Manif: 15 .- Greve .vs. demagogia e guerra psicológica / amansar

       O que está Em Causa na Greve dos Professores     (-por J. Pacheco Pereira, 13/6/2013, Abrupto)

O que está em causa para o governo na greve dos professores   é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos sem direitos nem justificações, a aplicar ao sector.

   É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.

Há mesmo em curso uma tentação de cópia do thatcherismo, à portuguesa.
(...)
           A  Greve dos Professores  e os  “Nacional-tótós”      (-por Francisco)

942840_562751650434297_623622819_n

     A greve dos professores convocada para dias de exame tem dado que falar. Uma das principais razões prende-se com o facto desta greve não ser apenas um ritual simbólico. Pelo contrário, esta greve causa um considerável impacto no terreno e afecta no concreto a vida de muita gente e o funcionamento das escolas. É assim mesmo que deve ser.

     Acontece que o governo e seus lacaios têm movido uma campanha demagógica em que se acusam os sindicatos e os grevistas de “maltratarem as criancinhas”… É fantástico ver essa corja a guinchar por tudo quanto é canto e a rasgar as vestes “pelas pobres criancinhas que estão a ser tão atacadas, usadas e maltratadas por esses malfeitores dos sindicatos”.

     Um governo de sociopatas que tem destruído a escola pública e os serviços públicos, que tem arrasado a economia e a sociedade portuguesa. Um governo responsável pela desestruturação de um número enorme de famílias, por via do desemprego, das falências galopantes ou da emigração forçada

    Um governo que irá prosseguir com todos os ataques e pretende permanecer no seu rumo. Um governo reiteradamente fora-da-lei, como agora mais uma vez se vê com o não pagamento dos subsídios. Um governo responsável pelo aumento da pobreza e fome infantil. Ora, esse mesmo governo e seus lacaios, ousa agora acusar os sindicatos de atacar “as criançinhas”…

    Obviamente que o governo e seus lacaios estão-se a marimbar para a sorte das “criancinhas”, o problema deles é outro. A questão é que aqui está uma luta e um sector onde se pode organizar alguma resistência efectiva às suas políticas. Que certos fascistas-no-armário sigam a retórica governamental, nem outra coisa se esperaria. Pena é que certos sectores que se dizem contra o governo alinhem nesta demagogia… Um exemplo destas atitudes, que denomino de “Nacional-tótó”, pode ser encontrada aqui: “Por muito que discorde deste governo, neste caso concordo com Nuno Crato e com Passos Coelho.”

    Assim é o “Nacional-tótó”, diz que é contra o governo, mas opõe-se a formas de luta que ponham em causa o governo. Diz que a greve é um direito, mas se a luta for para lá do simbólico é logo uma “irresponsabilidade”. Por vezes o “nacional-tótó” até afirma que este é um governo fora-da-lei, chega ao ponto de dizer que “Professores e outros funcionários públicos, os cidadãos em geral, têm muitíssimas razões para fazerem greve, geral total e absoluta.“. Mas agir em conformidade com essas declarações, tá quieto… Ou seja, no abstracto o “nacional-tótó” é a favor de greves totais e absolutas, é de um radicalidade extrema, mas quando é confrontado no concreto com uma luta que causa alguma perturbação, por mínima que seja, põe-se logo do lado do status quo… A tod@s @s nacionais-tótós que andam por aí, para esta questão da greve dos professores, aconselho vivamente estes dois textos do Pacheco Pereira: o que convém lembrar sobre as greves e aqui.

     A importância desta greve, e do seu sucesso, ainda mais reforçada é quando o governo pretende usar este pretexto para mudar a lei da greve. A greve é para ser meramente simbólica, sem qualquer valor prático, sem substância. Isto é de resto o que este governo+presidente pretendem para a Democracia em Portugal, em aliança objectiva com os “Nacional-tótós” de serviço.

944352_343898215739982_344230199_n



Publicado por Xa2 às 07:33 de 15.06.13 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Greve dos Prof.s é acto de Civilização a 17 de Junho de 2013 às 09:12
A Greve dos professores é um acto de civilização
(-2013/6/16, Raquel Varela)

Um sistema educativo constituído por trabalhadores precários, caixeiros-viajantes desumanizados, sobrecarregados de burocracia, com parcos descontos para a segurança social, pondo em causa a vida digna dos que já estão reformados.

