País de mafiosos, traficantes, burlões ... e gente mansa espezinhada

         Lisboa,  Sicília        (-por Sérgio Lavos, Arrastão)

 O Luís M. Jorge fez o favor de postar este vídeo que explica o buraco em que estamos metidos e a forma como actua a mafia que nos governa. É verdade que os quatro especialistas em economia e fiscalidade são perigosos esquerdistas - José Gomes Ferreira, Paulo Morais, Tiago Caiado Guerreiro e Armando Esteves Pereira - e por isso o vídeo foi produzido clandestinamente numa gruta para os lados de Celorico de Basto. Com um pedido de paciência aos nossos leitores de direita, mais sensíveis a este tipo de gente, aconselho a verem até ao fim, vale mesmo a pena. Assustador.           ( tags: crime organizado, crise )


Publicado por Xa2 às 07:40 de 13.07.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

"Bater o pé" à U.E. e aos mercados / especuladores

                           UE:  Futebol  &   ‘Rebelião’  Latina …   (-por e-pá! Ponte Europa)

   Deixando de fora o Euro 2012 e o disputado encontro de Varsóvia, ontem, e simultaneamente com o desenrolar do 'match', no Conselho Europeu em Bruxelas, viveram-se - segundo se depreende - momentos de exigente e animado debate político.
   Tratou-se do reavivar de um problema recorrente que tem sido sistematicamente agendado (adiado) para o médio prazo. Isto é,  a regulação dos mercados de obrigações através da intervenção dos fundos de socorro europeus (FEEF e SEM).
   Tal intervenção foi exigida - para já e com urgência - por Mario Monti e apoiada por Mariano Rajoy. link
Perante as constantes indecisões e ziguezagues sobre agendas de crescimento, project bonds e eurobonds e face à eminência de novos (mega)resgates (Espanha e Itália... e Chipre...), o enfrentar das progressivas pressões dos mercados tornou-se uma questão central e prioritária que determina a tomada imediata de decisões para a defesa da moeda única.
   O Conselho Europeu terá dificuldades em delinear uma inflexão tão profunda no enfrentar da ‘crise das dívidas soberanastornando equilibrado e transparente o acesso aos mercados de financiamento. Existem - dentro da UE - muitos e poderosos interesses em jogo, nomeadamente, questões de âmbito nacional e, a curto prazo, eleitoral.
    Todavia, o crescente número de países europeus 'encurralados' pelo desmesurado apetite dos mercados, algum dia (terá sido ontem?), teriam de 'bater o pé' e apostar na Europa e no futuro comum.
   Sendo assim, quando na próxima semana se disputar, no futebol, mais uma final europeia, seria bom que, neste caso, os dois países latinos envolvidos, estejam sob a pressão emotiva dos seus adeptos mas livres do silencioso cerco (garrote) dos mercados e das cíclicas indecisões de Bruxelas.
   E, regressando à alegoria futebolística, em Kiev, na próxima final, que ganhe o melhor!


Publicado por Xa2 às 07:54 de 29.06.12 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Federalismo europeu para resolver crise política e económico-financeira

                                       Federalismo europeu

     «Seguro quer eleição directa da Comissão Europeia para resolver crise política»   Esta ideia é hoje defendida em vários quadrantes como via para aprofundar a legitimidade democrática da União, reforçar a Comissão Europeia e o "método comunitário" face ao intergovernamentalismo do Conselho e avançar na senda do federalismo europeu.
      Há porém pelo menos duas contra-indicações nessa proposta (de Seguro):

(i) a escolha do presidente da Comissão Europeia em eleição directa requer mudança dos Tratados da UE, e não se afigura ser possível unanimidade nessa matéria, o que inviabiliza à partida a solução;

(ii) a eleição directa conferiria um enorme peso aos países mais populosos da União (Alemanha, França, Reino Unido, Itália, etc.) na escolha do presidente da Comissão Europeia, maior do que o que têm no Parlamento e no Conselho.
      Sucede que há uma alternativa mais ortodoxa e mais praticável, explorando o que já consta dos actuais Tratados, quando estabelecem que o presidente da Comissão é escolhido pelo Conselho tendo em conta os resultados das eleições para o Parlamento Europeu. Desse modo, para que ele fosse escolhido em eleições bastaria que:

  (i) os partidos políticos europeus se comprometessem a apresentar os seus candidatos a presidente da Comissão nas eleições para o Parlamento Europeu;

  (ii) que os partidos políticos nacionais se comprometessem a seguir a indicação dos partidos políticos europeus a que pertencem e a apoiar a candidatura apresentada;

  (iii) que o Conselho Europeu indicasse automaticamente para presidente da Comissão o candidato do partido europeu mais votado nas eleições europeias.

     Não seriam precisas muitas eleições, para elas passarem a ser vistas como eleição do presidente da Comissão, como sucede ao nível nacional.
Esta eleição "indirecta" do chefe do Governo é o sistema vigente nas democracias parlamentares, dominantes na Europa. A escolha directa do chefe do executivo só se verifica nos regimes presidencialistas ou aparentados. O federalismo não requer um regime presidencialista (veja-se o caso da Alemanha e da Suíça na Europa).

    Na tradição parlamentar prevalecente na Europa, o presidente do "governo" europeu (a Comissão Europeia) deve ser escolhido através das eleições parlamentares e não em eleições nominais próprias, à maneira presidencialista.
    O que é preciso é aprofundar e completar a democraia parlamentar ao nível da UE.

 

[É preciso que o Parlamento Europeu tenha a plenitude de um verdadeiro órgão legislativo e fiscalizador da U.E. !; é preciso que a Comissão Europeia seja um verdadeiro Governo federal da U.E. e deixe de ser o "secretariado do Conselho" (de PMs nacionais) ou, pior, sejam 'frouxos paus mandados' dum directório (de 3 ou 2 ou um 1 ditatorial governante 'nacional') sem legitimidade democrática europeia !! e sujeitos/vergados a fortes pressões (com tráfico de influências, corrupção, cartelismo e nepotismo) de poderosos políticos nacionais/ internacionais ou de poderosíssimos lóbis financeiros e de grandes empresas multinacionais !!! ]



Publicado por Xa2 às 13:49 de 27.06.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

CATASTROIKA
 
O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacte da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.

 



Publicado por [FV] às 10:03 de 17.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Donos do país, (des)economia e crise

          Los duenos de España  (ou de Portugalistãn ...)

     Rodrigo Rato demitiu-se do cargo de presidente do banco espanhol Bankia (seu BPN !), deixando atrás de si um banco que se prepara para uma injecção de 10 mil milhões de euros do Estado espanhol, mas com direito a pára-quedas dourado de 1,2 milhões de euros. Há variedades de capitalismo, mas há coisas que não mudam no capitalismo financeirizado e desigual: Rato foi ministro da economia e vice-presidente do governo do PP, tendo sido um dos arquitectos da bolha imobiliária espanhola.

    Ajudou uma lei de solos feita à medida da economia da construção, puxando uma economia que era dada como exemplo de disciplina laboral e orçamental e adaptação ao euro no discurso neoliberal português nos primeiros anos do milénio; uma bolha que como bom seguidor da sabedoria económica convencional Rato sempre negou, já que as forças de mercado é que sabem.

    Depois Rato foi para o topo do FMI, graças ao tal milagre espanhol e regressou depois ao sistema financeiro espanhol para ganhar umas massas. Lembram-se como se dizia que era bem regulado o sistema financeiro espanhol em 2008 e 2009? De facto, não há sistema que resista ao rebentamento de uma bolha destas dimensões, o que só mostra que o controlo público dos capitais tem de ser muito mais forte. É claro que o Banco de Espanha, tal como o Banco irmão do lado de cá, só pensa em desregulamentar as relações laborais para transferir para as classes populares os custos de um sistema financeiro disfuncional, em que só um banco custará mais do que os cortes em educação e saúde anunciados por Rajoy.

    Lá como cá, temos uma economia desigual, em que uma “pequena elite de 1400 pessoas, que representa 0,0035% da população espanhola, controlava recursos que equivalem a 80,5% do PIB” (Hay alternativas, p. 39). O problema é sempre o mesmo...
 

 



Publicado por Xa2 às 07:56 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Aliança dos periféricos contra Merkozy da finança

Solidariedade e sensatez

 

    «Nós não temos uma situação parecida com a da Grécia», assegura Passos Coelho. O importante é evitar os «efeitos de contágio nefastos», adverte Luís Montenegro. «Portugal não é a Grécia», sentencia Paulo Portas, sacudindo a peçonha. «Ninguém faz comparações entre Portugal e a Grécia», diz Miguel Relvas, em meio tom de intimação.   E enquanto as preces são cerzidas umas às outras, para que em uníssono formem uma oração mais poderosa, alguém tenta sondar mais de perto as divindades, para que, caso o exorcismo falhe (não vá o diabo tecê-las), se garanta alguma ajuda("...") lá do alto. A ladaínha, seja como for, não deve parar: «Portugal não é a Grécia, Portugal não é a Grécia, Portugal não é a Grécia».
    É no meio deste pânico, em que se crê poder esconjurar o naufrágio renegando o passageiro mais exposto, que alguém com a decência e a lucidez que se impõem lembra o facto de, apesar das diferenças, todos se encontrarem no mesmo barco. De passagem por Lisboa, a ministra irlandesa dos Assuntos Europeus, Lucinda Creighton, sublinha que «seria errado tentarmos demarcar-nos da Grécia ou de outro país que esteja a atravessar dificuldades», invocando assim um dever de solidariedade que decorre, desde logo, da circunstância de os três países estarem nas melhores condições para demonstrar uma «grande compreensão em relação às dificuldades que enfrentam».
    E quanto à possibilidade de saída da Grécia da Zona Euro, Creighton é lapidar: «não podemos tolerar essa eventualidade. (...) Temos de ser solidários com a Grécia e mantê-la no euro. Não há alternativa.» À dignidade e sensatez de uma ministra «cautelosamente confiante» contrapõe-se pois o fanatismo medroso dos que se orgulham, irresponsavelmente, de desbravar os mares que ficam «para além da troika».
            (A imagem corresponde, como está bem de ver, a mais uma genial criação da Gui Castro Felga).



Publicado por Xa2 às 13:44 de 15.02.12 | link do post | comentar |

Alternativas e Convergências de Esquerda
                                        
     A desregulação financeira internacional originou uma crise com consequências económicas muito graves, em particular para os países periféricos da zona euro.

     Depois de uma campanha de terror económico, o problema transferiu-se para a esfera da política e social, iniciando-se uma campanha de destruição dos avanços sociais conseguidos nas últimas dezenas de anos. Urge tomar medidas que impeçam a destruição do que resta do Portugal de Abril.
     Perante a conivência ideológica e política do actual governo com as manobras do capital financeiro internacional, que propostas alternativas apresentam as forças de esquerda portuguesas?  Que convergências será possível estabelecer para aumentar a eficácia da luta contra a ofensiva em curso? 
                                       " A Esquerda, a Crise e a Alternativa"
27 de Janeiro 21.30 H. - Local, Hotel IBIS (junto ao Hospital de S.João) - Porto
Presenças confirmadas:
   - Manuel Pizarro (Partido Socialista)
   - João T. Lopes (Bloco de Esquerda)
   - Correia Fernandes(Movimento de Intervenção e Cidadania)
   - Jorge Bateira (Convergência e Alternativa)
   - Paulo Fidalgo (Renovação Comunista
      Nota: O PCP foi convidado e recusou o convite por "não ser tradição participar em debates promovidos por outras organizações políticas". 
          O núcleo do Porto da RC, 25.01.2012



Publicado por Xa2 às 13:37 de 26.01.12 | link do post | comentar |

O problema está nos bancos e ...

