De Austeridade NÃO funciona. Alternativas. a 25 de Junho de 2013 às 15:36

Mark Blyth: “A Austeridade Não Funciona. Ponto Final”.

Há muito, que economistas (Keynesianos, mas não só) nos advertem para a ineficácia das políticas de austeridade, mas poucos conseguiram explicar o apelo de uma ideia que tem demonstrado ser tão nociva.
Foi precisamente isso que Mark Blyth, professor de Economia Política na Universidade de Brown explicou no livro
Austerity: The History of a Dangerous Idea.
Num estilo acessível, Blyth faz duas coisas.
- Primeiro, descreve a genealogia das ideias de austeridade, e explica o seu apelo – são simples e têm a mensagem moralista que convém a sociedades influenciadas pela cultura cristã.
- Em segundo lugar (e esta é a parte mais importante), Blyth demonstra que a austeridade não só não funciona agora, como nunca funcionou.

Não funcionou na Alemanha no período pós-1918, nem em França no período 1919-39, nem nos Estados Unidos durante a Grande Depressão.
As políticas de austeridade também não funcionaram nos casos mais recentes que os economistas “austeritários” (por exemplo, Alesina, Ardagna, Perotti, economistas da escola de Bocconi que o BCE cita com regularidade) gostam de citar como exemplos de sucesso, nomeadamente os da Dinamarca, Suécia e Irlanda nos anos 80, e os da Estónia, Letónia, Lituânia, Bulgária e Roménia em 2008-2010.
Todos estes casos foram desmontados por Blyth com a ajuda de economistas do FMI (uma ajudinha oportuna).
No caso da Dinamarca, os autores do estudo que tentam demonstrar a tese da austeridade, omitiram o simples facto de que os cortes à despesa pública terem sido efectuados quando a economia estava em crescimento.
Pelos vistos, este é um pormenor de somenos importância.

Assim, Blyth conclui:
“...the deployment of austerity as economic policy has been as effective in bringing peace, prosperity, and crucially, a sustained reduction of debt, as the Mongol Horde was in furthering the development of Olympic dressage.
It has instead brought us class politics, riots, political instability, more rather than less debt, assassinations, and war.
It has never once ‘done what it says on the tin’”.


As alternativas à austeridade
Blyth diz ainda que, obviamente, há alternativas à austeridade (achei sempre curioso o determinismo dos neo-liberais; afinal a base do liberalismo é a crença no livre-arbítrio).

As alternativas tradicionais à austeridade são a desvalorização,a inflação e o não-pagamento, mas nenhuma é ideal ou é sequer uma possibilidade na zona euro.

Mas há mais alternativas e uma delas é a que Blyth define de “repressão financeira” e que se traduz pelo aumento dos impostos para a classe de contribuintes que mais beneficiou do boom dos anos 90 e que provavelmente é mais responsável pela crise.

Ora, Blyth não é o único a pensar nisto.
Um grupo de economistas alemães fez recentemente o cálculo seguinte:
um imposto pontual (one-off) de 10% à riqueza pessoal que exceda os 250 mil euros por contribuinte poderá arrecadar fundos equivalentes a 9% do PIB alemão.
Peter Diamond (do MIT) e Emanuel Saez (da Universidade de Berkeley) chegaram a conclusões semelhantes:
o aumento dos impostos sobre os rendimentos dos actuais 22,4% para 43,5% para os contribuintes mais ricos (o topo 1%) teriam o efeito de arrecadar fundos equivalentes a 3% do PIB, o que será suficiente para fechar o défice estrutural norte-americano.

Blyth está convencido que, mais dia, menos dia, a opção ‘repressão financeira’ e impostos elevados para os mais ricos chegará à mesa da zona Euro.
Estou a torcer para que Blyth tenha razão.


P.S. O livro de Mark Blyth deveria ser leitura obrigatória para todos os governantes e políticos europeus,
e já agora para todos os jornalistas e comentadores que contribuíram para o triunfo do “austeritarismo”.


P.S.2: Muitas desculpas por um post tão longo.


De .Club BILDERBERG . Poder secreto. a 1 de Julho de 2013 às 11:52
Bilderberg 2013 custeada pela Goldman Sachs e outros "beneméritos"

Apesar da elevada segurança, reunião de notáveis mundiais não deverá ter custos para Hertfordshire
[Sérgio Soares, ioline.pt, 08-06-2013]

No decurso da mais secreta reunião do mundo, nos próximos quatro dias na localidade inglesa de Hertfordshire, o Clube de Bilderberg vai debater tópicos que incluem o cibercrime, a política externa americana, "desenvolvimentos no Médio Oriente" e "desafios africanos", apesar da flagrante e nítida ausência de representantes destas regiões.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, e o secretário-geral do PS, António José Seguro, participam nos trabalhos do clube, de que faz parte Francisco Pinto Balsemão.