Professores que ainda tinham direitos, entre os 40 e 60 anos, enviados para um gigante despedimento colectivo ou reformas antecipadas.

Turmas atascadas de crianças mal-educadas, seleccionadas para o lixo do «ensino profissional», um eufemismo para saber usar um computador e dizer umas palavras de inglês para uns turistas verem, mantendo a força de trabalho criteriosamente adequada à desordem de um país baseado em baixos salários e exportações.
Eis o cenário que os nossos professores estão com esta greve a combater.
Não podemos ver nesta greve nada a não ser um acto de civilização, em defesa do bem-estar colectivo.

Para os historiadores, sociólogos do trabalho, afirmar que a greve prejudica tem o mesmo significado que afirmar que a chuva molha.
Porque a greve, proibida durante tantos anos e conquistada com mortos e feridos, só é greve se prejudicar a produção, neste caso, a formação da força de trabalho.

Sabemos, e não podemos deixar de lembrar aos que hoje trabalham, que a greve é-o porque pára a produção mas também porque
pode criar mecanismos de solidariedade,
criar fundos de greve (para suportar vários dias de greve),
democratizar as estruturas de organização dos trabalhadores (plenários de escolas, assembleias abertas, dirigentes com cargos rotativos);
a greve pode também mobilizar outros sectores de trabalhadores à sua volta – foi tudo isto que aconteceu no ano passado em Chicago, nos EUA, naquela que foi a mais importante, e vitoriosa, greve de professores, quando vários bairros de Chicago se mobilizaram, com fundos e acções em defesa dos professores.

A palavra desemprego hoje carrega este significado – os desempregados pressionam os salários dos que estão empregados para baixo, fazem-nos aceitar piores condições laborais.

Argumentei no último livro que coordenei, que a estratégia da troika consiste, primordialmente, em reconverter o mercado de trabalho. Como?
Transformar todos os trabalhadores do país em trabalhadores precários,
isto é, pôr fim ao direito ao trabalho substituído por um estado em que se alterna entre a precariedade e o assistencialismo, os «rendimentos mínimos», quando se fica desempregado.

Um precário ganha em média menos 37%, se for formado menos 900 euros, se não for formado menos 300 euros.
Há um número cada vez maior de pessoas eliminadas do mercado de trabalho – num processo de eugenização social da força de trabalho – mas o número dos que voltam ao mercado de trabalho ganhando muito menos aumenta também.

Quer isto dizer que, tendencialmente, quem consegue voltar ao mercado de trabalho volta com um salário inferior.
Por isso vivemos num país onde há cada vez mais gente desempregada e cada vez mais gente a ganhar o salário mínimo,
salário mínimo que é a palavra mágica que contém em si (quase) tudo – bairros sociais degradados, má educação, brutalidade, violência, má alimentação, fome, apatia social.

Nenhum aluno será prejudicado se esta greve sair vencedora e conseguir o que pode, e está ao seu alcance:
reduzir o horário de trabalho,
empregar mais professores,
estender e melhorar a sua formação nas universidades (ampliar de novo os cursos superiores),
devolver aos cursos de educação uma forte componente científica,
dignificar o trabalho com salários decentes,
acabar com o terror do medo de perder o emprego,
diminuir o número de alunos por turma,
impor o respeito pelos professores, por parte dos alunos e por parte de todos nós como sociedade
– a reboque garantimos a sustentabilidade da segurança social porque com relações laborais protegidas e emprego os descontos para esta aumentam.

O que impressiona nesta greve não é que ela prejudica os alunos.
É que ela é o derradeiro acto para salvar os alunos, uma geração inteira «queimada» por um Governo que nada tem para lhes oferecer a não ser um salário baixo ou um passaporte para a emigração, para países que, ao contrário dos anos 60, tb estão com desemprego crescent


De Greve dos Prof.s é acto de Civilização a 17 de Junho de 2013 às 09:16
A Greve dos professores é um acto de civilização

...
... com desemprego crescente!