 É preciso romper com a troica e obrigá-la a renegociar a dívida

 

Para o politólogo belga, Éric Toussaint, a dívida de Portugal à Europa e ao FMI é ilegítima e deveria ser renegociada. O grande problema da crise, defende, não está nos estados, mas nos bancos. (Hoje no Público)
................

Éric Toussaint não está optimista, mas tem uma visão diferente da actual crise e do que fazer para sair dela. O politólogo e professor universitário belga esteve recentemente em Lisboa para ajudar a lançar a iniciativa por uma Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Experiência não lhe falta. É presidente do Comité para Anulação da Dívida do Terceiro Mundo e fez parte da equipa que realizou, entre 2007 e 2008, a auditoria sobre a origem e destino da dívida pública do Equador, ao servico do novo Governo de esquerda do país, num processo que levou ao julgamento de vários responsáveis políticos e à decisão unilateral de não pagar parte da dívida equatoriana. Acredita que o mesmo pode acontecer na Europa. Mas isso implica romper com as exigências da troika.
Depois das decisões que saíram da última cimeira europeia acha que a crise da dívida está próxima do fim?
Esta é uma crise que vai durar 10 ou 15 anos, porque o problema fundamental não é a dívida pública, mas sirn os bancos europeus. E não estou a falar dos pequenos bancos portugueses ou gregos. O problema é que os grandes bancos - Deutsche Bank, BNP Paribas, Credit Agicole, Société Generale, Commerzbank, Intesa Sampaolo, Santander, BBVA - estão à beira do precipício. Isso é muito pouco visível no discurso oficial. Só se fala da crise soberana, quando o problerna é a crise privada dos bancos.
Está a referir-se à exposição dos bancos à dívida pública de alguns países do euro? Não, não é a exposição à dívida soberana, mas sim a derivados tóxicos do subprime [crédito de alto risco]. Está a ocultar-se que todo o conjunto de derivados adquiridos entre 2004 e 2008 continuam nas contas dos bancos, ... [continua aqui]

Etiquetas: Equador, renegociar a dívida, Romper com a troica


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Publicado por Xa2 às 20:04 de 30.12.11 | link do post | comentar |

Contra-a-corrente (do costume) : mobilização e propostas

Sinais de maré

   Para os falantes de inglês, pois infelizmente sem legendas, uma interessante entrevista no HARDtalk da BBC com Steve Keen, economista pós-keynesiano australiano que é autor de uma devastadora crítica dos fundamentos epistemológicos e metodológicos da economia neoclássica no livro Debunking Economics.
   Keen, que enjeita afirmar-se anti-capitalista, dá ainda assim uma rara demonstração de lucidez no espaço mediático ao referir-se às origens sistémicas da crise actual, nas suas diversas manifestações; ao estado da economia como ciência; à relação entre a crise do endividamento soberano e o aumento exponencial do endividamento privado (só faltando assinalar a relação com a compressão neoliberal dos salários directos e indirectos); e à necessidade de proceder à eutanásia dos sectores e interesses rentistas que, se não forem detidos, irão inevitavelmente condenar as nossas sociedades a um prolongado período de pauperização.
   Keen advoga a eliminação de uma parte substancial de toda a dívida, pública e privada,  e a nacionalização da banca - e é sintomático que até um crítico relativamente tépido do capitalismo perceba a absoluta necessidade de que assim seja, como única alternativa à barbárie parasitária. A conversa perde-se um pouco na parte relativa aos detalhes de como implementar este plano - Keen sugere que a via deverá passar pelo financiamento monetário de défices públicos crescentes (precisamente o contrário do que, no contexto europeu, é actualmente imposto pelos estatutos do BCE no plano monetário e em vias de consagração constitucional nacional no plano orçamental), mas depois perde-se por alguns instantes perante a incompreensão da entrevistadora. Em todo o caso, bastantes elementos interessantes para animar a reflexão, o debate e o optimismo, nestes tempos em que ainda vão escasseando os motivos para tal. Depois de ontem ter visto a reportagem Contracorrente, na SIC, sobre os movimentos sociais anti-austeritários em Portugal, e da Convenção da Iniciativa de Auditoria à Dívida no fim-de-semana, a vontade fica um pouco mais optimista.

Ponham-se finos

O Ministro das Finanças irlandês avisa que sem uma redução significativa do fardo da dívida as novas regras europeias não serão aprovadas em referendo. Cada um usa as armas que pode, menos em Portugal onde negociar com credores é de mau tom, coisa para populistas, sei lá. Quando olhamos para um gráfico com a evolução do PIB e do PNB irlandeses - a diferença deve-se, fundamentalmente, aos rendimentos que as multinacionais transferem para o exterior - percebe-se bem a atitude irlandesa: a recuperação austeritária só existe na imaginação de elites tão subalternas quanto ignorantes (via Paul Krugman). Como é que se diz ''ponham-se finos'' em inglês ?

   

Contracorrente, 16.12.2011 Grande Reportagem SIC

 Numa altura em que Portugal está a viver uma profunda crise e a receber assistência financeira externa, têm surgido diferentes movimentos sociais que contestam as medidas de austeridade e que não aceitam a inevitabilidade do chamado resgate da Troika. Movimento 12 de Março, Plataforma 15 de Outubro, Ocupar Lisboa, Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública são movimentos que reúnem pessoas descontentes com o actual rumo do país e que querem ter voz activa nas decisões políticas.

   José Castro Caldas, economista, é um dos proponentes da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública, para "proporcionar à generalidade das pessoas a compreensão do fenómeno do endividamento" do Estadoportuguês.
   Joana Manuel, actriz, juntou-se ao Movimento 12 de Março porque acredita que cada pessoa não pode tratar apenas da sua "vidinha" e é preciso "fazer de cada cidadão um político".
   Ana Gonçalves, professora de artes do 3º ciclo e secundário, envolveu-se na Plataforma 15 de Outubro porque não quer ter razão sozinha.
   Marco Marques, engenheiro florestal à procura de emprego, está nos Precários Inflexíveis porque acredita que "só colectivamente podemos mudar  alguma coisa no futuro".
   Miguel Marques, "infoactivista", foi à Islândia no Verão passado fazer um documentário que pretende mostrar como os cidadãos daquele país se mobilizaram para enfrentar a crise.
   Bruno Lavos, terapeuta expressivo, faz parte do Movimento Ocupar Lisboa e dormiu quase 2 meses ao relento frente ao Parlamento porque "algo tem de mudar".
 
A próxima Grande Reportagem SIC procura tomar o pulso à vitalidade dos movimentos sociais, num ano fértil em mobilização e protesto em Portugal, e saber quem são as pessoas nesses novos movimentos, o que as mobiliza e que propostas têm para a mudança que defendem.
Ficha técnica
 Jornalista: Carla Castelo, Imagem: José Silva, Edição de Imagem: Vanda Paixão, Grafismo: Isabel Cruz, Produção: Isabel Mendonça, Coordenação: Cândida Pinto, Direcção: Alcides Vieira


Publicado por Xa2 às 13:40 de 20.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Sindicalismo para enfrentar a crise e o ataque aos trabalhadores

SINDICALISMO PORTUGUÊS: um congresso para enfrentar a crise !  (III)

 

   O próximo congresso da CGTP, a realizar nos finais de Janeiro de 2012, pode ser um congresso histórico! A maioria dos analistas vão centrar-se na saída de Carvalho da Silva bem como sobre a pessoa que o irá substituir!
   Serão feitas análises também sobre a relação de forças entre as diferentes correntes  e qual delas vai ganhar ou perder. Pessoalmente não considero particularmente relevante estas questões nem vejo que sejam importantes para o presente e futuro dos trabalhadores portugueses. Será importante para alguns sindicalistas da cúpula, a maioria ligados aos dois grandes partidos da esquerda portuguesa. Sempre existiu e continuará a existir uma luta latente pela hegemonia do movimento sindical. O problema está quando esta luta se torna central, mirrando a vitalidade de uma organização. Penso que não é o caso! Espero que não o seja no futuro!
Embora não subestimando este dado penso que será muito mais importante e interessante responder à seguinte questão:  Vai a CGTP ser capaz de enfrentar a crise presente e sair dela mais reforçada e como a maior organização dos trabalhadores portugueses?  Vai se continuar o seu caminho com destaque para alguns aspectos, nomeadamente:

1º Se o seu novo secretário geral mantiver e alargar a herança de Carvalho da Silva relativamente ao diálogo com a sociedade portuguesa, nomeadamente os partidos políticos, igrejas, movimentos cívicos, novos movimentos sociais e de trabalhadores precários; se valorizar a participação nas instâncias institucionais a par da reivindicação e da proposição autónoma.

2º Se a CGTP se transformar cada vez mais num grande espaço de debate politico-sindical e de unidade de acção desde os locais de trabalho até á direcção. Um espaço onde sejam aceites com tolerância perspectivas políticas diferentes e plurais, acarinhada e incentivada a militância de base de novos trabalhadores e activistas sindicais. Para este objectivo é muito importante o reforço da formação sindical, cada vez mais aperfeiçoada e rica e que deve criar hábitos de leitura e de estudo, levando os activistas a evitar as receitas e os «chavões».

3º Continuar e incentivar com responsabilidade a renovação de quadros sindicais, cativando gente mais nova para as direcções sindicais e delegados. Gente que não se perpetue na organização mas que possa regressar ao local de trabalho sempre que possível. A ligação dos activistas e dirigentes aos locais de trabalho é fundamental. Apenas os estritamente necessários devem ficar nas estruturas.

4º Estudar novas formas de acção sindical adequada aos tempos actuais e ás diferentes categorias profissionais, aos desempregados e aos precários. Rever formas de manifestação e participação, a coreografia, os cenários, o discurso,etc. Todas estas questões podem ser estudadas na formação sindical.

5ºTalvez seja tempo de estudar uma nova forma de reorganização sindical adoptando e potencializando o território de modo a conseguir-se uma melhor participação dos desempregados e trabalhadores precários bem como até de alguns reformados. As uniões distritais não cumprem tais objectivos. Uma organização sindical mais próxima animaria a vida sindical. Não vejo que esta forma de organização sindical seja concorrente dos partidos políticos.

No quadro desta crise de ataque inédito aos direitos dos trabalhadores e aos seus interesses estratégicos a CGTP pode sair mais reforçada, mais forte e mais coesa, ou, pelo contrário  uma organização cansada pelos combates, burocrática, ritualista e reduzida a uma organização assente apenas nos militantes que resistiram à tempestade.



