8 comentários:
De Subir a parada dos protestos e luta ! a 21 de Outubro de 2013 às 17:09
Subir um bocadinho
(20/10/2013, João Paulo)

Atravessei a ponte, claro.
Vi muita gente, muitos milhares de rostos que mostraram, na rua, a sua indignação. A palavra mais ouvida, de Gaia ao Porto, foi DEMISSÃO !

Não vi na multidão, nem tão pouco nas pessoas que a formavam, os rostos de sempre. Estiveram pessoas diferentes, outras gentes.
Isso sentia-se nos olhares, nas roupas que traziam, na forma como não aderiam a todas as palavras de ordem – as mais tradicionais ficavam por dizer.

Senti o desespero da classe média na Manif da Ponte.

E é esta classe média que comenta a necessidade de subir um pouco a parada.
A CGTP teve a ponte como oportunidade, mas optou pelo caminho mais fácil – como Dirigente de um dos seus sindicatos, manifesto publicamente o meu desacordo.
Eu, teria esticado a corda da ponte.

Penso que é preciso, como me dizia um amigo no sábado, pregar um cagaço a estes gajos.

Os bandalhos que estão no governo e que tomaram um partido SOCIAL DEMOCRATA de assalto têm como objectivo um novo país:
a escola pública será para os desgraçados que não tiverem lugar nos colégios financiados pelo estado.
As portas dos hospitais públicos serão a enfermaria dos mais desgraçados e
a segurança social estará nas mãos da igreja para assistir os mais carenciados.
O dinheiro de poucos será entregue às seguradoras e o dinheiro de muitos será para dar esmolas.
Este é o projecto que Passos Coelho e os seus amigos têm para Portugal.

E, para lutar contra esta gente, está na hora de subir o tom.
Não me parece que a solução esteja no dia 26 – lá estarei – ou no dia 1 ou na Greve do dia 8.
Está na hora desta gente começar a ter medo do povo !



De .É inconstitucional proibir Manifs. a 18 de Outubro de 2013 às 10:58
Mais uma para o currículo: governo proíbe manifestação legal (-por D.Oliveira, 19/10/2013)
... ... ...
A única coisa que o Decreto-Lei nº406/74 exige é que a manifestação seja comunicada às autoridades (dantes era aos governos civis) e que respeite a lei geral.
Pode haver acertos de percurso ou utilização de metade das faixas de rodagem para o ordenamento do trânsito (não por causa da segurança).
Mas não há proibições de utilização de espaços públicos para manifestações.
Pode haver um limite de 100 metros de proximidade de sedes de órgãos de soberania, de instalações militares, de estabelecimentos prisionais, de embaixadas ou consolados e de sedes de partidos políticos.
Há limitações de horários e limitações para contramanifestações.
E acabou aqui o espaço de manobra para limitar o direito constitucional (e esta lei é pré-constitucional) de manifestação.
Em nenhuma lei está prevista a possibilidade de negar o direito de manifestações por motivos de SEGURANÇA, por parecer de forças de segurança ou concessionários de espaços públicos.

O direito de manifestação não depende nem de pareceres de técnicos, nem de vetos de políticos.
E a lei ainda é mais relevante do que a opinião do ministro ou de comandantes da PSP.

O artigo 45º da Constituição da República, posterior a esta lei e com valor superior a ela, não podia ser mais claro:
"os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público sem necessidade autorização".
Ou seja, nem a PSP, nem o ministro da Administração Interna têm qualquer autoridade para proibir qualquer manifestação.
Não é, nunca foi desde que vivemos em democracia, competência sua.
Daqui resulta apenas uma coisa:
a proibição da manifestação da CGTP, no percurso que a CGTP definiu, é ilegal.
É falso que o ministro ou a PSP não tenham autorizado esta manifestação.
Porque não se pode não autorizar o que, segundo a lei, não carece de autorização.
O ministro ameaçou impedir a realização de uma manifestação legal contra o seu próprio governo.
O que é um pouco diferente.

Como foi demonstrado por Arménio Carlos, não há, ainda por cima, qualquer razão de segurança para impedir a realização de uma manifestação onde todos os anos se realizam maratonas.
A justificação da PSP, dizendo que pela sua natureza "reivindicativa", esta ação apresenta perigos acrescidos, nem merece ser comentada numa democracia.
Ainda mais quando todos sabemos que a CGTP tem capacidade comprovada de garantir a segurança e a ordem nas suas manifestações.
Seguramente maiores do que a PSP, que, desde que este ministro tomou posse, se entretém a enfiar agentes PROVOCADORES de desacatos entre manifestantes.

A sorte de Miguel Macedo é que a CGTP tem uma tradição bem comportada.
Desmarcou a manifestação de amanhã, transformou-a num protesto de carro na ponte e numa concentração em Alcântara.
Compreendo que, com o historial deste ministro da Administração Interna, tenha receado pela integridade física dos manifestantes.
Coisa que seria especialmente grave em cima de uma ponte.
Este governo é de tal forma irresponsável e está de tal forma tomado por fanáticos que nenhum comportamento imprevisível deve ser excluído.
Mas que fique claro:
o ministro tentou limitar um direito constitucional, violando de forma clara a lei que deve fazer cumprir.
Nada que espante num governo que julga governar em estado de emergência e para quem a Constituição da República é um documento sem qualquer valor que não seja o de dar armas a forças do bloqueio como o tribunal que zela pelo seu cumprimento.

