3 comentários:
De Comité invisível : Verdade p. Lutar a 15 de Novembro de 2013 às 10:51
-------- Um sol enganador
(-por Francisco, 14/11/2013, 5Dias)

Depois do verão de S. Martinho, abracemos o Inverno que aí vem

Comecemos com a “notícia do dia”, parece que saímos da recessão, na verdade o PIB desceu em relação ao ano passado (-1%). No entanto é verdade que o PIB subiu 0.2% em relação ao trimestre passado, porquê?

A procura interna apresentou um contributo menos negativo para a variação homóloga do PIB, devido sobretudo à diminuição menos acentuada das Despesas de Consumo Final das Famílias Residentes. Em sentido oposto, o contributo da procura externa líquida diminuiu, refletindo principalmente a aceleração das Importações de Bens e Serviços. INE

Este magro crescimento ocorreu porque o Tribunal Constitucional mandou devolver as pensões e salários roubados e assim injectou dinheiro e alguma confiança na economia real. E quais são as perspectivas futuras?

Ajustamento irá além dos 3 anos definidos no memorando

FMI diz que reformas não são suficientemente ambiciosas

AVALIAÇÃO FMI: Portugal precisará de dose significativa de austeridade para meter contas em ordem

FMI insiste que há margem para baixar salários nos sectores dos serviços

Outro ponto essencial, é a redução de salários, defende o Fundo que sublinha que uma maior “flexibilização de ordenados” também iria aumentar a criação de postos de trabalho, particularmente nos empregos com rendimentos mais baixos. Daqui

A política de empobrecimento geral da população é para prosseguir e em força.

E no resto da Europa? Hoje também saiu o boletim do Eurostat. Em relação ao ano passado o PIB da zona euro decresceu -0.4%, em relação ao trimestre passado cresceu 0.1%. De referir que a França, país central, recuou este trimestre. Portanto, neste campo as perspectivas são, na melhor das hipóteses, de uma estabilização.

Entretanto, por mais que os mandarins do regime exijam silêncio, a data para firmar um segundo acordo/memorando/programa com a Troika (talvez sem o FMI?) aproxima-se. A realidade impõe-se por mais que a queiram esconder, o Pires de Lima já tinha dito que se estava a negociar um novo programa, o Machete disse o óbvio (com estes juros da dívida é impossível regressar aos mercados) e outros mandarins cometem inconfidências Renegociar dívida é “inevitável” e obriga a mais impostos. Entretanto a Miss Swaps é mais uma vez apanhada na curva, ou seja a mentir de forma flagrante no parlamento, desta vez negando que se está num processo de negociação para um novo programa.

Portugal não está, nem vai estar em condições de regressar aos mercados, no máximo pode conseguir isso com um forte apoio da UE, mas esse apoio terá um custo elevadíssimo. Independentemente disso, como se viu pelas recentes declarações do FMI e da Ministra das Finanças, a austeridade é para continuar em força. Estes frágeis sinais de retoma serão esmagados pelo peso da crise. Até porque a manutenção da crise tem certas vantagens, mantém a pressão para que prossiga a contra revolução em marcha que tem como objectivo estratégico subjugar o trabalho ao capital e destruir o estado social (canalizando capital que agora é controlado por instituições estatais para os amigos).

Àqueles que dizem que a saída euro iria produzir uma desvalorização dos rendimentos disponíveis pergunto, em quanto desde o início da crise já se diminuí o rendimento da generalidade da população? E quanto se ainda reduzirá mais com a prossecução destas políticas? A saída do Euro não é uma solução mágica, mas 1) não é a catástrofe que pintam, 2) sem nos livrarmos desse colete de forças não vejo hipótese de implementar políticas que nos permitam sair de forma digna da crise, como por exemplo a nacionalização da banca (porque é que se continua a alimentar esse poço sem fundo com capital público?).

Tudo isto terá profundas consequências políticas e sociais, a assinatura de um novo programa, embora só aconteça daqui a 7-8 meses já causa ondas de choque. A população vai sentir a degradação de serviços essenciais e ter de viver com menos rendimento. Em Maio há eleições em toda a Europa e os seus resultados irão causar um abalo por essa Europa fora.


De UE: manipula economias e pessoas a 15 de Novembro de 2013 às 11:22
(A Nossa Candeia , APFitas, 7/11/2013)

Da Degradação Política à Qualidade de Vida...

O país vive mais uma semana de greves... O desemprego, a pobreza e a constante repetição de um cenário sem ESPERANÇA para o futuro próximo,
não parece apresentar outra solução face à falta de alternativas económico-sociais, capazes de permitir a construção do mínimo de confiança nos cidadãos
esgotados da vertiginosa REGRESSÃO a que parece condenada a qualidade de vida, sem perspetivas no que respeita à promoção e recuperação dos direitos sociais.

Ninguém aguenta uma vida sem sentido e é por isso que os quadros depressivos afetam percentagens assustadoras da população...
em termos coletivos, a questão coloca-se de igual forma e nenhuma sociedade consegue sobreviver saudavelmente sem esperança.
Por isso, é tão grave o que ainda tentam referir como se de algo conjuntural se tratasse, sob a designação do termo "crise" mas, que se denota, cada vez mais, como tendencialmente estrutural...
Estrutural, nomeadamente no contexto de uma Europa ideologicamente degradada, cujos políticos revelam uma ausência de responsabilidade social
evidenciada no tipo de preocupações reveladas e refletidas já na própria legislação comunitária.

Como ontem bem chamou a atenção Bagão Félix, no Jornal da Noite, é perfeitamente absurdo, ridículo e preocupante que, no contexto de uma Europa caracterizada pelo atual ritmo galopante do desemprego, da pobreza e da exclusão,
a Comissão Europeia invista recursos financeiros e tempo (3 anos!!!) na produção de Regulamentos que incidem na criação de regras relativas às condições de criação dos galináceos ou às configurações das instalações sanitárias...

A União Europeia morreu ou está, pelo menos, profundamente doente!...
e da insanidade com que está a gerir os povos do Velho Continente resulta a incontornável falta de respeito e de autoridade que caracteriza,
cada vez mais, a representação social que os cidadãos desenvolvem sobre os seus protagonistas.

Não será por isso excessivo dizer que deixámos de reconhecer nas instituições europeias e nos seus políticos, os representantes desta Europa Social que somos
- entendida enquanto tecido humano em que assentam todos os países e, consequentemente, todas as economias MANIPULADAS contra quem as suporta:
as PESSOAS.


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