De .Os Cidadãos LEVANTAM-se ? ou ... a 22 de Novembro de 2013 às 12:02
Em Bruxelas já se calavam, não?
por Daniel Oliveira
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Ontem, assistimos a um sinal significativo da situação nacional, com a polícia a romper um cordão da própria política. ...
. Também ontem, a Aula Magna esteve à pinha, juntando patriotas de todas as esquerdas e de várias direitas, para defender a Constituição.
Onde a melhor intervenção que ouvi, e sou insuspeito de simpatia, foi a de Pacheco Pereira.
Duma ou doutra forma, há um país que se levanta.



De Cidadãos: fazer a REVOLUÇÃO ! a 22 de Novembro de 2013 às 12:29

Contra... o Governo e o Presidente da República !

(-por A.P.Fitas, 21/11/2013, ANossaCandeia)

Hoje, as Forças de Segurança (da Polícia de Segurança Pública à Polícia Judiciária e do SEF à ASAE) manifestaram-se publicamente em frente da Assembleia da República.
O número que chegou à comunicação social foi de 10.000 manifestantes e o inédito da situação residiu no facto dos agentes de segurança terem rompido as "barreiras" que as Forças de Intervenção costumam interpor entre os manifestantes e o acesso à escadaria da AR...
Independentemente do grau de simbolismo do acesso, da cumplicidade solidária e das reivindicações corporativas (que, diga-se em abono da verdade!, vêm de há muito, confrontando-se sistematicamente com a representação de que as forças de segurança são "fidelíssimos servidores do poder político"), a verdade é que o regime foi, clara e inequivocamente, provocado!...

O alerta coincidiu com a organização de uma grande Conferência que Mário Soares classificou como Encontro de Patriotas, na Aula Magna e onde estiveram presentes, em consonância, não só o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e figuras protocolares do Partido Socialista mas, também, a Associação 25 de Abril (protagonizada pelo General Vasco Lourenço), Pacheco Pereira e, ainda que sob a forma de apoios escritos, Jorge Sampaio, António Capucho e outros que converteram esta iniciativa num movimento global pela salvação do país!...

No mesmo dia foi conhecido o corte institucional de relações entre o Governo e o Conselho de Reitores, que considera o orçamento de 2014 absolutamente inviável para a manutenção dos serviços mínimos do espólio que deveria constituir-se como demonstração e incentivo da eficácia do presente em nome do futuro!

A conferência na Aula Magna apela à demissão do Governo e do Presidente da República, sob o lema da defesa da Constituição da República!...
Há, na emergência destes sinais, a imagem subjacente de uma efetiva e comum reivindicação de novas eleições...

Contudo, curiosa e infelizmente, o "aparelho" e o Secretariado do Partido Socialista desapareceram na voragem da realidade, emitindo uma mensagem contrária à que o interesse público lhe exige:
a de se colocar ao lado das populações!...

O problema é a real ausência (na dir. do PS) de programas económicos alternativos e o espetáculo da política como opção que agrava a descrença pública na mudança! ...
quanto ao drama, o drama reside na viabilidade da violência como solução a médio prazo para a emergência da contestação social...

até lá, viveremos na aparência de um regime democrático ou entraremos na pele de uma outra forma de manifestação das ditaduras que a manipulação das massas configura, à imagem e à medida das tecnologias e das narrativas contemporâneas...

Estamos, "de jure" e "de factu", muito longe da democracia que acreditámos ter construído!
- e que, percebemo-lo agora!, se tratou de um exercício experimental que
serviu apenas para que os mecanismos financeiros internacionais recuperassem a "margem de manobra" perdida com as dinâmicas da "Guerra Fria"...

Voltamos à estaca zero? Não!...
se soubermos tirar ilações e aproveitar os ensinamentos que esta lição nos permite retirar!


De Críticas d1 verdadeiro Social-Democrata. a 22 de Novembro de 2013 às 16:58
Críticas de Pacheco Pereira

É preciso "atacar o cinismo dos poderosos"
(-por O.L.Oliveira e M.C. Freire, 22/11/2013, DN)

Histórico social-democrata protagonizou o momento alto do encontro organizado por Mário Soares. Definiu-se como "membro de uma MINORIA em extinção" no PSD e apelou à mobilização de todos "não pelas mesmas coisas, mas contra as mesmas coisas".

Foi o momento alto da noite desta quinta-feira na Aula Magna, em Lisboa. Pacheco Pereira levou as largas centenas de presentes ao rubro com os ataques incisivos ao Governo e, sobretudo, pelo apelo de MOBILIZAÇÃO a todos aqueles que não se revêem nas políticas de austeridade.

"Os que aqui estão não estão a defender coisa nenhuma, mas a atacar a iniquidade, a injustiça, o desprezo e o cinismo dos poderosos para quem a vida de milhões de pessoas é irrelevante, é apenas um custo",
começou por atirar o histórico social-democrata, que afirmou ser "membro de uma minoria em extinção" no seu próprio partido.

Por isso, o historiador não encontra razões para ter de justificar a sua presença no encontro organizado por Mário Soares, ainda que seja normalmente designado por "encontro das esquerdas.

Sempre ao ataque, contra o Governo, a troika e o processo de ajustamento da economia nacional, Pacheco Pereira foi corrosivo, falando da Constituição e das funções sociais do Estado:
"Ninguém se mobiliza por uma lei mas por aquilo para que uma lei serve.
Ninguém se mobiliza apenas pelo Estado social como uma expressão abstrata, mas pela saúde, pela educação, pela segurança, pela habitação, pela justiça e pela proteção social."

Por isso, lamentou os sacrifícios que estão a ser exigidos aos portugueses.
"Se alguns têm mais recursos financeiros não devem ajudar por caridade ou assistência, mas como forma natural de viver em sociedade.
As famílias não ajustaram, empobreceram.
E já nem comem bife, comem frango. Quando há frango...",
atirou, condenando, por outro lado, os milhares de milhões gastos com as parcerias público-privadas e os contratos swap.

Ainda de dedo apontado ao Governo, criticou a forma como tenta agora "desresponsabilizar-se" das medidas que têm imposto
ao utilizar como subterfúgio a "perda de soberania" ou a condição de "protetorado".



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