Neste espírito de promoção da ilegalidade são acompanhados pelos seus mais excitados apoiantes.
O colunista João Miguel Tavares (intrépido defensor das liberdades cívicas no tempo de José Sócrates), no jornal "Público", disse mesmo que somos "um país tenrinho" na forma como lidamos com o direito de manifestação.
Que faltava um ministro que soubesse dizer "N-Ã-O".
Esta jovem direita, que até já foi civilizada, está cada vez mais próxima do estilo "Fox News".
Sente-se ali o Dr. Strange Love.
Bem tenta, mas a tradição não deixa conter aquele bracinho...

Esta vitória do governo, impedindo uma manifestação legal ...


De .cheira a Ditadura neoliberal-fascista. a 18 de Outubro de 2013 às 11:02

Mais uma para o currículo: governo proíbe manifestação legal (-por D.Oliveira, 19/10/2013)
... ... ...
... ... ...
... impedindo uma manifestação legal (penso que foi a primeira vez que isto aconteceu com a CGTP),
é só mais um passo para o ambiente de MEDO e apatia que pretendem impor ao País.
Mas mesmo do seu ponto de vista, fazem mal.
Quanto mais limitarem a ação das organizações tradicionais (como os sindicatos), através dos meios habituais (as manifestações),
mais promovem protestos espontâneos, inorgânicos e incontroláveis.
Pensando bem, talvez até seja mesmo esse o seu desejo.

Publicado no Expresso Online (e Arrastão).-
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De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 16 de Outubro de 2013 às 17:05
O que a Intersindical «devia» ter feito era uma «Maratona na Ponte» contra as políticas desastrosas da Comunidade Internacional com a conivência do Governo desta espécie de República... Assim não haveria problemas de segurança... Afinal num País em que mandar alguém trabalhar é motivo de punição, de que é que a Intersindical estava à espera?
Nota: Eu cá acho que mandar trabalhar um reformado, aposentado ou lá o que o senhor é, também tá mal... ele devia era ir gozar da reforma se possível para bem longe daqui, digo eu, não sei!


De Buzinão 25Abril e Manif Calvário a 16 de Outubro de 2013 às 14:53
dia 19 outubro,
a passagem/ manif na ponte 25 Abril passa a ser :
buzinão com 300 autocarros e concentração/manif no Calvário.

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dia 8 Novembro haverá GREVE da Função Pública.


De Calvário!? a 16 de Outubro de 2013 às 19:18
É bem apropriado, a manif no calvário. Afinal o governo até trabalhou bem, empurra o pagode de todas as maneiras e formas para o Calvário e o que já se tornou espantoso é o pagode ir e de boa vontade.
Lá tinha, o outro, razão de sobejo "Somos o melhor povo do mundo" olá se somos.


De Manif. 19 out. ALCANTARA a 17 de Outubro de 2013 às 18:31
a manif. será em ALCANTARA ("a ponte" em língua árabe)
e não no Calvário (é local próximo, a DOR e o calvário que este desgoverno/troika nos impõe é verdadeiro e demasiado. Basta.!.

Vamos exigir aquilo que (até) o governo (de direita) da GRÉCIA decidiu hoje:

NÃO vai aplicar mais medidas de Austeridade/ não +cortes/ não +despedimentos/ não + miséria.

BASTA !!


De MANIFESTAR : ocupar as Pontes, Ruas e... a 16 de Outubro de 2013 às 10:15
OCUPAÇÃO DA RUA !
(-por ABGuedes, Bestrabalho, 8/10/2013)

No próximo dia 19 de outubro a CGTP vai promover grandes manifestações atravessando a Ponte 25 de Abril em Lisboa e a Ponte do Infante no Porto.

A iniciativa original pretende criar impacto mediático e sensibilizar e mobilizar os trabalhadores contra as políticas de austeridade e pobreza decretadas quase todos os meses por este governo.
É uma iniciativa que merece todo o apoio e adesão dos trabalhadores portugueses pela sua originalidade, conteúdos e simbolismo e também porque é uma ação que não fica cara ao bolso dos trabalhadores, reformados e desempregados.
Com efeito, o medo do desemprego e a falta de dinheiro está a retrair muitos trabalhadores quando convocados para algumas lutas nos locais de trabalho ou para greves gerais ou setoriais!
O desgaste deste ano tem sido muito grande ao nível de perdas de vencimento e ao nível físico e psicológico, em particular para os ativistas!
Perante esta situação, a ocupação da rua e as lutas de rua são uma alternativa cada vez mais presente pelos sindicatos e movimentos sociais de desempregados e precários!
A ocupação da rua é hoje mais necessária do que nunca. Nos dias de semana, aos sábados e Domingos!

A ocupação da rua não é uma alternativa sindical á ação nos locais de trabalho, mas é um complemento importante e decisivo num momento tão crítico como o que estamos a viver!
A ocupação da rua e de locais SIMBÓLICOS exerce uma particular pressão sobre o poder político, em particular quando é participada por centenas de milhares de pessoas de forma organizada e afirmativa!
O 15 de setembro de 2012 foi um exemplo a não esquecer!
No entanto, o governo tem medo destas ações!
Procura DIVIDIR os portugueses para que eles não ocupem a rua em massa !


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