5 comentários:
De .Mega Despedimento e Guerra Civil. a 20 de Junho de 2013 às 14:14
«Espere-se (fora do país ou na barricada ?!) para ver como se safa ... com a golpada contra o Estado que está a ser preparada pelo doido.»

... quando a Guerra Civil em Portugal também passar a incluir contra-ataques físicos, arremessos, disparos, explosões, incêndios, ...

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Gasparoika já está a organizar o mega despedimento colectivo

«O gabinete de Vítor Gaspar pediu a todos os ministérios para elaborarem a lista dos excedentários da função pública até final do mês de Julho, no âmbito do novo sistema de mobilidade especial, segundo o Diário Económico.

"Cada tutela sectorial deve determinar aos respectivos serviços e organismos a elaboração de um plano de reorganização ou de racionalização de efectivos, a apresentar até final de Julho, com indicação de áreas/actividades a abranger, objectivos de redução de pessoal, impacto financeiro, detalhe das fases do processo e calendarização", pode ler-se no documento, citado pelo jornal económico.

A mesma nota acrescenta que “enquanto não for publicado o diploma referente ao novo sistema de requalificação,
os serviços devem recorrer às regras do actual sistema de mobilidade especial para elaborarem os planos, uma vez que na primeira fase ambos os processos são compatíveis”.» [Notícias ao Minuto]
: «Pergunte-se ao Rosalino como prevê requalificar os funcionários.»
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Emigrantes ou refugiados

Com o governo que temos quem abandona o país não emigra, foge.
Já faltou mais para que sejam considerados refugiados
(da barbárie económico-social promovida pelo desGoverno fantoche dos banqueiros e oligopolistas)
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Ajustamento, chamam-lhe eles
Os jovens universitários já quase não equacionam a possibilidade de ficarem no país o que significa que o que resta do que no passado de investiu no ensino superior está a ser oferecido à Europa, Brasil e Angola a título gratuito. Em vez de exportar ciência e produtos de alto valor acrescentado, Portugal exporta a sua melhor geração sem qualquer contrapartida, só porque um ministro das Finanças achou que no seu modelo económico e social não há lugar para eles.

Enquanto a escola pública é posta a ferro e fogo a universidade pública, que sempre se distinguiu por ser melhor do que a privada, vai sendo destruída lentamente, os investigadores vão desistindo do país, os melhores professores vão deixando de resistir às propostas que lhes chegam de foram. Os nossos melhores quadros perceberam que não vale a pena apostar num país de banqueiros oportunistas, políticos corruptos, e empresários vocacionados para explorar trabalhadores com ordenados miseráveis.

Os investidores estrangeiros desconfiam de uma economia gerida de forma pouco transparente, com um ministro dos Negócios Estrangeiros armado uns dias em ministro da Economia e nos outros em ministro da Agricultura, com um Presidente que confunde a agricultura portuguesa com a holandesa, uma política económica feita à base de mentiras e desvios orçamentais. Portugal é um país à beira do colapso social, com um governo e uma presidência incompetentes e a roçar o irresponsável, sem certezas quanto ao futuro do euro ou da presença do país no euro.

Os investidores nacionais ou são banqueiros, ou dão emprego aos Catrogas ou são marginais num país onde só a EDP tem direitos adquiridos, onde num dia se compram swaps e no dia seguinte os mesmos que os compraram pagam para ficarem sem elas e despedem os antigos colegas de negócios. A economia assente no proxenetismo colecivo já não se alimenta apena da exploração dos trabalhadores, a crise levou empresas com a banca ou as energéticas a explorarem as PME e todas as empresas que por precisarem de crédito ou serem grandes utilizadoras de energia são vulneráveis à chantagem daqueles sectores oportunista.

Portugal afunda-se, perde os seus melhores quadros, expulsa as gerações jovens, rompe com um contrato social que garantiu décadas de estabilidade e paz, destrói tudo o que se construiu no ensino, nas universidades e na ciência, despreza o progresso assente na investigação para dar prioridade ao trabalho intensivo, desorganiza o Estado jogando fora o investimento de muitos anos.

Tudo porque gente sem qualificações, sem provas dadas, sem grande formação ética aproveitou ...


De .Manipulação, Burla Financ.e DesGoverno. a 14 de Junho de 2013 às 15:35
"A casa ganha sempre"
[que coincidência !! esta é a 'casa' do croupier/banqueiro/...]

