De .Espionagem(s) vs cidadãos livres. a 9 de Setembro de 2013 às 14:14
Uma nova guerra fria?
(-por Ricardo Alves, 20/8/2013, Esquerda Republicana)

Parece que há quase uma nova «guerra fria» na Europa e nos EUA:
entre os serviços de espionagem e os cidadãos livres.

Começou há mais de 10 anos. Os eventos excepcionais do dia 11 de Setembro de 2001 serviram de pretexto para os serviços de espionagem estatais e privados (sub-contratados pelos Estados)
empregarem hoje quatro ou cinco vezes mais pessoal e meios do que durante a «guerra fria» original.
É uma nova indústria: a da vigilância dos cidadãos.

No Luxemburgo gravam (à vontadinha...) as conversas entre o chefe de Estado e o Primeiro Ministro e vigiam partidos da oposição;
na Alemanha também se vigiam partidos da oposição e protegem-se assassinos neonazis;
em Itália, foi provado em tribunal (vá lá...) a culpabilidade de espiões em sequestro para tortura posterior;
na Polónia e na Bulgária ainda se torturava há menos de dez anos;
em Portugal, o ex-chefe do SIED tinha ficheiros sobre a vida associativa, privada e sexual de milhares de pessoas, presume-se que obtidos «em trabalho» (parece que Relvas usou),
o PS também já suspeita de escutas e o Parlamento elege fiscalizadores que prometem não fiscalizar.

Mais recentemente, soube-se com escândalo público da libertação de um pedófilo por «acordo» entre espiões espanhóis e marroquinos,
houve um apelo a que Assange seja abatido por um ataque de «drones» (numa rua de Londres?),
e continua a perseguição alucinante a Bradley Manning e Edward Snowden.

E agora, parece que no Reino Unido se tornou legal deter durante nove horas um brasileiro que passe por Heatrow e roubar toda a informação do seu computador e telemóvel, tudo pelo «crime» de viver com alguém que investiga os crimes dos Estados.

A pseudo-«guerra» contra o «terror» criou, na Europa e nos EUA, um autêntico Estado dentro do Estado.

Uma guarda pretoriana que serve o PS contra o PSD e o PSD contra o PS conforme o benefício do momento,
e que se arroga o direito de funcionar à margem da lei e contra a lei.
Não há liberdade democrática que resista muito tempo a este monstro.


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