Publicado por Xa2 às 08:49 de 10.12.11 | link do post | comentar |

Direita, 'bangsters' e cangalheiros da Europa

Os cangalheiros da União Europeia

por Sérgio Lavos

  Há meses que se vêm multiplicando opiniões e artigos repetindo a mesma ideia: as acções de Merkel e de Sarkozy estão a levar ao fim do Euro e, na pior das hipóteses, da integração europeia. Há quem sugira até que a paz do continente, construída sobre os escombros da Segunda Guerra Mundial, também está em risco. Basta olhar para a História para se perceber que não será uma ideia completamente absurda. A ascensão de Hitler na Alemanha foi precedida por uma instabilidade política crescente na Europa e por uma crise financeira de proporções mundiais, semelhante à de 2008. A instabilidade social será cada mais acentuada e as convulsões políticas irão suceder em catadupa. Isto numa área geográfica onde continuam a existir países - a Espanha, a Itália, a Bélgica, as nações da antiga Jugoslávia - assentes em frágeis uniões políticas de povos e culturas muito diferentes. Um barril de pólvora. 
    Mas Merkel não quer saber disso. A Alemanha - e o seu superavit - vai crescendo à conta dos défices dos países em dificuldades (sobre o tema, ver este esclarecedor artigo de Paul Krugman). A crise, de natureza sistémica, alastra progressiva, inevitavelmente, sem poupar economias fortes e consolidadas. A culpa não é, definitivamente, dos PIIGs. Nem sequer das dívidas públicas ou dos défices dos Estados. As agências de notação, como Helena Garrido faz notar neste artigo, já perceberam qual a origem da doença e ameaçam baixar a classificação dos países mais ricos da UE. O problema já não é financeiro, muito menos económico. É político. Como sempre foi, de resto - a economia não é uma entidade independente da vontade dos políticos, das decisões que os Governos tomam. Não adianta colocar tecnocratas não-eleitos nos países mais facilmente controláveis. Mais cedo ou mais tarde, as contradições de um rumo errado e perigoso irão bater à porta dos seus responsáveis. 
    O problema da União Europeia é simples: Merkel e Sarkozy, estranhamente recordando alianças franco-alemãs de outras eras. Não queria ir ao ponto de comparar esta dupla com a dupla Hitler-Pétain. No fim de contas, Merkel e Sarkozy foram eleitos democraticamente (sim, eu sei que Hitler também foi). E, dentro de pouco tempo, serão os dois corridos do lugar que ocupam. Mas as semelhanças não deixam de ser extraordinárias: um líder alemão forte e um francês fraco, que capitula perante a vontade e o poder germânicos, apesar de, potencialmente, a França ser tão importante como a Alemanha no mapa mundial. Se, durante algum tempo, poder-se-ia pensar que a condução desta dupla era simplesmente incompetente, agora podemos ter a certeza que as decisões são intencionais, têm um objectivo bem definido: os bancos alemães e franceses continuam a lucrar com as crises dos periféricos e com as regras de funcionamento do BCE, que impede que os países possam obter empréstimos directos a 1%, e as economias dos dois países são robustas. Os dois pouco têm a perder, qualquer que seja o desfecho da crise: se o Euro sobreviver, acontecerá sempre sobre o diktat alemão; se a moeda única desaparecer dos países incumpridores, e ficar restringida a um núcleo duro no Norte e Centro da Europa, melhor, acabam-se os problemas com os "indisciplinados do Sul"; e, se tudo implodir, incluindo a UE, das cinzas se reerguerá uma moeda alemã fortíssima. 
    Não, não é erro, não é uma desastrosa condução da crise; é intencional, deliberado, uma jogada de génio na óptica dos interesses franco-alemães. Criminoso. Os países mais fracos já deveriam ter começado a fazer o que se impõe: recuperar a soberania e, sobretudo, o orgulho nacional. Tem de haver limites para a humilhação que um país e o seu povo podem sofrer. 
    Adenda: Este texto de Luís Menezes Leitão fez-me lembrar de alguém que deveria ter estado no meu pensamento ao escrever o post. Não esteve porque politicamente é inexistente, esta figura. Chama-se José Manuel Barroso, e parece que é presidente de um qualquer órgão importante na UE. Portanto, temos um Coelho que amocha por cá e um Cherne que se cala e anui por lá. Nunca a expressão "membro passivo" se aplicou tão bem a um país, o nosso belo Portugal.
 
O regresso da velha Europa
   A queda do Muro de Berlim que poderia ter representado mais uma época de desenvolvimento na Europa acabou por desencadear um processo que só poderá terminar em conflitos e revoluções como sempre sucedeu. As feridas nunca foram curadas, basta visitar os museus europeus para ali verem o resultado da pilhagem, o Museu Britânico tem uma boa parte da história grega que foi desmontada pedra a pedra e roubada, a Alemanha nunca pagou o que Hitler destruiu e nem sequer devolveu as riquezas que pilhou na Europa ocupada, a própria Alemanha foi pilhada pelos soviéticos e os museus russos ainda hoje escondem o resultado das sua pilhagens. Não há nenhum país europeu que não tenha problemas de fronteiras, nem mesmo Portugal que se gaba de ter as fronteiras mais antigas da Europa tem um espinho chamado Olivença.
    Hoje percebe-se que a direita europeia não aprendeu nada durante o século XX, nunca concordou com o modelo social europeu, o projecto de integração ou a criação do euro não passaram de oportunismos de circunstâncias. Mal se viram livres da ameaça dos misseis nucleares russos começou a corrida à destruição de tudo o que cheire a progresso social e perante a primeira grande crise financeira internacional cada país colocou o seu interesse acima do da Europa e onde era habitual uma resposta conjunta ouviram acusações. Foi uma vergonha na história da Europa ver ingleses a designar por pigs quatro estados europeus, ouvir governantes idiotas a reafirmarem sucessivamente não serem como os gregos, ou políticos a negarem a existência de uma grave crise internacional e a jogar com a segurança dos seus países para assaltarem os governos.
     A Europa está a desmoronar-se e uma direita idiota, dela dizia Miterrand ser a mais estúpida do mundo, insiste em arranjar bodes expiatórios a sacrificar no altar dos mercados, como se a imensa dívida alemã que absorve uma boa parte dos recursos financeiros mundiais não fosse mais responsável do que as dívidas das pequenas economias da EU. A mesma Merkel que apelava ao investimento público quando o Lehman Brother faliu vem agora mandar troikas chicotear os países que lhe obedeceram. O mesmo palerma que está à frente da Comissão da EU que hoje defende tudo o que a Merkel combina com o totó que é marido da Carla Bruni esquece que foi a Comissão Europeia a defender o levantamento do limite aos défices para responder à crise internacional.
    A EU ainda existe como agremiação unida por interesses e enquanto cada país tiver a ganhar ou pensar que ganha mais do que o vizinho nesta EU sobreviverá. Mas já está suficientemente fragilizada e incapaz de responder aos mercados, os investidores perceberam-no e estão a ganhar biliões com os aumentos dos juros. A banca europeia dedicou-se ao proxenetismo, pedia ao BCE a 1% e enriquecia com os juros da dívida soberana, e apesar de os juros atingirem níveis absurdos nunca faltou a oferta, agora receiam a falência de Estados membros e já profetizam a morte do euro.
    A direita foi gulosa demais, pensou voltar ao capitalismo da primeira metade do século XX, ao tempo em que a alta burguesia se divertia nos salões dos grandes paquetes enquanto os pobres suavam a alimentar as fornalhas. Sonhou com o fim dos custos do Estado social e com o empobrecimento forçado da classe média e dificilmente recuará. A Europa corre um sério risco de voltar ao que sempre foi, e continuará a ser, um continente de guerras, convulsões e revoluções.
http://sorisomail.com/email/224587/the-codice--a-injeccao-da-banca.html


Publicado por Xa2 às 13:47 de 07.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Povos da Europa : Levantem-se !
Greve geral no Reino Unido. Desde Thatcher (ou antes) que não se via uma mobilização assim. Paralisação de hoje poderá ser a de maior adesão desde 1926, dizem sindicatos.(Por J.A.Viana, Ionline, 30.11.11)
 Occupy-manifestação  Etorre Ferrari/EPA


Publicado por Xa2 às 19:15 de 30.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Rede de 'dourados sacan..': Poder global e mandaretes estaduais

O  LIXO  DA  VIRTUDE

... Acho que é um dia adequado para vos oferecer a transcrição de um texto retirado, com a devida vénia, do jornal argentino Página 12. O seu autor, Eduardo Febbro, escreveu-o em Paris. O seu título é sugestivo e revelador: “En Europa el poder es de Goldman Sachs”. E num pequeno excerto, que serve de subtítulo, acrescenta: Pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana. Además, no son los únicos.
    Vivemos numa conjuntura em que se têm vindo a incendiar alaridos, aparentemente ferozes, contra pequenos e médios corruptos, o que será bom se desembocar em punições justas e se não for a cortina de fumo necessária para se não descobrir a verdadeira grande corrupção, incrustada na lógica do próprio capitalismo ou executada com um virtuosismo suficientemente subtil para a pôr a coberto das malhas parciais de uma justiça arrastada. É certo que este vendaval de virtude, que reflecte um ascetismo teórico que chega a comover, é por vezes desviado para ajustar contas contra alguma figura pública com que as fontes não simpatizam, contra algum político que não lhes agrada. E isso é mau.

    ...E com isso não podemos deixar de nos indignar e de nos alarmar. O que pode haver de confisco invisível de bens públicos pela simples inércia das sinergias perversas desta rede de interesses, empurra para uma relativa insignificância os roubos mais onerosos de dinheiros públicos que até hoje se conhecem. E, no entanto, a comunicação social europeia, quer os virtuosos arautos do neo-liberalismo instalado, quer os miolos moles que fazem ecoar o senso comum mediático, aplaudem a chegada, a importantes alavancas do poder político e económico, do que podemos objectivamente recear que sejam alguns meliantes, mas festejando-os com se fossem puros arcanjos de um céu da economia onde se respira exclusivamente honestidade, rigor e verdade.
   Não sei se isto é uma tragédia ou uma vergonha, mas vamos lá a ler o texto para que nos lembremos sempre da estatura moral dos poderes hoje instituídos nesta Europa em delírio:


"La historia podría colmar todas las expectativas de los adeptos a las teorías del complot.

