De Igreja, neoLiberais, oligarquias,Bangste a 29 de Outubro de 2013 às 16:48
28/10/2013
A aliança do velho clericalismo com o neoliberalismo

Já o disse e repito: nenhum governo depois do 25 de Abril foi tão fortemente apoiado pela ICAR como o actual. As razões são profundas:
a ICAR compreendeu que esta crise e a destruição do Estado social são a oportunidade do século para alargar a sua influência institucional.

Muito simplesmente, porque onde fechar uma escola pública abrirá um colégio católico (conferir o cheque ensino de Crato),
onde fechar um hospital público abrirá um hospital da «sociedade civil» (conferir a entrega de hospitais às Misericórdias por P. Macedo),
onde houver um pobre lá estará a caridade, agora sem alternativas (conferir o aumento do desemprego e a diminuição das prestações sociais, por Mota Soares).

Não é um acaso que as declarações de Policarpo e Clemente sejam programadas para acertar em momentos críticos:
quando o povo saiu à rua contra a TSU, Policarpo apelou a que não se manifestassem, mas que pelo contrário se «sacrificassem»;
quando o «aguenta-aguenta» de Ulrich causava escândalo, ele fez coro com o banqueiro;
quando os professores abalaram Crato, Clemente apelou a que parassem com a greve,
e na crise de Julho disse que «recusava» eleições e queria estabilidade.

Agora, no momento de mais uma manifestação e perante as dificuldades do orçamento de 2014, Policarpo esclarece que mantém o apoio ao governo, à política de austeridade e ao empobrecimento das classes médias:
•«Parece que ninguém sabe que Portugal está numa crise e dá a ideia que todos reagem como se o estado pudesse satisfazer as suas reivindicações (...) Não encontrei ninguém das oposições - todas elas - que apresentasse soluções» (!! todas ?!!.Não encontrou propostas Alternativas ?!!: ou não procurou/leu, ou está cegueta, ou é mentiroso !!! )
Note-se:
as reivindicações da ICAR, essas, têm sido satisfeitas.
E há «oposições» que ainda lhe beijam o anel.
Será que não entendem?


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