De .Fundações: demasiado, opacas, subsid... a 20 de Abril de 2015 às 12:46
Se bem me lembro...

Em 2009, ou 2010, fiz um trabalho de investigação sobre as FUNDAÇÕES para uma revista, que iniciei com uma frase de Rui Vilar - presidente do Centro Português das Fundações:

" Há Fundações a mais e transparência a menos".

Era uma verdade incontornável. Durante os três últimos anos do governo Sócrates foi criada uma Fundação em cada 12 dias - a maioria delas privadas- cujos objectivos eram, em muitos casos, pouco transparentes.

O grupo de incompetentes que assaltou o pote com o beneplácito dos tugas e a benção do homem de Boliqueime pensou, na sua saga reformadora e purificadora, que era uma ideia boa e popular fazer um estudo sobre as Fundações
e atribuir-lhes um ranking, para se definir as que mereciam continuar a receber subsídios e as que deviam ser extintas.
A tarefa foi atribuída ao gabinete de Relvas e a ideia, claro, era poupar dinheiro ao Estado e eliminar boa parte delas.

Muitos estarão lembrados da bagunçada que foi esse trabalho feito por analfabetos contratados a recibo verde.
Fundações como a de Paula Rego, ou a Fundação Gulbenkian, foram extintas ou ficaram classificadas muito abaixo de uma fundação esconsa de Alberto João Jardim.

Não sei se o estudo foi para o lixo com a saída do Relvas, mas nunca mais se ouviu falar dele. Como por milagre, as fundações também saíram de cena.
A mensagem entretanto passada para a comunicação social, era de que o governo estava a poupar milhões com as fundações, se tinha acabado com o regabofe da atribuição de subsídios a fundações.
E o tuga, claro, acreditou.

Esta semana, porém, o Publico noticiou que não é bem assim.
Uma auditoria * realizada pela IGF concluiu que nos últimos anos foram atribuídos às Fundações pelo menos 227 milhões de euros,
sendo que 142,8 milhões foram atribuídos de forma irregular por carecerem de autorização, ou porque as beneficiárias não cumpriam os requisitos necessários exigidos por lei.
Acresce ainda, que algumas dessas entidades estavam em processo de extinção.

Ora aqui está mais um belo exemplo da eficácia deste governo na higienização da sociedade portuguesa.
Ou se preferirem, da transparência dos seus actos.

(-Carlos Barbosa de Oliveira,17/4/ 2015 http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/ )
* http://www.noticiasaominuto.com/economia/375584/dados-142-milhoes-a-fundacoes-de-forma-irregular?utm_source=vision&utm_medium=email&utm_campaign=daily
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AS FUNDAÇÕES & A TROIKA

Alguém sabe quantas Fundações existem em Portugal?

Alguém sabe quais as verbas que no Orçamento de Estado cabem a essas Fundações?
Se consultarmos o OE para 2011 apenas refere que vão ser reduzidas as verbas para Fundações em 15%. Mas alguém sabe quanto é menos 15% da verba?

O que diz o acordo assinado com a «troika» a esse respeito?

O DN referia que 250 milhões transferidos tinham sido para 31 fundações e que dessa verba 90% tinham ido para apenas 3 delas.

Será que os 50% Subsídio de Natal e afins são para financiar que Fundação? Para a Fundação AMI? Ou para a Fundação Mário Soares? Para quais?

Já não falando em transparência mas apenas em nome dos sacrifícios que se exigem e que dizem estar a ser repartidos por «todos» os portugueses, alguém me responde a estas questões? Alguém me informa em que Fundação vão «enterrar» o nosso dinheiro?

