Há alternativas ... e não somos todos parvos.

Hoje é em Coimbra

    «Para reagir à crise é preciso compreendê-la. Este livro ajuda-nos a entender o que mais importa. Este livro mostra-nos também que não há resposta à crise sem escolhas difíceis: sair da austeridade e do memorando, ou insistir cada vez mais no mesmo; renegociar a dívida, ou perder tudo para pagar até o último cêntimo; aceitar o euro tal como existe sem fazer perguntas, ou preparar saídas».  José Castro Caldas, economista e investigador do CES.
    «A recusa da opressão, da desvalorização económica e da destruição social faz-se com ideias e com ação coerente. E com opções claras. Este é um livro de análise profunda, pensamento original e propostas mobilizadoras. Há, pois, alternativas.»  José Reis, economista e Professor Catedrático da FEUC.
    «Este livro é também um tributo ao exercício da cidadania e da cooperação (sim, há mais mundo do que o do «empreendedorismo» e da «competição»… e funciona). Uma cidadania que não é efémera, antes visando um duplo futuro: o da capacitação para a acção que imponha uma sociedade decente e o do legado documental de um livro que será, como me disse um leitor a quem só li o índice, um testemunho para as próximas gerações de que, “no meio disto tudo, não éramos todos parvos”.»  Sandra Monteiro, directora do Le Monde diplomatique (edição portuguesa).
     Dos comentários ao livro, que é hoje lançado em Coimbra a partir das 18h00 na Sala Keynes (Faculdade de Economia). Apresentação a cargo de José Reis e Daniel Oliveira, com a presença dos autores João Rodrigues e Nuno Teles. Estão todos convidados.
    Entretanto, Octávio Teixeira, um dos economistas que há mais tempo identificou as consequências negativas da UEM e de outros arranjos neoliberais para o nosso país, fez uma generosa menção ao livro na sua rubrica da Antena 1

    "Só pagamos a dívida se quisermos" :     Entrevista do Alexandre Abreu à Visão, sobre o livro

      No canal Q  :  Eureka!  É capaz de haver Alternativas de Esquerda .

 .

    Um jornal com princípios, meios e fins : Le Monde diplomatique - edição portuguesa

  Face ao estaleiro ideológico que tomou conta de Portugal e da Europa, a esquerda tem de arrojar um projecto político verdadeiramente alternativo com viabilidade para poder ser concretizado. Um projecto que defina à partida o tipo de sociedade e de economia que ambiciona para o país, estabelecendo, posteriormente, os meios e os instrumentos mais adequados para o atingir.
    Renato Carmo, Os fins da esquerda, Le Monde diplomatique - edição portuguesa, Setembro de 2013.


Publicado por Xa2 às 13:24 de 17.09.13 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Dívida, Troika e apelos... - BASTA a 17 de Setembro de 2013 às 18:55

...
Cavaco sabe que as políticas do Governo não levam a Nada e mais cedo ou mais tarde vai ter de haver mudança de agulha. O problema é que quanto mais tarde pior, maiores serão os sacrifícios a suportar pela população. Este governo está consciente do empobrecimento a que está a conduzir o país.

Não é preciso ser grande perito em finanças para ver que este caminho assenta num concepção ideológica, Aquela de que vivemos acima das nossas possibilidades. Será que pensões abaixo de 1000 euros equivale a viver acima das sua possibilidades?! Afinal, olhar para a realidade basta para ver o buraco em que nos está a levar este governo.


A dívida, o principal cancro da nossa economia, continua aumentar e bem e o défice só com alguma cosmética e sacríficios da população é que se mantém ao nível inicial e nunca nos limites acordados com a Tróika.


Prolongar o pagamento da dívida a uma taxa de juro baixa, tipo 1%, é uma hipótese de saída a negociar.


Iria mais longe, contudo. Sou por uma auditoria à dívida para também a expurgar daquelas componentes que entroncam em situações de prisão, caso BPN. Também admito que algumas componentes da dívida de curto prazo, tipo empréstimos a bancos possam ter um juro mais elevado. Se me permitem havia que identificar a dívida, digamos estrutural e sobre esta negociar condições do tipo das referidas.


De Servos da Finança e oligarquias plutocrá a 18 de Setembro de 2013 às 09:02
"Servos da gleba - servos da dívida"

Extratos do artigo "Servos da Dívida" de Paulo Morais, no CM de hoje. [texto completo aqui ]
A imagem é a Tentação de Stº António (1946) do surrealista Salvador Dali. Pareceu-me que ficava bem aqui :)
Paulo Morais:
"A intervenção externa, a que estamos condenados desde 2011, já teve por primeiro objetivo garantir que o estado português disporia de recursos para pagar os juros usurários...
...
Os sucessivos empréstimos da troika não vieram resgatar o estado português, mas sim os bancos a quem este devia dinheiro.
Com o resgate da banca veio o sequestro do estado português. A maior das despesas públicas é agora o pagamento de serviço da dívida, que orça em cerca de oito mil milhões de euros anuais. Mais do que à educação, à saúde ou à segurança social, os impostos dos portugueses destinam-se ao pagamento de dívidas mal contratualizadas ao longo dos anos. Gastar mais em juros do que em qualquer área social é irracional.
...
Cidadãos e empresas ficam assim sujeitos ao empobrecimento e reduzidos à condição de servidores do orçamento de estado. Até as verbas da segurança social são, de forma perversa, desviadas para títulos de dívida pública. Ao obrigar os pensionistas à condição de credores do estado, o governo inviabiliza qualquer renegociação de dívida. Pois doravante a redução de juros ou o alargamento da maturidade dos empréstimos virá prejudicar fortemente as reformas e pensões.
Voltamos ao sistema feudal. Assim como na Idade Média rural os portugueses eram servos da gleba, hoje, em época de predomínio financeiro, estamos condenados à condição de meros servos da dívida.


# posted by Raimundo Narciso , 17/9/2013
-----------

"Extorquir recursos ao país para engordar a banca"

Um artigo de Mário Vieira de Carvalho no Público de ontem, sobre a política do Governo para o ensino superior que vale a pena ler.


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