De DesGoverno Prepara + Austeridade e Desem a 24 de Junho de 2013 às 14:35
24/6/2013:
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Arménio Carlos diz que não há razões para ter medo de ADERIR à greve geral .

O secretário-geral da CGTP diz que os portugueses não têm que ter medo de aderir à greve geral de quinta-feira.
Arménio Carlos entende que o Governo está a preparar mais austeridade, o que justifica a PARTICIPAÇÃO no protesto.

Fonte: SIC
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Sindicatos de professores regressam ao Ministério à tarde ↳
Os sindicatos de professores que estiveram hoje de manhã em reuniões no Ministério da Educação regressam à tarde e admitem que possa haver mudanças na mobilidade geográfica dos docentes.

Fonte: DE
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Patrões contra "insistir numa receita que não é solução" ↳
Confederações patronais unidas contra Governo defendem "Um Novo Rumo para Portugal" ↳

As várias confederações patronais uniram-se hoje num apelo ao Governo.
Pedem uma descida de impostos, que não se limite ao IRC, mas que seja alargada também ao IRS e ao IVA na restauração.
Os patrões defendem “Um Novo Rumo para Portugal" para combater de forma efectiva o desemprego e o definhar das empresas.
As confederações pedem ainda ao GOVERNO que reconheça, humildemente, que FALHOU.

Fonte: SIC


De Enganar cidadãos e pagar aos Bangsters. a 25 de Junho de 2013 às 14:01
Manual de sobrevivência de Vítor Gaspar
(por Daniel Oliveira)

Já se sabem os efeitos que os contratos swap vão ter para o Estado e para as empresas públicas que a eles recorreram para se financiar. Quando Pedro Passos Coelho chegou a São Bento, o governo foi avisado, através de um despacho do Tesouro, que os seguros de risco de algumas empresas públicas eram uma bomba relógio. Na altura, as perdas potenciais eram de 1400 milhões. Vítor Gaspar não fez nada e deixou a coisa andar. Só dois anos depois, quando a banca ameaçou mostrar a factura, o ministro das Finanças foi obrigado a reagir. As perdas potenciais já iam em 3000 milhões. Mais do dobro de quando o governo tomou posse.

Havia que esconder as responsabilidades de Vítor Gaspar por 1600 milhões potencialmente perdidos e lançar uma campanha mediática. Que passava por três operações: lançar todas as responsabilidades (que as teve) para o governo anterior, fazer voz grossa (mas manter mão dócil) com as instituições bancárias e, exibindo a mais vergonhosa das cobardias, isolar alguns dos responsáveis (estavam no governo e impediam o passa-culpas do costume), salvando Gaspar e a sua principal secretária de Estado.

A história da demissão dos secretários de Estado envolvidos nos swap é das mais tortuosas a que assistimos nos últimos anos. Como se sabe, foi a secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que conduziu, de forma bem pouco transparente (até houve contratos que se evaporaram ), o processo. Ela era, como diretora financeira da REFER e responsável por acordos deste género, a pessoa com mais interesse em apagar o rasto do crime. Todos saíram. Ela ficou. Duas instituições tuteladas por si trataram de investigar a coisa: a Inspeção Geral das Finanças e a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Maria Luís Albuquerque começou por mandar a Inspeção Geral de Finanças investigar todas as empresas em causa. Todas? Não. A sua REFER ficou convincentemente de fora, como revelou a deputada Ana Drago numa intervenção, na semana passada, no Parlamento (podem ouvir aqui e compreender melhor todos os sórdidos meandros deste processo).

As várias empresas públicas fizeram negócios diferentes? Maria Luís Albuquerque diz que sim. Convenientemente, ela foi o único membro do governo com participação direta nestes contratos que não fez nada de mal. Através de um jogo semântico que distingue produtos "tóxicos" de produtos "exóticos", ficou ao leme do barco para mandar os seus colegas de governo e de swaps borda fora. Mas os resultados do relatório da consultora Stormharbour diz que dois dos contratos assinados pela secretária de Estado, quando estava na REFER, têm um grau de complexidade 4 (o máximo é 5). A IGCP aconselhou anular todos os que fossem superiores a 3. E esta semana ficámos a saber quedos seis contratos swap assinados pela REFER, cinco têm perdas seguras. Quatro deles têm a assinatura da secretária de Estado.

Ou seja, tirando a opinião da própria Maria Luís Albuquerque, juíza em causa própria, não se vislumbra nenhuma razão para dois secretários de Estado terem saído, por causa dos acordos que assinaram, e a secretária de Estado que correu com eles do governo lá continuar.

Mas não vale a pena verter lágrimas pelos membros do governo, responsáveis por este monumental buraco (cerca de 40% do que o governo cortou este ano nas despesas públicas e mais do que estava em causa com a decisão do Tribunal Constitucional). Ficámos ontem a saber que Paulo Braga Lino, ex-secretário de Estado da Defesa, voltou ao lugar do crime. Foi reintegrado no Metro do Porto, onde, como diretor financeiro e administrativo, assinou os contratos swap que ditaram a sua demissão do governo. Teria de voltar para empresa a que fora requisitado, dirão. Mas era obrigatório que fosse escolhido como diretor administrativo? Ou seja, o que fez no Metro do Porto impedia-o de se manter no governo mas não o impede de voltar a dirigir o Metro do Porto. Será interessante acompanhar o rumo dos restantes demitidos para avaliar a ação moralizadora que Maria Luís Albuquerque dirigiu e da qual se deixou de fora.

Segundo o parecer do escritório de advogados Cardigos e o relatório da IGCP o governo tinha fundamentação financeira e jurídic ...


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