20 comentários:
De . Ouuutro tipo de Acordo. a 19 de Julho de 2013 às 10:10
------- Também apoio o "Acordo ..." desde que...

"It's the economy, stupid !" explicava Clinton. É o conteúdo "stupid" digo eu.
É que também concordo com a necessidade urgentíssima de um "acordo de salvação nacional". Mas de que acordo?
Ora aí está, é o conteúdo.
Vejamos, se o conteúdo do acordo for, por exemplo, mais ou menos assim:

- renegociar a dívida;
- devolver os subsídios roubados;
- não despedir as dezenas de milhar de funcionários públicos programadas;
- limitar drasticamente durante o período mais intenso da crise as reformas e pensões mais altas e não tocar nas mais baixas;
- limitar as remunerações da administração pública, Governo, PR, incluindo empresas, institutos e fundações do Estado, por um certo lapso de tempo, a um teto expressivo,
- reduzir a metade ou um terço, durante a crise o orçamento da PR, do Governo e da AR, a frota de carros do governo e do estado. Proibir a compra de carros de luxo para o estado,
- criar escalões de IRS de 80 e 90% (como fez Stalin ou Mao Tsé Tung? Não! Como fizeram os presidentes dos EUA, Roosevelt e Eisenhower, em situação de "salvação nacional" nos anos 40 e 50 ) para rendimentos familiares muito altos.
- Englobar, em sede de IRS, os dividendos em vez de os taxar baixinho.
- não privatizar a CGD nem nenhum das empresas do seu universo, como é o caso dos seguros;
- não privatizar a RTP, Águas de P., aeroportos, CP, ... nem nenhum outro bem estratégico para o país.

Em resumo obrigar a oligarquia financeira, seus aliados e empregados de luxo a arcar com o grosso dos custos da crise de que são responsáveis, poupar as suas vítimas e salvar o estado social.

Não há um "interesse nacional" ! Há vários e frequentemente antagónicos.

A gritaria que para aí vai sobre o "interesse nacional" é sobre o interesse da alta finança
internacional e nacional e respetivos aliados e clientelas.

E o "interesse" destas classes não é o "interesse" das classes médias e dos trabalhadores. Não é o "interesse" de 90% ou mais dos portugueses.

Nas matérias em discussão, no que respeita ao equilíbrio financeiro do Estado, o interesse dessas duas partes é rigorosamente oposto.
Quando estes "gatos" apelam, por esses media afora, a um "acordo de salvação nacional" é da salvação deles, gatos, que estão a falar e não do interesse dos "ratos" que nós somos, como na conhecida parábola canadiana "Ratolândia" que o Youtube oferece.
Não estamos a falar de "interesse nacional" comum a todos os portugueses como p.ex. a ausência de catástrofes naturais que interessa quer aos Srs banqueiros e quer ao professor ou ao trabalhador portuário, aos "gatos" e aos "ratos".
A lamúria que ai vai nos media, dirigida pelo governo e pela presidência da república sobre o "interesse nacional" é uma conversa de "gatos" para tentar convencer "ratos".

Acho que o PS fez bem em aceitar "dialogar" com os partidos do Governo e acho que o mesmo deveriam ter feito o PCP e o BE,
não porque haja qualquer esperança fundada em trazer este governo vendido à troica/aos credores/a Merkel a posições opostas às que o têm orientado e levado o país à ruina
mas para pôr em destaque perante a opinião pública as diferenças de conteúdo do acordo/desacordo.

Se o PS claudicar, aceitando o plano austeritário do governo para a destruição do estado social, ainda que recauchutado com umas alterações pouco significativas para enganar eleitor, terá a merecida recompensa do eleitorado.
Se se portar bem terá o voto dos eleitores. Aguardemos.

O comunicado do PS após o encontro proposto e realizado com o BE é um mau indício a revelar o pior do PS.
Já quanto ao PCP parece que continua, apesar de muita gente capaz que lá tem, firme no seu desígnio de fazer acordos só com os Verdes e com a Intervenção Socialista, isto é, consigo próprio.

Entretanto o Presidente foi com o Sr que o trata por Sr. Silva, o "Alberto João", visitar as cagarras na Selvagem Grande, ali onde Portugal quase pega com as Canárias, para se distrair ou para nos distrair da crise?

# posted by Raimundo Narciso , PuxaPalavra, 18/7/2013


De .NÃO ao acordo para o ABISMO. a 16 de Julho de 2013 às 11:45
Salvação, disse ele
...
...
Para Cavaco, o país não precisa de pôr termo ao processo de destruição em curso, nem precisa de ouvir os portugueses e saber o que estes querem para o seu futuro. Nada disso.
O que Portugal precisa, diz-nos Cavaco, é de gente séria que cumpra (custe o que custar) o que o atual governo acordou com a troika, isto é,
Portugal tem de manter e reforçar o desastre dos últimos dois anos e avançar, rápido e em força, para o corte de 4700 milhões de euros em salários e pensões
- o tal corte que Gaspar entendeu não ter condições para concretizar,
o tal corte que explica a atual crise política,
o tal corte que, de acordo com um estudo do Banco de Portugal, será mais recessivo do que tudo o que foi feito nos últimos dois anos.
Em suma:
Cavaco entende que devemos caminhar todos, de mãos dadas, para o abismo.

Deficitário de cultura democrática, Cavaco acha que esta escolha só não é patrioticamente assumida pelos partidos porque estes estão mais empenhados na intriga política, não porque seja
social, económica e politicamente insustentável fazê-lo.
Perante isto, Cavaco optou por pôr o atual (des)governo sob tutela presidencial, forçando-o a prosseguir a agenda que levou à sua implosão,
e quer arrastar o PS para esse compromisso de desastre nacional.

Para seduzir o PS, Cavaco promete eleições antecipadas em 2014. Mas, como não dá ponto sem nó, o Presidente de uma parte dos Portugueses (Bloco e PCP não entram nas contas) diz que
só convocará eleições se estiver previamente assegurado, mediante um acordo de médio prazo entre os partidos do ‘arco da governação',
que estas não servem para nada.

Se o PS se comprometer a não alterar uma vírgula à política da atual maioria, então Cavaco convocará eleições.
Não para que os portugueses escolham o que quer que seja,
mas para que todas as escolhas que verdadeiramente importam não estejam ao dispor dos cidadãos e da democracia.
Cavaco, que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, tem um plano, acontece que
esse plano não é compatível com a democracia. E não poderá salvar Portugal.»

[DE]João Galamba.
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«Salvação nacional» seria isolar Cavaco + os Bangsters + o fantoche desGoverno + ... , nas ilhas Desertas ... desculpem-me as cagarras e gaivotas !!


De .Seja CIDADÂO pleno. a 16 de Julho de 2013 às 13:02

- Que maneiras/ soluções há de «o povo querer, mas querer mesmo.» mudar «isto» ?

1- através de Eleições/ Votando, ... preferencialmente fazendo parte de um partido, de uma lista candidata, de um grupo de promotores de programas/ manifestos/ moções/ propostas, ...

