Lisboa: jogo fechado

O jogo para a disputa de Lisboa está fechado.

Com o apoio de Helena Roseta (10,26%, em 2007), o PS e António Costa (29,49%, em 2007) têm o caminho aberto para uma vitória expressiva nas eleições autárquicas em Lisboa.

Carmona Rodrigues (16,65%) não vai a jogo.

Basta fazer as contas.

Adivinha-se, sem optimismos bacocos, uma derrota de Santana o que representará, apesar do cinismo do PSD, uma significativa derrota para Ferreira Leite. E também para o PCP e BE.

Subitamente criou-se, mesmo sem coligações, a imagem de um PS federador da esquerda… contra uma coligação de direita. A lógica federadora do PS, com uma liderança credível, é mais forte do que a lógica da coligação de direita, com uma liderança fraca.

Mas falta tempo e muito pode acontecer … prudência, amiga minha…

[Eduardo Graça, Absorto]



Publicado por JL às 20:55 de 15.07.09 | link do post | comentar |

9 comentários:
De Rigor e bom senso a 16 de Julho de 2009 às 22:50
Culpa dos portugueses, de todos os portugueses, sobretudo de muitos comunistas que não alcançam além do que o partido lhes diz, mesmo que seja em prejuízo de si próprios e das próprias famílias.

A ortodoxia, como tudo na vida, quando levada ao extremo, faz mal.

Qual dos partidos em Portugal já experimentou abandonos como o PCP? Porquê?


De Politica de terra queimada? a 16 de Julho de 2009 às 12:16
O candidato comunista, Ruben de Carvalho afirma que “torna-se claro que a única força que é uma proposta alternativa à Câmara de Lisboa é a CDU” reafirmando ainda como a única força alternativa que garante outra política para a cidade é a CDU”.

Tanto egocentrismo e tanto olhar para o umbigo acaba por constituir uma tal cegueira que só pode beneficiar a direita santanista.

Reclamam constantemente “uma outra politica” sem quase nunca determinarem que outra politica e como com que meios a levariam a cabo. Será a “politica de terra queimada” ou da “carne para canhão” como é seu uso e costume?

É por esses e por outras que o Bloco lhes vai passando à frente no granjear de maior simpatia e credibilidade.

O PCP parece não se conseguir libertar do tempo da clandestinidade, cujo trabalho deve merecer muito respeito, mas que não se adequa aos novos tempos. Outras exigências e métodos de trabalho são necessários para a defesa dos mesmos direitos e princípios. Novos tempos.


De Avestruz a 16 de Julho de 2009 às 17:30
Será que o BE, ao contrário do CDU apresenta outra política?
Mas mais, será que a política do PS é a mais correcta? Como consegue explicar o atraso do país?
Culpa do Salazar? do PCP, do BE? é que uns nunca foram governo e o outro há muito que deixou de ser. Repito: como explica o atraso de Portugal?


De da Barbearia a 16 de Julho de 2009 às 11:21
Carlos Santos disse...

Eu aposto num gesto de uma grande cidadã e democrata que, tal como Manuel Alegre dizia ontem, fará tudo para impedir o regresso do PSD (no caso de Lisboa, do berlusconismo) ao poder.
E louvo ambos, bem como a capacidade de António Costa procurar essa ponte com os que dentro do partido pensam de modo diferente.
Já deixei no meu blogue o meu louvor antecipado a António Costa e Helena Roseta! E a Manuel Alegre, pelo que disse ontem, numa manifestação de que
numa casa plural as pessoas não têm que gostar todas umas das outras se o que as une, como diz o Rui Veloso, é mais do que o que as separa...
Um abraço,
................
15 de Julho de 2009 16:34
C.C. disse...

Oh! Pá, tens razão, o Santana coça-se muito mais pelas discotecas; isso é que é...........................
Parabéns a António Costa, a Roseta e a Alegre; bom exemplo; e se a CDU pensasse um bocadinho também deveria estar junto.
...


De União faz a força e a capacidade Vencer a 16 de Julho de 2009 às 14:08
Uma espécie de coligação, Aliança, Acordo, ... chamem-lhe o que quiserem. O importante é as Esqurdas unirem-se para conseguirem objectivos comuns, mesmo que apenas parciais.
Já o povo diz há muito: « mais vale um mau acordo, que uma boa demanda» (seja na justiça, nas urnas ou no campo de batalha).
Que este sirva de exemplo para muitos mais acordos (entre partidos, associações, cidadãos, ...) para se obterem políticas e práticas mais justas, transparentes, e a resolução dos problemas sociais da comunidade.

«... É uma espécie de coligação: Helena Roseta e outros três membros do movimento Cidadãos por Lisboa aceitam ir nas listas do PS à câmara, como independentes e mantendo a sua autonomia. A definição dos lugares será definida de acordo com o método de Hondt baseado nos resultados das últimas eleições, que asseguram dois lugares elegíveis ao movimento: Roseta e Fernando Nunes da Silva, especialista em mobilidade.

A mesma lógica será aplicada nas listas para a assembleia municipal, onde o CPL terá também o segundo lugar, ocupado por uma personalidade ainda não definida.

Como a lei não permite coligações entre partidos e movimentos de cidadãos, o PS e o movimeno CPL vão assinar um "acordo coligatório" para definir as regras. ...»- Público

Uma espécie de coligação, Aliança, Acordo, ... chamem-lhe o que quiserem.
O importante é as Esquerdas unirem-se para conseguirem objectivos comuns, mesmo que apenas parciais.
Já o povo diz há muito: « mais vale um mau acordo, que uma boa demanda» (seja na justiça, nas urnas ou no campo de batalha).

Que este sirva de exemplo para muitos mais acordos (entre partidos, associações, cidadãos, ...) para se obterem políticas e práticas mais justas, transparentes, e a resolução dos problemas sociais da comunidade.


De Favas Contadas? Olhe que não! a 16 de Julho de 2009 às 09:20
Não façam sofrer o homem!

Ele já disse que não aceita ser "apenas" um vereador, concorre para presidente e só isso lhe interessa.

Se o rapaz não ganhar as eleições em vez de fazer as diabruras na câmara e à custa do erário público vai continuar a andar por aí a desassossegar a Manuela ou outro qualquer que venha a ser o Presidente do PSD.

Contudo eu também não acho que sejam “favas contadas”, muita gente, por distracção ou interesses imediatos, deixa-se arrastar por demagogias e promessas de facilidades não importa à custa das gerações futuras. É preciso muito trabalho de alerta e esclarecimento, sobretudo e também, para anular alguns “espanta votos”.


De Favas contadas? a 16 de Julho de 2009 às 09:18
Não façam sofrer o homem!
ele já disse que não aceita ser "apena" um veriador, concorrepara presidente e só isso lhe interessa.


De Adivinho, nem tanto a 15 de Julho de 2009 às 23:19
"O jogo para a disputa de Lisboa está fechado."
Estará?
Esperamos que desta vez as sondagens batam certas.
Mas, não lançava ainda foguetes.


De Adivinho, nem tanto a 15 de Julho de 2009 às 23:17
Prognósticos, só depois do jogo.


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