O pós-crise financeira de 2008 tem sido profícuo em escândalos envolvendo a grande banca internacional.
Primeiro foi a Manipulação da principal Taxa de juro de referência dos mercados financeiros (a Libor), depois as acusações de Lavagem de Dinheiro.
Talvez devido à complexidade do que está em causa (distante do dia-a-dia do cidadão comum) e, certamente, devido ao poder destes agentes financeiros, estes escândalos não saem das páginas da imprensa financeira e são resolvidos através de umas chorudas multas, facilmente suportadas pela banca.
De resto, tirando o despedimento de alguma da arraia-miúda, ninguém é responsabilizado e nada muda.
O cálculo da Libor continua a ser feito da mesma maneira, não?

O último caso é ilustrativo da cortina de silêncio que se abate quando algo emerge.
A Bloomberg, numa extensa investigação ( http://www.bloomberg.com/news/2013-06-11/traders-said-to-rig-currency-rates-to-profit-off-clients.html ), DENUNCIOU a forma como a grande BANCA internacional MANIPULA as TAXAS de referência de câmbios (indexantes para activos financeiros no valor de 4,7 biliões (TRILLIONS) de dólares) em seu proveito,
através de ordens CONCERTADAS de compra e venda de moeda durante a curta janela de tempo utilizada pela Reuters (rival da Bloomberg) no cálculo destas taxas.

Este novo escândalo, além de ilustrativo da ficção dos mercados financeiros concorrenciais, realmente dominados por quem tem poder, mostra, mais uma vez, que o problema do sector financeiro não são uns quantos funcionários mal-intencionados.

O problema está na arquitectura desta “economia de casino” onde a casa ganha sempre.
A manipulação e consequente transferência de riqueza para o sector financeiro são o "novo normal" dos nossos dias.

Entretanto, fico à espera de ler algo sobre o assunto na imprensa portuguesa.
(-por Nuno Teles , 13/6/2013)


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João Pinto e Castro

Morreu João Pinto e Castro. Perdemos um dos raros economistas que qualificava o debate público nacional. Seguíamos com atenção os seus postes no jugular ou as suas crónicas no Negócios e muitas vezes dialogámos com ele, até porque era difícil encontrar quem escrevesse coisas mais estimulantes nestes meios:
fosse sobre os mitos do empreendedorismo ( http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/histoacuterias_da_carochinha_para_grauacutedos.html )
ou do euro, sobre a economia pacóvia dominante ou sobre os 12 mil milhões de euros que Gaspar e seus amigos queimaram ( http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/joao_pinto_e_castro/detalhe/queimar_dinheiro_na_praca_publica.html ).

A sua última crónica sobre o futuro do capitalismo é representativa de uma reflexão social-democrata original e consistente que vai fazer falta.
À sua família e amigos enviamos sentidas condolências.
(- por João Rodrigues , 14/6/2013, Ladrões de B.)


De Jumentices, 14e13/6/2013 a 14 de Junho de 2013 às 19:31
--- Grande Cavaco (acabo de poupar-me a uma multa de 1300€ !! )

... Há poucos meses o governo decidiu destruir o Estado social e organizar um imenso despedimento colectivo de funcionários públicos, tudo para compensar os desvios orçamentais provocados pelos erros de previsão do ministro das Previsões Meteorológicas. Para concretizar o projecto o governo encomendou ao FMI que assinasse as suas propostas dando-lhes a forma de estudo. Agora, depois do FMI ter feito todos os fretes ao governo vem Cavaco Silva atacar aquela instituição internacional sugerindo que seja despedida da troika.
O curioso é que fretes à parte o FMI tem sido a organização mais competente e equilibrada da troika, cabendo as responsabilidades das asneiras ao BCE, ao Cherne e ao representante local do coxo. ... (-por Jumento, 14/6/2013)
... e Passos C.: “É claro que ajudaria que as instituições da troika evitassem este espectáculo público de estarem a dar motivos que podem suscitar a desconfiança dos mercados.”» [Público]

--- Jogo sujo
... Não seria melhor ideia o Crato (min. educ.) ir directo ao assunto e mandar a GNR para as escolas para organizarem e vigiarem os exames? De resto, até é a GNR que guarda as provas, é uma questão de as distribuírem, recolherem e corrigirem.