2- indo para a 'Rua' (e escrevendo cartazes, blogs, artigos jornal, comentários, ...), Manifestando, Reivindicando, fazendo Greve, Grandolando, gritando, sapateando, ...

3- indo para a Revolução, pegando em mocas e/ou armas e escolher os alvos responsáveis por este pântano falso-democratico e por esta roubalheira continuada, ....

4- fazendo parte duma nova 'carbonária', ou duma 'opus D', ou duma loja/obediência maçónica, do 'club bilderberg', ... (não conta fazer parte dos 'rotários', ou do ACP, ou dum clube de futebol,...)

- Qual opção escolhe, Zé ?
se se opõe à 1ª, já foi para a Rua ? ou está a preparar a 3ª ...
ou apenas critica negativamente, nada faz nem quer que os outros façam ... mas «quer mesmo» um milagre (especialmente para si, que desenrasque a sua vidinha) ?

Pense bem ... e seja coerente .

- Se gosta de como «isto» está, se é de Direita, ... não se mexa, bata palmas, ...

- Se está DESCONTENTE /indignado, se é de Esquerda, ...
será coerente apoiar a Frente ou COLIGAÇÂO de ESQUERDA, manifestar-se e ser um Cidadão Pleno, mais activo.


De Salvar PPPs BPN, Swaps, Burlões Bangster a 17 de Julho de 2013 às 10:24
Estão mesmo a tentar salvar a nação?

(-por S.L. - Esta crónica de Pedro Tadeu diz tudo o que precisa de ser dito sobre o tal "compromisso de salvação nacional"):

"O que é um acordo de salvação nacional? O que significa salvar o País?
O que se quer salvar? Quem se quer salvar?

Os políticos do PSD, PS e CDS que negoceiam umas frases para um papel onde ficará timbrado o percurso para essa dita salvação nacional
são os dirigentes dos partidos responsáveis pelo percurso político de Portugal nos últimos 30 anos.
São estes os partidos que levaram o Estado, oito vezes secular, à ruína,
à perda de independência económica e ao abandono de uma parte da sua soberania política.

Os líderes do PSD, PS e CDS, que discutem agora como erguer os três pilares que suportarão o edifício da suposta salvação nacional, são dirigentes dos mesmos partidos que
a golpes de incompetência, ganância, corrupção e inconsciência arruinaram a administração central,
empurraram milhares e milhares de pessoas para o abismo da miséria
e criaram no seu estômago a fome voraz, monstruosa, que só foi saciada com o alimento do crime económico e financeiro, como denunciam PPP, BPN ou swaps.

Estes são partidos onde medrou gente que na política, nas empresas e no mundo financeiro
utilizou abusivamente dinheiros europeus,
banalizou faturas falsas,
cultivou fugas aos impostos, a "contabilidade criativa",
promoveu a construção desenfreada,
os atentados ecológicos e urbanísticos,
a dependência excessiva do crédito e mais e mais e mais...

Os negociadores do PSD, PS e CDS são dirigentes de partidos que precisam de ser salvos,
perdidos na imoralidade carreirista,
na servidão aos interesses externos,
na dependência eleitoralista,
na ambição pequenina, na mediocridade dos seus quadros,
no caciquismo dos seus autarcas.

O Presidente da República pediu, com urgência, para estes partidos salvarem Portugal mas eles não têm capacidade para isso.
Primeiro, repito, eles precisavam de se salvar e isso demora muito mais tempo do que
chegar a acordo para marcar eleições, o valor limite do défice e a redução a prazo da dívida pública.

É mesmo mais difícil do que fazer uma reforma do Estado sensata e inteligente.

Os partidos convocados por Cavaco Silva, os partidos que se intitulam a si
próprios "partidos do arco da governação" são, na verdade, os partidos do sistema que nos levou até aqui, à beira da perdição.

A missão destes partidos, independentemente das lutas internas e das tricas que os separam, não é a "salvação nacional" é, lamento constatar,
a "salvação do sistema", a salvação dos seus vícios.
Pode até ser que, para isso, assinem um acordo e melhorem as contas do Estado, mas, no final, acho com tristeza, a nação não ficará salva."


De .Pela «COLIGAÇÂO de ESQUERDA». a 15 de Julho de 2013 às 16:53
Viva a «COLIGAÇÃO de ESQUERDA». !!

Para conseguir realizar políticas de esquerda, esta/s têm de se ALIAR, UNIR, e ir a Eleições numa COLIGAÇÂO
(podendo manter os respectivos partidos, mas partilhando um acordo de princípios e políticas de esquerda a implementar no eventual futuro governo;
também a proporcionalidade e ordenação de lugares elegíveis na Lista conjunta, tendo em atenção o 'peso' das intenções/sondagens e algumas cedências para representação de forças menores e de independentes). - isto é tomar o exemplo organizativo da CDU (PCP + Verdes) e do BE.
o PS deveria fazer parte desta coligação, mas, se estivesse com muitas hesitações ou exigências, avançaria a CDU + BE + independentes de esquerda.
Os documentos e propostas do Congresso Democrático das Alternativas / Auditoria Cidadã serviria de referência.

Pela COLIGAÇÃO de ESQUERDA PORTUGUESA ALTERNATIVA ou
FRENTE ALTERNATIVA de ESQUERDA

Quem Apoia e Votaria nela ?



De Sistemas políticos Apodrecidos a 15 de Julho de 2013 às 17:24
Dos sistemas políticos apodrecidos
(por Luís Bernardo, 15/7/2013, blog5dias.net)

“Bárcenas asume la autoría de los papeles y da decenas de documentos contra el PP“
Ali ao lado, o cheiro a podre é tanto que o PSOE já corta relações com o PP e tenta negociar uma acção conjunta com a IU, o PNV e a CyU.
Bárcenas revela ter pago €25.000 a Rajoy e Cospedal em 2010. Rajoy fala em Estado de Direito para defender-se. Há imagens de SMS trocados entre Rajoy e Bárcenas a correr pela internet.

Já se tem dito que a CORRUPÇÃO não é um desvio da perfeição liberal, uma questão cultural ou uma questão comportamental. Porque não é. Sem isto, o sistema político espanhol não funciona.
Sem que existam estas TROCAS de FAVORES, a economia política espanhola entra em colapso. E quem fala da espanhola também fala da francesa, da italiana, da alemã e da inglesa. Rajoy, Cospedal, Bárcenas e (de outras formas, porque nenhuma coisa desta magnitude parece ter sucedido em Portugal)
Passos, Portas, Gaspar, Relvas, Cavaco e Seguro não são mais que excrescências desta economia política que normaliza a venalidade e mercadoriza as relações sociais.
E também é por isso que serve de pouco entrarmos por justicialismos, “metam-nos na cadeia, gatunos do caralho”: isso significa, tão-somente, que legitimamos o papel regulador e o aparelho punitivo do Estado NEOLIBERAL, em vez de materializarmos a Justiça e a nossa visão colectiva sobre esse conceito hoje tão desprezado.

Talvez seja preciso começar por pegar em Colin Crouch (para não falarmos sempre do senhor barbudo) e falar do postulado primaz da pós-democracia: instituições aparentemente democráticas esvaziadas e ocupadas por interesses corporativos.
Em sociedades de MERCADO onde estamos a contar as décadas para PRIVATIZAR o ar, comprar afecto e achar que as DESIGUALDADES, bem, as desigualdades até são boas, porque o elitismo não é assim tão mau (e há “esquerda” que acredita nisto) e a pobretagem tem é que se mexer (também há “esquerda” que acredita nisto).

Hoje, na Península Ibérica, interessa pouco saber se vivemos em regimes de protectorado – não o são de jure - e recuperar a soberania não passa pelo reconhecimento dessa condição, mas de enfrentá-la.
Também não vivemos sob o peso esmagador do FASCISMO, apesar da tendência AUTORITÁRIA da UE e do actual regime de acumulação capitalista.
Mas vivemos em regimes pós-democráticos.
Basta fixar Relvas e Bárcenas.
E os regimes pós-democráticos não parecem particularmente interessados em renovar contratos sociais, quanto mais em
escrever um novo contrato social, favorável aos direitos dos seres humanos e do planeta,
que relegue os direitos da propriedade e do capital para quarto plano.

Para isso, precisamos de outra coisa. De escrevê-lo nós.


De DesGoverno. a 15 de Julho de 2013 às 18:22
---------- Contrato polémico do BPN leva BIC a exigir ao Estado cerca de 100 milhões

Por Cristina Ferreira 15/07/2013 -
O grupo luso-angolano, que pagou 40 milhões de euros pelo BPN, enviou para o Tesouro facturas de cerca de 100 milhões de euros ao abrigo do contrato de execução assinado com a actual ministra das Finanças.

---------------- Negócios da China
A Segurança Social está a tentar vender vários imóveis do Estado na China.
A receita alcançada destina-se a pagar pensões e os compradores poderão ter direito a um visto de residência.
É este o governo que temos.
Aconselha jovens licenciados portugueses a emigrarem e procura cativar gente com dinheiro para viver em Portugal, sem cuidar de saber o que pretendem cá fazer.
Longe vão os tempos das Lojas dos Chineses. Agora o governo português lançou as Lojas dos Trezentos para o sector imobiliário e borrou as portas com tons azuis e laranja.


De . 1/4 na POBREZA. 2,5Milhões de Pessoas! a 16 de Julho de 2013 às 10:01

Do País - entre o Fundo e a Salvação...

"(...) O INE divulga hoje dados que confirmam a elevada exposição ao risco de pobreza das pessoas que se encontram desempregadas.
Mas diz-nos mais: as famílias com crianças dependentes estão entre os grupos que mais viram a taxa de risco de pobreza aumentar em 2011.
E que taxas de risco de pobreza mais elevada incidiam sobre os agregados constituídos por dois adultos com três ou mais crianças dependentes (41,2%).
O país que volta a ter vagas expressivas de emigração.
O país que tanto penaliza as famílias que têm crianças, mesmo tendo uma das mais baixas taxas de natalidade.

O país que bate no fundo, ao mesmo tempo que a classe política se entretém com jogos de poder, negociações "estratégicas" (para quem?), birras revogáveis e agendas individuais.

E alguém falou em "salvação nacional"... ?!
A ironia tem limites..."


(Sara Falcão Casaca in Facebook) - por Ana Paula Fitas


De 1% enriquece + e restantes emPOBREcem ! a 16 de Julho de 2013 às 10:18

Os 11 principais banqueiros portugueses ganharam cada um, em média, 1,6 milhão de euros em 2011,
totalizando 17,6 milhões entre salários e bónus.- DN, 16/7/2013


Mais de 2 milhões de portugueses em privação material (POBREZA), DN, 16/7/2013.

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Estamos a preparar-nos para PAGAR outra Expo, na Trafaria, com o cadáver dos estivadores?

(-por Raquel Varela , 16/7/2013 blog5dias)


Os estivadores do Porto de Lisboa receberam uma carta em que os patrões dizem proibir as férias agora – exactamente isto que leram – porque, alegam, com a greve, têm falta de pessoas.
Os mesmos patrões que despediram 29 pessoas, um dia a seguir à última greve geral, há portanto 3 semanas.

Falta de pessoas? Depois de despedirem lamentam-se que têm falta de pessoas e que, por isso, os que já trabalham, turnos sob turnos, não podem ter férias?

Nada disto me surpreende mas choca-me que não haja um movimento massivo de solidariedade, de cidadania elementar, como houve com os mineiros espanhóis, por exemplo.

Isto quando este Governo quer fazer do Porto de Lisboa uma PPPs de mil milhões de euros, valor «só para começar o negócio».
E os lucros são da Mota Engil, do Ricardo Salgado ou do Ricardo Espírito Santo?
Estamos a preparar-nos para pagar outra Expo, na Trafaria, com o cadáver dos estivadores?


«- Mas porque raio a luta dos estivadores me há-de interessar ?!!

- Não sejas imbecil !! Apoiá-los é APOIAR o TRABALHO com direitos e a economia das nossas cidades. Os portos e o país não podem ser dominados apenas por alguns grupos económicos ! »



De Há Alternativa: Entendimento à Esquerda! a 15 de Julho de 2013 às 17:35
A hipótese "benigna" e os seus três problemas
(-por Miguel Cardina, Arrastão, 15/7/2013)

Cavaco Silva resolveu chamar os três partidos do "arco da governabilidade" e propor-lhes um pacto de regime.
O Presidente da República busca assim a continuidade do memorando, cuja aplicação está em causa com a instabilidade no governo e a indefinição nos cortes previstos de 4700 milhões de euros.
E pretende garantir o prolongamento da austeridade para lá de Junho de 2014, amarrando os três partidos às fórmulas que para isso venham a ser encontradas.

O facto de BE e PCP não terem sido convidados para o concílio não é um mero detalhe: é precisamente porque
o "compromisso" não visa "salvar" o país - coisa que não se faz com políticas de destruição de emprego, salários e pensões e com guilhotina estirada sobre o Estado social.
Nem "ouvir" os partidos - que todos os dias nos informam do que pensam na AR e por outros canais.
Nem sequer a busca de soluções milagrosas - que só ocorrem em política quando existem forças sociais capazes de as fazer vingar.
O compromisso visa o consenso em torno da continuidade destas políticas. Cavaco disse-o claramente.

Este consenso é reclamado pela troika e pelas elites caseiras, a quem assusta a perspectiva de um outro rumo.
Basta ouvir o que os nossos comentadores ou ler os suplementos dos jornais que contam.
Diante desta pressão, uma pergunta tem pairado no ar por estes dias:
alinhará o PS neste casamento?
Tenho uma resposta taxativa: depende.
Sabendo-se do enlace que o partido manteve e mantém com sectores importantes das elites económicas e financeiras, não seria totalmente surpreendente.

