De Perda de receitas e do Estado social a 20 de Dezembro de 2013 às 15:06

Corridas para o fundo
(dos Estados Sociais e das soberanias, face ao poder financeiro e das grandes empresas),

(-por J.Rodrigues, 20/12/2013, Ladrões de B.)


O resultado da multiplicação das conversas do bloco central sobre sistemas fiscais “competitivos” e sobre prendas de Natal às empresas está à vista neste gráfico da taxação das empresas na Europa retirado de um estudo anual da Comissão Europeia sobre tendências fiscais.

E ainda temos mais alguns factos sobre a taxação nacional nesta área que convém não ignorar.
O problema estrutural foi e é criado, como temos aqui insistido, por um processo de integração feito para gerar corridas para o fundo, jogos de soma negativa,
conduzidas por Estados desprovidos de instrumentos decentes e eficazes de política de desenvolvimento. Os resultados estão à vista.

O que explica que as empresas não invistam é o excesso de capacidade produtiva por utilizar:
falta de procura, qual destas três palavras não entenderam?
Neste contexto, a consequência mais saliente desta prenda será a perda de receitas fiscais.
De resto, poucas coisas ilustram melhor a hegemonia neoliberal:
a capacidade de fixar um quadro estrutural e intelectual onde demasiadas forças de oposição só respondem às perguntas colocadas pelo poder...


----------- Impostos às empresas (IRC) tem vindo a baixar quase ano após ano, passando do c.35% em 1995 para c.25% em 2005 e c.23,5% em 2012, sendo que a taxa efectiva média ainda é mais baixa, e alguns sectores (como a banca em Portugal) ainda coseguem de facto pagar apenas 14% a 17% de imposto. !!
Claro que assim, quem suporta os custos/manutenção do Estado são os trabalhadores (IRS) e consumidores (IVA, ...), e não chegando entra-se em défice ou degradam-se os serviços públicos ou ambas as situações !!


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