De Partido Socialista (independente de Esq) a 28 de Maio de 2014 às 15:52
--------- COMEÇOU

[« Capacitar Portugal», António Costa 2015, primeiro-ministro. «Plataforma Independente de Apoio»]

Plataforma Independente de Apoio já existe.
Agora só falta o PS honrar os seus pergaminhos democráticos convocando um congresso extraordinário para mudar a direcção do partido.

------- Grandes males, grandes remédios

O PS anda em reboliço. Mas o reboliço não chega.
Para isso temos as Marchas de Lisboa.
Os holofotes viram-se para António Costa, Carlos César e Ferro Rodrigues.
Na Fundação Mário Soares tenta-se, em vão, ressuscitar Mirabeau.
António José Seguro dá de barato que o PS tenha perdido 800 mil votos entre as autárquicas de Setembro de 2013 e as Europeias de anteontem.
Em oito meses, o PS alienou quase um milhão de votos. Porquê?
A distrital do Porto mexe-se.
No grupo parlamentar do PS parece haver muitos descontentes.
Porém...

Vem a talhe de foice lembrar um precedente.
Em Abril de 1979, com o país em transe, 37 dos 73 deputados do PSD desvincularam-se do partido, permanecendo no Parlamento como independentes. Tinham guts.
Ficaram conhecidos como Inadiáveis e mais tarde fundaram a ASDI — Acção Social Democrata Independente, que durou até 1985.

Os ilustres deputados do PS vão assobiar para o lado?
João Galamba já se pronunciou, publicando no Expresso Diário um artigo eloquente:
«O pais rejeita o governo e deseja uma alternativa.
Mas ainda não acredita que essa alternativa exista.»
Claro como água.
Mas não chega.

(-por Eduardo Pitta , http://daliteratura.blogspot.pt/

---------- ARRUMAR AS BOTAS

Quando, no lapso de oito meses, o maior partido da oposição perde 800 mil votos, isso significa que a sua liderança não convence um caracol.

Argumentar com a fuga de votos para Marinho Pinto, que representou o MPT, e para Rui Tavares, que fundou o LIVRE, diz muito de quem manda no Rato.
Então se foi assim, significa que 306 mil votantes PS — os 235 mil que elegeram dois deputados do MPT, mais os 71 mil do LIVRE — não se revêm na política da actual direcção do partido.

E ainda sobra meio milhão de votos.
Não estamos a falar de um deslize conjuntural, mas de uma derrocada fragorosa.
Não perceber isto é não perceber nada.


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