Sexta-feira, 09.09.11
 
O então capitão Varela Gomes, que chefiou, em 1961, o assalto ao quartel de Beja, durante o qual foi gravemente ferido, diria mais tarde no seu julgamento que Salazar “continuava no poder a profissão do pai: feitor dos ricos”. Não pude deixar de me lembrar desta expressão quando Warren Buffet veio dizer que não queria continuar a ser mimado com o excesso de isenções fiscais que beneficiam os mais ricos e pediu para fazerem o favor de lhe aumentarem os seus impostos, no que foi seguido por cerca de trinta dos detentores das maiores fortunas de França. Não para que, ao contrário do que parece ter entendido o nosso governo, se sobrecarregassem aqueles que já estão com a corda ao pescoço, mas sim os mais ricos, sistematicamente protegidos, aqui e em outros países ocidentais, por opção ideológica dos respectivos governos.

 

Também não se trata, da parte de Buffet e dos seus confrades franceses, apenas de um sobressalto cívico, mas sobretudo do receio de que o empobrecimento geral possa ter consequências económicas, políticas e sociais que não os deixarão impunes. Claro que não estamos perante a luta de classes virada do avesso. O americano reconheceu, sem complexos, que há uma luta de classes que eles, os mais ricos, estão a liderar e a ganhar. Graças à subserviência com que os “feitores” instalados nos governos, alguns dos quais oriundos da esquerda, têm gerido, nesta era de globalização desregulada, a causa do capitalismo financeiro. Com o senão de ainda não terem compreendido as causas da crise e estarem a repetir as receitas que estiveram na sua origem. Eis o que preocupa Buffet e alguns ricos que vêm mais longe do que os “feitores”. Não entre nós, onde parece que alguns dos mais ricos, coitadinhos, são trabalhadores assalariados. Ao ouvi-los fica-se na dúvida se um dia destes não irão inscrever-se no Rendimento Social de Inserção.

Seja como for, a posição tomada pelo terceiro homem mais rico dos Estados Unidos é, objectivamente, a acusação mais humilhante até agora feita aos governos das nossas democracias. Constitui o reconhecimento de que os governos actuais estão capturados pelo grande capital. O que significa que a democracia está confiscada pelo capitalismo financeiro triunfante. A democracia e a soberania. Porque não vale a pena ter ilusões.
Quando se afirma que é preciso mais Europa é preciso saber o que isso quer dizer. Não pode ser, com certeza, mais Alemanha e mais França, ou seja mais Merkel e mais Sarkozi – em quem nós não votámos - e menos Portugal, menos Espanha, menos Grécia, menos Irlanda, menos Itália. Ou por outras palavras: menos Europa e menos democracia.
Nunca houve tanta desigualdade na Europa, entre os Estados e dentro de cada país. E se o caminho fosse o do federalismo, lembro que não há, neste momento, nenhum mecanismo institucional capaz de assegurar, à semelhança do que acontece nos EUA, a igualdade entre os Estados, como o Senado, cuja composição é paritária, independentemente do peso demográfico de cada Estado. Lembro também que nos actuais tratados da EU está consagrado o princípio da igualdade soberana entre Estados, cada vez mais letra morta.
Convém ser lúcido. Estamos numa nova era. Depois de se ter lutado para libertar o nosso país de uma ditadura política, trata-se de compreender que hoje, o objectivo essencial, em Portugal e na Europa, é libertar a democracia da ditadura do capitalismo financeiro e também do cada vez mais ostensivo Directório europeu. O que implica, da parte dos partidos socialistas, uma nova visão, uma nova estratégia e uma nova radicalidade democrática. Há muitos anos que não era tão grande a responsabilidade do PS. Até os mais ricos perceberam que a austeridade provoca recessão, que por esta via a economia não cresce, os países empobrecem, as desigualdades aumentam, o desemprego dispara e chega a um momento em que os pobres, os trabalhadores e a classe média já não têm mais nada que possa ser cortado. É então que o inesperado pode acontecer.

