Espionagem : Privacidade, Liberdade e Concorrência sob ataque

   "Aqueles que sacrificam Liberdade em troca de Segurança, não merecem nem uma nem outra "

011206civil_disobedience.

    .Maniqueísmos que me incomodam. (-por mariana pessoa, 24/6/2013)
      Equiparar Snowden a Assange tem mais de estratégia touro na loja de porcelanas (tão cara aos Estados Unidos...) do que beatificação dos Wikicoisos e de vassalagem dos Anonymo-cenas.
      O mensageiro, não é, de todo, o mais importante. Diabolizá-lo ou santificá-lo em nada contribui para o incontornável facto:
os Estados Unidos da América, "self proclaimed leaders of the free world", usam táticas tão questionáveis quanto todos aqueles que considera estarem do outro lado da barricada.    No fundo, mesmo sem GW Bush, continuamos na narrativa do eixo do mal. Mesmo com Obama. Ah, the smell of irony in the morning ...
      Assange (da Wikileaks, ainda refugiado/retido numa embaixada) estava acusado de violação..., é um narcísico e colocou em risco milhares de vidas. E Snowden (retido num aeroporto moscovita), vai ter que problema no currículo para que efectivamente se passe ao lado do acessório e se vá até ao essencial ?
      Era sobre isto que devíamos estar a falar:
não é preciso ser-se suspeito de um qualquer crime para ter chamadas monitorizadas.  Qualquer um de nós pode ter as suas comunicações controladas, sem qualquer indício que o justifique.
      E quem é que está a discutir este assunto? E a quem é que não interessa discutir o essencial ?   E que moral têm os Estados Unidos para falar sobre tratamento dos Aliados, mesmo?    E até que ponto é que o argumentário do 'salvar vidas é mais importante que o direito à privacidade' não está a ser manipulado
     A França defendeu hoje uma suspensão temporária das negociações para um acordo de comércio UE-EUA devido às alegações de espionagem norte-americana aos europeus (e outros), mas a Alemanha opõe-se e defende que elas comecem, como previsto, a 08 de Julho. 
     ... A França e a Alemanha reagiram com indignação às notícias publicadas no domingo sobre escutas dos Estados Unidos a instituições e embaixadas europeias.    Segundo a revista alemã Der Spiegel, que citou documentos divulgados pelo ex-consultor da CIA Edward Snowden, a Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana espia, há vários anos, edifícios oficiais da União Europeia nos Estados Unidos e em Bruxelas. 
     ... A União Europeia e os Estados Unidos lançaram formalmente a 15 de junho, na Cimeira do G8, as negociações para um acordo entre os dois blocos que será o maior acordo de 'comércio livre' do mundo (+"globalização" desregulação e 'dumping' e -- defesa de interesses nacionais, culturais, especificidades).
        NSA e as Escutas no Mundo  -  O "Big Brother" Americano  -  instalou no deserto do Arizona um gigantesco sistema de escuta de telefonemas, emails, internet, incluindo facebook e twiter, que deteta mensagens de centenas de milhões de americanos e estrangeiros nos EUA e em muitos países do Mundo.      Mas não são os únicos a fazer algo semelhante: a CIA, o FBI, as polícias e os serviços secretos militares, empresas de segurança e agências de informação privadas, de bancos, multinacionais, TVs, ... - e seus equivalentes da Rússia, China, UK, França, Israel, Turquia, Irão, ... Portugal.
    Claro que todos os grandes países (e os outros também) se espiam uns aos outros e até aos seus cidadãos e governantes !! e não pensem que o interesse é 'apenas' militar e terrorismo, mais importante é o Dinheiro a ganhar ou perder: a dominação económica das suas grandes empresas, oligopólios/multinacionais, para controlo dos recursos e do comércio, ... e o conhecimento das forças e fraquezas dos seus concorrentes económicos, ... adversários políticos e 'desestabilizadores do poder'.
    O "inconveniente" é quando são apanhados com "as calças na mão". - no mínimo, os "corneados" devem gritar «agarrem-me que eu ...» e , se tiverem algum poder (económico, militar, político, geo-estratégico, ...), tentam retaliar ou exigir contra-partidas (salvar a honra e ganhar algum) ...  se forem realmente grandes e/ou correctos criam um sério incidente diplomático podendo até cortar relações ou aplicar sanções ... mas isso ...  - no entretanto, há que 'descarregar' no mensageiro, 'abater' o informador, culpar o 'traidor', ... e "lixar" os cidadãos na sua Liberdade e bolso.


Publicado por Xa2 às 19:18 de 03.07.13 | link do post | comentar |

6 comentários:
De .Espionagem(s) vs cidadãos livres. a 9 de Setembro de 2013 às 14:14
Uma nova guerra fria?
(-por Ricardo Alves, 20/8/2013, Esquerda Republicana)

Parece que há quase uma nova «guerra fria» na Europa e nos EUA:
entre os serviços de espionagem e os cidadãos livres.

