Desigualdade: 1% a enriquecer, 99% a empobrecer (... e caladinhos !?!! )

Portugal  Desigual ...    

   A notícia é grave e chocante: Portugal arrisca-se a ser o país com mais desigualdades, o que, além do mais, significa que um quarto da população, incluindo pessoas empregadas, vivem ameaçadas pelo risco de pobreza (ler Aqui).      No relatório publicado pela Oxfam, apela-se a que os países europeus defendam um novo modelo económico e social, capaz de garantir uma fiscalidade justa e investimentos públicos promotores de um desenvolvimento sustentável.
    A ONG chama ainda a atenção para o facto dos efeitos perversos da adopção de medidas de austeridade ter provocado tão dramáticos custos sociais, designadamente a subida em flecha do desemprego, que os próprios promotores dessas medidas estão já a manifestar preocupação com o facto já que, a manter-se o ritmo de empobrecimento, o número de pessoas muito pobre na Europa poderá atingir os cerca de 145 milhões (ler aqui)    A notícia da própria OXFAM sobre o relatório agora divulgado está acessível AQUI.
A riqueza das nações    ou a Perda de recursos   (-por Nuno Serra)
«A emigração irrompeu nos anos mais recentes, atingindo níveis semelhantes ao grande êxodo registado em Portugal nos anos sessenta. Fontes oficiais e investigadores apontam para que pelo menos 100 mil pessoas estejam a abandonar anualmente o país, o que equivale à saída de uma pessoa em cada cinco minutos e aproxima Portugal das taxas de emigração da Irlanda. "Num país com 10 milhões de pessoas, isto representa uma enorme vaga de emigração", diz Peixoto, sociólogo do Observatório Português da Emigração. A diferença, desta vez, é que ao contrário dos trabalhadores que deixaram o país nos anos sessenta, com baixas qualificações e na sua maioria rurais, os emigrantes de hoje possuem frequentemente graus universitários e elevadas competências profissionais. "Estamos a perder alguns dos nossos melhores e mais brilhantes", diz Peixoto. "As pessoas que estão a sair do país neste momento são jovens, urbanas e escolarizadas".»
...
Se nos tiram a educação, vamos ser mal educados
 Hoje começaram as aulas para milhares de crianças. O ministério diz que está tudo bem e tudo preparado. Eu não sei, mas ouvi dizer que há turmas com 36 alunos, muito acima do máximo permitido mesmo depois do aumento imposto por este canalha e que como ainda não existem professores contratados há muitas turmas que não vão ter aulas. 
     No meio de tudo isto o aldrabão foi com o mentiroso do seu chefinho inaugurar duas escolas que já tinham sido inauguradas e estavam a funcionar há mais de uma ano. É que é mês de eleições e como estes bandalhos não fizeram mais nada pelas escolas que cortar em professores, auxiliares e condições de trabalho vão inaugurar as escolas que outros mandaram construir antes deles. Mas, desta gente não se pode esperar mais.
     Se isto te revolta, se te sentes insultado como ser humano ao ver este governo destruir a saúde e a escola pública, a cortar nas reformas dos que já vivem com dificuldades estremas, a atirar milhões para o desemprego, para a pobreza e para a miséria enquanto eles, os seus amigos e os mercados engordam que nem porcos participa na concentração de dia 15 de Setembro, já no próximo domingo, na Praça de Espanha pelas 16H30. Vamos dizer não e vamos mudar isto. Vai e leva outro amigo também. Vozes ao alto .


Publicado por Xa2 às 13:37 de 13.09.13 | link do post | comentar |

7 comentários:
De .'solidariedade' offshore roubo fiscal. a 13 de Setembro de 2013 às 14:44
Capitalismo/ gr.empresas cavalgam/exploram trabalhadores e cidadãos comuns/contribuintes.
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"SOLIDARIEDADE" EUROPEIA

"As empresas portuguesas com sede fiscal na Holanda (paraíso fiscal) terão transferido cerca de dois mil e 500 milhões de euros de lucros para este país no norte da Europa, onde os impostos são mais baixos. A estimativa é de uma agência independente holandesa". Esta é a notícia.

Duas observações:
1) os nossos empresários capitalistas merecem bem que lhes baixem os impostos pelo patriotismo que os seus actos mostram tão bem;
2 ) as nossas empresas merecem bem que lhes baixem os impostos para contribuírem para o progresso de economia holandesa.

Pergunta inconveniente:
que estranho mecanismo é este que leva a que as regras europeias permitam que os países ricos do norte, como a Holanda, suguem os países pobres do sul, como Portugal ?

(-por Rui Namorado, 10/9/2013,OGrandeZoo)



De offshores/ fugas ao fisco das gr.empresa a 13 de Setembro de 2013 às 16:38
Offshores:
Fiscos em concorrência desleal , fugas criminosas, lavagem de dinheiro 'sujo', agravamento/ roubo de impostos aos cidadãos (IRS), PME e Estados mais fracos.
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Na sequência das deliberações da recente Cimeira de São Petersburgo do G20, três países da União Europeia encontram-se na mira de várias investigações sobre esquemas elaborados de evasão fiscal por parte de multinacionais.
Trata-se da Irlanda, da Holanda e do Luxemburgo, justamente aqueles países que oferecem as condições mais atraentes em termos de impostos sobre os lucros das empresas sedeadas nos seus territórios.

A Irlanda, por exemplo, nunca fez segredo de que a sua taxa de 12,5% de IRC, imbatível no espaço europeu, era o trunfo decisivo para a sua estratégia prosseguida há décadas de atração de investimento estrangeiro.
Aquando das negociações do seu atual programa de assistência, assinado em novembro de 2010, resistiu até à última a subir essa taxa, alegando que reduzir a atratibilidade do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em nada beneficiaria a UE,
na qual prevalece um nível de imposto sobre os lucros das empresas notoriamente mais alto.

Mas agora a história é outra:
segundo a OCDE, que recebeu mandato do G20 para apresentar o ponto de situação e as medidas para a remediar, nesses três países,no maior secretismo e através de esquemas complexos de criação de empresas-fantasma
situadas em paraísos fiscais, tolera-se que multinacionais fujam ao fisco com custos diminutos.
A Apple terá, assim, fintado o fisco norteamericano (o temível IRS)nos impostos devidos sobre rendimentos no montante fabuloso de 44 mil milhões de euros.

Tudo isto tira partido na existência de alçapões nos códigos fiscais de cada país, habilmente explorados por especialistas num planeamento fiscal agressivo, que priva as economias de muitos milhares de milhões de euros ou dólares de impostos devidos.

A crise pôs estas práticas no centro do escrutínio internacional e exerce uma pressão redobrada para estancar as fugas ao fisco à escala golbal.

O que ajudaria todos os atuais pagantes a beneficiar de taxas de imposto mais moderadas, mas com uma base de incidência muito mais alargada e justa.


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