Perante o excesso de zelo do actual governo, o seu ataque sem paralelo às funções sociais do Estado, a venda ao desbarato de bens públicos, a sobrecarga de impostos sobre trabalhadores e classe média e a rendição do primeiro ministro à Sr.ª Merkel, os socialistas não podem pactuar com políticas e cumplicidades que estão a subverter o projecto europeu e a colocar em risco a coesão nacional.
Exige-se-lhes de novo uma grande intransigência ética. A mesma intransigência e o mesmo idealismo daqueles que há cerca de dois séculos e meio fundaram o movimento socialista. Como escreveu Octávio Paz, prémio Nobel da Literatura, “faliu a resposta histórica à pergunta formulada pelos primeiros socialistas sobre a injustiça inerente ao capitalismo, mas a pergunta permanece.” Até porque nunca, como agora, foi tão poderoso e tão injusto o poder do Capital consubstanciado nesta nova forma de ditadura, a ditadura dos mercados. Recordo um verso de Sophia: “Os ricos nunca perdem a jogada”. É disso que se trata. Os mais lúcidos dos mais ricos não querem perder a jogada e sabem que o excesso de zelo dos seus ideólogos e “feitores” pode provocar um desastre de consequências incalculáveis.

Apetece ouvir de novo a voz do grande Presidente F.D.Roosevelt quando, no célebre discurso do Madison Square Garden, em 1936, ripostou e passou à ofensiva contra o poder organizado do grande dinheiro: “Porque eu tenho um mandato popular.” Eis a questão: ser ou não ser fiel ao mandato popular. E eis o grande combate político deste novo ciclo: resgatar a democracia e restitui-la aos cidadãos.
   (-por Manuel Alegre, 7.9.2011)


Publicado por Xa2 às 01:07 | link do post | comentar | comentários (3)

Quinta-feira, 10.03.11

Há quem diga que não existe crescimento económico, puro engano.

Segundo o ranking da revista Forbes, Carlos Slim, empresário mexicano, continua a ser o homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em 74 mil milhões de dólares.

Na lista dos 413 mais ricos do mundo Seguem-se Bill Gates 56 mil milhões de dólares e Warren Buffet (50 mil milhões).

Nos 10 mais da lista estão, ainda, o francês Bernard Arnault com uma fortuna calculada em 41 mil milhões de dólares, o norte-americano Lawrence Ellison com 39.500 milhões e os indianos Lakshimi Mittal com 31.100 milhões e Mukesh Ambani com 27 mil milhões.

Três portugueses constam na lista dos milionários mundiais. Américo Amorim ocupa a posição 200 com uma fortuna avaliada em 3,6 mil milhões de euros.

 Alexandre Soares dos Santos, dono da Jerónimo Martins, ocupa o posto 512, com uma fortuna de 1,65 mil milhões de euros e Belmiro de Azevedo caiu para a 833.ª posição com 1,08 mil milhões de euros.

Contudo algo todos têm em comum foi o terem visto as suas ricas fortunas crescerem ao mesmo tempo que o numero de pobres e excluídos e a entrar nas cifras dos que vivem abaixo do limiar de pobreza aumentaram, drasticamente.



Publicado por Zé Pessoa às 23:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 26.11.10

       

Foi preciso fazer um estudo, esta gente trabalha pelo seguro, não vá o diabo tece-las e fazer-lhes perder os míseros cobres remuneratórios que recebem, para concluírem do agravamento do fosso distributivo da riqueza produzida e da, concomitante, causa da actual crise económica e social que o mundo atravessa, sobretudo a Europa, considerada como modelo social a seguir pelo mundo todo.

O, excelso, estudo mandado fazer pelo Fundo Monetário Internacional, (FMI), conclui, esta coisa espantosa e inaudível, de que a actual instabilidade financeira está relacionada com as desigualdades na distribuição de rendimentos.

Não era necessário gastar recursos (assim tem outro força, essa gente é paga a peso de oiro) para concluir tal desiderato académico, bastaria ler os relatórios de cada empresa, ver a distribuição dos rendimentos do trabalho, onde o leque salarial se tornou uma vergonha (se os governantes, governadores e gestores ainda a tivessem), ver a distribuição/aplicação dos lucros e tudo somado se veria que entre injustiças distributivas e fugas de capitais. Feitas tais contas com facilidade se concluiria que se iria cair numa crise mais grave que a de 29 visto que agora os valores que enforma as pessoas e as sociedades de degradaram imensurávelmente.