Ainda assim, prefiro apostar na hipótese "benigna":
o PS está nas negociações apadrinhadas por Cavaco apenas por manha e recurso táctico.
Para fingir responsabilidade. Para responder a um apelo do Presidente, do qual se pretende desvincular dentro de dias.
No fundo, o PS defende o derrube do governo e não aceita os cortes de 4700 milhões de euros.
Só assim, aliás, poderá fazer algum sentido a votação da moção de censura de Os Verdes na quinta e o encerramento das negociações com o governo na sexta.

Este cenário - repito: benigno, outro é possível e há forças nesse sentido - traz consigo três problemas.
O primeiro reside no facto de poder vir a constituir uma lufada de ar fresco a um governo moribundo, que terá depois a sua meia razão no jogo de passa-culpas que se desenrolará no final da semana.
O segundo problema é para o próprio PS, que na sua habitual tentativa de colocação ao centro poderá perder à direita, por não mostrar "sentido de Estado",
e à esquerda, por alinhar um jogo táctico muito duvidoso e claramente comprometedor.

Mas o terceiro problema, eventualmente mais grave, é que esta postura caminha precisamente no sentido oposto do trabalho que tem sido feito por MOVIMENTOS SOCIAIS e por partidos para que existam ENTENDIMENTOS à esquerda.

Ao escolher a bipolaridade, o PS escolhe não se empenhar na busca de um CAMINHO ALTERNATIVO.
Escolhe - hipótese benigna, repito - o "vão sem mim que eu vou lá ter".
Que ninguém se engane: é uma escolha própria.
E que ninguém fique à espera: este é o tempo das decisões.


De Bangsters ?:" Basta Pum Basta ! " a 16 de Julho de 2013 às 10:39
Por um Manifesto Anti-Costa (do BdP)
...
... sendo o principal dos que está atrás de Cavaco a tentar urdir o tal acordo dito de regime para salvar o grande capital, não duvidem.
Quando ouço Carlos Costa, e agora ouço-o pelo menos uma vez ao dia, apetece-me, tivesse eu arte e engenho para imitar Almada, escrever
para a economia política algo que começaria assim: “Basta Pum Basta!”

Uma das primeiras tarefas do governo que terá de vir DEPOIS desta TRAGÉDIA, e que terá de LIBERTAR e reconstruir um PAÍS,
um governo que JUNTE socialistas com e sem partido, comunistas, bloquistas e tantos outros democratas, tantos outros patriotas,
é também tirar Costa do «Banco de Portugal» e acabar com a ficção da sua independência. “Pim!”

(- por João Rodrigues,16/7/2013)


De Entrevista a JL Melenchon, Fr.Esq.(F.). a 15 de Julho de 2013 às 15:46
---Defende que vivemos por todo o planeta uma bifurcação da história. Só sabemos que há algo de novo. Nas ruas acontecem por todo o planeta as revoluções cidadãs

Para o antigo senador do Partido Socialista e actual líder da Frente de Esquerda, François Hollande "roubou o Partido Socialista" a muitos franceses e tornou-o uma coisa que serve a direita e que é preciso derrotar.
O mesmo aconteceu em Itália, em que muitas gerações se viram desapossadas do seu partido, num processo que transformou o PCI em DS (Democracia de Esquerda) e esta em Partido Democrático.
Aconselha os seus camaradas do Bloco e do PCP a não acreditar no canto das sereias e a ter como objectivo ultrapassar o PS:
"A única forma de o mover para a esquerda."
Este licenciado em Filosofia e antigo ministro da Educação é um homem torrencial de uma inteligência viva. A entrevista começou, antes de qualquer pergunta ser feita, pela palavra "crise".

A palavra "crise" é completamente inadaptada. Não penso que as nossas sociedades estejam numa crise.
A ideia de crise dá a entender que é possível regressar à situação que tínhamos antes.
Ora aquilo que se produziu não permite que regressemos ao ponto que estávamos antes da "crise".

---Não partilha o conceito marxista de que vivemos uma crise do capitalismo?

Eu proponho um outro conceito, a ideia de BIFURCAÇÃO.
Fui buscar o conceito às ciências duras. Ele pressupõe um sistema dinâmico, que é explicado por uma série de parâmetros e são estes que definem a dinâmica do sistema.
O conceito de bifurcação é mais rico que o conceito de crise, porque tem em conta a dinâmica do sistema e liberta-nos de todo o tipo de explicações sofisticadas, como as que recorrem à dialéctica, que sempre me pareceram metafísicas, como a ideia da transformação da quantidade em qualidade, etc.
Podemos observar na história muitas bifurcações no passado, que na altura escaparam ao nosso olhar, porque tudo o que conseguimos perceber é o fim do antigo.
Nos próprios fundamentos da vida humana encontramos bifurcações. O facto de os chineses ultrapassarem os Estados Unidos da América automaticamente sem ser alterado nenhum parâmetro conduz a uma bifurcação maior na história económica:
a moeda chinesa torna-se dominante, substitui o dólar e recondu-la ao seu valor real, com todas as consequências que isso acarreta.

---Isso parece uma transformação dialéctica de quantidade em qualidade [risos]... Mas esse processo é determinístico ou tem lugar nele o agenciamento humano?

É um determinismo probabilístico, não é linear, não considera que as fases se sucedem, como no antigo determinismo.
O determinismo que Marx apresentava na sua visão da história, tal como as mais importantes ciências afirmavam na época, tem uma visão linear do tempo.
O seu determinismo era o de Simon Laplace, que dizia que se conhecêssemos a posição e a velocidade de um objecto saberíamos sempre o seu lugar no espaço.
Poderíamos, num momento dado, revelar todas as posições anteriores e sobretudo todas as posições posteriores desse corpo no espaço.
Ora o marxismo contemporâneo é sobretudo capaz de explicar depois e nunca de prever, porque há parâmetros que lhe escapam, como o ritmo e o tempo.
Se lermos textos marxistas eles têm razão quanto ao que se vai passar, mas tanto pode ser em oito dias como em 20 anos.
Esta dificuldade a dominar a dimensão do tempo explica essa incapacidade.
Há pouco falava das implicações na esfera financeira, mas o lugar onde esta não linearidade do tempo é mais visível é a nível do ecossistema.
O aquecimento dos oceanos não será feito docemente, nem o aquecimento global será sempre progressivo.
Aqui também estamos numa bifurcação, continuamos a falar num ecossistema, mas não vai ser o mesmo que no início.

---Mesmo no ecossistema há acção dos homens. Como é possível que os seres humanos consigam criar uma nova bifurcação política?

Há pelos menos dois caminhos:
o primeiro é que não tenhamos escolha. O sistema bloqueia-se. É aquilo que acontece a maioria das vezes nas revoluções contemporâneas, não houve um partido revolucionário e um programa revolucionário preparando laboriosamente o dia da revolta, apareceu um acontecimento que pareceu espontâneo. A raiz das pessoas é conservadora.
Quais ...


