AR | CRISE? QUAL CRISE?

 

19 DIAS DE FÉRIAS!

Os deputados da «nossa» Assembleia da República estão de férias desde o passado dia 20 de Dezembro e só regressarão ao «trabalho» a 8 de Janeiro do corrente ano.

Somos portanto um País em «banho Maria»...

São estes deputados pagos com o dinheiro dos contribuintes e que aplicam medidas «imprescendíveis» de austeridade e que aumentam a carga laboral ao cidadão omum, que falam em reduzir salários, pensões e direitos adquiridos em nome de uma crise  que só se combate com maior e melhor produtividade, que se permitem gozar 19 dias de férias de festividades religiosas neste nosso estado laico.

Qual é a moral destes deputados para pedir sacrifícios ao povo?

Qual é o respeito destes senhores pelo que deveria ser a dignidade dos cargos que exercem como nossos representantes?

Onde está a tão apregoada «paridade» que, quando lhes convém, apregoam?

Até quando é que os «mansos» vão aguentar?

Mas que raio de democracia é esta?

 

 



Publicado por [FV] às 09:44 de 03.01.14 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Prefiro os serviços públicos aos privado a 3 de Janeiro de 2014 às 17:50
Portucall Center

Hoje (um eufemismo para as últimas 48h), tentei em vão cancelar a internet no meu iPad. O aparelhómetro expirou uns dias depois da garantia de dois anos ter feito o mesmo. E, de qualquer modo, já há uns tempos que tinha dificuldade a reconhecer o cartão de internet. Escarafunchando com um clipe ainda se conseguia resolver o problema durante períodos cada vez mais curtos, mas entretanto percebi que podia viver sem internet e sem iPad. Decidi ir a uma loja da tmn acabar com a assinatura. Fui atendido em menos de cinco minutos por um funcionário que disse que não podia tratar daquilo ali mas que se prontificou a ligar para o call center que me poderia ajudar. Fiquei dez minutos a vê-lo a ouvir música. Acabei por me vir embora. Hoje, liguei para o Apoio TMN. Vinte minutos depois, apercebi-me que a tradução da letra da música de espera era “Diz-me como posso salvar o teu amor por mim”. Mau sinal. Duas chamadas iguais depois, a paciência já tinha ido de vez. Finalmente sou atendido por alguém que me garante que os meus quatro anos como cliente eram muito importantes, que me davam desconto se eu mantivesse o serviço. Repeti que o meu iPad tinha avariado. Disseram-me que eu usava 500 mb por mês e que me podiam transferir esse serviço para o telemóvel com desconto durante um ano. Eu tenho um tarifário de telemóvel que me dá 1 Giga por mês portanto não me comovi. Já só pedia que me cancelassem o serviço. Falaram-me dos pontos. E eu pedia que me cancelassem o serviço. Falaram-me da minha importância como cliente. E eu disse que, como cliente, já só me interessava que me cancelassem o serviço nos próximos 30 segundos. E que dos quatro anos de cliente, só me lembrava das horas que passei a ouvir música. E, quanto aos pontos, que agarrassem neles e os oferecessem à avó. Disse isto tudo. Implorei pelo cancelamento. Consegui uma morada para onde mandar uma carta a pedir o cancelamento. Que era a primeira informação que me deviam ter dado.

Por pior e mais incompetente que seja a repartição de um serviço público essa incompetência não deriva de obrigarem gente a competir até à morte entre si, para (com todos os obséquios) me vender serviços que eu não quero, em vez de me (simplesmente, rapidamente) informar. Prefiro três dias de burocracia estritamente pública e não comercial, entremeada de 4 estações de Vivaldi, do que o período equivalente de publicidade disfarçada a cuspe de “apoio técnico”.

Acho que, se algum dia a maralha que anda a privatizar tudo e mais alguma coisa for julgada e presa, a pena deveria ser trabalhar compulsivamente num call center. Quanto mais não seja porque transformaram isto num país onde metade dos cidadãos tenta em vão resolver problemas com a outra metade, condenada a trabalhar em call centers pelas decisões do 1% de idiotas que nos governam.

http://ressabiator.wordpress.com/2013/12/27/portucall-center/

In “the ressabiator”


De NeoLiberais ou novos salazaristas/fascis a 3 de Janeiro de 2014 às 14:51
O INTERESSE NACIONAL TEM DIAS...
por Tomás Vasques, em 02.01.14

Muito boa gente submete-se ao discurso oficial*, construído por Passos Coelho e Cavaco Silva, nos últimos 3 anos. O discurso da “situação” assenta em meia dezena de falácias, repetidas até à exaustão, para parecerem verdades:
1) um governo do partido socialista provocou a crise em que vivemos;
2) para sairmos desta crise não há alternativa às medidas tomadas pelo actual governo, em consonância com os nossos “parceiros europeus”;
3) Prosseguir estas medidas (de empobrecimento da maioria dos portugueses) é de interesse “nacional ”;
4) os socialistas deviam compreender esta “realidade”, abandonarem os seus “interesses partidários”, e coligarem-se com o PSD e o CDS, para melhor se cumprir o “interesse nacional”;
5) Só perigosos esquerdistas e radicais, gente do passado, não entende a “bondade” da “solução” de futuro radioso que Passos Coelho e Cavaco Silva nos dão.

*Para perceber a falácia do “discurso oficial” releia-se o discurso de tomada de posse, neste segundo mandato, do senhor presidente da República, em que o "interesse nacional", na altura, passava pelo derrube do último governo, e todas as declarações do actual primeiro-ministro durante a campanha eleitoral.

-----------

RAPAZES MODERNAÇOS.
por Tomás Vasques, em 08.10.13

Há por aí uns rapazes, armados em modernaços, que gritam, mais coisa, menos coisa:
“reformados? Cortem nessa cambada de inúteis que andam a viver à custa do orçamento”;
“viúvas? A tomarem chá das cinco e a receberem o dinheirinho ao fim do mês”;
“greves? Lá vem essa seita de gente bem remunerada a dar cabo da economia do país. Vejam lá se os desempregados fazem greve?”;
Tribunal Constitucional? Bando de socialistas e comunistas que não querem perceber que não há dinheiro para pagar luxos”.

Estes rapazes nasceram fora do seu tempo
Se tivessem nascido há 60 ou 70 anos não precisavam de gritar, como gritam.
Viviam na paz e no sossego do seu “ambiente natural”.(o da "união nacional" / "a bem da nação" : o salazarismo fascista).


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