8 comentários:
De Desgoverno, Cleptocracia, bancocracia a 1 de Outubro de 2013 às 11:54
Cleptocracia (sistema de governo de ladrões e corruptos, burlões, ... dos "donos do país")


Hoje dei a minha volta semanal pelos jornais do costume. O pessoal continua a dizer que se se baixarem os impostos e se desregulamentar os mercados a crise passa, os empresários ganham dinheiro e criam empregos, pagam salários e a economia dispara.

Há 35 anos que eles dizem isto e há 35 anos que o poder de compra das famílias vai baixando, enquanto os ricos vão ficando mais ricos.

Parece-me que a coisa é (outra e) mais simples:
a) os ricos compram os políticos;
b) os políticos baixam-lhes os impostos e dizem-nos que não há dinheiro e que temos de apertar o cinto;
c) os ricos empregam-lhes os filhos
(para os defender e propagandear os seus interesses e ideologia neoliberal desregulamentadora nas TVs, ... universidades, partidos, parlamento e governo ... ).


De Seleção de noticias de 1/10/2013 a 1 de Outubro de 2013 às 14:12
JN:
84 suicídios por mês este ano;
dispara venda de antidepressivos nas farmácias
CM.
barricado com mulher e bebé ameaça massacre
Estado corta apoio a idosos e crianças
Destak:
mais jovens em risco;
490 mil pessoas perderam o subsídio de desemprego
1500 crianças e jovens deixaram de ter abono de família
Sol:
pais põem filhos em perigo (com fotos no facebook)
PJ:
défice atinge 7,1% e dívida pública 127,8% do PIB
Diabo:
mais cortes ou 2º resgate: medidas voltam a incidir nas Pensões e na Adm.Pública; Passos C. afirma que não se trata de teimosia, porque esta é a única via (mentiroso convencido!)
Crime:
rapaz sequestrado por dívidas dos pais.
económico: Marcelo:"Passos tem sido dos piores líderes do PSD" (e um PM destruidor)
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Sic noticias:
Por outro lado, (o Papa) garantiu que a Igreja "não se vai ocupar da política", pois "as instituições políticas são, por definição, laicas e atuam em esferas diferentes".

"A Igreja não irá mais além do dever de expressar e difundir os seus valores, pelo menos enquanto eu aqui estiver", confirmou.

Sobre os temas da atualidade, o ex-arcebispo de Buenos Aires considerou que "os grandes males que afligem o mundo são o desemprego dos jovens e a solidão em que foram deixados os idosos".

"Os idosos precisam de cuidados e companhia. Os jovens de trabalho e esperança", destacou.

O Papa também criticou o "liberalismo selvagem" que transforma "os fortes em mais fortes, os débeis mais débeis e os excluídos mais excluídos", acrescentando serem "precisas regras de comportamento e se for necessário também a intervenção do Estado para corrigir as desigualdades mais intoleráveis".
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De acordo com o diário italiano, o IOR (banco do Vaticano) enviou na segunda-feira cartas a 900 clientes a pedir para fecharem as respetivas contas, devido a "suspeitas de branqueamento de dinheiro sujo e mesmo financiamento do terrorismo".

"Estes clientes não passaram na série de controlos criada, em maio, pela sociedade de consultadoria Promontory, líder mundial antibranqueamento",

, o porta-voz do IOR "...sublinhando que o pedido de encerramento das contas não estava forçosamente relacionado com uma suspeita de atividades criminosas.

"Desde maio, que estamos a controlar a identidade de todos os nossos clientes para verificar que corresponde aos critérios em vigor para deter uma conta no IOR", explicou.

Este controlo permitiu detetar pessoas que já não estavam autorizadas a ser clientes do banco do Vaticano, como, por exemplo, antigos embaixadores junto da Santa Sé atualmente reformados.

Ao mesmo tempo, no âmbito da luta contra o branqueamento, o IOR está a controlar "as transações efetuadas nas contas e a verificar se são compatíveis com o rendimento do titular (...) Neste caso, o encerramento da conta é motivado por um suspeita de atividade ilegal", acrescentou.

De acordo com o Corriere della Sera, o IOR decidiu fechar as contas das missões diplomáticas do Irão, Iraque e Indonésia, depois de ter verificado a ocorrência "de depósitos e levantamentos de grandes somas em dinheiro vivo".

A Autoridade de Informação Financeira (AIF), um organismo que supervisiona as operações financeiras do Vaticano, considerou que as justificações apresentadas por aquelas embaixadas, em relação às transações duvidosas, datadas de 2011, eram "demasiado fracas e desproporcionadas relativamente àos valores em jogo, até 500 mil euros num único movimento", acrescentou o jornal.

O porta-voz do IOR escusou-se a confirmar qualquer informação relativa aos clientes do banco.

O banco do Vaticano gere perto de 18.900 contas (6,3 mil milhões de euros em ativos), que pertencem sobretudo religiosos ou laicos que trabalham no Vaticano, e a diplomatas acreditados junto da Santa Sé.