¿Dónde está el poder mundial? La respuesta cabe en un nombre y un lugar: en la sede del banco de negocios Goldman Sachs.
El banco norteamericano logró una hazaña poco frecuente en la historia política mundial: colocar a sus hombres a la cabeza de dos gobiernos europeos y del (BCE) banco que rige los destinos de las políticas económicas de la Unión Europea.
Mario Draghi, el actual presidente del Banco Central Europeo; Mario Monti, el presidente del Consejo (PM) Italiano que reemplazó a Silvio Berlusconi; Lucas Papademos, el nuevo primer ministro griego, pertenecen todos a la galaxia de Goldman Sachs. Estos tres responsables, dos de los cuales, Monti y Papademos, forman la avanzada de la anexión de la política por la tecnocracia económica, pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana.
Además, no son los únicos. Se puede también mencionar a Petros Christodoulos, hoy al frente del organismo que administra la deuda pública griega y en el pasado presidente del National Bank of Greece, al que Sachs le vendió el producto financiero conocido con el nombre de Swap y con el cual las autoridades griegas y Goldman Sachs orquestaron el maquillaje de las cuentas griegas.
    El dragón que protege los intereses de Wall Street cuenta con hombres clave en los puestos más decisivos y no sólo en Europa. Henry Paulson, ex presidente de Goldman Sachs, fue nombrado luego secretario del Tesoro norteamericano, mientras que William C. Dudley, otro alto cargo de Goldman Sachs, es el actual presidente de la Reserva Federal de Nueva York. Pero el caso de los responsables europeos es más paradigmático. La palma de honor se la lleva Mario Draghi. El hoy presidente del Banco Central Europeo, BCE, fue vicepresidente de Goldman Sachs para Europa entre los años 2002 y 2005. En ese puesto, Draghi tuvo un desempeño más que ambiguo. El título de su cargo era “empresas y deudas soberanas”. Precisamente, en ese cargo Draghi tuvo como misión vender el incendiario producto Swap. Ese instrumento financiero es un elemento determinante en el ocultamiento de las deudas soberanas, es decir, en el maquillaje de las cuentas griegas. Esa trampa fue la astucia que permitió a Grecia calificarse para formar parte de los países que iban a utilizar el euro, la moneda única europea.
   Técnicamente, y con Goldman Sachs como operador, se trató en ese entonces de transformar la deuda exterior de Grecia de dólares a euros. Con ello, la deuda griega desapareció de los balances negativos y GS se llevó una jugosa comisión. Luego, en 2006, Goldman Sachs vendió parte de ese paquete de Swaps al principal banco comercial del país, National Bank of Greece, dirigido por otro hombre de GS, Petros Christodoulos, ex trader de Goldman Sachs y en la actualidad director del organismo de gestión de la deuda de Grecia que él mismo y los ya mencionados contribuyeron a disimular primero y a incrementar después.
   Mario Draghi tiene un historial pesado. El ex presidente de la República Italiana Francesco Cossiga acusó a Draghi de haber favorecido a Goldman Sachs en la atribución de contratos importantes cuando Draghi era director del Tesoro e Italia estaba en pleno proceso privatizador. Lo cierto es que el ahora director del Banco Central Europeo aparece masivamente sindicado como el gran vendedor de Swaps en toda Europa.
    En ese entrevero de falsificaciones surge el jefe del Ejecutivo griego, Lucas Papademos. El primer ministro fue gobernador del Banco Central griego entre 1994 y 2002. Ese es precisamente el período en el que Sachs fue cómplice del ocultamiento de la realidad económica griega y en tanto que responsable de la entidad bancaria nacional, Papademos no podía ignorar la trampa que se estaba montando. Las fechas en las que ocupó el cargo hacen de él un operador del montaje
En la lista de notables le sigue Mario Monti. El actual presidente del Consejo Italiano fue consejero internacional de Goldman Sachs desde 2005.
    En resumen, muchos de los hombres que fabricaron el desastre fueron llamados ahora a tomar las riendas de puestos clave y con la misión de reparar, a costa de los beneficios sociales de los pueblos, las consecuencias de las estafas que ellos mismos llevaron a cabo. No caben dudas de que existe lo que los analistas llaman “un gobierno Sachs europeo”.
   El portugués Antonio Borges dirigió hasta hace poco –acaba de renunciar– el Departamento Europa del Fondo Monetario Internacional. Hasta 2008, Antonio Borges fue vicepresidente de Goldman Sachs.
   El desaparecido Karel Van Miert –Bélgica– fue comisario europeo de la Competencia y también un cuadro de Goldman Sachs.
   El alemán Ottmar Issing fue sucesivamente presidente de la Bundesbank, consejero internacional del banco de negocios norteamericano y miembro del Consejo de Administración del Banco Central Europeo.
   Peter O’Neill (Irlanda) es otro hombre de la enredadera: presidente de Goldman Sachs Asset Management, O’Neill, apodado El Gurú de Goldman Sachs, es el inventor del concepto de Brics, el grupo de países emergentes compuesto por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica. A O’Neill lo acompaña otro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente de Goldman Sachs Internacional, miembro de la sección Europa de la Comisión Trilateral –lo mismo que Lucas Papademos–, ex integrante de la Comisión de la Competencia en la Unión Europea, fiscal general de Irlanda e influyente mediador en el plan que desembocó en el rescate de Irlanda.
   Alessio Rastani tiene toda la razón. Este personaje que se presentó ante la BBC como un trader dijo hace unas semanas: “Los políticos no gobiernan el mundo. Goldman Sachs gobierna el mundo”. Su historia es ejemplar, de doble juego, como las personalidades y las carreras de los brazos mundiales de Goldman Sachs. Alessio Rastani dijo que era un trader londinense, pero luego se descubrió que trader no era y que podría formar parte de Yes Men, un grupo de activistas que, a través de la caricatura y la infiltración de los medios, denuncian el liberalismo.
   Quedará para las páginas de la historia mundial de la impunidad la figura de estos personajes. Empleados por una firma norteamericana, orquestaron una de las mayores estafas que se hayan conocido, cuyas consecuencias se pagan hoy. Fueron premiados con el timón de la crisis con las que ellos complotaron."


Publicado por Xa2 às 13:45 de 25.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Capitalismo agiota, rentista, corrupto e manipulador de governos

a crise do capitalismo corrupto

   Quando tanto se fala da competitividade da nossa economia vale a pena recordar que o capitalismo português nunca viveu da competitividade da economia portuguesa, nunca cresceu em função do mercado, nunca gerou empresas competitivas. O capitalismo português sempre sobreviveu à custa de expedientes, de recursos alheios ou, quando entrou em crise, explorando ao limite os trabalhadores.
    A crise poderá ter sido gerada pelos mais diversos factores consoante a preferência de cada um, mas a verdade é que com o fim dos subsídios europeus a crise do capitalismo luso era inevitável, como é inevitável a solução que está a ser encontrada pela direita, salvar as suas empresas e interesses económicos á custa dos trabalhadores.
    É estranho que num país onde tanto se discute a competitividade na hora das soluções apenas se encontre uma, reduzir os rendimentos dos trabalhadores. Isto significa que o pensamento dos nossos economistas, empresários e políticos ainda é o mesmo do dos donos das minas de carvão inglesas do tempo da revolução industrial. Ou talvez pior pois esses ainda modernizaram as minas com a introdução da máquina a vapor e daí resultaram melhorias significativas para os mineiros.
    Numa economia que desde a entrada na CEE foi alimentada por subsídios e onde a concorrência e o mercado foram substituídos pela corrupção esta crise era inevitável a partir do momento em que não houvesse mais para roubar. Nos últimos trinta anos os empresários de sucesso não foram os que melhor geriram as suas empresas, mais apostaram na competência ou os que mais inovaram, os empresários melhor sucedidos foram aqueles a que alguém na madeira designou por vendedores de sifões de retrete.
    Não foram os mercados que escolheram as empresas mais competitivas, foram os jogos de bastidores nos ministérios, os financiamentos ilegais dos partidos, a corrupção generalizada na sociedade portuguesa, uma corrupção que vai para além do conceito estrito do código penal. Não admira que assalariados de políticos que enriqueceram rapidamente cheguem a primeiro-ministro ou que a moda seja os ministros transitarem para as administrações das grandes empresas. Até os candidatos a presidente já não dispensam que grandes grupos económicos lhes emprestem gestores para lhes dirigirem as campanhas.
    A actual crise do capitalismo português é mais profunda do que se diz e é a crise de um modelo de capitalismo onde o mercado foi substituído pela corrupção. Não admira que viciados no dinheiro fácil tenham encontrado nos vencimentos e subsídios dos funcionários públicos o pote para se poderem continuar a lambuzar. Ainda nem sequer o OE está aprovado e já são emitidos despachos manhosos permitindo aos mais ricos que fujam aos impostos.
     (-OJumento, 9.11.2011)

Aldrabices dos donos

A lata dos banqueiros não tem fim. Depois de terem contribuído para provocar a intervenção externa com a sua aberta pressão política, tratam agora de escrever à Comissão Europeia a fazer queixinhas das tímidas condições que o governo quer propor para a capitalização da banca, comparando-a a nacionalizações de boa memória, que puseram fim ao esteio económico do fascismo. Não há comparação possível até porque o Estado troikista terá de ser um parceiro silencioso nos três próximos anos, ou seja, para sempre, prometendo não exercer direitos de voto e fazendo apenas vagas exigências de fiscalização, através de um representante em órgãos de administração ou de fiscalização, de concessão de crédito e de limitação de alguns dos abusos remuneratórios entretanto registados, mas sem mexer nos abusos da distribuição de dividendos. Continua a ser muito pouco para tanto dinheiro público que será canalizado para um sector tão especial.
    Dizem os bancos que as suas dificuldades são devidas à dívida soberana, ao malvado Estado. Quem é que os obrigou a comprar dívida soberana, beneficiando das diferenças de juros face ao BCE? Mas isto nem sequer é rigoroso: a sua muito recente fragilidade financeira deve-se sobretudo à fragilidade das famílias e empresas geradas por uma austeridade que os banqueiros exigiram, mas que só gera aumentos do crédito mal parado, insolvências. Isto para não falar da forma, cada vez mais clara, como os bancos usaram e abusaram da assimetria de poder e de “literacia financeira” na sua relação com quem se dirige aos seus balcões, perante a complacência de reguladores. Entretanto, sigamos os conselhos dos Bessas desta vida – cortar ainda mais nos rendimentos – e veremos o que acontece.
    Mas as aldrabices de financeiros pouco recomendáveis não têm fim: ontem Ricardo Salgado, em entrevista a Pedro Santos Guerreiro do Negócios, declarava, entre outros dislates interesseiros, que a banca estava a ajudar o Estado com as transferências dos fundos de pensões para a segurança social, que assim contribuem para diminuir o défice. A banca alivia-se das suas responsabilidades futuras, mostrando como a gestão privada das pensões não é a solução de que precisamos, transferindo-as para o Estado e ainda chama a esta transferência de custos ajuda ao Estado. Estamos perante os mais eficazes operacionais políticos da economia portuguesa, um sector que sabe bem como capturar o Estado e monopolizar o debate para fazer valer os seus interesses.
    Por isso, não sei se hei-de rir ou chorar quando Pedro Santos Guerreiro associa a tímida presença do Estado à entrada da porca da política na banca. Isto num sector económico intrinsecamente político, um sector que tem comandado a economia política nacional e que continuará a comandar se depender deste governo. Esta suposta tensão com o governo só serve para fazer passar a socialização dos prejuízos em curso. Pedro Santos Guerreiro usa Vara, um personagem quase irrelevante, como metáfora do Estado, só para distrair, como se a cortina de fumo não fosse já densa. Por cada Vara, eu tenho um Oliveira e Costa para a troca. E conhecerá Pedro Santos Guerreiro actores políticos mais relevantes do que Ulrich ou Salgado? E se o público fosse constituído só por Varas, por que é os accionistas do BCP os foram buscar à Caixa? E como poderia funcionar uma banca que acaba sempre por depender do Estado, se este fosse composto só por Varas?
    E, já agora, os problemas principais da Caixa não terão o nome BPN e a sua captura parcial por interesses privados, isto para não falar da crise geral? E não é isto que é precisamente de evitar, através de um aumento do controlo político democrático sobre este sector tão crucial, nacionalizando de facto, nomeando gestores competentes e que respondam perante o poder político, perante a ideia de uma banca mais parecida com um serviço público de crédito?  O que haverá melhor do que descobrir como aplicar a seguinte fórmula:
nem um só tostão sem controlo e gestão, a bem do interesse cidadão? Sim, a banca é uma questão de toda a economia e, por isso, de cidadania.
    (-
 
Quando todos devem a todos e ninguém consegue pagar
...
    As políticas de resposta à crise têm-se limitado até agora a fazer circular a dívida de mão em mão, sem se decidirem a atacar o fundo do problema, que é este: não há nenhuma forma de voltarmos a ter crescimento económico duradouro enquanto se persistir em exigir que a colossal dívida acumulada a nível mundial seja integralmente paga, especialmente quando, não sendo questionadas as políticas mercantilistas da China e da Alemanha que se encontram na sua origem, ela não pára de crescer.
    Na antiga Lei de Moisés, a cada meio século era decretado um Jubileu de reconciliação entre os homens, remissão dos pecados e perdão universal: os escravos e os prisioneiros eram libertados e as dívidas eram anuladas. Mas o perdão das dívidas, mesmo que parcial, é hoje estigmatizado como blasfemo por ofender o poder do Dinheiro, deus verdadeiro do mundo contemporâneo.
    Note-se que a anulação total ou parcial das dívidas, cancelando simultaneamente ativos e passivos, não afecta a riqueza existente, mas altera a sua distribuição. Porém, ao transferir recursos para aqueles que tem maior propensão a despendê-los, contribui para desbloquear a retoma.
    Ainda que os obstáculos políticos a uma tal operação fossem superados, a renegociação caso a caso das dívidas à escala mundial envolveria uma tal complexidade e tomaria tanto tempo que teremos que reconhecer a sua inviabilidade. A solução prática para a desvalorização rápida, progressiva, generalizada e implacável das dívidas é conhecida desde tempos imemoriais e chama-se inflação. Isso consegue-se monetarizando as dívidas dos estados, coisa que, na actual crise, os EUA e o Reino Unido têm vindo a fazer com bons resultados.
    Resta, no caso da Europa, uma pequena dificuldade: uma superstição bárbara e irracional proíbe o BCE de comprar directamente títulos da dívida pública nos mercados primários, o que o impossibilita de funcionar como emprestador de última instância – uma singularidade nada invejável do sistema monetário a que estamos amarrados.
    Se no tempo de Moisés já houvesse banco central, é provável que a Bíblia lhe recomendasse que agisse como emprestador de última instância em caso de crise financeira adequada. Como os textos sagrados nada dizem a este respeito, resta-nos esperar que, antes da queda no abismo, Mario Draghi se atreva a interpretar de forma ousada o mandato que a União lhe atribuiu, enfrentando, se necessário, a ira dos Nibelungos. Hoje em dia nem é preciso pôr a máquina de fazer notas a funcionar – basta carregar num botão.»
 [-por João P. e Castro, Jornal de Negócios]


Publicado por Xa2 às 13:24 de 10.11.11 | link do post | comentar |

Evolução da crise na UE

Ontem:

Cuidado com os gregos...

 

Hoje:

Vêm aí os romanos!


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Publicado por [FV] às 10:33 de 10.11.11 | link do post | comentar |

Sinais e alertas das esquerdas

Sinais de morte, sinais de vida

    Repito uma pergunta: a frase bem torneada compensa o mais odioso preconceito de classe, a flagrante falta de rigor histórico, o desconhecimento de economia política ou o extremismo ideológico neoconservador mais empedernido? Repito esta pergunta mais uma vez a propósito das crónicas de Pulido Valente no Público. A resposta é negativa, claro.
    O artigo de hoje, “sinais de morte”, sobre a suposta nulidade de uma parte da esquerda que nunca desistiu, onde questões políticas e intelectuais são propositadamente confundidas por alguém cuja acção política, que a foto ilustra, está ao nível do resto, leva-me a um tema que me parece importante nestes tempos sombrios: lembrar como muito à nossa volta parece ter dado razão a uma tradição plural que estará viva enquanto não desistir de fazer análises e propostas à margem da sabedoria convencional dos valentes desta vida. Será esta o sinal de morte?
    Alguns exemplos? Aqui vão eles, sob a forma de perguntas. Seria fastidioso fazer ligações para tantas análises e posições individuais e colectivas que os leitores deste blogue conhecem.

- Quem é que ainda defende a bondade de termos entrado neste euro de estagnação, triplicação da taxa de desemprego e inevitável dependência financeira e comercial? Quem a criticou a tempo e horas?
Quem é que identificou, também a tempo e horas, a chamada regulação assimétrica da Zona Euro, contra os euroidiotas do bloco central, que, a menos que seja corrigida, nos levará a crises cada vez mais graves e à implosão deste arranjo disfuncional e enviesado?
Quem é que defende, desde há muitos anos, que não pode haver moeda sem emissão europeia de dívida pública, as euro-obrigações, cuja lógica e funcionamento Valente desconhece?
Quem é que, contra a esmagadora maioria dos economistas sem memória, criticou a tempo e horas o que hoje é óbvio até para tantos desses economistas: os estatutos do BCE e os limites à sua acção monetária destroem a Europa e é preciso recusar os infundados papões da inflação “descomunal” que em tempos de crise aguda, de desemprego de massas e de problemas de financiamento só ignorantes ou rentistas podem agitar? Estará Pulido nas duas categorias? Na primeira está certamente neste e noutros campos.
Quem é que ainda defende a acção das agências de rating? Quem é que também contribuiu para introduzir este tema no debate público?
Quem é que sempre criticou privatizações ou parcerias público-privadas ruinosas que criaram grupos económicos medíocres, os tais donos de Portugal, e defendeu um Estado estratego robusto capaz de os disciplinar e de os travar? Quem é que nunca acreditou na regulação, ainda para mais ligeira, como substituto da propriedade em sectores estratégicos?
Quem é que nunca acreditou na infantil hipótese dos mercados eficientes e sempre apontou para a relação entre liberalização financeira, financeirização e instabilidade económica, defendendo controlos de capitais?
Quem é que identificou há muito uma incompatibilidade entre a globalização económica e processos de integração que lhe foram tributários, por um lado, e as democracias de base nacional, por outro? Quem é que assinalou que uma economia viável tem de estar enraizada social e territorialmente?
Quem é que introduziu em Portugal o tema da taxação das transacções financeiras ou dos paraísos fiscais, criticando, com tantas propostas alternativas, o Estado fiscal de classe à vista de todos?
Quem é que introduziu no debate a reestruturação da dívida, perante a ignorância e preconceito generalizados de desprezíveis elites, hoje reconhecida como inevitável?
Quem é que criticou a hipótese da austeridade expansionista em nome do bom senso keynesiano com escala europeia? É a procura, estúpido.
Quem é que sempre identificou as desigualdades económicas abissais como um dos problemas do país, antes deste tema ter sido suficientemente identificado, dos EUA ao Reino Unido, como um dos mecanismos mais eficientes para gerar problemas sociais e desequilíbrios económicos?

Paro por aqui, mas hei-de continuar. Estes são sinais de vida das esquerdas, sublinho o plural, que não podem desistir. Os seus problemas estão mais no campo puramente político, de poder, embora os dilemas intelectualmente bicudos não cessem, claro. Saibamos então identificar as forças que são portadoras dos sinais de vida.



Publicado por Xa2 às 13:34 de 07.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Que saída para os sacrifícios ?

A Grécia aqui tão perto

   A Europa vinha jogando há muito tempo um jogo perigoso com a Grécia. Hoje tudo se está a precipitar. Perguntam qual é o limite para os sacrifícios que se podem impor a um povo inteiro sem perspectiva de saída. A Grécia é a resposta. O que é que esperavam?


Publicado por Xa2 às 13:49 de 02.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (20) |

Governação devastadora da economia e da nação

Orçamento 2012:  o que era  já não é

   
    Antes os portugueses não aguentavam mais sacrifícios. Agora já aguentam.
Antes era inaceitável que se continuasse o assalto fiscal. Agora já não é.
Antes o governo não podia continuar pelo caminho mais simples: aumentar a receita. Agora já pode.
Antes tinha de se parar com o esbulho aos contribuintes com recibos verdes. Agora já não tem.

Antes o fim das deduções em despesas em educação e saúde eram um ataque à liberdade de escolha. Agora já não é.

Antes estavam a destruir a classe média. Agora já não estão.

Antes o contexto internacional era desculpa de incompetentes. Agora não há dia que não falem dele.

    Nenhuma das razões para o PSD ter chumbado o PEC sobreviveu. Nenhum dos argumentos que o PSD (já nem falo do CDS, que sempre mudou ao sabor das ocasiões) apresentou na campanha sobrevive ao que se conhece do seu Orçamento de Estado para 2012. Foi tudo uma mentira.

E para um partido que, com alguma razão, fez dos ataques à relação de Sócrates com a verdade uma bandeira, não deixa de ser extraordinário como, em tão pouco tempo, tudo o que fizeram é o oposto do que disseram que iam fazer.

Pior que um mentiroso é um mentiroso que fez da mentira alheia o seu maior argumento político. Mente duas vezes.

    Concordo com uma ou outra medida apresentada. Discordo de grande parte delas. Mas o mais importante é o resultado final de todas juntas.

E o resultado é um assalto ao contribuinte e a destruição dos serviços que o Estado lhe deve garantir em troca dos seus impostos. Um caminho que, para além dos efeitos particulares em cada a família, terá o efeito devastador na economia

muito menos dinheiro disponível, menos consumo, menos mercado interno, menos crescimento, menos poupança, mais falências, mais desemprego, mais despesas sociais do Estado, menos impostos cobrados a médio prazo, mais incumprimento dos devedores à banca, mais problemas no sistema bancário, mais dificuldades para o turismo com o aumento do IVA, menos exportações por esta via.

A sucessão de desgraças poderia continuar. Mas acho que se percebe a ideia: o governo está a atacar de forma sistemática toda a economia.

E com isso a tornar virtualmente impossíveis as duas únicas formas de sairmos desta crise: crescimento económico e poupança privada. Com todos falidos nenhuma das duas pode acontecer.

    O problema é estrutural e ultrapassa este governo. Lutar contra a crise com austeridade é estúpido. E toda a gente sabe que é estúpido. E mesmo toda a gente sabendo que é estúpido quase todos exigem, aqui e em todo o lado, que se continue com esta estupidez. É extraordinária a capacidade que as sociedades têm para se autodestruir com a plena consciência de que o estão a fazer.

    Soubemos entretanto que o PS não votará contra este orçamento. Não espanta. O PS está de férias. Não existe. Escrevi aqui que Assis seria um erro e Seguro um intervalo. Era disto que falava. Seguro não existe. Nunca existiu. Nunca existirá. Um balão cheio de ar não governa nem faz oposição. Limita-se a seguir para onde o vento o empurra. Sobe, sobe e depois rebenta. Assim será com o sectário-geral interino do PS. Que suba depressa.

(-por Daniel Oliveira)


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Publicado por Xa2 às 07:07 de 14.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Democracia a sério. Está na hora da mudança, global.

Mobilização em todo o mundo marcada para sábado

O movimento Occupy Wall Street que começou em Nova Iorque entrou neste domingo na sua quarta semana de vida e não esmorece. Ao mesmo tempo que alastra a revolta contra o capitalismo (financeiro e agiota) a muitas cidades norte-americanas e europeias (: Bélgica, Espanha, Portugal, ...), o movimento também toma conta do Facebook, do Twitter, numa auto-organização virtual sem líderes.

