PORTUGUESES, UMA RAÇA ARIANA?

Estamos submetidos, também por culpas próprias, a uma cultura política e económica germanizadas, em certas atitudes e comportamentos quase nazi. Esta evolução foi ganhando, paulatinamente, terreno e a coberto de negócios e supostos apoios a desenvolvimentos que, pouco mais foram, além de paliativos para engorda de PPP, centros comerciais e tubarões do betão.

Já passamos pela influente submissão algloxacsonica, no tempo do Marques também conhecido por Conde de Oeiras, então submetidos aos interesses dos súbditos de sua majestade, os monarcas ingleses, muito investiram nos nossos vinhos do porto e nos seus têxteis, mais tarde escorraçados pelos indianos.

Quase em simultâneo veio a revolta da bastilha e qual inaudita revolução de ideais, saberes e virtudes que para aí nos viramos de alma, coração, e razão desmedida. Convertidos a tais usos e costumes. Tornamo-nos uns lusitanos afrancesados e assim fomos vivendo muitas décadas. Paris foi-nos o centro de todas atenções e poço de desvirtudes nacionalistas.

Um dia apareceram a notas verdes, produzidas por uns colonos emigrados no novo mundo do Norte das Américas e, de tais preciosidades, fizemos encosto e submisso amparo. Fomos mordomos, fieis criados e serviçais a mando de tios sam.

Caído o império luso africano em desgraça, o asiático já há muito se havia desprendido, acordamos para uma Europa que desconhecíamos, ainda que nela sempre tivéssemos estado. Por desconhecimento e total impreparação, mais uma vez nos deixamos submeter a estratégias e interesses que de fora, sorrateira e meticulosamente, nos foram bajulando.

Os alemães, que depois de duas fratricidas guerras ficaram, de algum modo injustamente, submetidos aos interesses partilhados entre russos e americanos aprenderam e à terceira alteraram estratégias, armas e métodos passando a ganhar por via da influência comercial e tecnológica o que aviam perdido pela força das armas.

Na sequência da evolução alemã, incluindo nela a sua própria reunificação, a Europa vive atualmente uma situação de hegemonia, além de cultural, política e económica é sobretudo ideológica, provinda de Berlim (Bruxelas, Estrasburgo e instancias europeias sumiram) tornando os governos de cada país uns meros feitores ao serviço dos desígnios do governo alemão, BCE e FMI.

No caso português chega-se ao ponto de constatarmos tiques neonazis que só falta, certos políticos, nos dizerem que somos um povo de elite. Já nos chamam “o melhor povo do mundo”. Por este andar pouco nos faltará para nos tornarmos uma raça ariana.



Publicado por DC às 16:15 de 18.06.13 | link do post | comentar |

1 comentário:
De pertinentes questionamentos. a 18 de Junho de 2013 às 17:27
Erguem-se umas vozes quase rasteiras que aqui e ali se vão levantando mas quase ninguém as ouve. Uns cegos, outros surdos, muitos mais ainda por conveniência dos próprios interesses nos benefícios já conseguidos ou a reboque de esquemas, mais ou menos tardios mas sempre prometidos, farejam por dentro dos aparelhos partidários as suas mesquinhas oportunidades.
A PIDE, a MOCIDADE PORTUGUESA e a LEGIÃO são organismos criados pelo regime salazarista e só desapareceram estruturalmente. O povo português não conseguiu, ainda, varrer dos seus hábitos e cultura tais pigmentos.
Socialmente, enquanto povo e cada um, continuamos agarrados (com estes partidos aumenta) a esquemas feudalistas que em certos casos já envergonhariam o próprio Salazar.
É um excelente texto, uma voz de protesto e de desassossego é pena que fique, mais uma vez, por meia dúzia de leitores e poucos comente tão pertinentes questionamentos.
Erguem-se umas vozes quase rasteiras que aqui e ali se vão levantando mas quase ninguém as ouve. Uns cegos, outros surdos, muitos mais ainda por conveniência dos próprios interesses nos benefícios já conseguidos ou a reboque de esquemas, mais ou menos tardios mas sempre prometidos, farejam por dentro dos aparelhos partidários as suas mesquinhas oportunidades.
A PIDE, a MOCIDADE PORTUGUESA e a LEGIÃO são organismos criados pelo regime salazarista e só desapareceram estruturalmente. O povo português não conseguiu, ainda, varrer dos seus hábitos e cultura tais pigmentos.
Socialmente, enquanto povo e cada um, continuamos agarrados (com estes partidos aumenta) a esquemas feudalistas que em certos casos já envergonhariam o próprio Salazar.
É um excelente texto, uma voz de protesto e de desassossego é pena que fique, mais uma vez, por meia dúzia de leitores e poucos comente tão pertinentes questionamentos.


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO