No Lumiar, em Lisboa, existem ainda duas colectividades dos finais do século XIX, que se mantêm firmes, resistindo aos tempos, embora com dinâmicas diferentes, ambas fazem parte da história do Lumiar e da cidade de Lisboa.
Academia Musical Joaquim Xavier Pinheiro de 1888

Localiza-se na Alameda das Linhas de Torres ao n.º 45, próximo do estádio Alvalade XXI, edifício de primeiro andar, apresenta uma planta rectangular simples discreto, nem se dá conta dos seus 123 anos de História.

Não conheço actualmente a sua actividade recreativa, mas não deve ser muito expressiva, possivelmente não passa actualmente de um local para bater umas cartas nas mesas ou outro tipo de jogos de mesa, fomentava a modalidade ténis de mesa.
Academia Musical 1º de Junho de 1893

No Largo Júlio Castilho n.º 3, vizinha do Museu do Traje, vamos encontrar um bom exemplo de colectividade, recentemente efectuou grandes obras de requalificação no seu interior, dispõem de uma notável actividades nos campos da cultura através da Música, Teatro, danças de salão, grupo coral, responsável pelas marchas do Lumiar, aquando das festas de S. António em Lisboa.

Dinamiza ainda a praticado atletismo, Basquetebol, orientação e xadrez, dispõem ainda de um blog (http://academialumiar.blogs.sapo.pt)
Parabéns pelos seus 118 anos de História.
O Lumiar tem tradição, defendo vivamente a preservação destes espaços, a população do Lumiar ou melhor dizendo os Lisboetas, devem de forma natural manterem a tradição das colectividades.
João Carlos Antunes
Debate sobre as alterações propostas para as Freguesias da Ameixoeira e Charneca, no próximo sábado, dia 12.(ver cartaz)
Revela-se da máxima importância a participação do maior número possível de fregueses destas duas freguesias (e porque não das vizinhas, também?) que, a breve prazo, se tornarão numa só.
Constitui um momento adequado para que os responsáveis municipais e, sobretudo, das freguesia em causa, conjuntamente com as que lhe são limítrofes (Lumiar e Santa Maria dos Olivais) para que sejam feitos os acertos pertinentes aos respectivos limites territoriais. É que ver, todos os natais, a Ameixoeira colocar o presépio no quintal do vizinho não é de todo em todo muito curial, ainda que se argumente existir um protocolo (que ninguém conhece) de entendimento entre a Ameixoeira e o Lumiar, por exemplo.
Devem, igualmente também ficarem mais claramente definidas as competências próprias (bastante mais amplas que nas actuais) e os respectivos meios para que a dependência protocolar entre o município e as freguesias seja, significativamente, reduzida. A este propósito veja-se o que se passa, há vários anos, com a Quinta de Santa Clara, uma lástima.
Aumento da descentralização, maior proximidade aos cidadãos e mais responsabilização o que obriga, necessariamente, à exigência de melhores e mais competentes autarcas.

O Jornal de Noticias publicou em 05.03.2011, uma notícia sobre o Palacete na Quinta das Conchas, reportagem efectuada pelo jornalista Cristiano Pereira.
O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” enviou um requerimento à presidente da Assembleia Municipal, Simonetta Luz Afonso, com vista obter esclarecimentos sobre o assunto. Resumidamente, os ecologistas pretendem que se clarificado os motivos que levaram a CML a não proceder a obras de requalificação de intervenção efectuadas em 2005 e quais as diligencias que prevê a autarquia fazer com vista a requalificação do imóvel. Fonte do Gabinete do Vereador Sá Fernandes disse que “ esta a ser estudada uma solução que seja viável”.
Em relação ao corte de árvores e segundo a CML, aquelas estavam doentes desde 19 de Janeiro. Vai ter lugar uma intervenção na vegetação para limpar o arvoredo deste espaço e melhorar as condições de segurança e que se está a proceder à remoção de árvores mortas, ou identificação como o risco de queda e a realizar trabalhos de limpeza de ramos secos, de controlo de infestantes e de desrame de árvores em desequilíbrio, ou a prejudicar o desenvolvimento saudável de outros exemplares.
Lisboa e em particular o Lumiar, ficam a aguardar notícias sobre a solução desejável, que passa na minha opinião pela requalificação do Palacete e, continuo achar que não ficava nada mal à CML, junto das entradas/saídas colocar informação, sobre as actividades a desenvolver na Quinta, para evitar mal entendidos.
João Carlos Antunes

