4 comentários:
De NÃO voltar ao Feudalismo/ Selvajaria. a 8 de Julho de 2013 às 19:17
Um jornal para tempos difíceis

Neste regime, aquilo a que chamamos crise política é a fase que se instala quando se torna evidente para a maioria da população que a resposta austeritária, seja ela aplicada com maior ou menor convicção, está estruturalmente desenhada para rebaixar as condições de vida dos que menos têm, das classes populares às classes médias e aumentar os lucros dos mais poderosos.

A crise política não é, neste sentido, um mero episódio com estes ou aqueles protagonistas, mais «incompetentes» ou com mais «sensibilidade social», mas uma etapa que tenderá a repetir-se com vários actores, por vezes por causa deles e outras apesar deles. Em processo de aceleração, poderá triturar lideranças políticas, umas atrás das outras, como se de uma linha de montagem se tratasse, e poderá determinar a morte, o rearranjo e até o surgimento de novos actores político-partidários, deixando porventura irreconhecível a paisagem que hoje conhecemos, em Portugal como noutros países.

Sandra Monteiro, Três tempos e uma um crise política, Le Monde diplomatique - edição portuguesa, Julho 2013.
(-por JOÃO RODRIGUES , 6/julho/2013, LadrõesB.


De Ditadura Financeira a 5 de Julho de 2013 às 18:06
Quando as eleições não dão jeito nenhum não se fazem
05/07/2013 Por João José Cardoso

É oficial: a nossa extrema-direita pregadora do neoliberalismo (essa variante pós-moderna do nazi, que substitui campos de concentração pelo darwinismo social e o Führer pelo mercado) passou à hora do tudo ou nada:
eleições? não pode ser, por causa do orçamento, da troika e da dívida.

Isto pregava agora Helena Matos na TVI, num intervalo de se dedicar à denúncia do domínio da comunicação social pela esquerda, e enquanto o CANALHA Lourenço titula a sua crónica de hoje:
precisamos de uma ditadura financeira.

Eleições é para quem as merece e quando não existe o risco de o eleitorado votar à esquerda.

...


De Bolsa, Vampiros, Medo, Ameaças, Burlões. a 5 de Julho de 2013 às 10:51
---------- Comem tudo
Não faltou ontem quem se esgadelhasse com as "perdas" que se verificaram na BOLSA portuguesa (como se as perdas existissem para quem não negoceia) e na subida abrupta das taxas de juros (como se ontem se tivessem comprado produtos).

Parecia que o fim dos tempos estava a chegar e que as perdas eram para todos.

Hoje, muitos dos que ontem compraram ao preço de saldo o que a histeria provocada pelos MANIPULADORES do costume (há quem lhes chame mercados) tinha proporcionado, estão a realizar mais-valias interessantíssimas.

É a ciência do VAMPIRismo.
Quem não tem os dentes aguçados deve evitar a tentação de morder no pescoço de quem está preparado para lhos arrancar.
LNT [0.210/2013]

---------- Dos MEDOs e dos MITOs
Quando acaba a razão surge a AMEAÇA.

Eles não se calam. Eles não param de atirar mais medo para cima das ameaças.

Agora são os milhões que já perdemos desde ontem, como se ontem ou hoje tivéssemos comprado ou vendido alguma coisa e como se os ganhos e perdas da finança fossem independentes da compra e venda.

Já não chegava o "vem aí o segundo RESGATE" como se ele não estivesse atrás da porta devido aos maus resultados (já reconhecidos por Gaspar) das políticas autistas e DESTRUTIVAS que este Governo "além da Troika" tem imposto.
LNT [0.207/2013]

--------- M' espanto às vezes, outras m' avergonho

Esta coisa de concordar com Pacheco Pereira é algo que me custa e irrita, mas não tenho outro remédio.

Ele acabou de dizer na Quadratura do Círculo que ESTAS POLÍTICAS NÃO são uma imposição da Troika ao Governo Português mas sim uma decisão do Governo Português com a concordância da Troika.

Irrita-me, mas não posso deixar de concordar, porque tem sido isso mesmo o significado para “ir além da Troika”
LNT [0.212/2013]


De PR: veja as PESSOAS e o Pais real. a 5 de Julho de 2013 às 16:54
Carta ao Sr. Prof. Cavaco Silva, Ilustre Presidente da República Portuguesa.

... De acordo com o que li, o Senhor disse que: NÃO HÁ RISCOS associados a FRAGMENTAÇÃO SOCIAL. Meu caro Senhor Professor, lamento informá-lo mas ESTÁ ENGANADO, quiçá mal informado, mal assessorado ou, simplesmente, mal acompanhado.

