8 nov. - Greve e Protesto na Administração Pública contra desGoverno

  GREVE  NACIONAL  DA  ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA   

                      Dia   8 Nov. 2013.

 

. EM DEFESA  DOS  SERVIÇOS  PÚBLICOS  !

 

. CONTRA  O  ROUBO

    .  NOS  SALÁRIOS  E  NAS  PENSÕES  !

    .  NOS  HORÁRIOS  DE  TRABALHO  !

 

. CONTRA  OS  DESPEDIMENTOS  !

...............................................................................................................

 

      ROUBOS  :               

. Os  salários e suplementos a partir de 600€ são cortados entre 2,5% e 12%!  (também para os trabalhadores dos EPE).

. O  valor hora do trabalho extraordinário e em dia feriado é duplamente desvalorizado: salários mais baixos e % mais baixas.

. A  sobretaxa do IRS de 3,5% é para manter ! 

. As  pensões são cortadas em 10% ! 

. Os trabalhadores no activo, futuros aposentados, vêem a sua pensão futura a ser já reduzida e a idade da reforma a aumentar !

Depois do Tribunal Constitucional ter chumbado o roubo dos subsídios, o Governo inventou mais cortes para continuar a roubar !

    Horários de trabalho       ESTAMOS A ANDAR PARA TRÁS !

. A jornada semanal das 40 horas não é mais senão o roubo adicional de 14% nos nossos salários! - Estamos a trabalhar mais pelo mesmo salário - cada hora a mais que fazemos é trabalho escravo !

. E... a partir de janeiro de 2014 – com este orçamento – dizem que podemos pedir a redução do horário até 2 horas/dia ou 8 horas/semana – mas... reduzem-nos o salário no valor das horas que fazemos a menos !

. Façamos as contas ao que nos andam a roubar:   Dias de férias: -3 Feriados:  -4 ;    Aumento do horário:  + 31 dias de trabalho/ano

       Despedimentos          

. Depois do Tribunal Constitucional ter chumbado também a norma do despedimento sem justa causa previsto na "requalificação", este Governo tenta recauchutar a "requalificação/mobilidade especial":  CONDENA-NOS A UMA VIDA DE MISÉRIA COM OS CORTES BRUTAIS NOS SALÁRIOS !

. "Rescisões amigáveis":  são mais uma forma de nos pressionarem para nos irmos embora eficarmos sem qualquer salvaguarda para as nossas vidas!  E depois? Recebemos os trocos para desaparecermos e a reforma? - só quando tivermos idade! E o subsídio de  desemprego? - não está previsto!

. Não há trabalhadores a mais !   Não aceitamos os despedimentos e exigimos a integração dos milhares de trabalhadores precários - que existem espalhados por todos os serviços - e que estão a ser pagos à hora ou com contratos com o centro de emprego (CEI) (ou como tarefeiros de empresas de trabalho temporário).  Se estão nos serviços é porque fazem falta !   É porque há vagas por preencher !

         As  mentiras             

.  “ Não vai haver mais austeridade : – Basta ver o que pretendem com este Orçamento :  3.184 milhões de euros de redução de despesa, sendo 1.320 milhões à custa dos trabalhadores!

.  “ Não há dinheiro! Não temos alternativa : – O que este Governo já gastou para“salvar” os bancos é mais do que todos os cortes que nos têm feito! (vários partidos, organizações e economistas nacionais, europeus e de outros países, têm apresentado e publicado ALTERNATIVAS e propostas de sair da crise).

.  “ A culpa é do Tribunal Constitucional ” : Quem faz as leis não é o Tribunal e sim o Governo (e a maioria parlamentar PSD/CDS). A Constituição não é nenhum entrave, é uma salvaguarda da democracia. Quem está a mais é este Governo e não a Constituição.

.  “ O Estado tem peso a mais, é preciso cortar – é a desculpa de mau pagador de quem tem ódio ao que é público e quer entregar tudo aos privados - mesmo que isso implique destruir as funções sociais do estado e o direito dos cidadãos à saúde, à educação, à justiça, à cultura, ao bem-estar.

. E porque não vão buscar o dinheiro aos  bancos ?!    Aos lucros obscenos das grandes empresas (concessionárias monopolistas de infraestruras e serviços essenciais, com abusivas comissões e preços) ?!    Aos offshores (onde fogem aos impostos e 'lavam' o dinheiro do crime)?!    À especulação bolsista ?!    Conseguiriam mais do que suficiente para não termos défice e não nos condenavam à fome e à miséria !!

. Não podem reduzir os nossos direitos a meras despesas !!   Pessoas a meros números !!   O País a uma colónia das potências económicas (das multinacionais e da alta finança) !!