No final de junho, o papa Francisco criou uma comissão para inspecionar o IOR e propor uma reforma.

De acordo com o 'site' oficial do IOR, que anunciou hoje um resultado líquido, em 2012, de 86,6 milhões de euros, a operação de análise das contas deverá terminar até ao final do ano.


De Pobreza: na 'ilha' de onde ninguém sai. a 1 de Outubro de 2013 às 14:36
http://www.publico.pt/temas/jornal/sos-na-zona-pobre-27140130
SOS na zona pobre
Paulo Moura (texto) e Paulo Pimenta (fotografia

Com as novas regras do RSI e da habitação social, os pobres estão ainda mais pobres.
Nalgumas zonas, como certos bairros da freguesia de Campanhã, no Porto, a miséria é atroz.
Os direitos humanos essenciais são violados.
Os apoios do Estado são uma fraude, a reinserção social uma ficção.
Ser pobre é viver num mundo à parte, de onde nunca se consegue sair
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Regina e Bruno: três filhos, muitas dívidas acumuladas, sem direito a RSI por dois anos

----------- Casa nova: só para quem vive numa ruína
...
20.000 pessoas deixaram este ano de receber o rendimento de inserção.
Desde 2010, foram quase 135 mil a perder o direito a este apoio

---------- Melhorar o buraco
...
Não há complacência. Ao mínimo erro, as pessoas são excluídas, punidas.
Os assistentes sociais têm um poder excessivo, que usam para tramar as pessoas. São de uma exigência, rigor, dureza e agressividade para com os pobres, como mais nenhum serviço tem em Portugal
José António Pinto (Chalana), assistente social

Álvaro Lopes passa as manhãs a pastar um rebanho junto ao Rio Tinto. Em troca, o dono das ovelhas dá-lhe almoço

---------- O rapaz que segura a família
...
270 mil pessoas recebem o RSI: são obrigados a descontar tudo o que ganham em biscates ou outros rendimentos

----------- A 'cultura da pobreza'
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Não há mobilidade social ascendente. A segunda geração não tem oportunidades. Não têm empregos nem escolaridade.
Quem é que dá trabalho a um habitante do Lagarteiro? Já estão no mesmo caminho dos pais.
Todos os miúdos que conheci quando aqui comecei a trabalhar já estão a traficar droga ou a arrumar carros
Chalana


De Finanças Públicas duvidosas e ... a 9 de Outubro de 2013 às 10:29
(8/10/2013, FP)

(manigância e asneiras nas) Contas do défice e rácio da dívida ...
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Se parece bom demais ...

Quem ler esta notícia Parpública passa a entrar nas contas do défice e dívida pode deter-se na frase "É por isso que, pelo menos, os três mil milhões de euros que o Estado deve à Parpública vão deixar de ser contabilizados no rácio da dívida."
e pensar que isto é bom para as contas públicas.

MAS toda a moeda tem o seu REVERSO e se a dívida do Estado à Parpública deixa de contar para a dívida e o défice, a dívida desta para com terceiros passa a contar para a dívida pública.

E quanto é isso? Segundo o Relatório e Contas da empresa (página 6) no final de 2012, eram 4,8 mil milhões de euros.

Portanto, melhora o ratio da dívida em 3 mil milhões? Não, piora, e PIORA em quase 2 mil milhões.

A falta que faz os jornais não se limitarem a transcrever a informação que lhes "dão" ...

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3/10/2013:

Sobre a "almofada de tesouraria" ( 20.000 M€ de "reservas" ?!! e o seu custo ?!! )

Não há nada de novo. A manutenção de saldos elevados, que geram um aumento de dívida pública e a necessidade de pagar sobre essa "folga" juros, que afectam o défice, tem vindo a acontecer desde o início do programa.

Aos portugueses isto de nada serve, a não ser mais despesa pública inútil. Serve para almofadar o sistema financeiro e para consolo dos credores. Quanto custa? Não sei, algum jornalista podia perguntar. mas serão umas centenas de milhões de euros, pelo menos.

Ainda sobre a almofada

Não há dados oficiais, mas a imprensa fala em 20.000 M€ de "reservas".

Num País em crise é muito.

Supondo que está certo e fazendo alguma especulação informada estamos a falar de ter quase 12% do PIB (estimado em 2012 em mais ou menos 165.000 M€) de "lado", o que nos custa, assumindo uma taxa de juro média conservadora (3%), qualquer coisa como 600 milhões de Euros de juro por ano. Ou quase dois mil milhões no período do programa.

E pesa no défice uns 0,3 a 0,4%. Dava para a "folga" entre os 4 e os 4,5% de que se fala estar a ser tão dificil negociar. Estas opções deviam ser explicadas, mas não são matérias que tenham atenção devida.

Ficam dúvidas, muitas dúvidas ...
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