Esquerda unida / coligação democrática ou centrão neoLiberal destruidor ?

   Um novo sujeito político à esquerda   (-por Daniel Oliveira, 14/11/2013, Arrastão e Expresso online)

      Olhamos para a mais baixa popularidade de um presidente francês em toda a história da sua República, olhamos para a revolta que se espalha pela França e olhamos para os resultados eleitorais e para as sondagens de Marine Le Pen e somos obrigados a tentar perceber o que está a acontecer em França e, a partir dela, na Europa.    Grosseiramente, resumo assim:   impreparado para suceder a Sarkozy, o centro-esquerda francês (tal como o inglês, português, espanhol, grego,...) transformou-se na linha da frente (ou porta de entrada dos neoliberais e) da austeridade, do ataque ao Estado Social e da destruição do modelo social europeu.    E nem o nascimento da Front de Gauche, demasiado marcada pela tradição comunista e da extrema-esquerda, conseguiu impedir que fosse a extrema-direita a comandar a oposição popular a esta política.    Juntando à sua agenda xenófoba e homofóbica a agenda social da esquerda.    Apoderando-se das bandeiras da justiça social e da defesa dos direitos dos trabalhadores.     Transformando uma ideia generosa de patriotismo na desconfiança e no ódio ao estrangeiro.     E até se apoderando da bandeira da defesa de valores democráticos. Por ausência de discurso próprio, sociais-democratas e socialistas cumprem, mais uma vez, o papel de executores de um programa ideológico que lhes é estranho.  Sempre nas esperança de serem o mal menor.    Estamos a assistir a um suicídio do centro-esquerda europeu.    E esse espaço está a ser ocupado pela direita autoritária. Este é o maior crime de François Hollande.

      Não precisamos de nos esforçar muito para olhar para António José Seguro e ver, na sua impreparação e falta de carisma, na sua falta de convicções e de programa, na sua moleza de carácter e na sua hesitação constante em matéria de princípios, um Hollande em potência.    O voto favorável dos socialistas ao Tratado Orçamental (uma aberração para qualquer pessoa que defenda algum papel do Estado no combate a crises económicas) e a abstenção na redução do IRC (que, associada a um IRS e um IVA na estratosfera, resulta numa brutal transferência de recursos dos trabalhadores e dos consumidores para os bolsos das maiores empresas nacionais) diz tudo sobre o que podemos esperar de Seguro num governo, provavelmente em coligação com o PSD.    Apesar das espectativas estarem tão baixas, arrisco-me a dizer que, como primeiro-ministro, António José Seguro será, como Hollande está a ser em França, a maior decepção que a esquerda portuguesa já viveu.

      Mas é assim que as coisas têm de ser?   Não há outra alternativa para além de esperar que a alternância na austeridade se vá processando em degradação permanente da democracia?   Como em tudo, recuso destinos marcados.    Em Espanha, onde, tal como por cá, a extrema-direita não medra, a austeridade imposta pela direita e o vazio de discurso do PSOE está a ter outros efeitos.  Como cá, cerca de 75% dos espanhóis desaprova a ação de Rajoy (PP).   Mas ainda mais (85%) desaprovam a liderança de Rubalcaba, no PSOE.   PP e PSOE descem nas sondagens.   É o fim do bipartidarismo espanhol - ainda mais poderoso do que em Portugal - que está em causa.   Só que a decepção com estes dois partidos, apesar de engrossar a abstenção, não se fica por aí. O partido centrista, federalista, antinacionalista e laico (pouco definido do ponto de vista ideológico, mas em grande parte vindos das hostes do centro-esquerda) criado em 2007, UPyD, passa de menos de 5% para mais de 10%.   Mas também a Esquerda Unida (IU) sobe dos 3% (nas eleições gerais em 2008) e 7% (nas mesmas eleições em 2011) para próximo dos 12% nas próximas europeias (onde teve, em 2009, 3,7%).   Conforme as sondagens, uma e outra força política ocupam o terceiro e o quarto lugar, muito acima em intenção de votos do que é habitual.   Os resultados da IU, muito menos significativo do que seriam se tivesse conseguido ir mais longe na sua abrangencia política, e da UPyD estão a obrigar o PSOE a reagir.   De forma errática, é verdade.  Mas já começou a viragem do discurso à esquerda e mudanças importantes no seu funcionamento interno.

