Maus gestores no Estado
Eu, mau gestor, me confesso   (-por D.O.)
 

       «Estado é um mau gestor» - dizem eles ... mas  é mentira e  propaganda.  

NÃO é o Estado, entidade pública que representa a soberania popular, que é mau gestor ... 

     O que há é maus gestores também em funções de interesse público (que geralmente*

Se Servem do Estado para se promover, enriquecer ou fazer favores a... pelos quais depois são recompensados...).

     E os Maus gestores têm nome (e partido), são os senhores que (se movem por 'tachos' e benesses,

que) aceitam lugares de governantes, administradores e dirigentes de recursos e serviços públicos, 

que recebem o dinheiro e gerem Mal, com incompetência, com dolo, ...

e depois dizem que a culpa é da Adm.Púb, dos F.P., da instituição ou do órgão de que fazem parte

e de que são os primeiros responsáveis ...

e por isso mesmo (em vez de lhes permitirem 'saltar para outro tacho') deveriam

ser responsabilizados política, civil e criminalmente pela sua gestão, pelo que fizeram de Mal,

pelo que não fizeram para evitar ou corrigir o que estava Mal, pelo que deixaram outros fazer de Mal, ... 

e ainda pelos seus actos de nepotismo, assédio, corrupção, ilegalidade procedimental, ocultação ou deturpação de informação, ...

    

    *Note-se e aprove-se que no Estado/ Adm.Púb., felizmente, também há bons gestores,

competentes, experientes e isentos ... independentemente dos constrangimentos político-económicos

e de suas legítimas preferências e ligações (partidárias, religiosas, culturais, ... e familiares).

         Mecanismos de manipulação que funcionam  (-por Sérgio Lavos)

Vale a pena deixar aqui na íntegra a última crónica de Pacheco Pereira para o Público, sobre os mecanismos propagandísticos que 99% da população engole e a maioria dos media alegremente veicula. Para alguma coisa servirão os boys que o Governo contratou em catadupa para os gabinetes.    ...



Publicado por Xa2 às 19:07 de 03.06.13 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Gordura de Mandantes e Boys no Estado a 4 de Junho de 2013 às 09:51
As gorduras do Estado
(-por Sérgio Lavos, Arrstão, 3/6/2013)

Cada dia a mais em que este Governo ocupa o poder, é um dia em que o país fica pior, mais pobre e com menos possibilidades de ultrapassar a pior crise da nossa História democrática.
Mas cada dia a mais que passa é também um dia em que o Governo coloca mais um boy no poder,
um dia mais a alimentar as suas clientelas,
um dia mais de lucro, assegurado pelo Estado, das empresas energéticas e das empresas em PPP,
um dia mais a fazer os seus negócios na sombra, os quais apenas conheceremos na sua verdadeira dimensão depois de tudo estar terminado.

Pedro Passos Coelho fez-se eleger prometendo acabar com o parasitismo partidário do aparelho de Estado.
Mas continuam os ajustes directos a escritórios de advogados e a empresas de amigos ou companheiros de partido.
(http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/justica-milhoes-em-pareceres )

Pedro Passos Coelho disse, em 4 de Abril de 2011:

“[Quero] deixar claro que os membros do Governo não podem recrutar ilimitadamente uma espécie de administração paralela nos seus gabinetes”.

“Um membro do Governo tem direito a escolher um chefe de gabinete, uma ou duas secretárias de confiança, um ou dois adjuntos. Acabou.
O resto que tiver que recrutar tem que recrutar na administração”*

Passados dois anos, o Governo já nomeou 4463 pessoas, entre as quais 1027 para os gabinetes ministeriais, 73 pessoas por gabinete.
Em média, ministros e secretários de Estado já nomearam muito mais pessoas por gabinete do que o Governo de Sócrates fez nos primeiros dois anos.

De tempos a tempos, lá vem a conversa de cortar na despesa dos ministérios, mas a verdade é que a despesa a cortar prevista no Orçamento Retificativo engloba apenas cortes nos salários,
mantendo-se os consumos intermédios,(+ os pareceres, consultorias e adjudicações externas, ...), as famosas "gorduras do Estado" de que Passos falava.
Para desviar as atenções dos consecutivos falhanços e trapalhadas, o ministro Álvaro recentemente falou em reduzir a frota automóvel ao serviço dos ministérios.
Em três meses, conseguiram uma redução astronómica, de 3 carros. Admirável.
O gabinete do primeiro-ministro manteve a sua frota de 26 (!) automóveis.

Ainda recentemente passou uma reportagem na SIC que comparava o estilo de vida dos governantes dinamarqueses ao dos portugueses.
A primeira-ministra, por exemplo, tinha apenas um carro ao seu serviço, um motorista, e o seu gabinete era composto por três ou quatro funcionários recrutados à função pública,
sendo que apenas o seu assessor de imprensa (repito, um assessor de imprensa) tinha sido nomeado directamente por ela.

Estado mínimo?
Apenas para os mais desfavorecidos; para quem tem de ir aos serviços públicos de saúde e de colocar os filhos na escola pública.
Para quem manda e defende esse estado mínimo, temos estado máximo, o mais gordo Estado de sempre.
Perpetuar este Governo no poder é perpetuar a situação de parasitagem absoluta do aparelho de Estado, nunca antes vista.

Empobrecimento geral da população e
enriquecimento dos poucos que ajudaram a alçar Passos Coelho ao poder
- eis o actual Governo, sustentado por Cavaco Silva, em todo o seu esplendor.


*Via Câmara Corporativa.


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