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Publicado por Xa2 às 07:43 de 19.07.13 | link do post | comentar |

3 comentários:
De .Interesses privados e desgoverno. a 19 de Julho de 2013 às 10:25

Interesses que não são nacionais

Se Daniel Bessa e Nuno Fernandes Thomaz passam por “personalidades de vários quadrantes”, então também passam por “empresários”.
Os quadrantes do último abaixo-assinado resumem-se a um:
Cavaco, a sua tropa-fandanga e o seu esforço para tirar irrevogavelmente o S ao PS.
De resto, não sabia que passar de Secretário de Estado do mar para a CGD, com umas actividades numa dita boutique financeira pelo meio, ou que dirigir uma parceria público-privada que organiza umas jantaradas e umas conferências-almoçaradas sobre inovação e tal qualifica alguém como empresário.

Mas certamente que os qualifica como Pessoas Muito Sérias (**), muito empenhadas na salvação nacional, na competitividade e noutras fraudes.

Estão qualificados desde que deram as boas-vindas à troika, a melhor coisa que nos tinha acontecido, diziam, a melhor coisa que lhes aconteceu, sabemo-lo desde sempre.

Agora falam com pungência do desemprego, os hipócritas, mas acham que os cortes já feitos ainda não chegam.

Dizem que é para recuperar a soberania, como se este conceito fizesse algum sentido num enquadramento europeu que é o seu melhor aliado externo.

É claro que teria sido tudo diferente, dizem ainda, se o governo tivesse começado pela “reforma do Estado”.
O governo não andou a fazer outra coisa:
tratou-se sempre de fragilizar, de despedir e de privatizar, de facilitar negócios com benefícios privados e custos públicos.

Os efeitos depressivos são evidentes, mas pouco lhes importam.
Eles estão protegidos pelo seu instinto, que não é empresarial, mas sim de classe.

Se o PS assinar o tal acordo, e espero mesmo que não o faça, dou-lhes os parabéns.
Ganhariam essa batalha.
Para que possamos vencer a guerra, alguém terá de cuidar do S.

PS. Estou mesmo a precisar de umas férias, pelo menos uma semana sem escrever sobre esta nossa viciosa economia política. Não irei para as selvagens, mas andarei por perto. Boas férias e boas leituras, sem fraudes, por aqui ou por outros lugares.

(-por João Rodrigues, Ladrões de B., 18/7/2013)
----------------------------------------
(**)- Pessoas Muito Sérias
(http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/06/pessoas-muito-serias.html , 3/6/2013)

Augusto Mateus é uma das Pessoas Muito Sérias de Portugal*. Ser uma Pessoa Muito Séria consiste em falar de “Competitividade” com Muita Seriedade e em dizer que estamos onde estamos porque nos “cansámos”, porque não tivemos força de vontade para fazer com que estruturas da integração europeia que não foram feitas para nós resultassem para nós. Ser uma Pessoa Muito Séria implica falar de vontade, de mentalidade e de sacrifícios que “todos” temos agora de fazer, de austeridade inevitável por todo o lado, até porque andámos a fazer demasiadas viagens e a comprar demasiadas “televisões fininhas”. O problema é a falta de seriedade da maioria, no fundo. É claro que as Pessoas Muito Sérias sabem que é preciso austeridade e crescimento também. Segundo um estudo Muito Sério para a fundação de outra Pessoa Muito Séria – as Pessoas Muito Sérias tendem a ter dinheiro a sério ou a trabalhar para quem o tenha – investimos muito na coesão e pouco na competitividade. Desculpem, na Competitividade. A minha única esperança é que este povo pouco sério recuse continuar a fazer força enquanto as Pessoas Muito Sérias continuam a gemer.

*A expressão “Very Serious People” foi popularizada por um economista pouco sério.


De Prof. Carlos Moreno: isto NÃO !! a 19 de Julho de 2013 às 15:40
Depois de ouvir o PM, e enquanto docente universitário que fui de FINANÇAS PÚBLICAS durante 25 anos assumo que:

1) a espiral recessiva será indubitável
2)o aumento do desemprego elevar-se-à para mais de 20% - não esquecer também os despedimentos na função pública/rescisões amigáveis
3) os reformados vão ser novamente expoliados/saqueados de modo inconstitucional, porque serão objecto de um imposto encapotado não universal
4) o 1º M procurou assustar e dividir (para poder reinar) os portugueses aumentando a angústia e o medo das classes médias e dos reformados
5) as medidas de austeridade vão estiolar o consumo interno ainda mais profundamente e consequentemente a produção e o investimento internos
6) vamos assistir á diminuição das exportações e suas consequências no desemprego e no investimento
7) vamos ter nova vaga de falências em cascata de pequenas e médias empresas e de empresas familiares
8) o aumento exponencial da economia paralela e da fuga ao fisco será imparável
9) se esta receita no passado não permitiu atingir as metas do défice a sua repetição num país exausto fiscalmente ainda cavará mais o fosso entre o acordado com a troika e o realizado; seguir-se-ão novas flexibilizações e novas medidas de austeridade, recessão, desemprego e assim sucessivamente
10) o mesmo acontecerá com a dívida pública
11) dificuldades acrescidas e crispação no diálogo político e social
12)agravamento da instabilidade social e rotura da coesão social
13) as metas do défice flexibilizadas voltarão a não ser atingíveis e terão de novo de ser flexibilizadas pela troika, com novas obrigações de austeridade,, mais recessão e mais desemprego
!4) os jovens quadros que ainda não emigraram fá-lo-ão
15) a percepção do povo é a de que o governo ataca os fracos(pensionistas) e deixa à solta os fortes (PPP, rendas excessivas, swaps, consultoria externa têm cortes simbólicos)
16) a desagregação interna da coligação vai prosseguir( o CDS foi o único partido que não reagiu ao discurso do 1º Ministro e o deputado do PSD Dr. Frasquilho defende uma diminuição da carga fiscal)
!7) Daqui a um ano se nada mudar(dada a teimosia repetida do MF) o país estará devastado económicamente e em matéria de desemprego e de agitação e falta de coesão social
18) Todos os dias aparecem mais figuras gradas do PSD e do CDS a distanciar-se das políticas do governo, o que lhe retira credibilidade e confiança interna
19) Sem desenvolvimento económico e combate ao desemprego eficazes, não sairemos, antes aprofundaremos a crise
20) todas as medidas são recessivas e impedem qualquer crescimento económico, fomentando o aumento do desemprego
21)Tudo isto o disse e escrevi em finais de 2011, mesmo sem ser astrólogo) E a reali
dade comprovou-o sem margem para dúvidas; a realidade está nas ruas que eu percorro e não nas alcatifas e nos modelos sem aderência à realidade dos Gabinetes

TEMOS DE MUDAR TUDO ISTO ANTES QUE SEJA TARDE.
PARTIDOS POLÍTICOS, PARCEIROS SOCIAIS E ORGÃOS DE SOBERANIA TÊM DE ASSUMIR AS SUAS RESPONSABILIDADES

E OS MILITANTES DE REFERÊNCIA DE TODOS OS PARTIDOS TÊM DE VIR A TERREIRO CLARAMENTE, SOBRETUDO AQUELES QUE TODOS SABEMOS NÃO CONCORDAM COM O CAMINHO SEGUIDO DESTA AUSTERIDADE SEM LIMITES, SEM EQUIDADE, SEM SER EXPLICADA, DE EFEITOS CONTRAPRODUCENTES PARA SANEAMENTO DAS CONTAS PÚBLICAS.

AGORA AINDA MAIS DESGRAÇADAMENTE APROFUNDADA.

E A OPINIÃO PÚBLICA QUE SOMOS TODOS NÓS TEM DE SE EXPRIMIR, MUITO EM PARTICULAR NAS REDES SOCIAIS COMO O FACE BOOK

SE CONCORDAS, NÃO PONHAS APENAS "GOSTO". PARTILHA E PEDE AOS TEUS AMIGOS PARA PARTILHAREM ESTE MEU POSTE. ESCREVO-O PELOS MEUS FILHOS E NETOS E PELOS PORTUGUESES. EM VEZ DE FICAR COMODAMENTE SENTADO VENHO A TERREIRO. AMIGO CONTO CONSIGO.

O VOTO NÃO LEGITIMA A IMPREPARAÇÃO E INCOMPETÊNCIA. COMO O TÊM REFERIDO INSISTENTEMENTE PERSONALIDADES DAS ÁREAS DO PSD E DO CDS

MANUELA FERREIRA LEITE, POR EXEMPLO, DESFEZ ONTEM NA TVI 24 O DOCUMENTO DE ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL QUE ESTÁ NA BASE DESTE ANÚNCIO

CONSIDEROU-O UM DOCUMENTO TEÓRICO QUE QUE NÃO TEM ADERÊNCIA Á REALIDADE E REPRESENTA UM MODELO QUE TEM POR FIM DEFENDER OS ERROS COMETIDOS ATÉ HOJE.

É NECESSÁRIA AUSTERIDADE.

MAS NÃO ESTA, que até afronta o Trib. Constitucional ao criar um novo "imposto" restrito aos reform


De .Acordo de outro tipo.. a 19 de Julho de 2013 às 10:06
Também apoio o "Acordo ..." desde que...


"It's the economy, stupid !" explicava Clinton. É o conteúdo "stupid" digo eu.
É que também concordo com a necessidade urgentíssima de um "acordo de salvação nacional". Mas de que acordo?
Ora aí está, é o conteúdo.
Vejamos, se o conteúdo do acordo for, por exemplo, mais ou menos assim:

- renegociar a dívida;
- devolver os subsídios roubados;
- não despedir as dezenas de milhar de funcionários públicos programadas;
- limitar drasticamente durante o período mais intenso da crise as reformas e pensões mais altas e não tocar nas mais baixas;
- limitar as remunerações da administração pública, Governo, PR, incluindo empresas, institutos e fundações do Estado, por um certo lapso de tempo, a um teto expressivo,
- reduzir a metade ou um terço, durante a crise o orçamento da PR, do Governo e da AR, a frota de carros do governo e do estado. Proibir a compra de carros de luxo para o estado,
- criar escalões de IRS de 80 e 90% (como fez Stalin ou Mao Tsé Tung? Não! Como fizeram os presidentes dos EUA, Roosevelt e Eisenhower, em situação de "salvação nacional" nos anos 40 e 50 ) para rendimentos familiares muito altos.
- Englobar, em sede de IRS, os dividendos em vez de os taxar baixinho.
- não privatizar a CGD nem nenhum das empresas do seu universo, como é o caso dos seguros;
- não privatizar a RTP, Águas de P., aeroportos, CP, ... nem nenhum outro bem estratégico para o país.

Em resumo obrigar a oligarquia financeira, seus aliados e empregados de luxo a arcar com o grosso dos custos da crise de que são responsáveis, poupar as suas vítimas e salvar o estado social.

Não há um "interesse nacional" ! Há vários e frequentemente antagónicos.

A gritaria que para aí vai sobre o "interesse nacional" é sobre o interesse da alta finança
internacional e nacional e respetivos aliados e clientelas.

E o "interesse" destas classes não é o "interesse" das classes médias e dos trabalhadores. Não é o "interesse" de 90% ou mais dos portugueses.

Nas matérias em discussão, no que respeita ao equilíbrio financeiro do Estado, o interesse dessas duas partes é rigorosamente oposto.
Quando estes "gatos" apelam, por esses media afora, a um "acordo de salvação nacional" é da salvação deles, gatos, que estão a falar e não do interesse dos "ratos" que nós somos, como na conhecida parábola canadiana "Ratolândia" que o Youtube oferece.
Não estamos a falar de "interesse nacional" comum a todos os portugueses como p.ex. a ausência de catástrofes naturais que interessa quer aos Srs banqueiros e quer ao professor ou ao trabalhador portuário, aos "gatos" e aos "ratos".
A lamúria que ai vai nos media, dirigida pelo governo e pela presidência da república sobre o "interesse nacional" é uma conversa de "gatos" para tentar convencer "ratos".

Acho que o PS fez bem em aceitar "dialogar" com os partidos do Governo e acho que o mesmo deveriam ter feito o PCP e o BE,
não porque haja qualquer esperança fundada em trazer este governo vendido à troica/aos credores/a Merkel a posições opostas às que o têm orientado e levado o país à ruina
mas para pôr em destaque perante a opinião pública as diferenças de conteúdo do acordo/desacordo.

Se o PS claudicar, aceitando o plano austeritário do governo para a destruição do estado social, ainda que recauchutado com umas alterações pouco significativas para enganar eleitor, terá a merecida recompensa do eleitorado.
Se se portar bem terá o voto dos eleitores. Aguardemos.

O comunicado do PS após o encontro proposto e realizado com o BE é um mau indício a revelar o pior do PS.
Já quanto ao PCP parece que continua, apesar de muita gente capaz que lá tem, firme no seu desígnio de fazer acordos só com os Verdes e com a Intervenção Socialista, isto é, consigo próprio.

Entretanto o Presidente foi com o Sr que o trata por Sr. Silva, o "Alberto João", visitar as cagarras na Selvagem Grande, ali onde Portugal quase pega com as Canárias, para se distrair ou para nos distrair da crise?

# posted by Raimundo Narciso , PuxaPalavra, 18/7/2013


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