Vivemos abaixo das nossas possibilidades.
Hoje um trabalhador, por força do desenvolvimento tecnológico, é 5,35 vezes mais produtivo do que em 1961, mais de 430% mais produtivo!
Isso significa que produzimos riqueza social suficiente para ter turmas de 10, 15 alunos, escolas amplas com espaços verdes, espaços de brincadeira, funcionários bem pagos e atentos; professores bem formados em cursos com extensão universitária de 5 ou 7 anos; aprendizagem de instrumentos musicais, teatro…

Esta greve aos exames defende a dignidade laboral de quem vê no acto educativo um acto de construção da civilidade, da educação, da candura, do amor a aprender, do respeito pelo outro, da ciência como meio de emancipação humana.

--------------

*Raquel Varela é Historiadora. É coordenadora de "A Segurança Social é Sustentável. Trabalho, Estado e Segurança Social em Portugal" (Bertrand, 2012), "Quem paga o Estado Social em Portugal?"(Bertrand, 2012).


De .Sangue VIVO -vs- Venenoso e venal. a 15 de Junho de 2013 às 10:21
Esta é a hora de Luta, Lutemos com todas as nossas forças e meios...

Fazem-nos a GUERRA.
1 Guerra Financeira, Económica, Social, Psicológica ... Venenosa !

Façamos os nossos 'Batalhões' e não tenhamos medo do Sangue VIVO !


De .Se têm Tomates e Sangue VIVO ... a 15 de Junho de 2013 às 10:37

Se os tiverem [ Tomates ]

15/06/2013 Por João Paulo , Aventar

Segunda-feira fazem GREVE !
Não há qualquer limitação legal ao exercício da GREVE pelos membros das Direcções das Escolas, logo, estão também convocados para se juntarem a nós na GREVE.
Ou será que deixaram de ser Professores?

Lembro um detalhe – imaginem que o vosso Agrupamento é transformado em Mega-agrupamento e, continuando a imaginar, perdem o lugar na Direcção.

Já pensaram que a Mobilidade está mesmo ali ao virar da esquina?

Mas, claro, podem sempre continuar a fazer de conta que esta luta é coisa de sindicatos e segunda-feira até podem substituir toda a gente, se calhar até podem fazer o exame pelos alunos!


De .Esclarecimentos sobre a Greve. 17 jun. a 15 de Junho de 2013 às 09:28
Esclarecimentos sobre a Greve Geral de Professores do dia 17 de junho

1- O que decidiu o colégio arbitral sobre os serviços mínimos à greve de dia 17 de junho?

O colégio arbitral decidiu que não há lugar à marcação de serviços mínimos na greve de dia 17 porque não está em causa uma necessidade social impreterível. O colégio arbitral sugeriu mesmo ao governo que adiasse o exame de português de dia 17 para o dia 20 de Junho.

2- Quais as consequências da decisão do colégio arbitral?

A decisão do colégio arbitral de não decretar serviços mínimos para dia 17 de junho implica que todos os professores podem fazer greve sem incorrerem em qualquer sanção ou processo disciplinar. Ou seja, a única consequência de aderir à greve é o desconto do dia de salário, tal como em todas as outras greves. Esta decisão é uma derrota política do governo que acreditava que podia obrigar os professores a cumprirem o serviço de exames do dia 17 de junho.

3 – Como reagiu o governo à decisão do colégio arbitral?

Perante esta derrota política, e sem a possibilidade de recorrer a serviços mínimos ou à requisição civil, o governo, em vez de aceitar a sugestão do tribunal de adiar o exame de português para dia 20, preferiu manter o exame na data inicial, responsabilizando-se pela instabilidade criada nas escolas, nos alunos e nas famílias. Como não pode obrigar os professores a cumprirem a vigilância dos exames (mais uma vez, não há lugar a serviços mínimos nem a requisição civil), ordenou ao júri nacional de exames que convocasse todos os professores de cada escola para estarem presentes no dia do exame, na esperança que uma pequena parte dos professores não adira à greve e assim garanta a realização dos exames.

4 – A convocatória geral do júri nacional de exames obriga os professores a trabalharem no dia 17?

