De Amarrar des/Governantes e enforcar Portu a 12 de Julho de 2013 às 11:13

O golpe para o segundo resgate?
(-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)

Só há uma forma de perceber a fuga de Gaspar, explicada pelo próprio
pela sua falta de credibilidade, a tentativa de fuga de Portas, a cedência em toda a linha de Passos Coelho e,
bem mais importante, a vontade de Cavaco marcar eleições apenas para meados de 2014, insistindo num acordo entre os três principais partidos.

Todos os agentes políticos se estão a preparar para um segundo resgate.
Que pode ter outro nome e a que o Presidente chama de "pós-troika".

Gaspar percebeu que não tinha credibilidade para negociar aquilo que era a prova do seu próprio falhanço.
Portaspercebeu que já não tinha como salvar a face.
Passos fez-lhe uma proposta impossível de recusar e amarrou-o ao afundanço mais do que certo, daqui a um ano.
E Cavaco Silva quer amarrar todos os que possam governar às conclusões das negociações que aí vêm,
marcando as eleições para um momento em que os portugueses voltem, como aconteceu com o memorando da troika, a ser confrontados com inevitabilidades e compromissos internacionais sem recuo, esvaziando assim o próprio sentido das eleições.

Esta é a única explicação racional (o que não quer dizer que esteja certa), que corresponde ao que tem transpirado das instituições europeias, para estes 15 dias alucinantes.
Se assim for, nunca tive tão poucas dúvidas sobre a urgência de eleições antecipadas.
Eleições onde cada um diga qual a sua posição sobre o recomeço da desgraça.
E em que os eleitores possam dizer o que querem.
Negociar um segundo resgate, que determinará os nossos próximos anos de vida, sem ouvir os portugueses, seria um golpe contra a democracia.


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