      Estou absolutamente seguro que, em Portugal, só uma forte ameaça vinda da esquerda pode impedir que o Partido Socialista (vire ao centro neoliberal e) siga o seu homólogo francês.   E só ela pode obrigá-lo a dialogar e a entender-se com quem se opõe à austeridade em vez de dar ouvidos aos Amados, Teixeira dos Santos e restantes apologistas do bloco central.    Quem julgue que basta apear a nulidade que é Seguro para travar esta corrida para o abismo está enganado.   A questão ultrapassa a personalidade que lidere o PS.   A questão é muito mais profunda: (a direcção do) PS, tal como o PSF e o PSOE, não tem um discurso consistente sobre esta crise. Porque, para ter esse discurso, teria de rever a matéria dada.   As responsabilidades do centro-esquerda para a criação das condições para esta crise europeia e nacional são demasiado grandes para que possa regressar ao poder e mudar alguma coisa sem uma profunda reflexão. Começando pelo seu discurso europeu.

      Essa ameaça dificilmente poderá surgir, por si só, de um novo partido político. Isso poderia balcanizar ainda mais o que já está dividido, bloqueando qualquer solução e, no fim, apenas contribuindo para oferecer, em troca de nenhuma alteração substancial de rumo para o país, um pequeno aliado aos socialistas.   Essa ameaça dificilmente pode surgir do PCP, que não está interessado em qualquer estratégia de reconfiguração da esquerda portuguesa e cuja possível e circunstancial entrada no eleitorado socialista nunca terá, pela ausência de política de alianças, grandes repercussões.  E essa ameaça não virá do Bloco de Esquerda, que perdeu a oportunidade histórica de cumprir esse papel.   Hoje não tem capacidade de atração do eleitorado socialista ou de qualquer eleitorado que não seja já seu.  A verdade é que dificilmente, em Portugal, com a nossa história, um movimento político amarrado à tradição da extrema-esquerda poderá ameaçar o PS.  Não é apenas uma questão de imagem.   É uma questão de conteúdo programático e de tradição política.  Na reconfiguração do cenário partidário à esquerda, a abrangência ideológica tem de ser muitíssimo maior do que hoje é abarcado pelos partidos à esquerda dos socialistas. Para ser muito maior a sua credibilidade e o seu espaço de progressão.

     Um novo sujeito político (coligação/frente democrática) deve juntar quem, fora e dentro dos partidos existentes, esteja interessado em unir forças.   Pode e deve abranger partidos políticos já existentes ou partidos políticos que se entretanto se possam formar.  Mas a refundação de um espaço político à esquerda do PS (e com este?) tem de ser muito mais do que uma simples soma de descontentamentos.  Tem de transportar consigo um potencial de esperança que os atuais atores políticos são incapazes de oferecer aos portugueses.   E isso depende dos seus protagonistas e do realismo e coragem das suas propostas.  Tem de corresponder a uma frente democrática que defenda um novo papel para Portugal na Europa.  Um patriotismo que, não desistindo dos combates europeus, ponha a democracia e o Estado Social como as primeiras de todas as suas prioridades.  E que esteja, na defesa da soberania democrática e dos direitos sociais, disposta a negociar com todos os que defendam um programa urgência nacional que se apresente com firmeza em alternativa ao programa de subdesenvolvimento proposto pela troika.   É isto, ou a preparação para a deprimente tragédia francesa.



Publicado por Xa2 às 07:40 de 15.11.13 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Socialist 'bom'(?) e 'mau' -vista Direit a 6 de Dezembro de 2013 às 16:45
O bom e o mau socialista
(-M.Alegre, fundador do PS, 3/12/2013, Público)

O 'BOM' socialista é aquele que em diferentes circunstâncias diz as coisas sensatas que a direita gosta de ouvir: que é preciso rever a Constituição, fazer um pacto de regime, negociar um consenso com o Governo sobre as medidas de austeridade.

... defende que “ o arco da governabilidade” se restringe à direita e ao PS.

... revela abertura para um eventual governo de coligação com os partidos da direita, ou só com o CDS, ou uma reedição do “bloco central”.

... é sensível, atento e moderno quanto à necessidade de imprescindíveis cortes e mudanças na Saúde, na Educação e na Segurança Social, tendo em vista diminuir o peso do Estado e dar lugar aos privados com apoio público.

... aceita as “reformas” que tendem a transformar em assistencialismo a garantia de direitos sociais pelo Estado.

... colabora em medidas que desvalorizam o trabalho em nome de um pretenso aumento da competitividade.

... dá prioridade à estabilidade financeira em prejuízo do desenvolvimento económico e da coesão social.

... aceita o aumento das desigualdades como consequência inevitável da globalização e considera que não há alternativa.

... pensa que a divisão entre esquerda e direita não passa de um arcaísmo.