Manifestação neste sábado em Nova Iorque  cartaz_final 

Os manifestantes indignados gritavam: “Nós somos os 99 por cento”, reportava neste sábado o New York Times. A expressão refere-se aos 99% da população norte-americana versus os 1% que detêm uma fatia de 40% da riqueza do país, e contra o qual os protestos vão ganhando uma voz cada vez maior.
Rumo à maior manifestação internacional:  dia 15 de outubro, este próximo sábado.

 

15 O. – Unidos por uma mudança global

    No dia 15 de outubro 2011, gente de todo o mundo tomará as ruas e praças. Da América à Asia, da África à Europa, as pessoas estão-se levantando para reclamar seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos todos em um protesto mundial não-violento.

    Os poderes estabelecidos atuam em beneficio de uns poucos, ignorando a vontade da grande maioria sem que se importem do custo humano ou ecológico que tenhamos que pagar. Esta intolerável situação deve terminar. Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e às elites financeiras a quem eles servem, que agora somos nós, as pessoas, quem decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam. 

    Em 15 de outubro nos encontraremos nas ruas para pôr em ação a mudança global que queremos. Nos manifestaremos pacificamente, debateremos e nos organizaremos até o conseguir. É a hora de nos unirmos. É a hora de nos ouvirem. Povos do mundo, levantem-se !

                           Saiamos às ruas do mundo no dia 15 de outubro !

Pela Democracia, «Convergência e Alternativa», contra a austeridade e capitalismo selvagem, a Cidadania sai à rua.



Publicado por Xa2 às 07:15 de 13.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Do desemprego à servitude e/ou à revolta social

A CRISE ESCONDIDA (e o que aí virá...)

        Quem não tem já nada a perder, pode levar à perdição toda a sociedade.

    A crise actual é uma bomba ao retardador que ainda não mostrou, sequer, todos os seus efeitos sobre o emprego e o nível de vida das famílias. Na verdade, as repercussões da profunda recessão, em que vamos mergulhando, sobre o emprego fazem-se, sempre, sentir com um certo desfasamento no tempo. De igual modo, existe também um lapso de tempo, maior ou menor, entre o aumento do desemprego e o crescimento do número de necessitados de prestações sociais.

    Ora, é de prever que a situação dos desempregados vá tornar-se cada vez mais crítica à medida que se prolonga a crise e é, por isso, urgente reagir, desde já, a esta tragédia social que abalará cada vez mais a sociedade pois, sem novas medidas de solidariedade, é a própria coesão da sociedade, no seu conjunto, que vai ficar ainda mais fragilizada, podendo, mesmo, vir a ser a pólvora que detonará a revolta social e as suas imprevisíveis consequências políticas.

    Perder o emprego é perder os rendimentos da actividade que lhe está associada (e é perder a dignidade de Cidadão, de Pessoa, é perder a família o corpo o coração e a razão). E mesmo que o sistema de protecção social preveja redes de segurança, esses rendimentos de substituição não permitirão manter o mesmo nível de vida. Além de que não são eternos.

    Os tão apregoados “brandos costumes” dos portugueses não se manterão, decerto, ao chegar mais exclusão social, e, até, a fome. Ora já estão reunidas todas as condições para que, mais dia, menos dia, tal momento aconteça. Seria bom, pois, que os responsáveis políticos não ignorassem, nas suas decisões, que, quem não tem já nada a perder, pode levar à perdição toda a sociedade.

    Vivemos numa sociedade que é essencialmente consumista, que transferiu os seus valores de ideais para objectos, para o imediato, para o virtual. E não é fácil – mas é necessário – voltar atrás, à vida honesta (viver de acordo com as nossas possibilidades), ao respeito pelos outros (não lucrando gananciosamente à custa dos nossos semelhantes), à justiça (na distribuição dos rendimentos, na sua taxação e nos sacrifícios que são pedidos pelo Estado).

    É puramente ilusório acreditar que alguém nos virá tirar do atoleiro em que estamos. Mais realista, de resto, será pensar que muitos dos nossos parceiros, na União Europeia e fora dela, anseiam pela continuação da crise portuguesa (e de outros países) com o que vão ganhando fortunas. Sublinhe-se, no transe, que entre os “remédios” que os nossos “amigos” da “troika” nos impuseram tão generosamente está a alienação (/saldo dos nossos melhores recursos e) do capital das nossas maiores empresas públicas, com o que, no final, nos deixarão como servos de gleba do século XXI.

    A saída da crise é dificílima, ninguém o ignora.

(-por António Vilar)


Publicado por Xa2 às 08:01 de 11.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Para começar a resolver a «CRISE» na UE


Publicado por [FV] às 12:21 de 04.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Europa à beira do precipício

Nobel Krugman diz que crise se pode tornar real numa questão de dias 
                 'O euro está em risco de entrar em colapso '
Com a possibilidade de a Grécia entrar em incumprimento cada vez mais possível, pode ser o futuro da zona euro a estar em causa.
«Um desastre impecável». Este é o nome do artigo do prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, publicado no «New York Times», onde o economista defende que a crise financeira na Europa se tornou um problema de maior dimensão, não sendo apenas um problema de países pequenos e periféricos como a Grécia, e acusa os líderes europeus e o BCE de não estarem a reconhecer a verdadeira natureza do problema (nem parecem estar a tomar medidas adequadas).
    'A turbulência financeira na Europa já não é um problema de economias periféricas como a Grécia, uma vez que o que estamos a assistir neste momento é um ataque a grande escala a economias muito maiores, como a Espanha e a Itália', escreveu o Nobel da Economia. Segundo Krugman, a Europa ainda não percebeu a real gravidade do problema, não se esforçando para combater a crise de forma eficaz e olhando para a 'austeridade orçamental como a única resposta',
     'O BCE tem atuado de forma impecável no combate à inflação. É por isso que o euro está agora em risco de entrar em colapso', criticou, rematando: 'não estamos a falar de uma crise que se vai revelar em um ano ou dois, a situação pode resvalar numa questão de dias. E, se assim for, o mundo inteiro irá sofrer',
                 Grécia: Dinheiro só até Outubro
   No centro de todas as atenções e preocupações continua a Grécia. Ontem, numa entrevista a uma televisão local, o vice-ministro das Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, que Atenas só consegue assegurar os seus compromissos financeiros até outubro.
Amanhã, o FMI reúne-se para debater a transferência de mais 8 mil milhões, e no dia seguinte a reunião dos ministros das Finanças da zona euro promete girar essencialmente à volta da possibilidade cada vez mais real da Grécia entrar em incumprimento e poder sair da zona euro.
   Segundo o semanário Der Spiegel, a Alemanha deixou de confiar nos compromissos assumidos pela Grécia para receber ajuda externa e está a elaborar um plano B para o caso de falência deste país da zona euro. O Spiegel cita fontes do ministérios das finanças ligadas à elaboração do plano, mas oficialmente um porta-voz garantiu que 'se está a trabalhar intensivamente num plano A, e não num plano B', sem adiantar mais pormenores.
   Em caso de falência da Grécia, e da reestruturação da sua dívida pública, os bancos de outros países, como Portugal, Espanha ou Irlanda, deveriam ser assim postos a salvo. O plano alemão não prevê, no entanto, uma eventual saída da Grécia do euro, que também tem sido hipótese colocada.
   O economista chefe do banco dinamarquês Saxo, Steen Jakobsen, estima que as necessidades de recapitalização da banca europeia ascendam a 2 biliões de euros em caso de uma hipotética bancarrota da Grécia.
   Já o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse acreditar que Atenas vai conseguir cumprir os compromissos de ajustamento estrutural e de reestruturação definidos para o país receber o resgate financeiro.
                    'Alemanha tem mais a ganhar '
   Em Berlim, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse que o euro continua a ser uma mais-valia tanto para a União Europeia como para a Alemanha e sustentou que os alemães 'têm muito mais a ganhar do que a perder', na sua defesa.
Após um encontro em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente do executivo comunitário sublinhou que 'os alemães têm muito mais a ganhar do que a perder com a sua contribuição para o «Rettungsschirm»', o mecanismo europeu de estabilização financeira.
Após o encontro em Berlim, um porta-voz da chancelaria federal já havia indicado que Merkel e Barroso haviam sublinhado a 'extraordinária importância', do euro para a Europa e para a Alemanha.
                 DR, O 1ºJaneiro, 13.9.2011 



Publicado por Xa2 às 08:15 de 13.09.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Stop Coddling the Super-Rich

A página de opinião do New York Times de hoje traz um editorial surpreendente de Warren Buffet, dono e CEO da Berkshire Hathaway (que por sua vez é dona da Moody’s) e o terceiro homem mais rico do mundo.

Além do dinheiro e do poder que tem, Buffet é considerado um pensador iconoclasta e pouco convencional, frequentemente citado pelas suas afirmações tão pertinentes como provocatórias. Finalmente é um filantropo à medida da sua fortuna: prometeu legar 83% à Fundação Gates. Quanto aos filhos, disse:

“Quero deixar-lhes o suficiente para que sintam que podem fazer o que quiserem, mas não tanto que achem que não precisam de fazer nada.”

Para ter uma pequena ideia do que pensa este homem, uma citação chega:

“Não sinto culpa nenhuma em relação ao dinheiro. O que acho é que o dinheiro representa uma data de pagamentos à sociedade. É como se tivesse uns papeizinhos que posso transformar em consumo. Se me apetecesse, podia contratar dez mil pessoas para não fazer mais nada a não ser pintar o meu retrato até ao fim da minha vida. E o PNB subiria. Mas a utilidade desse produto seria nula e estaria a tirar a essas pessoas a possibilidade de serem cientistas, ou professores, ou enfermeiros. Todavia não faço tal coisa. Não utilizo muitos papeizinhos. Não há nada de material que queira muito.”

Ora bem, sendo Buffet um super investidor, com certeza que os seus conselhos podem ser seguidos pelos "nossos" Vítor e Álvaro, uma vez que o nosso Governo em pouco mais de um mês já demonstrou a sua vontade politica (e ideológica) de apostar nos investidores. Como se sabe, os Estados Unidos também estão metidos numa alhada financeira maior do que as suas capacidades, com falta de investimento, desemprego e dívida soberana inflacionada.

E o que diz Buffet no New York Times?

 

“Os nossos dirigentes têm falado em “partilhar sacrifícios”.

Mas quando os pediram, pouparam-me.

Perguntei aos meus amigos mega-ricos mas a eles também não lhes aconteceu nada.

Enquanto os pobres e a classe média (...), a maioria dos americanos, luta para chegar ao fim do mês, nós, os mega-ricos, continuamos a beneficiar com extraordinárias reduções de impostos.(...) Alguns gerem investimentos que rendem biliões de dólares mas podem classificá-los como “juros” (“carried interest”) conseguindo assim um imposto à taxa de 15%. Outros compram activos futuros, vendem-nos dez minutos depois e pagam 15% de 60% do que ganharam, como se fossem investidores a longo prazo. (...)

No ano passado paguei apenas 17,4% sobre o meu rendimento sujeito a imposto, menos do que as outras vinte pessoas que trabalham no meu escritório. A carga fiscal desses empregados ficou entre 33 e 41%

Quem faz dinheiro com dinheiro, pode pagar ainda menos do que eu. Mas quem faz dinheiro a trabalhar pagará certamente uma percentagem maior – provavelmente muito maior. (...)