--- Às vezes o Gaspar gosta muito de negociar

«O governo poderia ter avançado para tribunal para pedir a nulidade dos contratos de cobertura de risco de crédito (swap) mais lesivos das empresas públicas. O cenário é defendido num parecer jurídico entregue em Setembro de 2012, portanto antes de o governo ter optado por renegociar os contratos swap com os bancos. O parecer do escritório de advogados Cardigos, a que o i teve acesso, faz parte da documentação enviada pelo Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) à comissão parlamentar de inquérito aos contratos de derivados.
São vários os argumentos referidos para sustentar a viabilidade de pedir a anulação dos contratos por via judicial. Um dos argumentos mais fortes é a necessidade de visto prévio do Tribunal de Contas a contratos que resultem em encargos financeiros ou patrimoniais. O parecer sustenta que os contratos de derivados com intuito especulativo, o IGCP identificou 12 casos, estão abrangidos pelas normas aplicáveis e deveriam por isso ter sido sujeitos a visto prévio do Tribunal de Contas. A consequência da falta do visto é a ineficácia desses contratos. Tal implicaria a anulação retroactiva dos seus efeitos e a restituição de tudo o que tivesse sido prestado ao abrigo do negócio jurídico considerado nulo.
O parecer remete também para processos em tribunais internacionais em que foi invocada a desproporção de informação e experiência entre os prestadores dos contratos e os clientes, considerando que nestes casos existe um dever reforçado de informação por parte dos bancos. Por outro lado, quando o produto financeiro em causa está concebido de forma a que apenas uma parte pode ser beneficiada, o banco, e a outra é sempre prejudicada, o cliente, estamos perante um produto com falhas.» [i]

--- Despedimento colectivo em preparação por Cristas
«Assunção Cristas, ... anunciou ter pedido "a todos os dirigentes que olhassem para os seus serviços" e que nas "funções que forem deixando de ter relevância" as pessoas fossem "encaminhadas para a requalificação", sendo certo em matéria de rescisão amigável "o pontapé de saída cabe ao trabalhador". ...» [DN]
Os bondosos ministros do CDS começam a mostrar o seu papel, ...

---Haja quem o diga, Durão é um incompetente ambicioso
«“O senhor Barroso deve ir-se embora, e depressa. A sua falta de coragem e a sua ineficácia prejudicaram decididamente muito os europeus”, afirmou em comunicado a deputada europeia do PPE (Partido Popular Europeu, centro-direita). A ministra do executivo de Sarkozy condenou a intenção de Barroso de querer negociar, em prejuízo, na sua opinião, da defesa da exceção cultural europeia, um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
“Para que serve a Comissão Europeia se, por medo dos seus parceiros comerciais, ela se recusa a defender os europeus e tudo o que constitui a nossa especificidade? O senhor Barroso está a curvar-se perante os Estados Unidos antes mesmo de as negociações começarem”, ...


De .GREVE Geral. a 14 de Junho de 2013 às 15:08
Orçamento Rectificativo

Greve Geral
por Sandra Monteiro

Multiplicam-se os discursos do governo e de Belém sobre a chegada do tempo do investimento, do crescimento, de super-créditos fiscais e da preparação do pós-Troika. Mas nem os que apostam nesta retórica conseguem disfarçar o quanto ela está desligada da realidade e se destina apenas a manipular percepções e a prosseguir um plano que a maioria dos portugueses contesta. Na vida real, o que se impõe é a crescente dificuldade de sobreviver, de pagar as contas, de ter esperança de ver chegar um novo governo que corte verdadeiramente com as políticas de austeridade e afaste os seus protagonistas.

O novo plano de cortes na despesa pública que o Orçamento Rectificativo para 2013 traduz não podia ser mais claro na separação entre a ficção anestesiante dos discursos e a realidade angustiante das práticas governativas. Depois de dois anos sob dependência do empréstimo da Troika – Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e Comissão Europeia – e de políticas de empobrecimento em benefício do sistema financeiro e dos grandes interesses privados, todos os indicadores mostram que, para a maioria, tudo está a piorar de forma acelerada: o desemprego atingiu já os 17,7% e continuará a subir; o défice no primeiro trimestre atingiu os 8%, tornando pouco credíveis as metas estabelecidas pelo governo para 2013; no mesmo trimestre, a recessão chegou já aos 4%; e a dívida pública em 2014 deverá superar 132% do produto interno bruto (PIB), bem acima dos valores que o próprio FMI considera economicamente sustentáveis ou reembolsáveis.

Ainda assim, com uma população exaurida, o executivo de Pedro Passos Coelho aproveita para impor ao país sucessivos cortes austeritários, através de mais uma brutal redução da despesa pública. A engenharia social em curso mantém os seus traços identitários: reduzir o rendimento disponível das famílias, degradar as condições de trabalho, aumentar a pobreza e a exploração, tornar a precariedade e o desemprego fenómenos estruturais, degradar os serviços públicos e as funções sociais do Estado para desenvolver negócios privados e transformar em profecia auto-realizada o sonho neoliberal do Estado como ineficiente e incapaz de satisfazer as necessidades dos cidadãos que o pagam. Esta transferência maciça de recursos é bem ilustrada pela comparação dos anunciados cortes de 4 mil milhões de euros no Estado social com as perdas infligidas às empresas públicas com os ruinosos contratos financeiros derivados SWAP, que já ultrapassam os 3 mil milhões de euros.