O Estado Português quer vender a sua actual participação maioritária no capital da Tobis, o estúdio histórico do cinema português, localizado no Lumiar, em Lisboa. A base de licitação para a operação pode aproxima-se dos sete milhões de euros.
O anúncio da venda já saiu em Diário da República, com a indicação de que as propostas de aquisição deverão ser entregues junto do Instituto de Cinema e Audiovisual, até 9 de Março próximo. Nesse mesmo dia, as propostas recebidas serão abertas em sessão pública.

Gostaria de deixar um pouco da sua história, é sempre bom reviver momentos de ouro do cinema Português e da sua ligação ao Lumiar.
Em 1920 – Francisco Mantero vende terreno com antigas edificações da Quinta das Conchas, mediante escritura de 5 de Janeiro, à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha.
Em 1932 – A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm é constituída a 3 de Junho. Um mês de depois, adquire uma parcela de terreno da Quinta das Conchas, outrora vendido por Francisco Mantero à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha e aqui nascia o primeiro estúdio da companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm.
Em 1934 A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm, que entretanto mudou a sua designação para Tobis Portuguesa, inaugura a 17 de Agosto o novo estúdio, aqui viriam a ser filmados obras como:
A Canção de Lisboa, realizado por Cottinelli Telmo (com Beatriz Costa, Vasco Santana, António Silva e… Manoel de Oliveira). (1933),
As Pupilas do Senhor Reitor, de Leitão de Barros, segunda longa-metragem. (1935),
Maria Papoila, de Leitão de Barros. (1937),
João Ratão, de Jorge Brum do Canto, apresentado com o filme cultural Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul de Fernando Fragoso e Raul Faria da Fonseca. (1940),
O Pai Tirano, de António Lopes Ribeiro ou O Pátio das Cantigas produzido por António Lopes Ribeiro e realizado Francisco Ribeiro (Ribeirinho). (1941),
O Costa do Castelo, de Arthur Duarte. (1943),
A Menina da Rádio, de Arthur Duarte,
O Leão da Estrela, de Arthur Duarte, com António Silva, Milú, Erico Braga, Curado Ribeiro, Laura Alves, Artur Agostinho, Maria Olguim. (1947).
A Tobis, teve um papel importante no âmbito da indústria cinematográfica nacional, na sua contribuição para o desenvolvimento do cinema em Portugal e na sua inserção no contexto mais geral da história contemporânea portuguesa; próximo de 80 anos de história na fabricação de cinema em Portugal, está a viver uma página negra na sua história, o futuro para os 66 trabalhadores não está fácil, a maioria com mais de 25 anos de casa, não são excepção no que toca por vezes ao pagamento dos salários em atraso.

Os estúdios estão integrados numa malha urbana, bastante apetecível aos especuladores imobiliários, vamos ver o que este filme nos reserva, esperando que tenha um final feliz.
João Carlos Antunes
Para quem está na cidade de Lisboa e passa na Av. Fontes Pereira de Melo, vai encontrar três edifícios emparedados, mas com desenhos surpreendentes sobre os suportes das fachadas e alçados laterais.
Desenhos que expressam algumas emoções, através dos elementos que compõem as várias obras ali gravadas, associado a um ideal de belo, conseguem absorver a nossa atenção, ficando para segundo plano o facto de os edifícios estarem devolutos.
Esta arte urbana é um produto da evolução da humanidade que expressa as suas experiencias e emoções criando este tipo de diálogo intencional, conseguindo interferir na Cidade, especialmente se considerarmos a paisagem urbana de Lisboa, abandonada, este tipo de arte, na minha opinião deixa a cidade menos tristes e monótona.
João Carlos Antunes






Uma das mais significativas alterações diz respeito à carreira nº 7 que, fazendo os percursos Senhor Roubado/Odivelas a Campo Grande ou à Praça do Chile, serve passageiros, nomeadamente, das freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar, será uma das extintas.
Compreende-se que, nas actuais circunstancias e, com os elevados constrangimentos económicos que afectam as empresas públicas, estas se vejam obrigadas a reduzir custos, contanto que os serviços a que estão obrigadas a prestar às populações não sejam afectados.
Por outro lado e, para bem de quem utiliza os transportes públicos, os próprios deviriam, sempre e sem qualquer esquecimento, “obliterar” ou fazer o “passe verde” conforme agora a Carris pede, por forma a aferir da utilização das carreiras. Sem utilizadores não é bom uso os autocarros circularem vazios e esbanjar dinheiro pago pelos contribuintes, utilizadores ou não dos meios postos ao serviço pelas ditas empresas públicas.