No ano passado, cerca de 80% das receitas do Estado veio de Imposto sobre Capitais e IRS. Os mega ricos pagam Imposto sobre Capitais a 15% e praticamente não pagam IRS. Com a classe média é diferente: em geral caem nos escalões (...) em que apanham pesadas taxas de IRS. (...)

De acordo com uma teoria que tenho ouvido, eu devia recusar-me a investir quando as taxas são muito altas nos ganhos de Capital e Dividendos. Mas nunca me recusei, e os outros investidores também não. Trabalho com investimentos há 60 anos e ainda estou para ver alguém — nem mesmo quando o Imposto sobre Capitais era de 39,9%, em 1976-77 — fugir de um bom investimento por causa dos impostos sobre o lucro previsível. As pessoas investem para ganhar dinheiro e os impostos potenciais nunca as assustaram. E, para aqueles que afirmam que impostos mais altos impedem a criação de emprego, lembro que houve um aumento de 40 milhões de empregos entre 1980 e 2000. E todos sabemos o que aconteceu depois: impostos mais baixos e menor criação de postos de trabalho.”

 

Em seguida, Buffet faz algumas propostas concretas para subir os impostos sobre o Capital e reduzir o IRS:

"Eu deixaria as taxas para 99,7% dos contribuintes na mesma e continuava com a mesma redução de 2% no que os empregados pagam. Esta redução ajuda os pobres e a classe média, que precisam de todos os descontos que puderem.

Para quem tem um rendimento superior a um milhão de dólares (...) subiria imediatamente o imposto para o rendimento colectável superior a um milhão, incluindo, evidentemente, dividendos e ganhos de capital. E para quem ganhe dez milhões ou mais, sugeria um aumento ainda maior na taxa."

 

Mas o que interessa para nós é apenas isto:

Um homem que sabe de dinheiro como poucos reconhece que taxar menos o capital e mais o trabalho é o caminho errado para recuperar uma economia – mesmo não considerando a injustiça social evidente.

Vítor e Álvaro, porque é que vocês não ouvem o homem?

 



Publicado por [FV] às 18:10 de 18.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Golpe dos 'mercados' e dos grandes grupos internos

Despedimento barato para baixar salários

    O governo baixou as indemnizações por despedimento (e diz que vai continuar a baixar e a facilitar o despedimento). Dizer que, em tempo de crise, a medida serve para promover o emprego só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Tornar mais barato o despedimento é retirar um entrave a essa decisão. Retirar um entrave a essa decisão reduz o poder negocial dos trabalhadores. Se o despedimento é mais fácil, ele estará sempre à espreita. E perante esse fantasma, é mais provável que o trabalhador aceite tudo o que lhe é imposto.

     Importa juntar a esta decisão uma informação desta semana: os trabalhadores que recebem um salário mínimo - 485 euros -, com o qual é impossível sobreviver com alguma dignidade, passaram, entre 2006 e 2009, de 222 mil para 402 mil. Ou seja, mais 180 mil trabalhadores a viver abaixo do limiar de pobreza. E 15 mil destes - mais do dobro do que há cinco anos - têm curso superior.   
    Com esta medida, que aumenta a pressão para que os trabalhadores com vínculo (cada vez menos) aceitem tudo o que lhe seja imposto, estou seguro que haverá ainda mais gente a trabalhar em troca desta esmola.
    Alguma vez conseguiremos competir com os nossos parceiros europeus se continuarmos a apostar em trabalho semi-escravo desqualificado e na mais desigual das distribuições de rendimentos em toda a Europa? Acho que a resposta é tão evidente que nem merece grandes desenvolvimentos.                                                (-por Daniel Oliveira, Expresso online) 
 Fishman em Portugal
... a intervenção externa não foi um simples golpe dos agentes que operam nos mercados financeiros contra a economia política progressista de um país que insiste em manter uma "economia mista" com laivos keynesianos. A pressão externa convergiu com um bloco político-económico interno, liderado por grandes grupos económicos e financeiros rentistas. Um bloco que ganhou com a aventura do euro e com os correspondentes enviesamentos para os sectores dos bens não-transaccionáveis que a sobrevalorização da moeda, o acesso mais fácil aos circuitos financeiros internacionais e uma política industrial insuficiente permitiram. Um bloco que é responsável pelo facto de a economia política nacional só ter conhecido duas palavras nas últimas duas décadas – liberalização e privatização –, hoje incompatíveis com o acervo de direitos sociais e laborais que foi o lastro de um curto período de democracia de alta intensidade no nosso país....                                           (-por João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas) 
 A austeridade falhou
     Assim não dá:   até a The Economist reconhece que a “austeridade e o crescimento não combinam”, que nos raros casos em que a chamada “consolidação orçamental expansionista” funcionou existia uma política monetária de redução dos juros e/ou uma política cambial de desvalorização da moeda, ou seja, nada que seja relevante hoje em dia para Portugal, como temos insistido. A grande fezada de dirigentes europeus e nacionais, que insistem em não perceber que a perversa austeridade está hoje no centro dos problemas económicos e políticos europeus, não se vai concretizar e eles sabem disso.     Aí vamos nós rumo a mais uma grande recessão, a um grande desperdício de recursos, a uma grande erosão da confiança. Para quê? Para facilitar a consolidação de uma economia de baixa pressão salarial, a erosão total de direitos arduamente conquistados e a captura privada de bens públicos, estilo doutrina do choque? A questão de Joseph Stiglitz, no Económico de ontem, é a mais pertinente:     “Até que ponto devemos continuar a experimentar as ideias que falharam?”


Publicado por Xa2 às 08:03 de 22.07.11 | link do post | comentar |

UM DIÁLOGO ACTUALÍSSIMO

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se, se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

 

PS:

Não será que é chegada a hora de contradizer Mazarino? Tudo depende do comportamento dessa tal classe empobrecida pela força das circunstâncias que foram/são o próprio mau governo (casos dos gregos) maus governantes, usurários e especuladores financeiros, agências de notação a soldo de credores.


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Publicado por Zé Pessoa às 12:57 de 08.07.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

OURO ISENTO DE IVA

O ouro para investimento está isento de IVA

Considera-se ouro para investimento:
a) O ouro sob a forma de barra ou de placa, com pesos aceites pelos mercados de ouro, com um toque igual ou superior a 995 milésimos, representado ou não por títulos, com excepção das barras ou placas de peso igual ou inferior a 1 g;
b) As moedas de ouro que, cumulativamente, preencham os requisitos seguintes...

Continuar a ler

- Então quem tem dinheiro para comprar «barras de ouro» não paga IVA e quem quiser comprar «pão e leite» tem de o pagar?

- Mas que raio de sociedade é esta? Mas que raio de crise é esta?

 



Publicado por [FV] às 13:58 de 30.06.11 | link do post | comentar |

U.E., Grécia e o resto

Questionando os Presidentes da UE

a de que a receita de austeridade, sózinha, não funciona. Pelo contrário, como a Grécia demonstra, essa receita só enterra mais a economia grega, portuguesa, irlandesa, italiana, espanhola, etc... e expoe o Euro à especulação nos mercados.
- O que espera o Conselho para adoptar medidas verdadeiramente europeias e solidárias?

como os eurobonds, para mutualizar a divida soberana;

um imposto sobre as transacções financeiras, para financiar a recuperação económica e o emprego na Europa;

e avançar na governação económica europeia, com harmonização de politicas fiscais, industriais e comerciais para travar os desiquilibrios macro-económicos entre os membros da UE?
- O que espera o Conselho para obrigar os bancos europeus a comunicar ao governo grego todos os haveres gregos que ajudaram a desviar para paraisos fiscais no ultimo ano, ajudando assim a frustrar o "plano de ajuda" europeu?

         Presidente Barroso -
- O que farão Conselho e Comissão se o Parlamento grego amanhã não aprovar o plano do Conselho Europeu? Qual é o plano B do Conselho?
- Será que o Conselho realiza que, com o impacto estupido e doloroso da sua receita neo-liberal sobre os cidadãos, não está apenas a enterrar a Grécia, mas o Euro, a construção europeia e a própria democracia na Europa, além de desencadear uma crise global pior que a resultante da queda do Lehman Brothers, como avisam os nossos aliados americanos?"


Dirigi-as esta tarde aos Presidentes van Rompuy e Barroso, em Conferência de Presidentes aberta, no PE.
Ambos se mostraram muito confiantes em que o Parlamento grego aprove o novo pacote de medidas de austeridade.
Barroso negou, por isso, que houvesse Plano B...(se o parlamento grego chumbar as medidas, deixa-se a Grécia cair na bancarrota?).
Barroso admitiu, no entanto, que o dinheiro dos gregos está de facto a ser desviado para o exterior. Com visível exasperação, proporcional à incapacidade da UE para o impedir.
O que, só por si, diz tudo sobre a eficácia da receita até aqui aplicada pelo Conselho Europeu!

 

Maltratar a Grécia afunda a UE 

     A crise das dividas soberanas resulta da falta de governação económica na UE e consequente falta de sustentabilidade do Euro.
Por isso, Portugal poderá ser tremendamente afectado (e será certamente o primeiro país da zona Euro a ser afectado), se se deixar a Grécia entrar em incumprimento (default) - o que pode resultar de eventual votação amanhã no Parlamento grego, tendo o Conselho Europeu feito depender dela a libertação de uma tranche do empréstimo acordado em 2010 e a concessão de eventual novo empréstimo. E não se sabe se o governo socialista grego consegue essa aprovação, não só porque o povo protesta vivamente nas ruas influenciando deputados do PASOK, como porque o maior partido à direita - cujo lider fez ouvidos moucos às admoestações da Sra. Merkel - se recusa a aprovar as novas e durissimas condições exigidas à Grécia em troca da "assistência".
     Em Portugal não devemos alimentar ilusões, como as semeadas por aqueles que acham que bastou Pedro Passos Coelho apresentar-se no Conselho Europeu de baraço ao pescoço, por todos nós, e agradecer muito o empréstimo nas condições determinadas pela Troika, repetindo o mantra "nós não somos a Grécia".
     Por mais que cumpramos com rigor o acordo com a ‘troika’, se a Grécia se afundar, nós afundamo-nos a seguir. E é toda a Europa que se afunda.
     Por isso, teve razão Mário Soares ao fazer notar como é vergonhosa a forma como os lideres da União Europeia estão a tratar a Grécia.
E teve razão António José Seguro quando advertiu o Governo para não se exceder no zelo neo-liberal de ultrapassar o que a Troika nos impõe em medidas de austeridade, antes se aplique a investir o que for possível em crescimento económico e emprego.

Porque é sobretudo à conta da receita de austeridade punitiva, sem condições para relançar o crescimento económico, que hoje a Grécia se acha ainda mais endividada e desesperada.

[- por  AG  em 28.6.2011



Publicado por Xa2 às 13:24 de 30.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 5


Publicado por [FV] às 11:22 de 25.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 4


Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 3

 



Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 2

 



Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 1


Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Globalização: o princípio do fim ?... Alternativas para a crise.