Este orçamento rectificativo – quantos mais haverá este ano? – não traz novidade quanto ao projecto ideológico que o sustenta, mas ameaça ser responsável por duas alterações qualitativas que podem ter efeitos cumulativos destruidores da sociedade e da economia portuguesas. Em primeiro lugar, porque os cortes na despesa pública têm efeitos ainda mais recessivos, por acelerarem a diminuição da procura interna, os despedimentos e as falências, a quebra de receitas fiscais e da Segurança Social, o aumento das despesas com prestações sociais, etc. Em segundo lugar, porque a mais recente redução das despesas está quase toda concentrada em três áreas: despedimentos na função pública, diminuições das pensões de reforma e cortes nos subsistemas de saúde e educação.

Os despedimentos na função pública visam nivelar por baixo as remunerações e protecções dos trabalhadores, sejam eles mais novos ou mais velhos, do público ou do privado, e estejam eles em situação de emprego, desemprego ou precariedade. Por muito que os governantes falem de planos de «rescisões amigáveis» ou de «requalificação », as dezenas de milhares de despedimentos previstos e o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais mostram que o austeritarismo está aproveitar a crise engendrada pelo próprio sistema para realizar mais lucros, aumentando a exploração, e para estender a esfera da mercadorização do trabalho, anulando direitos sociais conquistados pelas lutas laborais e sindicais que impuseram mais dignidade à vida humana.

É a esta absoluta emergência de acção que responde a greve marcada para 27 de Junho pelas duas principais centrais sindicais, a CGTP e a UGT, e sindicatos independentes.
...


De . 27 Junho: Greve Geral de NÓS todos. a 14 de Junho de 2013 às 15:12
Greve Geral
(-por Sandra Monteiro, 11/6/2013, Le Monde Diplomatique)
... ...
É de esperar que, apesar das restrições económicas que os trabalhadores enfrentam, e apesar das dificuldades que se colocam ao trabalho sindical, em particular no privado, esta mobilização possa mostrar um cartão vermelho ao governo e lançar bases sólidas de organização dos combates futuros.

É que os despedimentos na função pública, quando associados aos cortes nas funções sociais do Estado, completam um quadro de legalidade muito duvidosa e catastrófico. Às políticas activas de desemprego e depressão económica, o governo junta um imenso corte nos rendimentos dos pensionistas, directamente ou via taxação, corte a que não escapam sequer as pensões ligeiramente menos miseráveis, num país já caracterizado por mais de 80% de pensões de miséria. E ele será ainda agravado pelo desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e na escola pública, que ainda mais onera os orçamentos familiares.

É sabido como a qualidade e a universalidade da escola pública e do SNS portugueses têm sido responsáveis pelas melhores evoluções registadas em democracia. Mas infelizmente, em vez de apostar nestes sectores como motor de crescimento, o governo insiste em demonstrar que é possível retroceder, e depressa, até níveis de saúde e de formação que já imaginávamos impossíveis e que traduzem uma rota de subdesenvolvimento.

Neste contexto, o que se prepara para aplicar aos pensionistas é uma tragédia. Num país como Portugal, em que as falhas de um Estado social relativamente recente são tantas vezes supridas por uma estrutura persistente de vínculos familiares, esta crise tem mostrado que as consequências do desemprego, da precariedade e da pobreza só não têm sido ainda mais dramáticas porque as famílias, com um enorme papel dos mais velhos, têm funcionado como almofada social. Esta nova e colossal redução dos rendimentos dos pensionistas – que eles tinham todo o direito a gozar como entendessem depois de uma vida a trabalhar – faz desaparecer o amortecedor social que restava em muitas famílias afectadas pelo desemprego, pela pobreza laboral, por insuficientes ou inexistentes prestações sociais ou pela doença.

Antes que a sociedade se convença de que o «Estado democrático» é dispensável, que só tira e não dá nada em troca, é altura de pensarmos que a austeridade não é um mero somatório de medidas avulsas; ela actua sobre este ecossistema que nos liga a todos e está a destruir toda a sociedade. Até ao dia em que surgirem medidas que façam os ricos perder o sono, a nossa pergunta perante cada escalada austeritária tem de deixar de ser «isto afecta-me?» e passar a ser «o que fazer para isto não nos afectar?».
Dia 27 de Junho há Greve Geral.


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