De DesGoverno Prepara + Austeridade e Desem a 24 de Junho de 2013 às 14:35
24/6/2013:
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Arménio Carlos diz que não há razões para ter medo de ADERIR à greve geral .

O secretário-geral da CGTP diz que os portugueses não têm que ter medo de aderir à greve geral de quinta-feira.
Arménio Carlos entende que o Governo está a preparar mais austeridade, o que justifica a PARTICIPAÇÃO no protesto.

Fonte: SIC
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Sindicatos de professores regressam ao Ministério à tarde ↳
Os sindicatos de professores que estiveram hoje de manhã em reuniões no Ministério da Educação regressam à tarde e admitem que possa haver mudanças na mobilidade geográfica dos docentes.

Fonte: DE
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Patrões contra "insistir numa receita que não é solução" ↳
Confederações patronais unidas contra Governo defendem "Um Novo Rumo para Portugal" ↳

As várias confederações patronais uniram-se hoje num apelo ao Governo.
Pedem uma descida de impostos, que não se limite ao IRC, mas que seja alargada também ao IRS e ao IVA na restauração.
Os patrões defendem “Um Novo Rumo para Portugal" para combater de forma efectiva o desemprego e o definhar das empresas.
As confederações pedem ainda ao GOVERNO que reconheça, humildemente, que FALHOU.

Fonte: SIC


De "Mobilidade Esp." é Desemprego público. a 25 de Junho de 2013 às 14:15

A QUANTOS QUILÓMETROS FICA O DESEMPREGO ?

(-por Junho 24, 2013 por Mário Machaqueiro )

Um dos efeitos mais perniciosos da novilíngua em que o governo de Gaspar/Coelho se tem esmerado, com o auxílio das agências de comunicação, dos “spin doctors” e de uma comunicação social manietada pelos grandes grupos económicos, é justamente o de operar uma substituição mágica da realidade pela palavra que a oculta e a mistifica.

Vem isto a propósito do anúncio, feito hoje, de que o Ministério da Educação se compromete, no âmbito da chamada “mobilidade especial”, a não forçar professores de quadro de escola com horário-zero a concorrerem para estabelecimentos de ensino situados a mais de 60 km de distância em relação à escola a que pertencem.
Os jornalistas estão a sugerir que isto até é uma medida razoável considerando que o que estava em cima da mesa era a possibilidade de obrigar os docentes a deslocarem-se até 200 km.
Desta forma, até parece que a expressão “mobilidade especial” se refere a deslocações no território, um bocado como naqueles filmes americanos em que um fulano tem a sua vida toda estabelecida numa certa cidade e, de um dia para o outro, é obrigado pela empresa a instalar-se no pólo oposto dos Estados Unidos (o que, aliás, muito liberalóide da nossa praça acha o máximo… desde que se aplique aos outros).

Acontece, no entanto, que a dita “mobilidade” é, como já muita gente percebeu,
uma mistificação vocabular destinada a encobrir um plano de despedimentos em massa.

Para um professor que, ao fim de vinte ou mais anos de trabalho numa escola, viu o seu posto ser eliminado devido a uma série de medidas formatadas unicamente com esse objectivo
– aumento do número de alunos por turma, eliminação de disciplinas por decreto, redução do horário semanal de outras, etc.
– não faz qualquer sentido estar a discutir 60 km ou 200 km se não houver horário para ele em qualquer escola situada dentro dessas distâncias.

Porque a finalidade é exactamente essa:
não haver horário que lhe possa ser atribuído.

A “mobilidade especial” é, pois, a que conduz ao desemprego.
E a quota de professores a despedir até já foi fixada pelo FMI.
Portanto, rasguemos o manto de névoa da novilíngua e entendamo-nos bem sobre o que está aqui em causa.


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