De .por uma COLIGAÇÃO de ESQUERDA. a 16 de Julho de 2013 às 15:12
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Por uma COLIGAÇÂO de ESQUERDA, porque aquilo que os UNE é maior do que aquilo que os separa.
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Justificação histórica para uma Coligação de Esquerda
(-por Ricardo Santos Pinto)

Nunca como hoje uma Coligação de Esquerda foi tão necessária para fazer face aos avanços da Direita portuguesa. Já se sabe que PSD, ou PSD e CDS, ou PSD, PS e CDS, .... Por agora, não há muito a fazer ..., a não ser contrapor uma força sólida, um conjunto tenaz das várias sensibilidades de Esquerda que vão resistindo no nosso país e que, em conjunto, seja capaz de chegar aos 20 – 25% e de sonhar, quem sabe, com os 30%.
Impossível? Quem anda pelas ruas e nos transportes ouve amiúde dizer que o PS é muito mau mas que não há alternativa.
Votar em quem? Aos promotores da reunião de sexta-feira, exige-se que essa alternativa passe a existir na cabeça dos milhões de portugueses descontentes com tudo o que a política de Direita lhes deu.
A história mostra-nos que uma Coligação de Esquerda, que una Partido Comunista, Bloco e outros Partidos e movimentos, não é tão descabida como alguns querem fazer crer.
O próprio Bloco de Esquerda é a prova disso mesmo: resultou da fusão de PSR, UDP, Política XXI e outros pequenos movimentos.
...Tudo isto para dizer o quê?
Se forças como o leninismo e o trotskismo se puderam unir há bem pouco tempo em Portugal num Partido, apesar das naturais divergências históricas e diferentes pontos de vista, também actualmente seria possível, se todos quisessem, a formação de uma coligação eleitoral que, como é óbvio, não teria fins permanentes.

O próprio Partido Comunista, ao contrário da velha e estafada cassete de estar sempre contra tudo e contra todos, tem sabido dar exemplos de união e de alianças com forças próximas sempre que estão em causa os interesses nacionais.
...O crescente domínio estrangeiro sobre a economia portuguesa e a subalternização dos interesses portugueses a interesses estrangeiros no quadro da restauração dos monopólios e da integração europeia criam condições susceptíveis de alargar ainda mais as alianças sociais e político-partidárias com objectivos concretos, mesmo que de natureza conjuntural.
Do sistema de alianças decorre a política do PCP no sentido da unidade da classe operária e de todos os trabalhadores, da unidade ou convergência das classes e movimentos sociais anti-monopolistas, da unidade ou convergência de acção das forças democráticas e patrióticas.»

Alianças político-partidárias com objectivos concretos, mesmo que de natureza conjuntural – parece-me que nada mais seria necessário para comprovar a exequibilidade da coligação que está em cima da mesa. Mas podemos sempre juntar-lhe alguns factos históricos.
A própria criação do PCP foi o resultado da união entre militantes saídos das fileiras do sindicalismo revolucionário e do anarco-sindicalismo. ...
... o Partido Comunista soube encontrar plataformas de unidade com outras forças de Esquerda. Foi assim que nasceu a APU, formada pelo PCP, MDP/CDE e mais tarde por «Os Verdes»; e mais tarde a CDU – Coligação Democrática Unitária, que reúne o PCP e Os Verdes e que tem concorrido nas últimas eleições.
Pontualmente, como exigiam as circunstâncias, o PCP coligou-se com o PS de Jorge Sampaio para a corrida à Câmara de Lisboa em 1989. O acordo foi facilmente fechado, tendo em conta o perigo da vitória do PSD, e a coligação durou até 2001.
Aqui chegados, temos dois Partidos – PCP e Bloco – com uma história de alianças político-partidárias. Olhando para trás, o que interessa saber é que a UNIÃO DEU BONS RESULTADOS .
.... a Direita que governa em coligação entre si e as políticas que todos conhecemos tem de ter um adversário à altura.
Uma Coligação de Esquerda, que saiba apresentar-se como alternativa credível às políticas que nos governam ... e que seja um obstáculo a essas políticas, que culminarão numa Revisão Constitucional, com os resultados de que todos suspeitamos.

Bastava que os políticos de Esquerda se entendessem.
Afinal, as diferenças entre PCP e Bloco são assim tão inultrapassáveis?

Não será que aquilo que os une é maior do que aquilo que os separa?



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