           FAZER   GREVE   É   DEFENDER :  

 . O  teu  País 

 •  O  teu  salário

 •  O  teu  posto  de  trabalho

 •  O  direito  ao  futuro  das  próximas  gerações   

Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública    e

sindicato dos trabalhadores em funções públicas e sociais do sul e regiões autónomas - www.stfpssra.pt



Publicado por Xa2 às 07:52 de 07.11.13 | link do post | comentar |

5 comentários:
De Vencim. reduzidos 24%a40% em 5 anos a 30 de Janeiro de 2014 às 15:07
Quanto se reduziram as remunerações dos funcionários públicos?

( http://bancocorrido.blogspot.pt/2014/01/quanto-se-reduziram-as-remuneracoes-dos.html )


Nos últimos cinco anos, os vencimentos dos funcionários públicos reduziram-se entre 24% e 40%, consoante o seu nível remuneratório, explica o Vitor Junqueira, com o rigor de sempre, no seu novo blogue. Estejam atentos aos buracos na estrada.

http://buracosnaestrada.blogspot.com.tr/2014/01/o-que-realmente-foi-retirado-aos.html

-------- Kruzes Kanhoto26 de Janeiro de 2014

Penso que não estará a incluir nas suas contas, peço desculpa se estiver enganado,
o abono de familia que os trabalhadores que recebiam acima de 800 euros (mais ou menos, não tenho bem a certeza), perderam ainda no tempo do Sócrates. No meu caso são menos 64 euros por mês...

-----Vítor Junqueira27 de Janeiro de 2014

Não, não está incluído.
Se alargarmos a análise às prestações sociais que deixaram de estar garantidas,
o cenário agrava-se ainda mais, claro.



De desGoverno Hipócrita ultraLiberal d MORT a 30 de Janeiro de 2014 às 16:14
QUE GRANDE HIPÓCRITA !

“O governo nada tem contra os funcionários públicos”, assumiu o primeiro-ministro.
Só há uma palavra que o caracterize: hipócrita.

Que o digam os funcionários mensalmente martirizados com uma longa lista de impostos, taxas e sobretaxas,
encostados à parede com os inimagináveis valores do IMI, IVA, seguros, habitação, encargos gerais e com a substancial redução de direitos à saúde, educação e apoios sociais.

Poderia explanar vários exemplos, de médicos, enfermeiros a professores, passando por todos os restantes sectores e áreas públicas, deixo, apenas, o confisco que se passa no sector que melhor conheço: o da educação e ciência.

Na relação entre as receitas de 2013 e 2014 (ilíquido), o ROUBO anual a um professor contratado será de 1,1 salários (€ 1.442,84);
a um professor no topo da carreira, o esbulho será de 1,7 salários (€ 5.194,26).
Este último professor, muitos com quarenta anos de serviço, passará a receber, mensalmente, menos do que os descontos que faz (€ 1.540,28/1.551,54)!
Fora os cortes que já vêm de trás.
Em outras profissões o mesmo acontece.
E o safado do primeiro-ministro diz, com aquele ar que transmite cinismo político, que “nada tem contra os funcionários públicos”, isto é, contra as carreiras profissionais violentadas, os direitos extorquidos e a confiança abalada.

Ele nada tem contra o “eterno” congelamento das carreiras, os despedimentos, a aberrante proposta de desvinculação, as 40 horas, a paranóia dos exames a quem já lecciona,
o desmantelamento da escola pública e do SNS, contra os caminhos da tendencial privatização na lógica de um repelente neoliberalismo,

nada tem contra o facto de à escola chegarem crianças com fome, milhares que ficam pelo ensino secundário ou desistem da frequência do ensino superior,

o empobrecimento e retrocesso social e civilizacional do país, através da emigração, em geral, e dos talentos, em particular, contra, ainda, o desinvestimento na ciência.

É verdade que nada tem contra, por um lado, pela sua (in)cultura, porque é insensível aos dramas do povo, por outro, porque se alimenta, no plano político, do sangue desse povo que, em campanha eleitoral, disse defender.

Os funcionários públicos que se lixem, os reformados e pensionistas (públicos e privados) que se danem,
novos e velhos que emigrem, porque o seu caminho ideológico, assente num estúpido posicionamento ultraliberal e a subserviência aos grandes e obscuros interesses europeus do deus mercado, e não só,
determinam comportamentos de forçado empobrecimento e de escravatura, enquanto os credores enriquecem nesta mina a céu aberto.

Três anos de sacrifícios e continuamos “lixo”!
Só que há gente atenta.
Sampaio da Nóvoa sublinhou que “ninguém tem o direito de ficar em silêncio” e Boaventura Sousa Santos alertou que “este é um governo de morte”.

NOTA:

Artigo de opinião, da minha autoria, publicado na edição de hoje do DN-Madeira.

(por João André Escórcio , 26/1/2014, http://comqueentao.blogspot.pt/ )


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