Não. Todos os professores podem e devem fazer greve completamente à vontade. Essa foi a decisão do colégio arbitral. Mais uma vez, a esperança do governo é que uma parte dos professores não faça greve e compareça na escola para vigiar os exames. Ou seja, em vez de serem convocados apenas os professores necessários à realização dos exames e respectivos suplentes, o governo decide convocar todos os professores, para ampliar ao máximo a lista de professores suplentes, até encontrar algum professor que não faça greve e que garanta a realização dos exames. Isto significa que para esta greve ser um sucesso passa a ser necessário que a quase totalidade dos professores da escola adira a ela. E isso só depende dos professores e da convicção e força da sua luta.

5 – Os professores devem comparecer na escola no dia 17 de Junho?

Todos os professores que desejem fazer greve podem ficar em casa ou comparecer na escola. Comparecendo na escola, aderem à greve não aceitando qualquer vigilância ou outra tarefa relacionada ou não com os exames e tentando convencer todos os outros colegas a fazer o mesmo. A vantagem de comparecer na escola é precisamente esclarecer os colegas para os motivos desta greve e convencê-los a não aceitarem qualquer tarefa relacionada com os exames ou outra qualquer.

6- Os professores que fazem parte do secretariado de exames são obrigados a trabalhar no dia 17?

Não. Ao contrário das greves de 7 a 14 de Junho que incidiam apenas sobre as reuniões dos conselhos de turma, a greve de dia 17 de Junho é uma greve geral dos professores, o que significa que é uma greve a todo e qualquer tipo de serviço: aulas, vigilância de exames, coadjuvância de exames, secretariado de exames, actividades com ou sem os alunos, etc. Ou seja, os professores que fazem parte do secretariado de exames podem e devem fazer greve no dia 17 de junho sem qualquer problema. Mais uma vez, esta é uma greve sem quaisquer serviços mínimos ou requisição civil.

7 – Quem é responsável pelas consequências da greve de dia 17 para os alunos e as famílias?

O governo é o responsável. Recusou a sugestão do colégio arbitral de adiar o exame para dia 20 de Junho, o que teria minorado prejuízos para os alunos e as suas famílias. O governo age como um menino mimado, tem mau perder. Quis esticar a corda e manter o exame para uma data em que todos os professores são livres de fazer greve.
...


De Unidade e Luta, na Manif. e na Greve. a 15 de Junho de 2013 às 09:35
Esclarecimentos sobre a Greve Geral de Professores do dia 17 de junho
...
...
7 – Quem é responsável pelas consequências da greve de dia 17 para os alunos e as famílias?

O governo é o responsável. Recusou a sugestão do colégio arbitral de adiar o exame para dia 20 de Junho, o que teria minorado prejuízos para os alunos e as suas famílias. O governo age como um menino mimado, tem mau perder. Quis esticar a corda e manter o exame para uma data em que todos os professores são livres de fazer greve.

E o sucesso da greve às avaliações (de 7 a 14 de Junho) mostra que os professores estão mobilizados para esta luta justa e necessária e que por isso uma grande maioria vai aderir à greve de dia 17 de junho, impossibilitando a realização de muitos exames.
Será da responsabilidade do governo encontrar outra data para os alunos que não puderem realizar o exame de dia 17 por motivo da greve massiva dos professores.

8 – Por que motivo devem os professores fazer greve no dia 17 de junho?

Todos os professores que querem defender os seus alunos e a qualidade da escola pública devem fazer greve no dia 17 de junho.

Estão em causa milhares de despedimentos devido à mobilidade especial e ao aumento do horário de trabalho para as 40 horas.

A escola pública e os alunos só ficam a perder
com professores cansados e desmotivados,
com turmas cada vez maiores,
e com cortes no financiamento que prejudicam todos
os programas de combate ao abandono e insucesso escolares.

A recente luta dos professores já teve consequências na mudança de discurso do governo, que vem transparecendo alguns recuos.

Mas é preciso passar aos actos, e para isso é essencial uma participação massiva dos professores na manifestação deste sábado (15h Marquês de Pombal) e na greve da próxima segunda-feira.

Colega,
Temos que prosseguir a luta que, em unidade e de forma organizada, temos vindo a levar a cabo.

Contamos contigo na Manifestação Nacional e na Greve da próxima segunda-feira, dia 17.

Todos não seremos demais para bem alto dizer ao governo que não permitiremos a destruição da escola pública e da nossa profissão.

CONTAMOS CONTIGO !

A Direção do SPGL


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO