De Zé T. a 15 de Julho de 2009 às 10:50

Hermínio da Palma Inácio
«Revolucionário ingénuo» preocupado com as suas gentes.

Era ainda um jovem quando se alistou na Aeronáutica Militar.
Aí aprendeu a profissão de mecânico e tirou o curso de piloto civil para a aviação comercial. O monstro da II Guerra Mundial pairava sobre a Europa.

Atento ao racionamento de comida a que os seus conterrâneos estavam sujeitos, pegou num avião Tiger e lançou pelos ares alimentos.

Numa entrevista à revista «Grande Reportagem», em 2000, o contestatário algarvio explicou que, durante a II Guerra, «havia falta de comida, sobretudo daquela que os portugueses mais gostavam, o bacalhau. E havia na Figueira da Foz uma grande seca de bacalhau que tinha ao lado um campo de aviação pequeno. Nós íamos lá, aterrávamos, comprávamos o bacalhau, embrulhávamos o bacalhau em plástico e depois lançava-o sobre Tunes [no Algarve]».

LNT, 14.7.2009
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Revolucionário por ideais e consciência social, insultado (''ladrão de bancos'') por alguns, Palma Inácio foi dos poucos que não aceitou cargos/tachos no pós-25Abril e viveu/morreu com uma pensão semelhante ao salário mínimo nacional.


De outros a 15 de Julho de 2009 às 11:03
tina disse...

Terrorista??!
Pois, já agora como é que define,sr.JSilva, certos banqueiros, deste nosso Portulgalzinho? Anjinhos, de luvas brancas e memórias esquecidas?
Ou "gente" de bem?

Até sempre Palma Inácio.
Há corações que guardarão a tua memória.
Tina

GJ disse...

História para recordar os revolucionários que queriam ser como o Zé do Telhado...

15 de Julho de 2009


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