... tem um vocabulário cuidado e evita palavras inconvenientes, não diz roubo, diz cortes, não diz desemprego, diz requalificação, não diz empobrecimento, diz ajustamento. E também não lhe ocorre falar em esquerda ou em socialismo, para além de se coibir, por uma questão de educação, de usar a palavra direita.

... respeita a duração dos mandatos, haja o que houver, pois acha que a estabilidade política é um fim em si mesmo, ainda que à custa de instabilidade e crise em todos os sectores.

Obviamente o bom socialista não critica o senhor Presidente da República, nem a troika, nem os mercados, nem as instituições europeias, nem a bondade das políticas da senhora Merkel, mesmo que elas levem o país à ruina.

... procura dizer frases que o ponham com setas para cima nos jornais ditos de referência. E acredita que o estatuto de bom político só lhe pode ser conferido pela direita.

... não pode sequer ouvir falar de convergência com os partidos à esquerda do PS.

... acha que o dr. Mário Soares é o maior político português, mas não devia ir para a Aula Magna promover iniciativas tendentes à convergência e mobilização dos descontentes com a política do governo.

-------

O 'MAU' socialista teima em defender a Constituição, o Tribunal Constitucional e coisas tão arcaicas com o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, a Segurança Social, os direitos laborais, o direito à cultura, a igualdade de oportunidades.

... persiste em dizer a palavra socialismo, repete constantemente a palavra esquerda, opõe-se a governo de coligação dentro do “arco da governabilidade” e recusa-se a fazer do PS o terceiro partido da direita.

... acha que os direitos sociais são inseparáveis dos direitos políticos e que não há estabilidade política sem estabilidade e coesão social.

... entende que nenhum órgão de soberania deve andar com outro ao colo e que o papel essencial do Presidente da República é ser o garante do regular funcionamento das instituições e o Presidente de todos os portugueses.

... defende que a confiança dos eleitores é mais importante que a confiança dos mercados e que estes não podem sobrepor-se nem à democracia nem ao Estado.

... vê a Europa como um projecto de paz e de prosperidade entre Estados soberanos e iguais e não como uma submissão dos mais frágeis ao mais forte.

... tem a indiscrição de querer saber perante quem é que a troika responde e quem avalia as suas políticas. E pensa que neste momento o processo democrático e institucional da construção europeia está interrompido.

... acredita que ser europeu não é dissolver a Pátria.

... continua a considerar que a razão histórica de ser do socialismo é a emancipação politica, social, económica e cultural dos trabalhadores e de todos os desfavorecidos e oprimidos.

... dá razão ao Papa Francisco quando este denuncia q. o actual poder económico está a transformar-se numa nova TIRANIA.

... é politicamente incorrecto e sustenta que há sempre ALTERNATIVAS.

Eu pecador,me confesso: sou um mau socialista.


De Comité invisível : Verdade p. Lutar a 15 de Novembro de 2013 às 10:51
-------- Um sol enganador
(-por Francisco, 14/11/2013, 5Dias)

Depois do verão de S. Martinho, abracemos o Inverno que aí vem

Comecemos com a “notícia do dia”, parece que saímos da recessão, na verdade o PIB desceu em relação ao ano passado (-1%). No entanto é verdade que o PIB subiu 0.2% em relação ao trimestre passado, porquê?

A procura interna apresentou um contributo menos negativo para a variação homóloga do PIB, devido sobretudo à diminuição menos acentuada das Despesas de Consumo Final das Famílias Residentes. Em sentido oposto, o contributo da procura externa líquida diminuiu, refletindo principalmente a aceleração das Importações de Bens e Serviços. INE

Este magro crescimento ocorreu porque o Tribunal Constitucional mandou devolver as pensões e salários roubados e assim injectou dinheiro e alguma confiança na economia real. E quais são as perspectivas futuras?

Ajustamento irá além dos 3 anos definidos no memorando

FMI diz que reformas não são suficientemente ambiciosas

AVALIAÇÃO FMI: Portugal precisará de dose significativa de austeridade para meter contas em ordem

FMI insiste que há margem para baixar salários nos sectores dos serviços

Outro ponto essencial, é a redução de salários, defende o Fundo que sublinha que uma maior “flexibilização de ordenados” também iria aumentar a criação de postos de trabalho, particularmente nos empregos com rendimentos mais baixos. Daqui

A política de empobrecimento geral da população é para prosseguir e em força.

E no resto da Europa? Hoje também saiu o boletim do Eurostat. Em relação ao ano passado o PIB da zona euro decresceu -0.4%, em relação ao trimestre passado cresceu 0.1%. De referir que a França, país central, recuou este trimestre. Portanto, neste campo as perspectivas são, na melhor das hipóteses, de uma estabilização.