De Fr.Esq.: Bifurcação e Revolução Cidadã. a 15 de Julho de 2013 às 15:55
cont.entrevista ao líder da Frente de Esq

...Quais são os parâmetros de partida desta bifurcação?
Quero poder alimentar-me, quero poder deslocar-me para o trabalho, quero sentir-me útil, as coisas elementares que tivemos até agora, e de repente não podemos tê-las.
De repente, o sistema bloqueia-se com aquilo a que chamo um acontecimento fortuito e inopinado.
Um tipo não quer continuar a pagar o seu aluguer num mercado na Tunísia porque está sempre a ser aumentado, é o terceiro que se suicida, mas é aquele que vai desencadear os acontecimentos.
Na Venezuela é o aumento do bilhete dos autocarros, no Brasil, observe-se a ironia da situação, é também o aumento das tarifas de transportes.
Quero explicar por que razão é fundamental esta questão, mas primeiro quero regressar à ideia de bifurcações.
Perguntou-me como fazemos para passar de uma situação para outra.
Para conhecer isso é preciso ter os elementos das bifurcações que têm que ver com a condição humana, uma espécie de bifurcação antropológica, em primeiro lugar o número:
nós somos 7 mil milhões no planeta, quando eu nasci não havia mais de 2 mil milhões, a humanidade mais que triplicou.
A educação: mais de 80% dos seres humanos sabem escrever, estão portanto libertados da tradição oral.
Mais de 60% das mulheres do mundo têm acesso a um meio de contracepção.
Jamais a humanidade sofreu tais alterações fundamentais, e agora, para regressar ao meu bilhete de autocarro, a urbanização do mundo, quer dizer que mais de 80% da população mundial vive em cidades e não no estado de ser humano perdido na natureza.

Quer dizer que esta situação urbana é quase uma espécie de socialismo automático, mesmo que sofras profundas desigualdades económicas, daqui ao centro da cidade todos passamos pelas mesmas ruas e rotundas, sejamos ricos sejamos pobres.
Há portanto partes da tua vida que são feitas de uma forma comum.
Podem alterar-se, claro: em São Paulo os muito ricos viajam de helicóptero.
Muitos desses acontecimentos, que desencadeiam revoltas, resultam do facto de sermos voltados de cara para uma parede, estejamos bem ou mal, contentes ou descontentes, somos obrigados a arranjar uma solução.
Em Barcelona ou na Argentina, no início da crise houve pequenos patrões que pegaram nos filhos e em dinheiro e abandonaram as fábricas.
Os operários que lá estavam não eram revolucionários e nunca devem ter lido um texto de Marx sobre a propriedade colectiva dos meios de produção, mas foram obrigados a continuar a produzir para responder às encomendas e receber o seu salário.
Dessa forma decidiram colectivamente ocupar a fábrica e continuar, ninguém lhes deu a ordem de formarem um soviete.
É também um movimento que resulta do nível de educação, que se viu elevado, da urbanização das populações e da feminização, que cria condições para que um acontecimento desencadeie um processo em que as pessoas queiram decidir.
A estes processos chamo a REVOLUÇÃO CIDADÃ.
O conceito é diferente do do passado, em que se atribuía à partida um objectivo programático e era chamada revolução socialista.
Defendo que a revolução cidadã tem como objecto inicial e dinâmica interna a vontade dos cidadãos que querem decidir.

---O sujeito dessa revolução são todos os cidadãos ou há alguma partição ou divisão, como as das classes?

Admito que há aí uma ligação, mas vou dizer o que penso francamente:
há camaradas que só imaginam a classe social na fábrica.
Quando o mesmo trabalhador está na rua a defender os transportes públicos acessíveis, o direito à habitação ou a qualidade da água, diriam que ele já não é um trabalhador.
Mas claro que continua a ser um trabalhador.
E é justamente porque é um trabalhador e um assalariado que defende um salário digno e tem uma exigência sobre a existência e a qualidade dos serviços públicos.
Penso que há uma falsa oposição entre o conceito de cidadão e de proletário.
Esta falsa oposição apenas revela uma certa paralisia mental e não uma situação de facto.

O cidadão é maioritariamente um assalariado e um homem urbano, e metade são mulheres.
Todos expressam reivindicações que põem em causa todo o sistema social.
Cabe às mulheres, que na maior parte cuidam sozinhas das crianças, fazer as reivindicações mais duras.
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De Frente de Esquerda a 15 de Julho de 2013 às 16:05
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...Umas das características do início das revoluções cidadãs é que a maior parte das vezes elas se fazem com uma grande participação das mulheres.
Uma revolução cidadã não é uma versão atenuada, do ponto vista político, económico e social, da revolução socialista.
Não posso deixar de mencionar que aquilo que aconteceu na Turquia foi desencadeado por um projecto imobiliário num jardim na Praça Taksim, em Istambul.
Não se ouviu falar de uma única fábrica em greve.
E não é por isso que se pode dizer que as pessoas que se manifestavam eram um bando de grande burgueses. Claro que não.
A sua questão lembra-me aquilo que li das discussões dos meus camaradas brasileiros que se interrogam sobre a natureza do movimento de revolução cidadã a que assistem nas ruas do Brasil.
Como pensam de uma forma linear, não compreendem que a situação é resultado das políticas dos governos de esquerda, que ao retirarem parte da população da miséria a colocaram no campo da cidadania.
A revolução cidadã tem uma característica de revolução permanente.
Há gente que precisa das fábricas para poder afiançar as características revolucionárias de um movimento, quando a dimensão revolucionária de um movimento dá-se por si mesmo e pelas suas reivindicações.

Não percebem que quando há milhões de pessoas que exigem nas ruas melhores serviços públicos e menos corrupção, isso não é um programa de direita nem um programa liberal.
Se pensamos em termos de revolução cidadã temos uma boa bússola para governar de outra maneira, para aprofundar uma partilha mais radical de riqueza no país, Dilma Rousseff não a pode realizar sozinha, deve apoiar-se neste movimento.
Não deve limitar-se a convocar gente para falar com ela no quadro actual, mas convocar uma Assembleia Constituinte e eleger deputados para decidirem as regras do jogo.

---Em Portugal temos um governo de direita e em França um governo do Partido Socialista faz a mesma política? Estamos na mesma situação?

As condições objectivas são as mesmas.
Os dois governos fazem as mesmas políticas em resultado de uma vontade PREDADORA do capital FINANCEIRO que entrou na Europa pela Grécia devido à capitulação da Europa.
O que aconteceu nesse momento na Grécia foi um acontecimento mundial, mas como é normal não nos apercebemos logo: a existência precede a consciência.

Nesse dia em que o capital financeiro entrou na Grécia, e na União Europeia, capitulou no local aquele que na altura era presidente da Internacional Socialista (IS).
A explosão da IS tem essa data; mostrou-se incapaz de impedir a predação do capital financeiro.
No momento em que isto aconteceu havia três primeiro-ministros socialistas na Europa: Sócrates, Zapatero e Papandreou, que podiam ter pelo menos organizado alguma resistência por parte do Sul da Europa, com ajuda de grandes partidos, como o Partido Socialista Francês e os Democratas italianos.
Mas eles capitularam.