Começou há mais de 10 anos. Os eventos excepcionais do dia 11 de Setembro de 2001 serviram de pretexto para os serviços de espionagem estatais e privados (sub-contratados pelos Estados)
empregarem hoje quatro ou cinco vezes mais pessoal e meios do que durante a «guerra fria» original.
É uma nova indústria: a da vigilância dos cidadãos.

No Luxemburgo gravam (à vontadinha...) as conversas entre o chefe de Estado e o Primeiro Ministro e vigiam partidos da oposição;
na Alemanha também se vigiam partidos da oposição e protegem-se assassinos neonazis;
em Itália, foi provado em tribunal (vá lá...) a culpabilidade de espiões em sequestro para tortura posterior;
na Polónia e na Bulgária ainda se torturava há menos de dez anos;
em Portugal, o ex-chefe do SIED tinha ficheiros sobre a vida associativa, privada e sexual de milhares de pessoas, presume-se que obtidos «em trabalho» (parece que Relvas usou),
o PS também já suspeita de escutas e o Parlamento elege fiscalizadores que prometem não fiscalizar.

Mais recentemente, soube-se com escândalo público da libertação de um pedófilo por «acordo» entre espiões espanhóis e marroquinos,
houve um apelo a que Assange seja abatido por um ataque de «drones» (numa rua de Londres?),
e continua a perseguição alucinante a Bradley Manning e Edward Snowden.

E agora, parece que no Reino Unido se tornou legal deter durante nove horas um brasileiro que passe por Heatrow e roubar toda a informação do seu computador e telemóvel, tudo pelo «crime» de viver com alguém que investiga os crimes dos Estados.

A pseudo-«guerra» contra o «terror» criou, na Europa e nos EUA, um autêntico Estado dentro do Estado.

Uma guarda pretoriana que serve o PS contra o PSD e o PSD contra o PS conforme o benefício do momento,
e que se arroga o direito de funcionar à margem da lei e contra a lei.
Não há liberdade democrática que resista muito tempo a este monstro.


De .Viver em sociedade Livre ou Terror ofic a 3 de Setembro de 2013 às 12:52
Manning y el alto precio de vivir en una sociedad libre

Amy Goodman y Denis Moynihan
Democracy Now!

“Ninguna bandera es lo suficientemente grande como para cubrir la vergüenza del asesinato de personas inocentes”, escribió el historiador Howard Zinn, autor del libro La otra historia de los Estados Unidos.
Sus palabras fueron citadas en la declaración que escribió el soldado Manning tras el anuncio de que sería condenado a pasar 35 años en una prisión militar por haber filtrado cientos de miles de documentos al sitio web de denuncia WikiLeaks.
La declaración, que fue leída por su abogado, David Coombs, durante una conferencia de prensa, acompaña una solicitud de indulto de Manning al Presidente Barack Obama.

Del otro lado del Océano Atlántico, David Miranda, la pareja del periodista del periódico The Guardian Glenn Greenwald, fue detenido en el aeropuerto de Heathrow, en Londres, en virtud de la ley antiterrorismo de Gran Bretaña 2000.
Antes de dejarlo en libertad, confiscaron sus dispositivos electrónicos, lo interrogaron y amenazaron con enviarlo a prisión.

Ambos acontecimientos intensificaron el ya alto nivel de cuestionamiento al creciente grado de intervención y vigilancia, aparentemente sin límites, del Gobierno de Estados Unidos.
Miranda está atemorizado, pero permanece en libertad. Manning pronto será enviado, con las manos encadenadas, al lugar donde deberá cumplir su condena.
El informante de la NSA Edward Snowden permanece en algún lugar incierto de Rusia, donde recibió asilo político temporal, mientras que el fundador de WikiLeaks, Julian Assange, continúa viviendo en el exilio, cerca de Heathrow, encerrado en la Embajada de Ecuador en Londres.

Es sorprendente que este variado conjunto de individuos haya hecho tambalear el actual estado de vigilancia y guerra global impulsado por el gobierno de Estados Unidos.

Bradley Manning escribió en el comunicado de prensa leído por su abogado David Coombs: “Fue recién en Irak, tras leer los informes militares secretos a diario, que comencé a cuestionar la moralidad de lo que estábamos haciendo. Fue en ese entonces que me di cuenta de que en el intento de combatir la amenaza del enemigo, nos olvidamos de nuestra humanidad. Decidimos conscientemente desvalorizar la vida humana tanto en Irak como en Afganistán.
Al atacar a quienes percibimos como el enemigo, muchas veces matamos a civiles inocentes. Cada vez que matamos a civiles inocentes, en lugar de asumir la responsabilidad de nuestros actos, decidimos ocultarnos bajo el velo de la seguridad nacional y la información clasificada para evitar asumir la responsabilidad pública”.

