5 comentários:
De Contra 2ºRoubo: renegociação já- a 18 de Julho de 2013 às 16:38
A dívida pública não é pagável

A Comissão de Auditoria da IAC (Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida) divulgou hoje a seguinte tomada de posição:

A dívida pública não é pagável. A austeridade não é solução. Vem aí o segundo resgate, com este nome ou com outro.

Contra o segundo resgate, renegociação da dívida, já!

Com a dívida e o défice públicos fora do controlo e o anunciado “regresso aos mercados” adiado sem prazo, Portugal está confrontado com a ameaça de um segundo resgate. A iminência do segundo resgate é a prova de que o caminho da austeridade é errado. É causa das demissões no governo e da crise política, não uma sua consequência.

Um novo resgate, seja qual for a designação que lhe venham a dar, será um novo empréstimo destinado a pagar os juros e a amortizar os anteriores empréstimos. Virá com novas imposições, novos cortes, novos despedimentos. Tenderá a perpetuar o confisco de soberania e o declínio económico e social.

A perspetiva de um segundo resgate torna urgente um debate sério, que envolva e comprometa os responsáveis políticos, sem exceção, acerca da dívida pública e a urgente necessidade da sua renegociação.

A dívida não é pagável. O fanático propósito de o fazer, sobrepondo os interesses dos credores aos direitos e interesses dos portugueses e sufocando a economia e a sociedade, apenas conduz à falência do Estado e a uma reestruturação da dívida feita nas condições mais convenientes para os próprios credores.

A renegociação e reestruturação da dívida defendidas pela Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida (IAC) opõem-se ao pequeno alívio com aperto das condições que os próprios credores podem vir a querer impor-nos para que continuemos a servir a dívida.

A renegociação que defendemos leva ao cancelamento de parte substancial da dívida, ao alongamento dos prazos de pagamento e à redução de taxas de juro do que não for cancelado. É uma renegociação que preserva os interesses dos pequenos aforradores e da Segurança Social portuguesa. Esta renegociação é a alternativa realista aos resgates perpétuos. Representa a libertação de um fardo insuportável e é condição indispensável para libertar recursos para o investimento e a criação de emprego.

Agora mais do que nunca é chegado o tempo do Estado português desencadear um processo negocial com todos os credores (privados e oficiais). Será um processo difícil e complexo ao ponto de ter de envolver uma moratória, isto é, uma suspensão do pagamento dos juros e das amortizações ao longo da negociação, mas é a opção que deve ser feita para recuperar a esperança no futuro.

Este é o sentido da petição pela renegociação da dívida promovida pela IAC e outras organizações, aberta à subscrição pública aqui ( http://pobrezanaopagaadivida.info/index.html ) :
insistir junto da Assembleia da Republica, levando-a a fazer a escolha que se impõe - renegociar a dívida, já!

Lisboa, 14 de julho de 2013

Contra o segundo resgate, renegociação da dívida, já!

A Comissão de Auditoria da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida


De .Lobby DONOS de P. a saquear... a 18 de Julho de 2013 às 12:58
----- Manifesto a favor da «Salvação tripartida»

...Esperando que o manifesto de ontem, assinado pela nata dos negócios com o Estado e de empregadores de ex-ministros, não surta o seu efeito.

Bem sei que o recurso a essa coisa arcaica que dá um voto a cada cidadão, independentemente da sua conta bancária, já não se usa para resolver crises políticas.
Mas um pouco de decoro na pressão do poder económico sobre o poder político não ficava mal.
- D.Oliveira.

----- As personalidades do regime (centrão de interesses...)
(por Sérgio Lavos)

A história volta a repetir-se. Como aconteceu em 2011 a seguir ao chumbo do PEC IV,
o poder económico e financeiro movimenta-se para pressionar o poder político e assim assegurar que as coisas não mudam demasiado.
Agora de forma mais modesta, mas as movimentações são evidentes.
Nas últimas semanas, vários banqueiros manifestaram-se contra o funcionamento regular da democracia, opondo-se a eleições;
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, tem-se multiplicado em intervenções públicas, avisando para o perigo da instabilidade - como se as eleições representassem maior instabilidade do que aquela que existe na sociedade,
a instabilidade provocada pela política de transferência de recursos do trabalho para o capital a que temos assistido nos últimos dois anos.

Hoje, mais um conjunto de "personalidades" assina um manifesto a pedir um acordo entre os três partidos mais à direita da Assembleia.
E quem são essas "personalidades"? Os mesmos de sempre.
Dois "Mellos", um van Zeller, vários empresários e banqueiros, testas de ferro de grandes empresas.
As corporações que se alimentam do Estado há décadas, os DONOS de Portugal que parasitam o poder politico desde o Estado Novo e que apenas se mantiveram afastadas da esfera de influência durante o período do PREC.
Se tivessem pedido as assinaturas de Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro ou Vale e Azevedo ninguém se escandalizaria.

Não surpreende esta posição da elite económica e financeira:
durante os dois anos que a intervenção externa leva, as maiores empresas portuguesesas viram os seus lucros crescer e os bancos foram alimentados a soro pelo dinheiro dos contribuintes.

O desemprego crescente permitiu que os salários baixassem e o seu peso relativo nos custos empresariais fosse reduzido.
Se há alguém a ganhar dinheiro com as políticas de austeridade é esta elite.
Enquanto a classe média vai desaparecendo e os pobres vão ficando cada vez mais pobres, as grandes empresas crescem e o número de milionários aumenta em Portugal.

Esta elite não quer confusões, não quer que a democracia funcione. Pretende apenas que o status quo se mantenha.
Estes dois últimos anos, de completa desregulação laboral e de compressão salarial provocada pelo aumento do desemprego, têm sido uma oportunidade.
Mas ainda não acabou.
Ainda há empresas públicas lucrativas para entregar a mãos privadas, ainda há leis do trabalho para flexibilizar, ainda há dinheiro dos contribuintes para ser injectado nos BANIF's desta vida.
Como os subscritores do manifesto escrevem:
"o tempo não é de recuar mas de avançar, de forma concertada, cumprindo a nossa parte".

Quem não os conhecer que os compre.


De Zé T. - notícias a 18 de Julho de 2013 às 14:05

--------- PARABÉNS Nelson MANDELA !
Pela consciência, acção, tolerância, ... é exemplo mundial


--------------- as outras notícias :

CM--- Contratos de Portas: Portugal desperdiça 400 milhões no negócio dos blindados.

PJ--- Governo tem de fazer melhor se quiser estancar a dívida pública, que atingiu 127,1% do PIB no 1º trimestre de 2013.

JN--- Buraco pode crescer mais 5,5 mil milhões: dívidas de empresas como CP, Carris, STCP e ANA estragam ainda mais as contas;

impasse nas negociações, no dia em que empresários, cavaquistas e parceiros sociais forçaram acordo.

i.---- Entendam-se! Apelo da elite económica aos partidos; (Daniel Bessa, F.v.Zeller, João Tallone, Vasco de Mello, Alexandre Relvas, Ant.Nogueira Leite, Rui Vilar, Mª João Avillez, Daniel Proença, Luis Amado, ...)


Público:--- Mário Soares diz que PS corre risco de cisão se assinar o acordo: ex-Presidente diz que há várias figuras do PS que poderão sair, caso exista entendimento;

DN --- Socialistas dizem que acordo de salvação "parece impossível".

Destak--- Portugal perde 350 milhões com saídas de enfermeiros.

Diabo--- estratégia de Merkel: uma Guerra sem armas, uma GUERRA ECONÓMICA e Financeira

o Crime --- Vaga de HOMICÍDIOS em Portugal continua a crescer.


De plataforma da Desgraça nacional a 18 de Julho de 2013 às 15:29
--- selvagens vão fazer turismo pás cagarras

O país pode estar à beira da bancarrota e de uma ditadura ..., mas ainda tem dinheiro para financiar uma visita de Estado às Ilhas Selvagens, ...

----

O multiplicador da canalhice
(18/7/2013, O Jumento)

Para muitos dos nossos economistas o cidadão não passa de um autómato sem vontade ou motivação, são formiguinhas animadas que comem mais ou comem menos em função de variáveis controladas por Gaspares.
Esta concepção da economia tende a desprezar os fenómenos sociais ou a vontade pessoal, parte do principio de que esta atomização de comportamentos elimina a vontade de cada um, transformando-a numa vontade colectiva expectável e manipulável.
Os povos e os países perdem a sua identidade para passarem a ser compostos químicos directamente convertíveis em modelos manipuláveis por estes novos cientistas da treta.

Quando tudo falha não duvidam das suas concepções ou metodologias, descobrem que se enganaram numa variável, da mesma forma que o químico errou ao acrescentar uma quantidade excessiva de um determinado elemento ou composto.
Em Portugal tudo foi bem feito, por quilo que se dizia há poucos meses éramos um modelo de sucesso, uma verdadeira Heidi Klum das passarela da economia,
um exemplo de sucesso do ajustamento, ainda há pouco mais de uma semana Cavaco Silva estava confiante no sucesso do pior orçamento de que há memória na nossa história económica.

A culpa dizem agora, é do multiplicador e talvez tenham razão, só que se enganam no multiplicador que é culpado de tudo isto, deixem o Keynes dormir em paz porque
os multiplicadores responsáveis pela desgraça lusa são outros, o país está a ser vítima da combinação dos efeitos dos multiplicadores da estupidez e da canalhice de uns filhos da mãe que não passam de proxenetas e
na hora das dificuldades não só atiram os sacrifícios para cima dos outros como ainda exploram a hipótese de ganharem mais algum.

O país tem sido um imenso laboratório da sacanice, com muita gente a mentir, a dar o dito pelo não dito.
Os que eram mais troikistas do que a troika dizem agora que a culpa foi do memorando assinado pelo Sócrates,
os que tinham orgasmos a elogiar o Gaspar agora fogem dele como o diabo foge da cruz,
os que defendiam uma ditadura gasparista como se o modesto e desastrado economista fosse um novo Salazar querem agora um governo de salvação nacional,
os que defendiam o corte brutal, talvez para metade, do rendimento dos funcionários e pensionistas acham agora que em vez de cortar metade do vencimento devem ser despedidos metade dos funcionários.

Estes canalhas têm sujeitado o país e o povo a doses de cavalo de estupidez, de medo, de chantagem,
depois querem que os portugueses consumam e que os investidores estrangeiros apostem num país em estado de guerra.
O governo inspira-se em Hitler para lançar as suas políticas,
chama requalificação ao despedimento, sugere a “deportação” voluntária a que chama emigração para os que estão a mais, todas as políticas que lança são apoiadas, no medo, na chantagem, na ameaça.
No fim, o povo ainda é apelidado de piegas!

Em Portugal o que falhou não foi uma política económica ou o multiplicador da recessão, foi o multiplicador da canalhice.


De Ren.Com.: mobilizar e resolver a crise a 18 de Julho de 2013 às 16:09
Mobilização para fazer a Democracia funcionar e resolver a crise
...
... Perante o agravamento da situação, a Renovação Comunista considera:

1) O caminho enunciado pelo Sr. Presidente da República, é perigoso por contornar os mecanismos regulares constitucionais, discriminar a esquerda parlamentar e eternizar o clima de crise política, precisamente quando é necessário proceder a uma rápida clarificação por forma a legitimar um novo governo, por via eleitoral, capaz de empreender a renegociação das condições de financiamento do país e retomar uma política de estímulo económico.

2) A presente iniciativa do Sr. Presidente da República tem em vista alargar a base política de apoio ao governo da direita, à sua deriva austeritária e aos ataques ao Estado Social,
tentando comprometer o Partido Socialista apesar deste insistir, e bem, que não aceitará responsabilidades de condução política sem novas eleições e que não aceitará compromissos que recusem obstinadamente o estímulo económico.

Ora, é precisamente a recusa em romper com a austeridade e a passividade perante o que pretendem os credores que tem levado o país ao desastre económico e está na base do colapso deste governo.

O Sr Presidente da República, em vez de gerar as condições para o país sair da crise como as que poderão resultar de novas eleições e de um novo governo,
parece privilegiar com a sua proposta que mais forças, neste caso o PS, se submetam e aceitem avançar para o precipício em compromisso com o PSD e o CDS e a sua orientação económica e os seus objectivos de guerra de classe aos trabalhadores.

3) À austeridade “a todo o custo” que pontificou nestes dois anos de governo da direita, passamos agora a ter um período em que se tenta manter a direita no governo e no fulcro da condução política, a todo o custo, apesar da condenação da opinião pública, adiando e congelando os procedimentos de decisão que a Constituição estabelece.

4) Torna-se por isso imperativo que todos os democratas, os partidos de esquerda e centro-esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais, compreendam
a urgente necessidade de articulação e de convergência por forma a tornar credível ao país a perspectiva de uma nova maioria de centro-esquerda e de esquerda, para resolver a crise e gerar uma solução política em consonância com que o que é o interesse nacional e com o que estabelece a Constituição.
O caminho para interromper esta perigosa deriva desencadeada a partir da presidência é o de continuar a luta e o de ir afirmando a possibilidade de uma tal saída de convergência com iniciativas práticas desde já.

5) Impõe-se firmeza em recusar qualquer veleidade de exclusão política que vise atingir os partidos da esquerda parlamentar.

A Renovação Comunista apela a todos os democratas e organizações sociais, ao Partido Socialista e aos Partidos de Esquerda para assegurar uma forte mobilização que permita alcançar a tão desejada demissão deste governo, avançar para eleições e promover uma vasta convergência para uma alternativa.
12 de Julho de 2013

A Direcção da Renovação Comunista


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