---Mas não se pode dizer que essa capitulação tinha ocorrido anos antes, com a terceira via de Blair e a adopção de agendas neoliberais pelos partidos da Internacional Socialista?

Absolutamente, foi a consequência natural das políticas, ditas de "modernização", de Blair, Schröder, Papandreou e Clinton.
As pessoas não percebiam qual era a mudança que lhes propunham, essa gente dizia:
"É a mesma coisa mas em moderno", quando era completamente diferente.
A consequência prática desta bifurcação do MOVIMENTO SOCIALISTA INTERNACIONAL, eu estava lá e estive entre aqueles que resistiram a esta evolução, foi que quando a Grécia foi atacada pelo capital financeiro não sabiam o que fazer, achavam que os mercados eram inelutáveis, como se fosse uma obrigação ditada pela ordem natural das coisas.
A política europeia aparece como uma conjugação dos interesses doCAPITAL FINANCEIRO com um governo específico da Alemanha, o da CDU/CSU, que é resultante da situação da Alemanha, da sua história, da reunificação da Alemanha, junto com um parâmetro que é o envelhecimento da população da Alemanha:
a CDU/CSU representa uma população de reformados que tem necessidade de um euro forte e de grandes pagamentos de dividendos para manter as suas reformas. ...


De Unir a esq. e todos os contra a Austerid a 15 de Julho de 2013 às 16:14
cont. entrevista a J-L. Melenchon
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A conjugação do que quer o capital financeiro com os interesses da direita alemã deu um enorme poder a esta política.

---Mas é diferente do governo de Hollande?

Portugal e França vivem uma mesma situação objectiva, mas a situação subjectiva não é igual:
nós temos um governo que se afirma de esquerda, e muita gente votou nele contra Sarkozy.
Mas houve a emergência da Frente de Esquerda num nível nunca visto em muitas décadas.
É a primeira vez, desde 1981, que um candidato à esquerda do Partido Socialista faz um resultado com dois dígitos.
Isto obrigou o candidato do PS a virar à esquerda o seu discurso usando elementos consideráveis do nosso próprio discurso.

---E isso teve algum efeito nessa eleição de Hollande na política francesa?

Em grande parte não passou de apropriação de discurso.
Os portugueses podem pensar que votando na social-democracia garantem uma alternativa. Pessoalmente desaconselharia-lhes essa ilusão.
A única maneira de fazer mexer a social-democracia é a outra esquerda ultrapassá-la nas urnas.
Este é o conselho que dou aos meus camaradas do Bloco de Esquerda e do PCP.
Quando os ultrapassarem são vocês que têm a responsabilidade de UNIR e de fazer um programa que possa juntar a maioria da população, porque é necessário ter do nosso lado a maioria das pessoas.
Temos a convicção em França de que a única maneira de fazer mexer os socialistas para a esquerda é ultrapassá-los nas eleições.
Em França está-se a verificar uma homogenização da direita.
Toda a gente ficou surpreendida no estrangeiro com as enormes manifestações de direita contra o casamento gay, no país da Revolução Francesa, das liberdades, etc., mas em França sempre houve um forte campo contra a igualdade.
Ao mesmo tempo que a direita se reforça, o governo abusando da palavra "esquerda", descredibiliza a palavra nas massas e a ideia mesma da esquerda.

Primeiro divide, porque sem os nossos 4 milhões de votos Sarkozy não teria sido vencido:
a derrota foi por um milhão de votos.
Fomos nós que demos a vitória a Hollande.
Em qualquer regime democrático do mundo, aquele que ganhou ganhou, mas leva em conta os votos que o ajudaram a triunfar.
Aqui, no momento preciso em que ele ganhou, divorciou-se daqueles que o elegeram, e o divórcio toma a forma da rejeição brutal e violenta da Frente de Esquerda.
Depois DIVIDIU os SINDICATOS para negociar uma REVISÃO das LEIS do TRABALHO com o patronato.
A esquerda está enfraquecida pela política do governo, enquanto a direita se reforçou à volta da extrema-direita.
Ela cresce propondo as soluções autoritárias e xenófobas que lhe servem para arranjar bodes expiatórios para o papel dos banqueiros e do capital financeiro.
A estratégia de combate político não pode ser senão tentar UNIFICAR todos os sectores que se OPÕEM à política de AUSTERIDADE em torno da Frente de Esquerda para conseguirmos ultrapassar os socialistas.
É um combate permanente, esperamos brevemente ver os ECOLOGISTAS juntarem-se a nós contra estas políticas de austeridade. A questão-chave desta luta são as políticas de austeridade.

---Há um fenómeno em que o descontentamento com as políticas de austeridade reforça mais a extrema-direita e os movimentos populistas que partidos como a Frente de Esquerda. Qual é a razão desse falhanço da esquerda?

É injusto dizer que há um falhanço.
Porquê?
Porque são muito difíceis as condições em que nos batemos. É preciso ter em conta o nosso ponto de partida.
A relação de um partido com um povo constrói-se no tempo e com a experiência.
O que se passa é que aquilo que se chama esquerda tem um produto tóxico, e este produto tóxico é a social-democracia.

---Temos um grande debate em Portugal em relação ao euro. Há gente de esquerda que afirma que a moeda única só serve a Alemanha e que impede o desenvolvimento, o emprego e ter uma política económica independente
e há gente que afirma que a questão fundamental é a dívida soberana e uma outra política europeia.
Acha que é possível uma esquerda europeia com o euro?

É uma realidade que pode desaparecer em dez dias. Basta Portugal não pagar e temos uma crise que pode levar ao fim da moeda única. ...


De Unir e eleger verdadeira esquerda a 15 de Julho de 2013 às 16:19

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Sobre isso (fim da moeda única/ euro) podemos apelar ao exemplo de Diógenes quando vários filósofos discutiam há horas se o real existia.
Diógenes arranja um tronco de árvore, chega e começa a bater em todos e diz:
"É este o meu argumento."
Podemos discutir o euro durante horas, mas enquanto o fazemos ele pode pura e simplesmente afundar-se e por uma razão não prevista.

O primeiro-ministro de Portugal tem um acidente de automóvel e durante umas horas está incapaz, os mercados reagem e a moeda implode.
Isto quer dizer uma coisa: este euro está condenado, porque uma moeda que depende de um acaso para sobreviver não é uma moeda estável.

Para acabar com a crise, em várias ocasiões a Europa tomou medidas que não estavam previstas nos tratados:
por exemplo, cortar Chipre de todas as transacções internacionais.
Diziam-nos que isso não era possível, para fazer uma política de esquerda, mas para fazer uma política de direita parece que é possível.