Como dijo al comienzo del consejo de guerra iniciado en su contra, Manning publicó los documentos confidenciales para “generar un debate nacional sobre el papel de las fuerzas armadas y nuestra política exterior”.
El ejemplo más claro de ello fue la publicación del video de la masacre cometida desde un helicóptero Apache en Irak, en el que al menos una docena de civiles fueron asesinados. El video contiene comunicaciones entre los soldados, que bromean acerca de los actos violentos que están cometiendo.

Mientras el video, publicado por WikiLeaks con el título “Asesinato colateral”, es muy gráfico, los otros documentos filtrados por Manning arrojan luz sobre las guerras clasificadas que el Gobierno estadounidense está librando lejos de la mirada pública.
Los Diarios de la Guerra (http://wardiary.wikileaks.org) incluyen cientos de miles de informes en el terreno de las guerras de Afganistán e Irak. En jerga militar, los documentos clasificados revelan el nivel de brutalidad de la guerra, la violencia sistemática y el asesinato diario de civiles.

David Coombs continuó leyendo la declaración de Manning:
“En nuestro afán por matar al enemigo, debatimos internamente acerca de la definición de tortura.
Detuvimos a personas en Guantánamo durante años sin cumplir con el debido proceso.
Hicimos la vista gorda a la tortura y las ejecuciones del Gobierno iraquí y toleramos muchos otros actos en nombre de la guerra contra el terrorismo”.

Glenn Greenwald y Laura Poitras son dos periodistas que colaboraron en el proceso de difusión de las filtraciones de Snowden desde el comienzo.
...


De Liberdade vs Espionagem e Segredo Estado a 3 de Setembro de 2013 às 13:02
Manning y el alto precio de vivir en una sociedad libre
Amy Goodman y Denis Moynihan
Democracy Now

[ "Blowing the Whistle on War CRIMES is Not a Crime !! "]
...
...
El ex Secretario de Estado británico Lord Charles Falconer, que co-auspició el proyecto de ley en la Cámara de los Lordes de Gran Bretaña, afirma que la detención de Miranda fue un abuso de la ley.
“La publicación en The Guardian no constituye una instigación al terrorismo”, Falconer escribió en el periódico. Y agregó:
“Quizá el Estado pretenda que los periodistas no publiquen materiales sensibles, pero depende de los periodistas, y no del Estado, determinar dónde establecer el límite”.
Si bien Miranda no es periodista, ha ayudado durante mucho tiempo a su pareja, Glenn Greenwald, en su trabajo, y las autoridades británicas sabían muy bien que no se trataba de un terrorista, entre ellas, el Primer Ministro David Cameron, que supuestamente tenía conocimiento previo de la detención de Miranda.

La violación de los derechos de Miranda generó una tormenta política en Gran Bretaña, donde el Cuartel General de Comunicaciones del Gobierno (GCHQ, por sus siglas en inglés), el equivalente a la Agencia de Seguridad Nacional en Estados Unidos, ha sufrido cuestionamientos similares por realizar espionaje generalizado.

En Estados Unidos, David Coombs terminó de leer la declaración de Manning durante la conferencia de prensa posterior a su condena:
“Soy consciente de que mis actos fueron contrarios a la ley. Lamento si mis actos perjudicaron a alguien o provocaron algún daño a Estados Unidos. No era mi intención dañar a nadie, simplemente quería ayudar a la gente. Cuando decidí revelar la información clasificada, lo hice por amor a mi país y por un sentido de deber hacia los demás”. David Coombs continuó leyendo la declaración de Manning, que concluye con un pedido directo al Presidente Obama:
“Si rechaza mi solicitud de indulto, cumpliré la condena sabiendo que a veces hay que pagar un precio muy alto por vivir en una sociedad libre.

Pagaré ese precio con gusto si significa que podremos vivir en un país realmente concebido sobre la base de la libertad y dedicado al principio de que todos, mujeres y hombres, somos iguales”.

(-por Fernando de la Cuadra, 24/8/2013, Socialismo y Democracia )


De Dir. Int'l: grandes e sabujos Não cumpre a 5 de Julho de 2013 às 13:56
EUA/Escutas: Tratamento a Morales foi «ridículo e inaceitável» - Presidente do PE

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, considerou hoje «ridículo e inaceitável» o tratamento dado ao Presidente da Bolívia, Evo Morales, retido em Viena por 13 horas por suspeitas de transportar Edward Snowden no avião presidencial.

