De Todos os Serviços Secretos Espiam e ... a 5 de Julho de 2013 às 12:05
Serviços secretos franceses também espiam comunicações de milhões de utilizadores

O presidente francês, François Hollande, que foi uma das vozes mais críticas ao programa de espionagem dos EUA, pode ter uma situação semelhante para arrumar em "casa".
Os serviços secretos franceses também alimentam, alegadamente, uma rede de espionagem às telecomunicações de milhões de utilizadores franceses e de outros países. O objetivo é conseguir construir uma rede de monitorização e recolha de dados que determina as ligações de uma determinada pessoa na tentativa de identificar atividades suspeitas.

Chamadas, mensagens, emails e publicações em redes sociais são apenas alguns exemplos das informações que são controlados pela agência secreta de França. Mas segundo escreve o Le Monde, os serviços de inteligência estão mais interessados na recolha de metadados do que propriamente nos conteúdos das telecomunicações, isto é, a hora e a localização onde foram realizadas as ligações por exemplo.

O jornal escreve também que as informações que passam pelos serviços das gigantes tecnológicas como a Google, Apple e Facebook, são controladas. Alegadamente, também em nome da segurança nacional, argumento usado pela NSA no escândalo Edward Snowden.

Os dados são teoricamente armazenados na Direção-Geral para a Segurança Externa que depois partilha toda a informação com outras sete agências de inteligência do país. Os dados ficam guardados durante vários anos.

A agência de segurança nacional francesa negou os relatos do diário francês e apenas confirma casos de espionagem que são autorizados legalmente e têm uma sustentação.

O presidente gaulês, François Hollande, que foi uma das vozes mais críticas ao PRISM dos EUA e à possibilidade de as altas chefias europeias estarem a ser controladas, pode afinal ter um caso semelhante para esclarecer a nível interno.
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Altos funcionários do governo francês proibidos de usar Blackberry

Os altos funcionários franceses estão impedidos de usar equipamentos Blackberry. A proibição resulta de um alerta do ministério da defesa que admite a possibilidade das informações que circulam nos equipamentos serem monitorizadas pela secreta americana.

Com a tomada de posse do novo governo francês intensificaram-se as restrições à utilização dos smartphones Blackberry. Depois de considerados fortemente aditivos, os equipamentos da RIM são agora vistos como potenciais espiões de informação classificada.

As suspeitas devem-se ao facto de embora a Research in Motin ser canadiana os servidores da empresa estarem fisicamente guardados nos Estados Unidos e no Reino Unido. Este facto despontou no governo francês o receio de ver exposta informação confidencial a outros países, adversários de uma chamada "guerra económica", defendeu o deputado Pierre Lasbordes em declarações à Associated Press.
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