A situação económica encontra-se ainda mais fragilizada por uma política que desencadeia crises orçamentais.
Em Portugal viu-se pela primeira vez o enorme cinismo do capital financeiro e dos mercados:
as agências de rating diziam que é preciso que Portugal faça austeridade, para forçar isso baixam-lhe a cotação, e quando leva a cabo a austeridade exigida baixam-lha porque como a fez vai ficar em más condições económicas. Um total cinismo.

Resumindo, este euro não tem condições para se aguentar.
Agora resta saber se é conveniente que se aguente.
Para o seu futuro é determinante quem vai estar no poder na Europa, quem vai poder fazer um contraponto à política alemã.
É completamente diferente um continente em que, por exemplo, em França, na Grécia e em Portugal possam ser eleitos governos verdadeiramente de esquerda.
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Jean-Luc Mélenchon."A social-democracia é um produto tóxico"
(-por Nuno Ramos de Almeida, publicado em 15 Jul 2013 Jornal i )


De 'Capachos de BANGSTERS e boys. a 15 de Julho de 2013 às 15:20
------- Democracia Fantoche sob Troikas é mortal

"Prrr o salvadinho da bancocracia"
- no post : « Palhaçada de democracia fantoche sob a troika e austeridade mortal»
-MARCADORES: austeridade, burlões e ladroagens, chantagem, cidadania, demagogia, democracia, desgoverno, destruição, economia, eleições, fantoche, liberdade, medo, resgate, salvação, troika.


Este é o pprresidd do laranjal chateado com seus capatazes e a querer impor / dictar regras e grilhetas para todos os condóminos ... - ele, o mais que iluminado por fantocheiros e burlões, o salvadinho da bancocracia, o guia cego no caminho da desgraça.

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Compromisso de salvação ... da política de Gaspar/ troika/ bangsters ... e tachos dos boys PSD/CDS


Que salvação nacional pode ter por dinamizador um Presidente indelevelmente associado a Maastricht, a Dias Loureiro,
à reconstrução política de grupos económicos, que hoje a maioria sabe que governam, ao apoio à troika e à destrutiva austeridade permanente,
que esvazia, também com chantagem e medo, a democracia na única escala onde ela existe?

A retórica da salvação na boca de Cavaco é só um truque para tentar manter o PS atrelado ao memorando existente e aos que existirão,
para evitar o uso das armas de que um país devedor dispõe para defender os seus interesses nacionais.

Entretanto, Cavaco aproveita a conjuntura e tenta conquistar uma certa iniciativa de coordenação e de direcção políticas, uma tarefa difícil, mesmo tratando-se de um dos mais hábeis operadores políticos, para aquele que se tornou o mais desprestigiado Presidente da República da democracia.

Com o novo e mais populista entendam-se, Cavaco exibe um projecto com tentações pós-democráticas, do qual iniciativas políticas constitucionalmente mais ousadas poderão não estar ausentes.

Cavaco ecoa à sua maneira os telefonemas dos BANQUEIROS, e não só, que revogaram a decisão irrevogável de Portas,
ecoa os interesses económico-financeiros mais poderosos em Portugal e no estrangeiro, os que prosperam com a tutela externa e que não querem ouvir falar de eleições para já.
Eleições só se não houver garantidamente alternativas, não antes de Seguro assinar um papel.
É isso que Cavaco também procura assegurar.

E, entretanto, Cavaco mantém o governo em funções, dando-lhe um ano de folga e dando o apoio de sempre às políticas de austeridade, qualquer que seja o governo para lá de 2014.

(-por João Rodrigues , Ladrões de B.)

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.. e ficou tudo na mesma (+ baralhado)
(-por Luís Bernardo , 5dias)

Cavaco falou e disse. Um acto eleitoral significaria um retrocesso nos “progressos” já feitos pelo país.
A “imagem externa” (ainda me poderão explicar o que é) ficaria afectada. Não haveria Orçamento Geral do Estado. Instabilidade. Incerteza. Desconfiança. Dívida por pagar. Medo. Muito medo.
Porque a troika é a melhor coisa do mundo e não podemos deixar essa trampa chamada democracia intrometer-se nos desígnios do austeritarismo.

As soluções?
Só podemos pensar em eleições depois de Junho de 2014 e só PS, PSD e CDS podem assegurar a governabilidade (sic) do país.
Porque é preciso “um compromisso de salvação nacional”, com a figurinha institucional associada.
A bem da raça e da nação, o esbulho tem que continuar.

Esqueceu-se de dizer que o segundo empréstimo sob condicionalidade estrita, suave ou duro, está a caminho.
Que a dívida é impagável e o seu pagamento, no mínimo, tem de ser renegociado.
Que a troika está moribunda e que o FMI não tem credibilidade.
Que os três partidos do arco austeritário são PRECISAMENTE os mesmos que nos conduziram à queda neste abismo sem fundo.

Aquilo que não nos esquecemos de dizer é isto:
um dia, e esse dia está a chegar, esta corja de reaccionários e revanchistas será corrida daqui.
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De Não Aceitar 'acordo' Austeritário a 15 de Julho de 2013 às 15:03
-------- Muda de via, PS vira-te para a Esquerda.

Sócrates diz que PS não pode aceitar acordo que envolva austeridade

O antigo líder socialista critica que a iniciativa do Presidente da República para um compromisso de salvação nacional aconteça "depois das medidas anunciadas, das medidas estabelecidas".
Lusa22:27 Domingo, 14 de julho de 2013
Luiz Carvalho

O ex-primeiro-ministro José Sócrates defendeu hoje que o PS não pode aceitar um acordo com PSD e CDS-PP sobre medidas de austeridade já estabelecidas, dizendo duvidar que a iniciativa do Presidente da República "leve a bom porto".

No seu programa semanal de comentário político na RTP1, o antigo secretário-geral do PS disse ter sido sempre "um adepto desse acordo", mas condenou que esta iniciativa do Presidente da República para um compromisso de salvação nacional aconteça "depois das medidas anunciadas, das medidas estabelecidas".

"É pedido [ao PS] que seja feito um acordo depois das medidas anunciadas, das medidas estabelecidas, o primeiro-ministro já comunicou à 'troika' quais eram todas as medidas, e detalhou, que queriam realizar, e agora pedem ao PS para CONCORDAR com DESPEDIMENTOS na função pública, com reduções das pensões.
Eu acho que o PS NÃO PODE concordar com isso e não vai concordar com isso", afirmou Sócrates.

O antigo líder socialista recorreu depois a uma metáfora que já utilizou várias vezes para apontar a condição necessária para que houvesse acordo entre o PS e os partidos da maioria:
"Tinha de ser sempre com base no seguinte,
PARAR de escavar, parar com os CORTES e com a AUSTERIDADE".

"O senhor Presidente da República lembrou-se que talvez fosse bom oferecer uma pá ao PS para continuar a escavar, ora, eu acho que
o PS não pode, nem vai, aceitar uma coisa dessas", observou.

"Parece-me central em todos os discursos do PS, que tem dito "nós não podemos colaborar com uma política para além da 'troika'".
O que o Presidente está a pedir ao PS é, eu dou-vos eleições daqui a um ano, mas vocês ajudam o Governo a aprovar o Orçamento para 2014, que inclui estes cortes todos, cortes esses já estabelecidos com a 'troika'", referiu.

