De Aumentam os Pobres/ não-cidadãos. a 21 de Outubro de 2013 às 14:39
A escalada das provocações
(2013/10/20, por Tiago Mota Saraiva, Dias)

Desta vez Paulo Portas tem razão. Ontem os mais pobres não se manifestaram.

A teia que está montada transforma os mais pobres em homens, mulheres e crianças sem direitos, dependentes da caridade.

Muitos não terão sabido da manifestação, muitos terão ficado nas zonas em que há distribuição de comida. **
Muitos a viver fora de Lisboa ou do Porto não terão tido dinheiro para se deslocarem,
a maioria dos mais pobres já não se considera cidadão de plenos direitos.

Nas manifestações das Ferreira Vasconcelos que hão-de vir, também não se verá qualquer pobre, a menos que os vão buscar em autocarros aos abrigos e àquelas instituições de caridade às quais o governo paga refeições de marisco que chegam aos pratos transformadas em arroz e feijão.

Hoje, mais do que nunca, importa construir grandes manifestações no próximo dia 26.
A convocatória já foi subscrita por mais de 800 pessoas.
Neste momento já há convocatórias para 11 cidades:

Aveiro
Braga
Coimbra
Faro
Funchal
Horta, Faial
Lisboa
Portimão
Porto
Setúbal
Viana do Castelo
Vila Real
Viseu

Adere e divulga. Temos seis dias para romper o bloqueio da informação.
--------------
** - na net correm 2 impressionantes imagens das longas filas para a SOPA dos POBRES
- em 1945 (a Guerra provocada pela Alemanha de Hitler) , e
- em 2013 no Porto, Largo A.Perdição/ Cordoaria, (agora causada pela Guerra provocada pela Banca, União Europeia, FMI, Governos Portugueses!)

Ficará por aqui? Que vamos fazer ?
Calar e consentir ou dizer Basta e Lutar ?!!


De EU salva os Bancos.-Quem paga ? cidadãos a 21 de Outubro de 2013 às 17:19
Quando a Europa salva os bancos, quem paga?
(06/10/2013 Por Aventar )
[veja o vídeo em : http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UwFolpgpksU ]

Documentário do canal Arte com Harald Schumann, jornalista de investigação num diário berlinense, demonstrando quem foram os beneficiários dos resgates bancários na Europa; não foram os países, nem sequer os cidadãos que, com os seus impostos, pagam estes resgates.

Documentário extremamente sóbrio e objectivo, contêm entrevistas a vários ministros das finanças europeus (incluindo o alemão), ex-administradores de bancos, a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e demonstra as profundas consequências destes resgates.

Toda esta informação não é novidade. Interroguemo-nos sobre os motivos de, sendo conhecida e estando bem documentada, não fazer todos os dias as primeiras páginas dos jornais. Desde o inicio da crise que é evidente o que se está a passar, pelo menos para quem acompanha estes assuntos. Em 2010 falávamos disto mesmo aqui no Aventar. Os próprios conselheiros da Sra. Merkel admitem em público que os resgates dos bancos dos países em dificuldades servem para salvar os próprios bancos alemães.

A legendagem foi feita por vários autores e leitores do Aventar. Se encontrar erros não hesite em contactar-nos.



De P.... e eu estou desempregado a 28 de Outubro de 2013 às 13:14
Argala (comenta em: Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado ; http://blog.5dias.net/ , 2013/10/27)
João,

Não deixa de ter alguma razão quanto a este ponto, embora hajam aqui dois dados qualitativos:
o QSLT não se propôs tomar a escadaria e, de acordo com a lei – para a qual eu me estou a cagar -, o estado pode jogar com o limite dos 100 metros.
O QSLT também não se declara como o destacamento de vanguarda.
O QSLT é apenas um grupo informal de pessoas que se juntou para organizar um passeio em Lisboa.

As justas críticas que têm sido dirigidas à CGTP-IN, ao PCP, ao BE, e também extensíveis se quiser ao QSLT, visam no essencial abrir os olhos aos militantes e sindicalizados para o facto de estas organizações nada terem preparado para eles.

Avisá-los de que depois das manifestações e da greves simbólicas de um dia, teremos o nada de coisa nenhuma;
que estas organizações são produto do reformismo;
que perante a agudização da crise e a escalada da barbárie, não há nenhum instrumento de combate para contrapôr;
não há sequer instrumentos defensivos.

Só se quer avisar os trabalhadores dos perigos de continuar a permitir que estas organizações assimilem toda a militância do mundo do trabalho
e actuem como força de contenção para não perder o controlo da situação e esconder as suas próprias limitações,
isto é, manter a conflitualidade baixa e a paz social para evitar ter que ir a jogo e tomar decisões arriscadas.

Do outro lado da barricada também se correm riscos.
A burguesia corre riscos para destruir o que resta do estado social e abocanhar as áreas de negócio necessárias à recuperação das suas taxas de lucro.

A continuarmos nesta pasmaceira e neste marasmo, a burguesia não sente que está a pagar qualquer preço, e poderá continuar a construir o seu projecto de classe à vontade.

Em suma, pretende-se com as críticas que os trabalhadores se
comecem a reunir à margem dessas organizações para
construir reais instrumentos de combate.

Cumprimentos


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