De Por uma Coligação de Esquerda a 17 de Julho de 2013 às 14:58

totalmente de acordo :

«...Mais importante que as naturais diferenças e divergências, é a
absoluta necessidade de União para ter força para mudar as políticas deste
fantoche desGoverno submisso a bangsters, troikas, 'mercados' e neoliberais
destruidores da Democracia, da Liberdade, da Justiça, da economia, dos trabalhadores e cidadãos deste país.»


(no post de 16/7/2013, Luminaria : Aliança, frente ou coligação : para Eleições e políticas de Esquerda
Bloco propõe negociação a PS e PCP )



De Fascismo pelos Bancos e neoLiberais a 17 de Julho de 2013 às 15:10
Do Regresso do Fascismo...

SE OS POVOS DA EUROPA NÃO SE LEVANTAREM, OS BANCOS TRARÃO O FASCISMO DE VOLTA

(Mikis Theodorakis - Compositor, Prémio Lenine da Paz)

No momento em que a Grécia é colocada sob a tutela da troica, que o Estado reprime as manifestações para tranquilizar os mercados e que a Europa prossegue nos salvamentos financeiros, o compositor Mikis Theodorakis apela aos gregos a combater e alerta os povos da Europa para que, ao ritmo a que as coisas vão, os bancos voltarão a implantar o fascismo no continente.

Entrevistado durante um programa político popular na Grécia, Theodorakis advertiu que, se a Grécia se submeter às exigências dos chamados "parceiros europeus" será "o nosso fim quer como povo quer como nação". Acusou o governo de ser apenas uma "formiga" diante desses"parceiros", enquanto o povo o considera "brutal e ofensivo". Se esta política continuar,"não poderemos sobreviver… a única solução é levantarmo-nos e combatermos".

Resistente desde a primeira hora contra a ocupação nazi e fascista, combatente republicano desde a guerra civil e torturado durante o regime dos coronéis, Theodorakis também enviou uma carta aberta aos povos da Europa, publicada em numerosos jornais… gregos. Excertos:
"O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de "salvamento da Grécia" apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise.

Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas.

Não vos pedimos para apoiar a nossa luta por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e de Aristóteles, de Péricles e de Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e da Europa. (…)

Pedimos-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se autorizarem hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola no altar da dívida e dos bancos, em breve chegará a vossa vez. Não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Quanto a nós, acordámos tarde mas acordámos. Construamos juntos uma Europa nova, uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito.

Resistamos ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa transformando-a em Terceiro Mundo, que vira os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente, provocando o regresso do fascismo".


De .Lobby DONOS de P. a saquear ... a 18 de Julho de 2013 às 11:25
...Esperando que o manifesto de ontem, assinado pela nata dos negócios com o Estado e de empregadores de ex-ministros, não surta o seu efeito. Bem sei que o recurso a essa coisa arcaica que dá um voto a cada cidadão, independentemente da sua conta bancária, já não se usa para resolver crises políticas. Mas um pouco de decoro na pressão do poder económico sobre o poder político não ficava mal. - D.Oliveira.
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As personalidades do regime
(por Sérgio Lavos)

A história volta a repetir-se. Como aconteceu em 2011 a seguir ao chumbo do PEC IV,
o poder económico e financeiro movimenta-se para pressionar o poder político e assim assegurar que as coisas não mudam demasiado.
Agora de forma mais modesta, mas as movimentações são evidentes.
Nas últimas semanas, vários banqueiros manifestaram-se contra o funcionamento regular da democracia, opondo-se a eleições;
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, tem-se multiplicado em intervenções públicas, avisando para o perigo da instabilidade - como se as eleições representassem maior instabilidade do que aquela que existe na sociedade,
a instabilidade provocada pela política de transferência de recursos do trabalho para o capital a que temos assistido nos últimos dois anos.

Hoje, mais um conjunto de "personalidades" assina um manifesto a pedir um acordo entre os três partidos mais à direita da Assembleia.
E quem são essas "personalidades"? Os mesmos de sempre.
Dois "Mellos", um van Zeller, vários empresários e banqueiros, testas de ferro de grandes empresas.
As corporações que se alimentam do Estado há décadas, os DONOS de Portugal que parasitam o poder politico desde o Estado Novo e que apenas se mantiveram afastadas da esfera de influência durante o período do PREC.
Se tivessem pedido as assinaturas de Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro ou Vale e Azevedo ninguém se escandalizaria.

Não surpreende esta posição da elite económica e financeira:
durante os dois anos que a intervenção externa leva, as maiores empresas portuguesesas viram os seus lucros crescer e os bancos foram alimentados a soro pelo dinheiro dos contribuintes.

O desemprego crescente permitiu que os salários baixassem e o seu peso relativo nos custos empresariais fosse reduzido.
Se há alguém a ganhar dinheiro com as políticas de austeridade é esta elite.
Enquanto a classe média vai desaparecendo e os pobres vão ficando cada vez mais pobres, as grandes empresas crescem e o número de milionários aumenta em Portugal.

Esta elite não quer confusões, não quer que a democracia funcione. Pretende apenas que o status quo se mantenha.
Estes dois últimos anos, de completa desregulação laboral e de compressão salarial provocada pelo aumento do desemprego, têm sido uma oportunidade.
Mas ainda não acabou.
Ainda há empresas públicas lucrativas para entregar a mãos privadas, ainda há leis do trabalho para flexibilizar, ainda há dinheiro dos contribuintes para ser injectado nos BANIF's desta vida.
Como os subscritores do manifesto escrevem:
"o tempo não é de recuar mas de avançar, de forma concertada, cumprindo a nossa parte".

Quem não os conhecer que os compre.


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