Com uma área total de 24,6 hectares, (a das Conchas e a dos Lilases) as duas quintas quinhentistas é a terceira maior mancha verde da capital, a seguir ao Parque Florestal de Monsanto e ao Parque da Bela Vista.
A comunidade local olha sempre com alguma desconfiança, quando se verifica a existência de abate de árvores na Quinta das Conchas, tendo em conta o passado recente, bem viva ainda na memória daqueles que se insurgiram contra os “bullying” que esta mata sofreu, motivando por várias vezes a participação da comunidade na sua defesa, obrigando por vezes a resolução de diversos conflitos que envolveram manifestações.

A Quinta das Conchas tem uma zona que é ensombrada por frondosas árvores, denominada por mata, é serpenteada por uma estrutura de caminhos que nos convidam a deambular ao longo do espaço. O elenco vegetal é composto por um conjunto variado de espécies nos transmite uma sensação ainda de um estado “selvagem”.
Fica a sugestão à CML – Divisão de Matas, informar a população que os abates vão acontecer e o porque desses abates.
João Carlos Antunes




Situado na freguesia do Lumiar, à Alameda das Linhas de Torres, a Quinta das Conchas é um espaço verde nasceu da recuperação de duas quintas do século XVI, tendo sido instalada por Afonso Torres.
Após ter passado por várias famílias de proprietários acaba por ser adquirida a 22 de Fevereiro de 1899, por Francisco Mantero, importante roceiro em S. Tomé e Príncipe, também chamada dos Mouros, propriedade de D. Maria Juanna da Conceição Alcobia Tavares.
Em 1966, a Quinta das Conchas e dos Lilases são vendidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), pelo valor de 85 milhões de escudos, mediante escritura celebrada a 14 de Fevereiro.
A Quintas das Conchas foi alvo de uma recuperação importante nos meados do ano 2005, intervenção essa que foi programada a partir de estudos efectuados sobre os sistemas de composição da Quinta, que sustentou uma proposta que assegurasse a sua existência cultural, social e funcional através da recuperação, valorização e gestão do património que a constitui.
Podemos hoje encontrar neste local, duas simpáticas placas a informar “edifício encontra-se em risco de ruir, Por favor não se aproxime, agradecendo à nossa compreensão”.
Peço desculpa, mas por mais compreensão que se possa ter, não consigo compreender, por que razão este palacete até aos dias de hoje ainda não foi recuperado, na perpetuação da sua essência histórica.
João Carlos Antunes





Na principal artéria na Freguesia do Lumiar em Lisboa, na Alameda das Linhas de Torres, aos n.º 24 ao 30, mora gente, gente que não devem conhecer grandes confortos.
Este é o Lumiar, que já ninguém acredita que existe. Foram-se as barracas, mas continuam a existir estes casebres, aqui o tempo parou.
A poucos metros do complexo Alvalade XXI, que custou quase 154 milhões de euros, vive gente que corre perigo de derrocada, um cozinhado que cheira a tragédia com gente dentro.
Não é preciso ser especialista para adivinhar o que pode acontecer com as telhas esburacadas que encontramos no telhado, as águas da chuva esgueirar-se por entre os buracos, a fachada, não indicia outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais quem por ali passa não pode ser insensível, a janela não abre e quem ali mora não pode ver o mundo, do mesmo modo deve esconder o que se poderia ver se a janela se abrisse.





Este post, ninguém pediu para o fazer, não é um caso de política, mas de falta de sensibilidade de quem pode fazer mais e melhor, um comportamento que é apanágio da nossa nação e que existe a necessidade reverter.
Estou a falar de gente!
João Carlos Antunes
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