De Seguro/s e Jumento/s a 29 de Maio de 2014 às 14:19

----- gozar com a inteligência dos portugueses para esconderem o seu fracasso e não terem de assumir as responsabilidades. Quem depois de anos a fazer oposição silenciosa ao seu próprio partido para chegar à liderança do PS não vai querer morrer na praia e quem acabou de ter todo o protagonismo nas europeias não vai deixar de apoiar o chefe.

Compreendo todos os que negociaram o seu apoio ao líder com a promessa de em troca receberem mordomias governamentais quando este chegar ao poder, é natural que não estejam muito preocupados se Seguro vai ser primeiro-ministro ou vice-primeiro ministro, Passos Coelho também é líder de um partido e certamente não se oporá a que os que apoiaram Seguro seja remunerados de forma justa, repartindo o bolo das mordomias do poder.

Compreendo que os que há anos que dedicam o seu tempo às tarefas partidárias se sinta no direito de serem recompensados e que a recompensa que cada um deles vai ter é superior aos prejuízos que estes políticos estão infligindo à generalidade dos portugueses. Não sou ingénuo ao ponto de acreditar que os chamados aparelhos do PSD ou do PS estão muito preocupados com o sofrimento dos portugueses.

Eu compreendo isso e muito mais, mas quero que os senhores também compreendam que eu não sou nenhum borrego preso no redil do PS e que os senhores só são alguém na vida porque muitos como eu têm votado no vosso partido ou noutros como o vosso. Mas isso acabou, não estou disposto a ser gozado e humilhado com festejos de uma derrota que me humilhou. Depois de três anos a ser humilhado por um governo, depois de perder um quarto da minha remuneração assistir aos vossos festejos por uma derrota milimétrica foi humilhante. Os senhores não estavam a festejar o fim daquilo que faz tantos portugueses sofrer, estavam festejando a expectativa de virem a partilhar o poder e esta política.

Portanto, podem continuar a festejar nas aviso-vos de que não será com o meu voto que voltam a ter farras, desta vez ainda resisti a votar em Marinho Pinto ou no PCP, mas garanto-vos que se os senhores ainda estiverem à frente do PS nas próximas eleições não hesitarei e se for necessário tapo os olhos e voto no PCP ou tapo o nariz e voto no partido do Marinho, em vocês e no PS é que não voto nem tenciono voltar a votar.

Estou farto do espectáculo triste que têm dado, é ridículo ver um Seguro responder com a Europa quando questionado sobre a solução para os problemas nacionais e quando chega as eleições europeias sai-se com um programa de 60 medidas pensadas à pressa como pré-programa para as legislativas, por este andar nas próximas presidenciais ainda se lembra de apresentar um candidato à Junta de Freguesia de Belém. Foi ridículo demais para ser verdade e este país merece muito mais do que um programa de 60 medidas pensadas à pressa pelos assessores 3B (Betinhos, Belezas e Brilhantes) do Tozé. Por enquanto isto ainda é um país e não é uma associação de estudantes do ensino básico.

Portanto meus senhores, lutem por se manter no poder porque o mais certo é conseguirem mais uma grandiosa vitória eleitoral e talvez consigam substituir o Paulo Portas no cargo de vice-primeiro-ministro. Como não tenciono voltar a votar em partidos onde o poder se alcança com truques mafiosos aqui ficam os meus parabéns antecipados. As eleições legislativas talvez consigam o que não conseguiram muitas eleições de associações de estudantes, juntar Passos Coelho e Seguro no mesmo projecto político.
-----Seguro perdeu a oportunidade de evitar a sua transformação num cadáver político em putrefacção, devia ter tido a coragem de assumir os resultados eleitorais como uma derrota pois foi isso oq ue ele sofreu numa eleição em que se joga a feijões e tudo tinha para atingir resultados históricos. Um quase empate nas eleições europeias é sinal de que muitos eleitores confiam mais no gato da casa do que em Seguro e na sua equipa dos 3B, Betinhos, Belezas e Brilhantes.

Os eleitores não gostam nem confiam em Seguro e tudo o que ele tem feito só lhes dá razão, chega-se mesmo ao ponto de ter feito muito mais oposição ao governo de José Sócrates do que a que faz ao do seu amigo de sempre Passos Coelho.

Ao não sair da liderança do PS com dignidade ou sai de empurr


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