5 comentários:
De Alim. Transgénicos, lobying, corrupção a 19 de Fevereiro de 2014 às 09:36
WikiLeaks – Modificação Genética

O Wikileaks chega aos alimentos !!!!!

A embaixada dos EUA em Paris aconselhou Washington a iniciar uma guerra comercial de estilo militar contra qualquer país da União Europeia que se opusesse aos produtos geneticamente modificados (GM) ( e aos alimentos TRANSGÉNICOS )..

Em resposta aos movimentos de França para a proibição de uma variedade de milho MG no final de 2007, o embaixador, Craig Stapleton, um amigo e parceiro comercial do ex-presidente dos EUA, George Bush, pediu a Washington para punir a EU, em particular os países que não suportam o uso das culturas GM.

O mesmo aconteceu com bispos católicos de países em desenvolvimento, com veemente oposição às culturas polémica, tendo os EUA aplicado uma pressão especial aos conselheiros do papa.

Mensagens da embaixada dos EUA no Vaticano mostram que os EUA acreditam que o papa é favor deste tipo de agricultura, depois de um lobby sustentado a altos assessores da Santa Sé, mas lamenta que ele ainda não tenha declarado publicamente seu apoio.
Mas, em revés, a embaixada dos EUA descobriu que seu aliado mais próximo na MG, o cardeal Renato Martino, chefe do poderoso Conselho Pontifício Justiça e Paz e homem que representa o papa nas Nações Unidas, retirou seu apoio aos EUA.

Ficou claro que o cardeal tinha cooperado com a embaixada do Vaticano em biotecnologia nos últimos dois anos, em parte para compensar a sua desaprovação vocal da guerra do Iraque e suas consequências apenas para manter as relações com o governo dos EUA.

Por outro lado, os diplomatas dos EUA mostram que trabalham directamente para as empresas de transgénicos, pois em resposta aos seus recentes pedidos urgentes, o ministério de assuntos rurais espanhol, renovou a posição da Espanha na biotecnologia baseada na ciência agrícola através de uma intervenção de alto nível do governo dos EUA.

Daí resulta também que a Espanha e os EUA têm trabalhado em conjunto para convencer a UE a não reforçar as leis de biotecnologia. Em suma, a embaixada em Madrid, escreve: "Se a Espanha cai, o resto da Europa vai a seguir."

Fica provado que, não só o governo dos EUA pediu ao governo Espanhol para manter a pressão sobre Bruxelas, mas também que os EUA sabiam de antemão que a Espanha iria votar a favor, mesmo sem a comissão de biotecnologia da Espanha ter efectuado qualquer relatório.


CALA-TE E COME
http://come-ponto-come.blogspot.pt/, 4/1/2011


De Desregulação Ambiental = desgraças. a 12 de Novembro de 2013 às 13:40
O mundo vai ficar, a longo prazo, 3,6 graus mais quente se os governos simplesmente mantiverem os seus objetivos atuais, alertou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE), reunida em Varsóvia para discutir alterações climáticas.

No cenário "central" (há cenários mais graves e outros mais suaves) estabelecido pela AIE para os países desenvolvidos, as emissões de gases de efeito de estufa relacionados com a energia - que representam cerca de dois terços do total das emissões - sofrerão um aumento de 20% em 2035, mesmo com os esforços previamente anunciado pelos Estados relativos às preocupações ambientais.

Este cenário " leva em conta o impacto das medidas anunciadas pelos governos para melhorar a eficiência energética, o apoio às energias renováveis, a redução dos subsídios aos combustíveis fósseis e, em alguns casos, a colocação de um preço nas emissões de CO2", disse a AIE no seu relatório anual de referência, apresentado hoje em Londres.

No entanto, o aumento de 20% nas emissões de "energia" (principalmente carvão e do petróleo e, em menor grau, do gás) dentro de 20 anos "deixa o mundo a caminho, a longo prazo, de temperaturas médias globais de 3,6 C, bem acima da meta de 2 graus definida internacionalmente", segundo a AIE.

Observando o "papel fundamental" da componente energética no sucesso ou fracasso da política climatérica internacional, o departamento de energia da OCDE saúda as iniciativas recentes
(entre as quais se contam o Plano de Acção apresentado por Barack Obama, o anúncio de Pequim relativo a uma limitação de carvão ou o debate europeu sobre metas climatéricos para 2030), salientando que "todos têm o potencial de limitar o crescimento das emissões de C02".

Lusa, 12/11/2013


De Melhorar solos c.pastagens biodiversos a 11 de Novembro de 2013 às 11:17
Fórmula certa para recuperar solos pobres foi criada por portugueses
(Nicolau Ferreira, em Copenhaga , 09/11/2013Público)

Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da empresa de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.

Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global. Essa foi uma das razões para o projecto da Terraprima Pastagens Semeadas Biodiversas ganhar o concurso da Comissão Europeia "Um Mundo Que me Agrada", entre os 269 projectos concorrentes.