MARCADORES: fundações, lobbies, políticas e sociedade, transparência, troika
(-por [FV] ,05.07.11 )
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De Fundações:Benefic, 0ffshores, fisco, ... a 20 de Abril de 2015 às 12:50
Beneficência, Fundações, 'off-shores' e Fugas ao Fisco

Popotas e Leopoldinas

Circulam na internet campanhas contra as campanhas da Popota (Modelo) e Leopoldina (Continente), duas personagens usadas pelas duas grandes redes de distribuição na disputa do mercado da caridade natalícia a que se associam alguns órgãos de comunicação social, designadamente televisões.
É evidente que Belmiro está muito pouco preocupado com as vendas do disco da Leopoldina. Cada cliente que consiga atrair - através das crianças que são alvo da campanha de marketing - a uma das suas lojas nesta quadra, deixará nas caixas registadoras muito mais do que os trocos que serão entregues a título de caridade a um qualquer hospital.

Estamos perante campanhas pouco transparentes, nem sequer se sabe em nome de quem o dinheiro vai ser entregue: se a título de doação dos clientes das lojas do Modelo/Continente ou se a título de mecenato por parte destas duas grandes redes de distribuição com os consequentes benefícios fiscais. Os sites das empresas nada dizem quanto a este ponto.

A verdade é que este país está cheio de Popotas e Leopoldinas, responsáveis pelo desvio de muitos milhões de euros de receitas fiscais através do recurso aos truques da caridade, do mecenato e, pior ainda, da infinidade de Fundações que se multiplicam como cogumelos.

O que se passa com as Fundações roça mesmo a pouca vergonha, não há ninguém que ganhe muito dinheiro e que não escape aos impostos recorrendo a operações em off-shores e que não crie uma fundação.
Poderíamos mesmo designar as off-shores como as Popotas e as Fundações como as Leopoldinas.

Quando um conhecido escritório de advogados cria uma fundação em nome da qual coloca o património imobiliário para depois os arrendamentos darem lugar a benefícios fiscais porque são tratados como doações à fundação ficamos a perceber a dimensão da ''beneficência'' que por aí vai.

O Jumento, 20.12.2010

MARCADORES: beneficência, caridade, economia, fisco, fundações, offshores
(- por Xa2, 23.12.2010, Luminaria )


De ... a 20 de Abril de 2015 às 12:55
------De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 23/12/2010

Um post muito, mas mesmo muito interessante e para ler e reler com atenção.
Aproveito para acrescentar a esta «listagem» as ONG que são Organizações Não Governamentais, mas vivem à custa dos subsídios dos Governos...

E já agora os votos de uma Festas sãs, no espírito e no consumo, para todos nós, postantes e comentadores do Luminária, incliuindo aqueles que me consideram «do piorio» que por aqui passou. E que o próximo Ano não seja abaixo das perspectivas que criámos ou que o nosso (des)governo nos anda a dizer. Tudo de bom, para todos!

------ De hipocrisias e sem vergonhices, 23 /12/2010

Embora venha fazendo, junto de alguns amigos, e já tenha escrito algo sobre a matéria, nomeadamente a propósito da elaboração do "programa de campanha" do actual presidente da Câmara de Lisboa, (será que valeu a pena?), a verdade é que só ao de leve (como neve a cair) aprofundei em debate escrito esta problemático
Em síntese , gostava de ter escritos isto, este post . muitos parabéns a que o escreveu.
haja debate, da fome da miséria da hipocrisia e dos hipócritas que para lavarem consciências (as suas e seus comparsas ) se servem dos restos de comida, como se isso algum dia chegasse ao âmago da/s questão/ões .
-----De militante, 2/1/2011

- a 22.12.2010:

Partilho desses votos...
mas não acredito que as nossas animálias mudem ... é como aquela do escorpião: está na sua natureza.

Sublinho as palavras incluídas no post «O FLAGELO NEOLIBERAL »:
«...
políticos enfeudados ao grande poder económico e financeiro, que empobrecem milhões ...

é constante a lavagem ao cérebro...
sempre os mesmos...

entregues aos latifundiários da comunicação social...
as exigências da oligarquia económica e financeira...
os guardiões da Ortodoxia Neoliberal em Portugal...

Vamos BRINCAR à caridade? (e às políticas e partidos)

Ou VAMOS LUTAR contra as causas da pobreza?
(e contra os autores e representantes da desigualdade aberrante, da injustiça, da corrupção, do nepotismo, do roubo/extorsão, da fraude, burla e mentira generalizadas ...)
...»


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