Eu, "funcionári* públic*", um dia ... faço Greve !!

( Eu, funcionári* públic* " )    um  dia ...   faço  Greve  !!

 porque :

 

. Um dia decidem que apenas alguns podem ter desempenho de excelência.   -  Implementação do SIADAP - Lei nº 66-B/2007, de 28 de Dezembro

 

. Um dia tiram-me o vínculo à Função Pública. -  Alteração unilateral do vínculo - Lei nº 12-A/2008

  

. Um dia obrigam-me a estagnar na carreira depois de me aliciarem a fazer um estágio de 2 anos para progredir -  Suspensão dos procedimentos concursais e das mudanças de nível pendentes - Despacho do MF nº 15248-A/2010, de 7/10/2010

 

. Um dia decidem pagar-me menos pelo mesmo trabalho -  Redução salarial - Artº 19º da Lei Nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

  

. Um dia supero todos os objectivos e apenas vou ganhar umas palmadinhas nas costas. -  Proibição das valorizações remuneratórias, designadamente das alterações de posicionamento remuneratório resultantes de progressões e promoções  - Artº 24º da Lei nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

 

. Um dia vou ser solidário à força. -  Contribuição extraordinária de solidariedade - Artº 162º da Lei nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

  

. Um dia fico sem subsídio de férias. -  Corte dos subsídios de férias e de Natal  -  Artº 21º e 25º da Lei Nº 64-B/2011, de 30/12 (Lei do OE 2012)

  

. Um dia obrigam-me a descontar durante 40 anos de trabalho para receber menos 30% do que já recebia antes. -   Alteração do cálculo da pensão de aposentação -  Artº 80º da Lei nº 66-B/2012, de 31-12 (Lei do OE 2013)

  ...

  . Um dia  o/a  chefe "não vai com a minha cara" e manda-me para a «mobilidade especial / requalificação», ...  i.e. para o desemprego. 

...

Por isto  e muito mais ... HOJE  É  O  DIA .  FAÇO  GREVE  GERAL . 

( recebido por e-mail )



Publicado por Xa2 às 07:41 de 27.06.13 | link do post | comentar |

1 comentário:
De - O q. o faria Lutar ?. medo, fome, ... a 2 de Julho de 2013 às 10:30
A minha greve é igual à tua
por zé

Estou em greve.


Porque prefiro o meu nome desprezado pelos carrascos deste tempo, antes quero que os pulhas me cuspam do que me doa a consciência.

Trabalho para o Estado, num hospital público. Sempre achei que tenho o dever de não deixar um doente esperar, muito embora nunca os veja, muito embora apenas me passem à frente num ecrã de computador. Sequências de números que sofrem.

Aprendi assim, fui formado a comportar-me assim. Nunca fiz greve enlevado por este sentido do dever, acima do dinheiro, acima das convicções ideológicas, acima dos direitos que outros adquiriram para mim. Trabalhar para o estado representa ser funcionário dos doentes, não do ministro A ou do secretário de estado B.

Nos últimos dias o meu director tem pregado sobre a inutilidade da greve, que outrora fez, mas presencialmente, num gesto abnegado e heróico que não vê em mais ninguém. Debitou horas seguidas de discurso anti-greve, sem no entanto pisar a linha da ameaça, mas quase. Ouvi-o calado.

Falei com colegas que gostariam muito, mas o dinheiro faz falta. A mim também.

Reflecti pesadamente, não por causa da enorme precariedade (inexplicável ...) do meu posto de trabalho, e resolvi aderir à greve geral dos trabalhadores.

Estou certo de que me vai custar bem mais do que o salário de um dia de trabalho, mas não posso ceder mais ao escabroso discurso de Passos Coelho tratando os portugueses como povo inferior, não posso deixar mais passar em claro o insidioso ataque a uma sociedade que estava a melhorar, que progredia, e que viu os seus esforços esfumarem-se em nome de ideologias purificadoras, salvíficas, venenosas.

Tentei prevenir ao máximo os danos causados pela minha falta, mas neste dia torno a escolher um lado do muro, torno a dar a cara pelo que desejo para todos. Sei bem que o hospital não vai parar, ainda bem, e os danos da minha greve serão quase imperceptíveis. Mas sinto-me a defender os meus, a proteger o presente, a prevenir o futuro.

Poetas loucos os que pensam num mundo para todos, e assim, eis-nos aqui chegados ao mundo dos loucos que nada sabem de poesia, que não conhecem a temperatura das mãos que nos abraçam, que nunca sentiram a textura aveludada do afecto, o ar fresco da amizade, a segurança do respeito, mas apenas o sabor metálico do medo.

Nem de nós podiam ter dito outra coisa que não mal.

-------xxxxxx-------

O que o levaria a fazer greve?
por Rui Cerdeira Branco

EM GREVE.
Pelo regresso da inteligência à ação política e porque sou filho de boa gente.
e
«Achas que já está bom para fazeres Greve ?
ou vais esperar mais um bocadinho ? »
- palavras da Comissão de Trabalhadores da RTP.





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