De ?ex: d Plutocracia, bancocracia, oligarq a 27 de Setembro de 2013 às 09:19
PODRIDÕES. Nem a propósito
(-por R.Narciso, PuxaP., 26/9

"Quando em Julho foi para o Governo ... teve de deixar as funções que desempenhava, há vários anos, em 30 organismos, [Disseram 30!, 30!! organismos? ] onde se destacavam três grupos bancários, [concorrentes, mas amigos com certeza...] mas também outras sociedades, fundações, comissões, para além do escritório de advocacia PLMJ, onde era consultor, conforme comunicou a semana passada ao Tribunal Constitucional (TC)."

Na declaração de rendimentos entregue ao TC, a 18 de Setembro, o ... ex-presidente da Fundação Luso-Americana indicou que, a 23 de Julho deste ano (quando entrou para o Governo), deixara de estar ligado a 17 sociedades onde exercia cargos sociais não-executivos. [Deixa ver se percebo. Então agora no governo mantém 30-17=13 outros empregos outras funções. Hummm... tou a ver. Serão tudo funções de faz de conta? Como a de ministro?]
[Entre as abandonadas funções:] "... três fundações, Millennium/BCP, Mário Soares e Oliveira Martins, assim como a actividade de docente em duas faculdades, Universidade Católica Portuguesa e Lusófona, e as comissões de revisão do Procedimento Administrativo e da Luta Contra a Sida e o Banco Alimentar Contra a Fome." [Assim aos... 73 anos.]

"Em 2008, por exemplo, ... sentou-se [ bem observado: sentou-se. De longe em longe, digo eu.] em órgãos sociais não-executivos da CGD, do BCP e do BPI, cargos que acumulava com a presidência do Conselho Superior da SLN ..., a holding que controlava o BPN, e a vice-presidência do conselho consultivo do BPP." [Link]

Este personagem mistério (já adivinharam quem é, aposto) é um político e cidadão da máxima respeitabilidade. Um "Senador"! É militante histórico do PSD, foi seu presidente em 1985 e presidente da Mesa do Congresso de 2008 a 2010.
E agora foi convidado ("não havia necessidade") para MNE e aceitou ("não havia necessidade!")
Não foi por dinheiro que o Sr caiu nesta tentação de ser ministro outra vez. O Correio dos Escândalos da Manhã diz ter o Sr declarado ao TC, ao tomar posse, como manda a lei, que entre ordenados, pensões e rendimentos de uns dinheiritos que tem no banco, auferiu um pouco mais de 80 mil euros por mês.

Ele devia saber que ao querer "sem necessidade" se ministro outra vez, para mais de um governo de desqualificados, iria ter o seu passado escrutinado e postas a descoberto as suas "podridões". Talvez, tenha sido preferível assim. A imagem que do Sr. foi criada é que nos enganava porque afinal os factos, ai os factos!... são teimosos, "les faits sont têtus" dizem os gauleses.

Diz que não mentiu ao Parlamento. Admite (vá lá, admite, porque podia muito bem não admitir) "admite "incorreção factual", mas sem intenção de ocultar ações da SLN ". É aceitável. Você está na esplanada do café, na conversa e distraído, a olhar para as miúdas que passam, agora com o verão umas descaradonas, e perguntam-lhe de rompante olha lá tiveste acções da SLN? Não, não tive nada. Não me distraiam. Só que o caso não foi bem assim. A AR tinha uma comissão a investigar o caso do BPN, a maior fraude dos 2 últimos séculos e pede, em 2008, ao Sr., respeitabilíssimo senador, se possuira acções da SLN dona do BPN, e o Sr. que tinha tido dessas comprometedoras ações até 2007, respondeu por carta que não senhor, era o que faltava. Escreveu, deve ter revisto a prosa, e disse que não, nunca tinha possuído acções da SLN. Ora ele teve acções até 2007 (parece que foi um negócio esconso como o de Cavaco. Um roubo disfarsado de negócio honesto. O agora presidiário, ao que parece fugido, Oliveira e Costa, patrão do banco ter-lhas-á vendido a 1 euro e recomprado a 2 e tal euros algum tempo depois). É, nestas circunstâncias, uma "incorreção factual, mas sem intenção de ocultar ações da SLN "? Mentiu, com dolo, em 2008 e mentiu agora com estas explicações naifs. "Não havia necessedade".

O Sr teve a estúltícia de responder aos jornalistas que o interrogavam sobre o caso, após tomar posse, em 2013, como MNE, que «Isso denota uma certa podridão dos hábitos políticos". A resposta estava certíssima se estivesse a auto-analizar-se mas não, estava a criticar quem tinha o desplante de dele duvidar e pôr a descoberto as suas podridões.
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Nota: inf complementar, só para


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