Este ano, o 61.o encontro, que integra uma elite composta por actuais e ex-governantes, executivos de grandes empresas multinacionais, bancos e investigadores universitários, conta com a presença do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, da directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, dos antigos primeiros-ministros de França, François Fillon, e de Itália, Mario Monti, e do actual chefe de governo holandês Mark Rutte, num total de 140 ilustres convidados.

Os encontros Bilderberg decorrem anualmente desde 1954 para alegadamente facilitar o diálogo entre os países europeus e os Estados Unidos. Segundo a organização são um "fórum informal, de discussões à porta fechada sobre tendências e desafios a nível mundial que permitem aos seus participantes, dada a sua natureza informal, ouvir, reflectir e recolher depoimentos". Como sempre, não é disponibilizado qualquer programa e os encontros nunca produzem resoluções ou propostas ou pareceres públicos.

A Inglaterra faz-se representar pelo ministro das Finanças George Osborne, e pelo seu homólogo sombra, o trabalhista Ed Balls. Os presidentes da Amazon e da Google, ambos muito contestados pela reiterada fuga ao fisco das respectivas empresas no Reino Unido, são dois dos mais destacados executivos presentes.

A lista de convidados deste ano inclui apenas 14 mulheres.

Há jornalistas de todo o mundo que aguardam a uma distância conveniente, nas proximidades do hotel, tentando cumprir a impossível missão de reportar algo das reuniões do grupo marcado pelo secretismo.

A polícia inglesa montou um gigantesco dispositivo de segurança considerado impressionante. A polícia assegurou aos habitantes locais que a conferência não teria custos para o orçamento do Hertfordshire, graças aos donativos dos organizadores. Estes "donativos" foram garantidos, pelo menos parcialmente, pela Associação Bilderberg, uma organização de caridade britânica que recebe "donativos" da British Petroleum e da Goldman Sachs.

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Este é um dos «clubs da elite política-financeira-...» (há outros, incluindo «ThinkTanks», fundações, aasociações religiosas /OpusD, maçonicas, caridadezinha, universidades ... financiadas por Magnates da Banca, da Especulação bolsista, das Multinacionais das Farmaceuticas, Armamento, Alimentos/sementes, Petróleo, Automóveis, Aviões, Minérios, Água-distribuição, Electricidade, Telefones, Jornais, TVs, RedesSociaisInternet, ...),
...que MANDA, compra/ameaça/manipula desGovernos FANTOCHES e seus capatazes e avençados escribas. ... e "faz a opinião" das maiorias e dos eleitorados.


De Bilderberg /conspiração ou não-coincidên a 5 de Julho de 2013 às 18:01
Mais informação ... sobre o «club bilderberg»

“Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão e a sua resposta” ( http://ergoressunt.wordpress.com/2013/07/04/bilderberg-as-minhas-perguntas-a-balsemao-e-a-sua-resposta/ )
...
Do Blogue Perguntas InOfensivas
Por Marisa Moura
....

e +

»» “Paulo Portas e António José Seguro estiveram no clube de Bilderberg” – SIC Notícias, 09/06/2013

»» “As Soberanias Nacionais Estão Mortas” – Entrevista, em Inglaterra, ao ex-apresentador da BBC e estudioso de Bilderberg, David Icke, na última reunião, pelo português Basílio Martins – jornal O Diabo, 03/07/2013
( http://jornalodiabo.blogspot.pt/2013/07/as-soberanias-nacionais-estao-mortas.html?spref=fb )

[com exemplo do Tratado de Lisboa, o tal em que Sócrates soltou o célebre «Porreiro, pá!» Não embarcasse David Icke em certos ambientes freaks ligados à espiritualidade, pondo-se a jeito para ser descredibilizado, e ninguém teria razões para acusá-lo de "desequilibrado" pois factos é coisa que não falta nesta evidência "conspirativa" de que os Parlamentos são mero inglês-ver].
»» Será também isto do marido da ministra mais uma coincidência Balsemão/Bilderberg? [ver blogue]
»» Por que será que algo me diz que o Portas preparou isto há umas semanitas? [ver blogue]“

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Não acreditas na Teoria da Conspiracao? .. Então ! ....Prova-me a Teoria das Coincidências!.....



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