"Balbúrdia institucional"
Sócrates criticou a iniciativa tomada por Cavaco Silva, considerando que esta gerou uma "balbúrdia institucional" no país, "estendeu a crise como uma mancha de óleo", e deixou o Governo "completamente desautorizado".

Para o antigo chefe de governo, o compromisso proposto pelo Presidente, após o executivo já ter anunciado mudanças na sua orgânica, coloca o primeiro-ministro "numa posição indigna, sem autoridade para liderar".
"Foi absolutamente humilhado, toda a gente nota", considerou.

Já sobre a convocação de eleições legislativas antecipadas para 2014, José Sócrates disse não saber como é que os presidentes do PSD e do CDS "podem assinar um acordo destes", que constitui "um preanuncio de dissolução" do parlamento.

"Duvido muito que esta iniciativa do Presidente da República leve a bom porto, veremos em que estado ficam as nossas instituições", afirmou, assinalando que "caso não haja acordo" ficam várias interrogações no ar.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/socrates-diz-que-ps-nao-pode-aceitar-acordo-que-envolva-austeridade=f820381#ixzz2Z6Usf8AQ

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«Não é a pornografia que é obscena.
É a fome que é obscena.» - J. Saramago


De 'Entalar o PS / não se deixar entalar. a 15 de Julho de 2013 às 15:06
-------- 'Entalar o PS' ...

Para Manuel Alegre, a decisão do presidente da República pretende colocar dificuldades ao Partido Socialista: "Ao transferir a responsabilidade para os partidos, mete no mesmo saco o PS e os dois partidos da coligação. O objetivo parece ser entalar o PS, pois se este aceitar um compromisso o PS fica amarrado ao Governo e chegará às eleições desgastado. Se não dialogar, será acusado pelo Presidente de virar as costas ao País."

O histórico socialista deixa um aviso a António José Seguro:
"O PS não é o terceiro partido da direita.
Se isso acontecer, será o suicídio político do PS ou desta direção.
Confio na honestidade do secretário-geral, António José Seguro, quando diz que não vai voltar atrás com a palavra."
Recomenda ao PS e a Seguro que se afirmem como alternativa:
" Os portugueses têm que perceber que o PS, para além do seu secretário-geral, tem uma equipa capaz."

Quanto a Cavaco Silva, considera que o Presidente coloca o País sob uma dupla tutela: "A da troika e agora a dele próprio. Só que o Presidente da República não é o tutor dos partidos."

O que deveria ter feito, após a carta de Vítor Gaspar e da demissão de Paulo Portas, era ter convocado eleições.


De .FMI: via austeritária PIORA tudo. a 15 de Julho de 2013 às 15:08
FMI diz que austeridade provoca mais desigualdade e desemprego de longo prazo

Estudo exibe resultados negativos de ajustamentos orçamentais em 17 países da OCDE entre 1978 e 2009. Refuta também a ideia de que cortes na despesa pública são mais benignos do que aumentos de impostos.
(Jorge Nascimento Rodrigues,14 de julho de 2013)

A consolidação orçamental produziu efeitos distributivos significativos amentando a desigualdade, diminuindo a parte dos rendimento do trabalho e aumentando o desemprego de longo prazo,
dizem quatro técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) num artigo de análise de 173 episódios de consolidação orçamental entre 1978 e 2009 em 17 países da OCDE, em que se inclui Portugal. O estudo não abrange o período de ajustamentos iniciado após a crise das dívidas soberanas na zona euro.

O estudo produziu três "sugestões" (como escrevem) de correlação, a partir da evidência empírica dos ajustamentos orçamentais, que, em média, naquela amostra analisada foram de 1% do PIB, ainda que os episódios variassem entre 0,1% e 5% do PIB:

# a desigualdade, medida pelo índice de Gini, aumentou 0,1 pontos percentuais no muito curto prazo, ou seja doze meses depois, e 0,9 pontos percentuais a prazo, ou seja oito anos depois; os efeitos são "duradouros";

# a parte dos rendimentos dos assalariados caiu 0,8 pontos percentuais, e, como padrão, tende a cair "mais rapidamente depois da ocorrência de um episódio de consolidação";
o efeito negativo sobre os rendimentos do trabalho é maior do que nos lucros e nos rendimentos provenientes de rendas;

# o desemprego de longo prazo aumentou 0,5 pontos percentuais no médio prazo; este aumento é preocupante pois implica o risco de agravamento do desemprego como um problema estrutural;
o "desemprego de longo prazo ameaça a coesão social" e a democracia (faz disparar as opiniões negativas sobre a eficácia da democracia e aumenta o desejo por determinado tipo de lideres políticos antidemocráticos - rogue leader, dizem inclusive os autores quase a concluir).

Conclui, ainda, ao contrário do que se tem divulgado em muitos outros estudos técnicos, que ajustamentos orçamentais operados pela via dos cortes de despesa pública produzem, "em média, efeitos distributivos muito maiores do que os ajustamentos por via dos impostos".
Naturalmente, os efeitos distributivos são negativos, como se assinalam nas conclusões gerais.

Foram os trabalhos do professor Alberto Alesina (q. está ERRADO) que difundiram a ideia de que consolidações por via fiscal (dos impostos) seriam mais recessivas do que consolidações por via dos cortes de despesa pública, sobretudo no médio prazo.
O mesmo tipo de impacto ocorreria no desemprego. Este artigo publicado pelo FMI contesta tal conclusão:
"Os resultados obtidos por este exercício sugerem que as consolidações por via do corte na despesa pública tendem a ter efeitos muito maiores".
Em particular, aponta o estudo, o efeito de médio prazo da consolidação orçamental na desigualdade de rendimentos é cerca de 1 ponto percentual para os casos de consolidação por via dos cortes e de 0,6 pontos percentuais para os casos via receitas de impostos.

Ainda, recentemente, o Expresso chamou a atenção para um artigo publicado por quatro técnicos do Banco de Portugal , intitulado "Fiscal multipliers in a small euro area Economy: how big can they get in crisis times? " (Working Papers, 11/2013, Banco de Portugal), em que
se concluía que os multiplicadores orçamentais (no seu efeito negativo) podem quase duplicar em períodos de crise nas consolidações pelo lado da despesa e aumentar entre 30% e 60% nas consolidações pelo lado da receita.
Ou seja, são mais gravosos via cortes da despesa do que via receita fiscal.

O artigo da autoria de Laurence Ball, professor da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e de Davide Furceri, Daniel Leigh e Prakash Loungani, técnicos do FMI, foi publicado na semana passada na série de Working Papers daquela instituição ("The Distributional Effects of Fiscal Consolidation ", WP 13/151, disponível no site do FMI em pdf).

Já vários estudos na última década haviam apontado para o facto de que os ajustamentos orçamentais acabam por ficar "tipicamente associados c. + pobreza e desigualdade"
...



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