Entretanto, por mais que os mandarins do regime exijam silêncio, a data para firmar um segundo acordo/memorando/programa com a Troika (talvez sem o FMI?) aproxima-se. A realidade impõe-se por mais que a queiram esconder, o Pires de Lima já tinha dito que se estava a negociar um novo programa, o Machete disse o óbvio (com estes juros da dívida é impossível regressar aos mercados) e outros mandarins cometem inconfidências Renegociar dívida é “inevitável” e obriga a mais impostos. Entretanto a Miss Swaps é mais uma vez apanhada na curva, ou seja a mentir de forma flagrante no parlamento, desta vez negando que se está num processo de negociação para um novo programa.

Portugal não está, nem vai estar em condições de regressar aos mercados, no máximo pode conseguir isso com um forte apoio da UE, mas esse apoio terá um custo elevadíssimo. Independentemente disso, como se viu pelas recentes declarações do FMI e da Ministra das Finanças, a austeridade é para continuar em força. Estes frágeis sinais de retoma serão esmagados pelo peso da crise. Até porque a manutenção da crise tem certas vantagens, mantém a pressão para que prossiga a contra revolução em marcha que tem como objectivo estratégico subjugar o trabalho ao capital e destruir o estado social (canalizando capital que agora é controlado por instituições estatais para os amigos).

Àqueles que dizem que a saída euro iria produzir uma desvalorização dos rendimentos disponíveis pergunto, em quanto desde o início da crise já se diminuí o rendimento da generalidade da população? E quanto se ainda reduzirá mais com a prossecução destas políticas? A saída do Euro não é uma solução mágica, mas 1) não é a catástrofe que pintam, 2) sem nos livrarmos desse colete de forças não vejo hipótese de implementar políticas que nos permitam sair de forma digna da crise, como por exemplo a nacionalização da banca (porque é que se continua a alimentar esse poço sem fundo com capital público?).

Tudo isto terá profundas consequências políticas e sociais, a assinatura de um novo programa, embora só aconteça daqui a 7-8 meses já causa ondas de choque. A população vai sentir a degradação de serviços essenciais e ter de viver com menos rendimento. Em Maio há eleições em toda a Europa e os seus resultados irão causar um abalo por essa Europa fora.


De UE: manipula economias e pessoas a 15 de Novembro de 2013 às 11:22
(A Nossa Candeia , APFitas, 7/11/2013)

Da Degradação Política à Qualidade de Vida...

O país vive mais uma semana de greves... O desemprego, a pobreza e a constante repetição de um cenário sem ESPERANÇA para o futuro próximo,
não parece apresentar outra solução face à falta de alternativas económico-sociais, capazes de permitir a construção do mínimo de confiança nos cidadãos
esgotados da vertiginosa REGRESSÃO a que parece condenada a qualidade de vida, sem perspetivas no que respeita à promoção e recuperação dos direitos sociais.

Ninguém aguenta uma vida sem sentido e é por isso que os quadros depressivos afetam percentagens assustadoras da população...
em termos coletivos, a questão coloca-se de igual forma e nenhuma sociedade consegue sobreviver saudavelmente sem esperança.
Por isso, é tão grave o que ainda tentam referir como se de algo conjuntural se tratasse, sob a designação do termo "crise" mas, que se denota, cada vez mais, como tendencialmente estrutural...
Estrutural, nomeadamente no contexto de uma Europa ideologicamente degradada, cujos políticos revelam uma ausência de responsabilidade social
evidenciada no tipo de preocupações reveladas e refletidas já na própria legislação comunitária.

Como ontem bem chamou a atenção Bagão Félix, no Jornal da Noite, é perfeitamente absurdo, ridículo e preocupante que, no contexto de uma Europa caracterizada pelo atual ritmo galopante do desemprego, da pobreza e da exclusão,
a Comissão Europeia invista recursos financeiros e tempo (3 anos!!!) na produção de Regulamentos que incidem na criação de regras relativas às condições de criação dos galináceos ou às configurações das instalações sanitárias...

A União Europeia morreu ou está, pelo menos, profundamente doente!...
e da insanidade com que está a gerir os povos do Velho Continente resulta a incontornável falta de respeito e de autoridade que caracteriza,
cada vez mais, a representação social que os cidadãos desenvolvem sobre os seus protagonistas.

Não será por isso excessivo dizer que deixámos de reconhecer nas instituições europeias e nos seus políticos, os representantes desta Europa Social que somos
- entendida enquanto tecido humano em que assentam todos os países e, consequentemente, todas as economias MANIPULADAS contra quem as suporta:
as PESSOAS.


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