Sempre que Tiago Domingos fala sobre este projecto, o nome de David Crespo surge imediatamente. No púlpito do Teatro Real Dinamarquês, em Copenhaga, quando na quinta-feira à noite lhe foi atribuído o prémio, voltou a contar a história do engenheiro agrónomo que, na década de 1960, começou a pensar nas pastagens biodiversas.

David Crespo é hoje director do programa de investigação e desenvolvimento da Fertiprado, a empresa que fundou em 1990. Em 1966 trabalhava na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas. Inspirado pelas pastagens que os australianos semeavam, onde utilizavam duas ou três variedades de plantas, o engenheiro começou a pensar como poderia resgatar os solos pobres portugueses.

"Em Portugal temos imensos solos diferentes. No mesmo hectare, cada pedaço de terra muda", explica Tiago Domingos. Os topos dos montes são mais secos e têm menos solo, a terra debaixo das copas das árvores é mais húmida. A geologia, fundamental na natureza dos solos, é variada no território português.

David Crespo pensou numa solução holística. O engenheiro agrícola desenvolveu uma fórmula de 20 variedades diferentes de plantas que, quando semeadas, respondem localmente. Algumas tornam-se mais dominantes consoante as condições da terra onde crescem.

O cientista escolheu espécies de leguminosas e de gramíneas. As primeiras, como o trevo-subterrâneo, têm uma relação simbiótica com bactérias que se desenvolvem em nódulos nas raízes. Estas bactérias captam azoto do ar, metabolizam e disponibilizam o azoto à planta. Desta forma, este nutriente entra no ecossistema sem ser necessário usar adubos, é depois absorvido pelas gramíneas, que se tornam uma parte importante do pasto dos animais.

Esta mistura tem uma série de benefícios. Como as espécies são anuais, resistem ao clima mediterrânico, produzem sementes e criam no solo um banco de sementes que pode manter a pastagem por décadas. As raízes das plantas, que também morrem anualmente, alimentam o solo com nutrientes.

Passados uns anos, estes solos triplicam a matéria orgânica. As pastagens alimentam mais cabeças de gado e captam mais dióxido de carbono. Também se verificou que os sobreiros que crescem nestas pastagens são mais saudáveis, e o solo é mais húmido, resistindo à seca.

Estes benefícios foram bem quantificados na última década pela equipa de Tiago Domingos. Foi assim que se descobriu que as pastagens biodiversas captam cinco toneladas de dióxido de carbono por ano por hectare.

A partir de 2008, a Terraprima obteve financiamento do Fundo Português de Carbono (FPM) para três projectos que envolveram mil agricultores. Estes tinham de comprar sementes para a pastagem, de aceitar cuidar delas segundo as regras da Terraprima e recebiam o apoio dos seus técnicos. Desta maneira, podiam ganhar entre 150 e 130 euros por hectare, pelo dióxido de carbono que as suas pastagens captam. É uma ajuda que seduz os agricultores, mas o trabalho só compensa a longo prazo, com todos os outros benefícios.

Os projectos do FPM já terminaram, mas Tiago Domingos espera envolver empresas para assim compensarem as suas emissões e a indústria alimentar para que os alimentos produzidos nestas pastagens tenham uma marca distintiva. O prémio europeu "pode ajudar a expandir este sistema dentro de Portugal e em muitos países".


De AMBIOente e Sociedade a 5 de Novembro de 2013 às 10:18
Sobre AMBIENTE e sociedade
(e agricultura, floresta, fogos, ... barragens, biodiversidade, biologia, bioética, Vida, conservação, natureza, demografia, desenvolvimento regional, ordenamento do território, Reserva Agricola Nacional, ... etc.)
vejam o interessante blog Ambio

http://ambio.blogspot.pt/


De tacho para "Bolsa de terras"(a alienar?) a 14 de Novembro de 2013 às 09:42

Zona de intervenção da Reforma Agrária e Bolsa de Terras

Leio, meio divertido, a notícia no Expresso-Economia, sobre o fiasco absoluto de uma ideia aparentemente sedutora promovida pela inefável ministra Assunção Cristas.
Tratava-se de colocar numa base de dados prédios agrícolas não cultivados, fossem públicos fossem de particulares.
Em perspectiva só está agora a criação do «Comissário da Bolsa de Terras», um job certamente a tempo inteiro!
Mas o mais engraçado, num país «que não pode ter terras abandonadas», é que com todas as diferenças de filosofia e de dimensão, os únicos casos apresentados se situam na antiga «Zona de Intervenção da Reforma Agrária»...

Emparcelamento, reforma agrária, cooperativas de produção. (e de transformação, distribuição,... ou apoios a agrupamentos complementares de micro e pequenas empresas agrícolas, florestais, ... - nada ! )
Bolsa de Terras pode ter mais apeal, mas só serve para ilustrar que há problemas de aproveitamento agrícola que estão para ser resolvidos desde as lutas liberais...

(-por josé medeiros ferreira , 3/11/2013, http://cortex-frontal.blogspot.pt/ )


Comentar post