10 comentários:
De Críticas d1 verdadeiro Social-Democrata. a 22 de Novembro de 2013 às 16:58
Críticas de Pacheco Pereira

É preciso "atacar o cinismo dos poderosos"
(-por O.L.Oliveira e M.C. Freire, 22/11/2013, DN)

Histórico social-democrata protagonizou o momento alto do encontro organizado por Mário Soares. Definiu-se como "membro de uma MINORIA em extinção" no PSD e apelou à mobilização de todos "não pelas mesmas coisas, mas contra as mesmas coisas".

Foi o momento alto da noite desta quinta-feira na Aula Magna, em Lisboa. Pacheco Pereira levou as largas centenas de presentes ao rubro com os ataques incisivos ao Governo e, sobretudo, pelo apelo de MOBILIZAÇÃO a todos aqueles que não se revêem nas políticas de austeridade.

"Os que aqui estão não estão a defender coisa nenhuma, mas a atacar a iniquidade, a injustiça, o desprezo e o cinismo dos poderosos para quem a vida de milhões de pessoas é irrelevante, é apenas um custo",
começou por atirar o histórico social-democrata, que afirmou ser "membro de uma minoria em extinção" no seu próprio partido.

Por isso, o historiador não encontra razões para ter de justificar a sua presença no encontro organizado por Mário Soares, ainda que seja normalmente designado por "encontro das esquerdas.

Sempre ao ataque, contra o Governo, a troika e o processo de ajustamento da economia nacional, Pacheco Pereira foi corrosivo, falando da Constituição e das funções sociais do Estado:
"Ninguém se mobiliza por uma lei mas por aquilo para que uma lei serve.
Ninguém se mobiliza apenas pelo Estado social como uma expressão abstrata, mas pela saúde, pela educação, pela segurança, pela habitação, pela justiça e pela proteção social."

Por isso, lamentou os sacrifícios que estão a ser exigidos aos portugueses.
"Se alguns têm mais recursos financeiros não devem ajudar por caridade ou assistência, mas como forma natural de viver em sociedade.
As famílias não ajustaram, empobreceram.
E já nem comem bife, comem frango. Quando há frango...",
atirou, condenando, por outro lado, os milhares de milhões gastos com as parcerias público-privadas e os contratos swap.

Ainda de dedo apontado ao Governo, criticou a forma como tenta agora "desresponsabilizar-se" das medidas que têm imposto
ao utilizar como subterfúgio a "perda de soberania" ou a condição de "protetorado".



De .Ter TEMPO e o Cinismo do DesGoverno! a 25 de Novembro de 2013 às 09:12

TEMPO DE TER TEMPO-A campanha do cinismo?
(-por A.Brandão Guedes , 17/11/2013, Bestrabalho)

Passados dois meses do governo decretar, sem apelo nem agravo, o aumento do horário de trabalho para toda a Administração pública de 35 para as 40 horas,
um organismo do Estado a CITE, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego inicia uma campanha nacional com o bonito slogan «TEMPO PARA TER TEMPO».

Fiquei chocado quando no autocarro vi um cartaz com este slogan!
Apregoa-se a austeridade e gasta-se o dinheiro a gozar com os trabalhadores!
Bonito slogan se não fosse objetivamente de um cinismo imperdoável!
Qual pode ser a reação de um funcionário público e até de um trabalhador do privado que também trabalha no mínimo 40 horas?
De furor, de desgosto por ver a falta de sensibilidade do governo e dirigentes de uma entidade que nem olharam para o contexto real em que ia decorrer a dita campanha!
«Tempo para ter tempo», sem dúvida!
Todavia, o governo não foi capaz ou não quis convencer a Troika dessa necessidade de ter tempo para CONCILIAR a VIDA FAMILIAR e PROFISSIONAL.!
De ter tempo para ir buscar os filhos à escola, de ter tempo para descansar, para estudar, para estar numa reunião ou colóquio ao fim do dia!
Que lindo exemplo para o setor privado e social!

Para poupar alguns euros o Estado obriga os funcionários a trabalharem para além de quatro dias, os feriados, mais vinte horas por mês de graça.
Mas não é apenas a questão de não se pagar o trabalho que é grave!
É GRAVE ROUBAR o NOSSO TEMPO que, depois da saúde, é o bem mais precioso que temos!
É não ter tempo nosso para o dar ao patrão.
O HORÁRIO de TRABALHO foi sempre das questões centrais nas LUTAS operárias e sindicais.
É aqui que radica um dos eixos da LUTA ANTICAPITALISTA ! !


Comentar post