, um aumento da idade de reforma que aumentará o desemprego jovem. Nenhuma medida que afecte as verdadeiras sanguessugas do Estado (a negociação das PPP é uma anedota, as rendas da energia continuam intocadas, os benefícios fiscais de grandes empresas e banca mantêm-se). De todas as medidas apresentadas, apenas as mexidas na ADSE merecem um debate sério. De resto, o governo finge que reforma o Estado quando apenas corta, cobra, retira rendimentos às famílias e acrescenta crise à crise.  (com versão «polícia bom polícia mau »/PSD-CDS e vice-versa)
          Os verdadeiros direitos adquiridos de que Passos não falará às 20h 
DL n.º 111/2012, de 23 de Maio, que disciplina a intervenção do Estado na definição, conceção, preparação, concurso, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público-privadas. Artigo 48.º, ponto 5: "Da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor." Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 22 de março de 2012. - Pedro Passos Coelho - Vítor Louçã Rabaça Gaspar.
               Discurso do filho da puta 
O pequeno filho da puta ...  o grande filho da puta.   (-por Alberto Pimenta)


Publicado por Xa2 às 07:51 de 06.05.13 | link do post | comentar |

2 comentários:
De .Resistir ou ser escravizado. a 6 de Maio de 2013 às 15:44
Resistir para existir
(2013.5.5, por Tiago Mota Saraiva)

Escrevo umas horas antes da comunicação do primeiro–ministro ao país. Nos órgãos de comunicação social pululam notícias sobre as formas a que o sangramento da economia nacional será sujeito. Não as leio. Estou cansado de ler notícias de uma guerra em que a violência é feita por decreto. Mata-se sem ser preciso disparar uma bala.
Passos Coelho fará (no momento em que este escrito for lido já a terá feito) a comunicação, que Portas se recusou a fazer, às 20h00 de uma sexta-feira. Os seus assessores informam que este era o único momento livre, na sua ocupada agenda, em que o primeiro-ministro podia falar ao país. Também será a uma sexta-feira, se tudo correr como planeado, depois do fecho dos bancos e dos mercados, que se anunciará o saque às poupanças que os trabalhadores depositaram nos bancos – numa formulação parecida com a que Gaspar aprovou para Chipre – ou a saída do Euro imposta pelas cúpulas da UE – assim que sintam que não há mais sangue para sugar.
Uma coisa é certa, hoje, depois da declaração de Passos, haverá ainda menos gente a acreditar que quem nos governa – a maioria, o governo e o presidente – possa fazer parte da solução para o país. Apelar a que este governo mude de política, titubear com receio de uma crise política que já existe ou pensar que Cavaco Silva quebrará o vínculo que o amarra ao poder há mais de 30 anos é uma absurda ingenuidade.
Resistir na rua é um direito e um dever. A rua será o palco das grandes lutas para se recuperar a liberdade, a democracia e o futuro. É preciso resistir para existir.

Publicado ontem no i
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De diz:

A palavra é mesmo essa: RESISTIR.

Ministro Schäuble elogia “contribuição decisiva” de Gaspar
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, escreveu para o Expresso onde mostrou todo o seu apoio a Vítor Gaspar, que diz que deu “a contribuição decisiva” para colocar o país “no caminho da recuperação”.

Vivemos num país ocupado, em que as ordens vêm em alemão (ou em dólares ou em euros). Como em qualquer país ocupado, Portugal é administrado pelos cães de fila dos OCUPANTES.

E como em qualquer país ocupado o direito à resistência é um direito inalienável.
É também um dever ético e um imperativo moral.
E é também um acto de sobrevivência.
“É preciso resistir para existir”.

Resistir Todos juntos mas cada um de nós.

Porque cada um deve contribuir com as suas capacidades e as suas possibilidades assumindo-se como resistente face ao ocupante.

E os ocupantes não são só as elites que nos governam directa ou por interpostos personagens. São também as coortes de LACAIOS que os servem e os protegem e que se dispõem a todo o tipo de jogadas sujas e sem escrúpulos.
São também esses mesmos, os colaboracionistas.
E a luta contra os COLABORACIONISTAS é também e sempre a luta contra o ocupante.