CONVIDO-O A LEVANTAR-SE DA SUA CADEIRA PRESIDENCIAL e fazer uma visita ao País real.
Como estamos em época de contenção de custos, proponho-lhe, desde já, uma viagem simples (menos de 20 euros por cada pessoa que quiser levar na comitiva presidencial, recorrendo aos bons serviços da CARRIS e aos excelentes serviços do Metropolitano de Lisboa).
Repito: CONVIDO-O A LEVANTAR-SE DA SUA CADEIRA PRESIDENCIAL e fazer uma visita ao País real. Uma visita simples:

- Saia do palácio ao princípio da manhã e apanhe um autocarro de Belém para o Areeiro; meta-se no Metro e saia na Estação dos Anjos, ao meio da manhã, para ver
a FILA DE ESFOMEADOS (SÃO PESSOAS) que ali se junta (e ali se aguenta um par de horas) para receber uma REFEIÇÃO GRATUITA;

- Meta-se de novo no Metro, escolha qualquer direcção e saia num dos grandes centros comerciais de Lisboa e vá almoçar; OBSERVE as pessoas que navegam nas zonas de alimentação à espera que os outros se levantem para, de forma rápida, se sentarem
para COMER OS RESTOS DEIXADOS NOS PRATOS (e repare, REPARE BEM, SÃO PESSOAS que ainda se conseguem apresentar de forma suficientemente “bem” para escaparem à vigilância dos seguranças);

- Apanhe o Metro, um Autocarro, ou uma combinação dos dois e vá até junto do Tejo; passeie a tarde a pé do Terreiro do Paço até ao Cais do Sodré e observe; OBSERVE as pessoas (são velhos, essa raça desprezada, mas ainda SÃO PESSOAS) que
disputam com os Pombos e as Gaivotas as dádivas de comida, para espanto (e fotografia) dos turistas que nos visitam;

- Apanhe o Metro e vá jantar a outro dos grandes centros comerciais da Cidade e observe; OBSERVE que se repete a cena do almoço (e olhe bem, SÃO PESSOAS);

- Não demore muito a jantar; apanhe a linha vermelha e saia nas Olaias por volta das 21:30 e veja o aglomerado de pessoas (SÃO PESSOAS, Senhor Presidente) que esperam ansiosamente
a colocação, no exterior, dos caixotes do lixo do supermercado para, cuidadosamente, tentar encontrar “coisas” que se possam comer;

- Já que está por ali, entre de novo na linha vermelha e vá até à Gare do Oriente, um dos símbolos indiscutíveis do Portugal Moderno; sente-se no muro junto à PSP e observe; OBSERVE as pessoas (SÃO PESSOAS, Senhor Professor, muitas pessoas) que
naqueles muros frios encontram a única cama que lhes resta para passar a noite.

Repito: CONVIDO-O A LEVANTAR-SE DA SUA CADEIRA PRESIDENCIAL e fazer uma visita ao País real. Esta visita simples que lhe propus.
Bem sei que o Senhor acha que eu sou pouco inteligente e que pertenço ao grupo de pessoas que, erradamente (as palavras são suas), escrevem contra o oásis em que vivemos.
Mas, por uma vez, aceite um conselho meu: LEVANTE-SE DA SUA CADEIRA PRESIDENCIAL e vá sentir a verdade.
Se, por dificuldades orçamentais, esta visita não planeada, não tiver autorização de verbas do Sr Dr Vitor Gaspar, ofereço-me aqui, PUBLICAMENTE, para a custear. Eu sei, reconheço-lhe isso, que o Senhor é superiormente inteligente. Muito mais que eu.
De qualquer outra forma TERIA SIDO IMPOSSÍVEL, para si, com os seus, e da Sra D Maria, MODESTOS RENDIMENTOS (as palavras são, uma vez mais, suas) ter-se tornado rico e juntado o pecúlio MILIONÁRIO que detém.

Mas, se é assim inteligente, é impossível não ser observador. LEVANTE-SE DA SUA CADEIRA PRESIDENCIAL e OBSERVE! E, meu caro, SE DEPOIS DESTA VISITA, que graciosamente lhe desenhei, continuar a achar que NÃO HÁ RISCOS associados a FRAGMENTAÇÃO SOCIAL, então o caso é muito mais sério do que aparenta!

Não sei se por degeneração mental, como alguns afirmam, se por chantagem sobre o caso BPN, como outros ventilam ou, ainda, se por PURA MALDADE (eventualmente refinada com a idade). Só sei que É GRAVE!
Despeço-me respeitosamente, aproveitando para lhe deixar um último conselho (meu e de todos os que ainda temos uma réstia de humanidade): aproveite o facto de se ter LEVANTADO DA SUA CADEIRA PRESIDENCIAL e … VÁ-SE EMBORA!
...Carlos Paz


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