Sendo verdade que, tal como a Grande Depressão nos anos 20, também a actual crise financeira foi provocada pelo adensar do fosso entre os ricos e os pobres, conforme revela a análise dos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), é sinal que além de não terem sido tomadas medidas para impedir tal repetição, veio tornar claro que com a globalização dos mercados associada à facilidade de movimentação de capitais e bens de luxo transaccionáveis, sobretudo, via Internet, é obrigatória a tomada de medidas de controlo e de criação de mecanismos eficazes de actuação de nivel, também, global.

Com tantas cimeiras realizadas entre os vários Gs; (Davos, Nato, ONU, G-20, G-20+1, etc.) nenhum destes seja capaz de determinar mecanismos de coordenação e de regulação das diversas formas e naturezas de fluxos financeiros.

Sobre isto não se pronunciaram os técnicos do FMI, porquê?

Continuar andar entretidos e engnar as populações só e apenas com diagnósticos que quase toda a gente já conhece pouco adianta ao equilíbrio das sociedades. Tomem medidas e medidas adequadas para que se não repitam disparates já cometidos. Sempre que um mesmo disparate se repete, em vez de evolução, existe retrocesso e agravamento, essa é a realidade dos dias que correm.



Publicado por Zurc às 10:14 | link do post | comentar | comentários (3)

Segunda-feira, 25.10.10

As delegações do PS e PSD encontram-se numa azáfama ciclópica, tanto quanto hipócrita é a afirmação do candidato Cavaco Silva que, dizendo não se intrometer porque não é seu tempo, sempre envia o seu, esse sim, recadinho encomendado por quem, efectivamente, detém os poderes.

Porque não negoceiam, estes senhores, a tomada de medidas estruturais de fundo que permitam e obriguem a uma maior produção de riqueza e a sua, concomitante, distribuição mais equitativa.

Paradoxalmente, em tempos de crescimento económico e de governações de centro-esquerda, aumentaram as desigualdades sociais, um dos sinais mais preocupantes da actual conjuntura, numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Em Portugal, entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem, abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804 mil, isto é, cerca de 15% da população activa. Em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634 836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias europeias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar a cometer o suicídio, afirma o sociólogo Boaventura S. Santos.



Publicado por Zurc às 15:50 | link do post | comentar | comentários (2)

Sexta-feira, 22.10.10



Publicado por Zurc às 15:13 | link do post | comentar | comentários (2)

Redistribuir? Vade rectro Satanás

Nos "Prós e os Contras" desta semana, Carvalho da Silva defendeu melhor distribuição da riqueza nacional ao que Mira Amaral, como todos os que sabem que isso lhes poderia diminuir os privilégios, respondeu que sim senhor, não pode estar mais de acordo mas... mas... primeiro é preciso produzir, para depois se poder distribuir.
Oh Deus, há quantas dezenas de anos não oiço eu este hipócrita argumento dos "Bons Portugueses". Um argumento que ofende a inteligência de quem o ouve. Porque não se trata de um "depois" com data marcada é um "depois" de cada vez que alguém se lembrar de colocar a questão.
E quem levanta essa subversiva parvoíce da "melhor distribuição da riqueza"? Revolucionários invejosos. Energúmenos desempregados que não querem trabalhar para receber o rendimento social de inserção, como Paulo Portas não se cansa de explicar.
Ou estúpidos que não percebem que não merecem mais que 500, 1000, 2000 ou 3.000 euros euros por mês" e cobiçam quem "legitimamente" ganha 30, 50 ou 60 mil euros mensais rodeados de faustosos complementos por vezes ainda com uma "merecida" pensão de 5, 10 ou 18 mil euros obtida aos 45 ou cinquenta anos.
MA tem toda a razão em se indignar porque aquela reivindicação do Carvalho da Silva é mesmo para que se distribua melhor a partir de agora. E, de acordo com qualquer princípio de Justiça, se redistribua o que foi mal distribuído, não aceitando que o produto mal distribuído ou "roubado" se transforme em direito adquirido. Não através de porta arrombada ou assalto à carteira mas com o compassivo e legalíssimo escalão de IRS (ou IRC) à altura do esbulho feito pela clique oligárquica.
A redistribuição da riqueza nacional (vá lá num cenário benigno: igual à injusta média europeia) assenta na presunção plausível de que em Portugal, em 2010 e mesmo em anos anteriores, desde D. Afonso Henriques, se produziu alguma coisa.
O que é imperioso redistribuir é essa riqueza mal distribuída (sem ir lá tanto atrás :) produzida por milhões de portugueses, esses que ganham dos 500 aos 7.000 euros e que sustentam senhores cujas fortunas são obtidas com mais valias e dividendos tratados com benevolência pelope fisco ou fugidas a ele para os paraísos fiscais, ou através de hedge founds, "produtos tóxicos"  e outras vigarices legais como pelas pensões e salários "obscenos".
Mira Amaral teve também a infelicidade de invocar a seu favor o facto, de que ninguém duvida, de que também ele é um trabalhador. O que obrigou Carvalho da Silva a lembrar que o que estava em causa não era, uns trabalharem e outros não, mas o pormenor da retribuição.
Esclareço que nada, mas absolutamente nada tenho quanto à pessoa do Sr. Mira Amaral, que merece todo o respeito e cuja capacidade profissional, qualidades e méritos são em geral reconhecidos e... confesso até, aqui, à puridade - é uma pessoa que gosto de ouvir pelos seus conhecimentos e inteligência.
______________
A caricatura é de Paulo Barbosa e a imagem foi roubada aqui .   # posted by Raimundo Narciso


Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.08.10

 Mais grave que essas reformas acresce o facto destes senhores acumularem outros benefícios e mordomias.

 Mais 72 reformas milionárias. O campeão é...Segundo a "IOL/Agencia Financeira" a Caixa Geral de Aposentações atribuiu 72 reformas acima dos 5 mil euros brutos mensais desde Setembro do ano passado. Juízes e magistrados lideram o grupo de reformas milionárias, com o ex-ministro da Administração Interna de Santana Lopes à cabeça. Reformado da Procuradoria-Geral da República, depois de 40 anos e um mês de serviço, Daniel Sanches recebe 7.316,45 euros por mês.

As contas feitas pelo jornal «i» tiveram em conta as pensões de mais de 5.030,64 euros, valor limite decorrente da aplicação da nova lei da Segurança Social para a a fixação das reformas do sector privado.

O Governo garante que esse limite abrange também o sector público, mas este ano 51 pessoas passaram a auferir pensões acima desse patamar. Deste número, oito trabalhadores chegam a receber mais de 6 mil euros.

Estas 11 novas reformas milionárias em relação aos primeiros nove meses do ano passado correspondem a uma subida de 23%.


MARCADORES: , ,

Publicado por Zurc às 09:20 | link do post | comentar | comentários (5)

Quarta-feira, 21.07.10

TODA A ECONOMIA É POLITICA

NEM TODA A POLITICA É ECONOMICA



Publicado por Zurc às 15:56 | link do post | comentar | comentários (4)

MARCADORES

administração pública

alternativas

ambiente

análise

austeridade

autarquias

banca

bancocracia

bancos

bangsters

capitalismo

cavaco silva

cidadania

classe média

comunicação social

corrupção

crime

crise

crise?

cultura

democracia

desemprego

desgoverno

desigualdade

direita

direitos

direitos humanos

ditadura

dívida

economia

educação

eleições

empresas

esquerda

estado

estado social

estado-capturado

euro

europa

exploração

fascismo

finança

fisco

globalização

governo

grécia

humor

impostos

interesses obscuros

internacional

jornalismo

justiça

legislação

legislativas

liberdade

lisboa

lobbies

manifestação

manipulação

medo

mercados

mfl

mídia

multinacionais

neoliberal

offshores

oligarquia

orçamento

parlamento

partido socialista

partidos

pobreza

poder

política

politica

políticos

portugal

precariedade

presidente da república

privados

privatização

privatizações

propaganda

ps

psd

público

saúde

segurança

sindicalismo

soberania

sociedade

sócrates

solidariedade

trabalhadores

trabalho

transnacionais

transparência

troika

união europeia

valores

todas as tags

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

RSS