Schulz, que interveio hoje em Madrid numa conferência económica, afirmou que se devia saber «quem deu as ordens» de não autorizar o sobrevoo ou aterragem do avião e que os países europeus não podem «deixar de respeitar as regras do Direito internacional».

Na terça-feira, Portugal, França, Espanha e Itália recusaram o sobrevoo ou aterragem nos seus territórios do avião presidencial boliviano, que regressava de Moscovo a La Paz, devido a suspeitas de que o ex-consultor da CIA Edward Snowden, acusado de espionagem pelos Estados Unidos, estaria a bordo.

Diário Digital / Lusa 5/7/2013


De Imbecis no desGoverno p. LatinAmerica a 5 de Julho de 2013 às 17:13
O IMBECILÉRIO CONTRA A BOLÍVIA.

É preciso determinar com especificação púbica quem foi o imbecil que fez juntar o nome de Portugal ao lamentável episódio internacional de servilismo aos USA, dirigido contra o Presidente da República da Bolívia.
Não está em causa a consistência das motivações invocadas, evidentemente fúteis e alheias ao interesse nacional, dado que são inequivocamente insuficientes para justificarem a proibição de sobrevoo de Portugal pelo avião presidencial boliviano.

Esconder o servilismo político em face dos USA numa alegação de vagas e indetetáveis “razões técnicas” é apenas um agravamento da rasteirice cometida, pelo cobardia política que revela.
Sendo uma das raras áreas da politica externa portuguesa que o governo PSD/CDS não destroçou , a valorização da amizade ibero-americana, especialmente importante na atual conjuntura de crise, foi varrida num momento de excesso de zelo gratuito e idiota.
É uma metáfora sugestiva da ligeireza política “portocoelhista” que tem assombrado Portugal.
Que tudo isso tenha sucedido à notícia de que os USA espiavam a União Europeia é apenas um acréscimo de ridículo.
Que um governo francês de esquerda tenha alinhado no dislate em causa é mais um motivo de melancolia.

Ficamos com vontade de dizer: sejam gente !
Dêem pelo menos a impressão de alguma verticalidade.

(-por Rui Namorado, OGrandeZoo, 3/7/2013)


De Todos os Serviços Secretos Espiam e ... a 5 de Julho de 2013 às 12:05
Serviços secretos franceses também espiam comunicações de milhões de utilizadores

O presidente francês, François Hollande, que foi uma das vozes mais críticas ao programa de espionagem dos EUA, pode ter uma situação semelhante para arrumar em "casa".
Os serviços secretos franceses também alimentam, alegadamente, uma rede de espionagem às telecomunicações de milhões de utilizadores franceses e de outros países. O objetivo é conseguir construir uma rede de monitorização e recolha de dados que determina as ligações de uma determinada pessoa na tentativa de identificar atividades suspeitas.

Chamadas, mensagens, emails e publicações em redes sociais são apenas alguns exemplos das informações que são controlados pela agência secreta de França. Mas segundo escreve o Le Monde, os serviços de inteligência estão mais interessados na recolha de metadados do que propriamente nos conteúdos das telecomunicações, isto é, a hora e a localização onde foram realizadas as ligações por exemplo.

O jornal escreve também que as informações que passam pelos serviços das gigantes tecnológicas como a Google, Apple e Facebook, são controladas. Alegadamente, também em nome da segurança nacional, argumento usado pela NSA no escândalo Edward Snowden.

Os dados são teoricamente armazenados na Direção-Geral para a Segurança Externa que depois partilha toda a informação com outras sete agências de inteligência do país. Os dados ficam guardados durante vários anos.

A agência de segurança nacional francesa negou os relatos do diário francês e apenas confirma casos de espionagem que são autorizados legalmente e têm uma sustentação.

O presidente gaulês, François Hollande, que foi uma das vozes mais críticas ao PRISM dos EUA e à possibilidade de as altas chefias europeias estarem a ser controladas, pode afinal ter um caso semelhante para esclarecer a nível interno.
------------

Altos funcionários do governo francês proibidos de usar Blackberry

Os altos funcionários franceses estão impedidos de usar equipamentos Blackberry. A proibição resulta de um alerta do ministério da defesa que admite a possibilidade das informações que circulam nos equipamentos serem monitorizadas pela secreta americana.

Com a tomada de posse do novo governo francês intensificaram-se as restrições à utilização dos smartphones Blackberry. Depois de considerados fortemente aditivos, os equipamentos da RIM são agora vistos como potenciais espiões de informação classificada.

As suspeitas devem-se ao facto de embora a Research in Motin ser canadiana os servidores da empresa estarem fisicamente guardados nos Estados Unidos e no Reino Unido. Este facto despontou no governo francês o receio de ver exposta informação confidencial a outros países, adversários de uma chamada "guerra económica", defendeu o deputado Pierre Lasbordes em declarações à Associated Press.
...


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