A História tem muitos exemplos do modo como o ocupante e os colaboracionistas devem ser tratados.
Como por exemplo durante a ocupação da França pelos NAZIS.
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De .F.da P., cretinos, ladrões, mentirosos. a 6 de Maio de 2013 às 14:07
A História os julgará
(-por Sérgio Lavos, 4/5/2013)

Vamos então falar dos filhos da puta, ignorando os cretinos e idiotas úteis que os apoiam, nos jornais, nas televisões e nos blogues.
São os filhos da puta que conduziram o país à situação em que ele está: défice descontrolado, dívida pública a crescer a um ritmo nunca antes visto, desemprego a bater nos 20% e, acima de tudo, uma cada maior assimetria entre mais pobres e mais ricos, dado que o rendimento destes praticamente se mantém intocado ou foi fortalecido.
Um bom exemplo de um filho da puta é alguém que inferniza a vida a velhos, reformados, desempregados e pobres para que os ricos possam continuar a alimentar os seus vícios.

Pedro Passos Coelho mentiu ontem, mentiu tanto e de maneira tão descarada, que podemos dizer que perdeu toda a vergonha na cara.
Mentiu quando disse que a maioria dos trabalhadores da OCDE trabalha 40 horas semanais.
Mentiu quando afirmou que o adiamento dos prazos para cumprimentos das metas se deve ao cumprimento do Governo, quando é precisamente por o Governo não ter cumprido que os prazos para cumprimento têm de ser adiados.
Mentiu quando disse que as rendas excessivas da energia e os contratos das PPP foram renegociados com sucesso.
Mentiu quando disse que a idade da reforma se manteria nos 65 anos, sabendo que quem se reformar com essa idade sofrerá penalizações.
Mentiu quando disse que não iria haver despedimentos da função pública, falando em rescisões por mútuo acordo - e a expressão "mudança de actividade", aplicada à situação em que os despedidos da função pública vão ser colocados é um excelente exemplo do uso da novilíngua no discurso deste Governo.
Mentiu quando afirmou não ir aumentar os impostos - a taxa sobre as pensões é um imposto. Mentiu ao preparar-se para fazer tudo o que tinha prometido não fazer em campanha: despedir funcionários públicos, cortar salários, taxar pensões.
E mentiu, finalmente, ao dizer que tudo o que está a ser feito irá fazer com que a economia volte a crescer; mentiu prometendo que da destruição que está a ser ensaiada irá nascer um novo país.
Vou esperar sentado pelo "fact checking" dos media a esta inacreditável sucessão de mentiras.
...
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Democracia sem fim?
(J.Rodrigues)

Já se notou que, no seu discurso de sexta-feira ao país, P.Coelho não falou uma única vez no desemprego. Apesar disso, ou talvez por causa disso, Passos anunciou vários contributos políticos decisivos, que P.Portas, com a lata que o caracteriza, diz hoje subscrever à volta de 90%, para que o desemprego seja um assunto cada vez mais falado entre os que por aqui vivem. O desemprego continuará a aumentar, quer por via dos despedimentos maciços anunciados na economia pública, num país onde a percentagem dos trabalhadores do sector público está abaixo da média da OCDE, quer por via de mais e decisivos cortes nos rendimentos e nos serviços públicos. Os efeitos negativos na procura multiplicar-se-ão por toda a economia, dadas as interdependências entre economia dita pública e economia dita privada no capitalismo realmente existente.

A verdade é que o desemprego é essencial para o sucesso do programa político de Passos e Portas. O programa consiste em operar uma maciça transferência, mais aberta ou mais dissimulada, dependendo do artista, de rendimentos e de riqueza do trabalho para certas fracções do capital, nacional e sobretudo estrangeiro, por via da redução do salário directo e indirecto, por via da destruição do estado social e das forças que o podem defender. Economia do medo, como bem denunciou a Cáritas esta semana: “o mundo laboral vive hoje debaixo de um sentimento de medo que condiciona e obriga a aceitar todas as regras e todas as imposições”. Os despedimentos no sector público, a insegurança laboral renovada, são essenciais nesse processo e também na destruição da autonomia e relacionada possibilidade de defesa do interesse público. Reparem também como o aumento do horário de trabalho na função pública envia um sinal poderoso e perverso, contrário a toda a política pública sensata em momentos de crise, como de resto, por exemplo, as tão admiradas elites políticas alemã sabem, mas consistente com toda uma política sistémica: em Portugal, serão cada vez menos a trabalhar ...


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