Alternativas económicas

Mariana Mortágua fecha muito bem o debate, se é que um debate como este alguma vez está fechado, com Paulo Pedroso, duplamente equivocado: sobre a questão fundamental do trabalho como custo relevante em Portugal, também descascada aqui pelo Alexandre Abreu, talvez reflexo da influência da “economia da oferta”, ainda que com verniz progressista, à maneira da fracassada Agenda de Lisboa, em social-democratas como Pedroso; sobre o suposto anti-europeísmo dos que nunca se deixaram encantar por um romance de mercado europeu que foi durante demasiado tempo a leitura de cabeceira no PS.
      Felizmente, a avaliar pelo que se escreve no Social Europe, as intuições keynesianas parecem ter reconquistado direito de cidade numa parte da social-democracia europeia, com a qual as convergências em matéria de integração são agora grandes, passada que está a ilusão sobre a natureza e o estado deste euro. Esta ilusão foi um dos brilhantes resultados da hegemonia do social-liberalismo que varreu os socialistas do poder e os esventrou ideologicamente.
      O primeiro, e mais importante, equívoco de Pedroso, que até já foi desmentido pelo próprio Banco de Portugal, parece ser, em certa medida, partilhado por economistas como o francês Jacques Adda, autor do informativo livro A Mundialização da Economia, talvez influenciado por instituições internacionais que nele continuam a insistir. Tirando isso, que é só uma linha, a análise de Adda sobre a economia portuguesa, publicada na Alternatives, a melhor revista de divulgação económica que eu conheço, é certeira. Deixo aqui a tradução do último parágrafo:
     “A austeridade draconiana, imposta pelo FMI e pela União Europeia (...), não permite que a economia portuguesa recupere uma trajectória de crescimento num horizonte previsível. Ao imporem um reequilíbrio das finanças públicas, gerador de uma recessão severa, correm o risco de acentuar os desequilíbrios financeiros do sector privado e, desta forma, a fragilidade dos bancos, que terão de fazer face a uma acumulação de crédito mal parado por parte das famílias e das empresas. Uma perspectiva pouco animadora, quer para Portugal, quer para os dirigentes de Bruxelas e Frankfurt.”
A austeridade não funciona
Os dados económicos mais recentes indicam que o governo necessita urgentemente de adoptar um plano B para a economia. Como economistas e académicos, sabemos que o plano de redução apressada do défice, assente sobretudo no corte das despesas, é contraproducente. Provavelmente não conseguirá eliminar o défice no prazo previsto e a estratégia do governo terá muito mais custos do que benefícios. Acreditamos que uma estratégia mais eficaz para um crescimento sustentável seria alcançada da seguinte forma:
(1) New Deal verde e enfoque numa política industrial direccionada;
(2) combate à fuga e evasão fiscais e um aumento das taxas sobre os que têm maior capacidade para pagar;
(3) reforma financeira real, criação de emprego, superação da estagnação dos rendimentos da maioria, atribuição de mais poder aos trabalhadores e maior equilíbrio entre trabalho e lazer. Estas são as bases de uma alternativa real e o governo deve adoptá-las.
     Carta publicada no The Guardianpor vários economistas britânicos. Entre eles contam-se algumas das vozes mais interessantes na elaboração de alternativas de economia política e de política económica para tempos sombrios...
(- por João Rodrigues )

O que fazer com esta dívida? O que é a auditoria e como se faz

      Este é o tema do seminário organizado pelo CES LX no dia 30 de Junho das 10h00 às 17.30 no Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza- Rua Viriato, 13, Núcleo 6-E, 1º). A entrada é livre.
10h00 | Abertura : Boaventura de Sousa Santos
10h30 – 11h30 | Éric Toussaint : O que é a auditoria da dívida e como se faz?
12h00 – 13h00 | Debate
14h30 – 16h00 | Intervenções do Painel (composição a divulgar)
16h30 – 17h30 | Debate e encerramento por Éric Toussaint
     Éric Toussainté historiador e politólogo, presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, membro do conselho científico da Attac França, da rede científica da Attac Bélgica e do conselho internacional do Fórum Social Mundial. Participou no Comité de Auditoria nomeado pelo Presidente do Equador Rafael Correa e acompanhou a par e passo a experiência de reestruturação desse país.
(-


Publicado por Xa2 às 08:17 de 14.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Rui Vilar | Gente que conta / DN

Para o presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Aníbal Cavaco Silva tem legitimidade para, após as eleições, intervir nos arranjos de governação em benefício de um executivo...

 



Publicado por [FV] às 11:51 de 13.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Rússia proíbe importação de legumes frescos de toda a UE

Inicialmente, o surto infeccioso foi associado a pepinos espanhóis exportados para o território alemão. No entanto, uma responsável pela Saúde Pública em Hamburgo informou na terça-feira que os pepinos espanhóis não são a fonte do surto, que já provocou 17 mortes e mais de 1.400 contaminados na Alemanha e, pelo menos, uma vítima mortal na Suécia.

França cria comité de crise
As autoridades francesas criaram um comité de crise, composto por diversas entidades públicas, para acompanhar a evolução da contaminação bacteriana que já matou 16 pessoas na Europa, anunciou um porta-voz governamental.

E em Portugal?
O Ministério da Agricultura mostra-se indignado coma a atitude russa, uma irresponsabilidade diz o Ministro. “Exagerada e não tem qualquer relação com a realidade, porque não é fundamentada em bases científicas. É uma medida cautela que prejudica todos os produtores – embora nós não exportemos, praticamente nada para a Rússia. Esta é uma mensagem de pânico”.

Fonte: Sapo


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Publicado por [FV] às 10:06 de 02.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

É tempo de questionar o "inevitável" !

Auditar

Auditoria Cidadã à Dívida Pública - O que é? Luís Bernardo, Mariana Avelãs e Nuno Teles explicam no Portugal Uncut uma das propostas políticas que pode ajudar a superar o Estado predador, derrotando a aliança interna e externa que o suporta.
Tempos 
  O sinistro Olin Rehn afirmou que o tempo da Grécia está a esgotar-se. Na realidade, é o tempo de muitos bancos europeus que pode estar esgotado.
  A democracia é incompatível com a lógica austeritária em vigor. Como diz o economista grego Yanis Varoufakis, co-autor de uma "modesta proposta" para resolver a crise do euro, a propósito de um plano europeu para gerir a pilhagem dos activos gregos a partir do exterior:
"Este é o momento em que a alma democrática da Europa está a ser enterrada. Em Atenas, onde nasceu."
  A única forma de evitar o esgotamento da soberania democrática é declarar esgotado o tempo da economia da chantagem. É chegado o tempo da reestruturação.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 30.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Crise Portuguesa, crise da U.E. e crise global

A Crise Portuguesa em 10 minutos  2011-05-24

    Para melhor explicar a crise económica portuguesa, a ATTAC Portugal redigiu o documento:

ATTAC Portugal - A Crise Portuguesa em 10 minutos.pdf (1,9 MB) 


Sucedem-se diariamente as explicações para os problemas das finanças nacionais, dadas pelos economistas do costume. As teorias que levaram Portugal ao abismo económico são reproduzidas diariamente.
 
Por isso surge este documento. Porque a crise económica portuguesa não tem origem num «Estado gastador», não é só da «responsabilidade deste Governo» nem dos cidadãos «que vivem acima das suas possibilidades».

Para compreendermos as verdadeiras causas dos problemas do país temos de recuar no tempo e analisar o conjunto de decisões políticas, tomadas nos últimos anos, justificadas por teorias económicas bastante em voga e enquadradas por premissas ideológicas que têm sido hegemónicas nas últimas décadas.
 
Estamos empenhados no  ATTAC  à  CRISE  !

Solução: o fim da economia de casino e do poder absoluto dos mercados financeiros. 

Pelo que a ATTAC:

·    Recusa (a privatização dos lucros e) a socialização dos prejuízos, como nos casos BPN e BPP

·    Exige a responsabilização dos especuladores (e dos agentes fraudulentos e corruptos)

·    Defende o reforço do sistema bancário público e cooperativo

·    Acabar com as ferramentas de destabilização do sistema económico

·    Promove uma economia social e ambientalmente responsável

 

   Aqui, como em todo o mundo, a ATTAC bate-se por uma globalização solidária, contra a guerra, a exploração e a discriminação. Esta é uma luta de milhões, em que cabe sempre mais um(a).

   Dar força ao comércio justo, desarmar e regular os mercados financeiros, dinamizar uma sociedade democrática e solidária, fechar os paraísos fiscais e dar força a uma taxação global para financiar o bem comum.

   É por isto que a ATTAC - Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda aos Cidadãos se bate.  A  ATTAC está hoje presente em cerca quatro dezenas de países, desde a Europa, à Austrália, África ou América Latina.  É por tudo isto que a ATTAC se move.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 27.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Parceiros da finança

Um mundo perfeito

   Há uma aflição. Um país em dificuldades. As causas podem ser diversas. Dívida grande aos bancos ou fundos na maior parte estrangeiros. Não lhe emprestam dinheiro, na emergência ou só a juros que o arruínam. Chama-se o FMI para "ajudar".
   Que faz o FMI? Promete emprestar muito dinheiro, tanto quanto o que aquele país em aflição necessita para pagar aos credores que o apertam: bancos ou fundos, em geral estrangeiros, que lhe emprestaram o dinheiro e cujos interesses o FMI vem acautelar.
   Mas, mas com condições. Que aliás não podem deixar de ser draconianas e exigem muita "coragem". Coragem? Sim coragem porque é preciso obrigar a pagar a factura,   não a quem teve, eventualmente, responsabilidades na aflição, não aos banqueiros nem às grandes empresas accionistas dos bancos, em resumo, não aos muito ricos, parceiros, afinal, do mundo da finança, parceiros do FMI, mas  aos trabalhadores e às classes médias. O que desagradavelmente os leva à ruína, à miséria ou apenas a um sério abaixamento da sua qualidade de vida. E para isso é preciso "coragem".
    E quem tem essa coragem? Os que chamam o FMI. Os que obrigam os governantes, que são quem governa, a chamar o FMI ou o BCE ou a troica, que é a mesma coisa, e que obviamente são poupados aos sacrifícios que "corajosamente" mesmo que com alguma (mesmo que pouca) relutância, têm de impor à generalidade da população".
E resulta?     Claro que resulta.
    Os credores são pagos e os banqueiros internos e os cidadãos muito ricos, seus accionistas ou accionistas das grandes empresas ficam, invariavelmente, tão ou mais ricos.
    E os trabalhadores e as classes médias ?  Digamos o poviléu em geral ?  Bem alguém tem de pagar a fatura. Claro que é muito desagradável o sacrifício, por isso é preciso "coragem", medidas "corajosas" mas que outro remédio?    Nós ! ?


Publicado por Xa2 às 08:17 de 26.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

O espectro do FMI

"Anda um espectro pela Europa — o espectro do…" FMI. A frase original era de Marx e Engels e referia o comunismo.

O objectivo do manifesto do então jovem movimento de esquerda era denunciar as perseguições de que era alvo por parte "de todos os poderes da velha Europa".

Os tempos eram outros e também outra a nossa inocência. Após inúmeras experiências fracassadas, o comunismo perdeu encanto e foi desacreditado como mecanismo salvador do mundo. Mas o seu actual parceiro de ‘assombrações’, embora falhando rotundamente os objectivos de fundo de todas as intervenções que tem feito, embora sendo sabido e ‘ressabido’ que o resultado de um resgate (nome delicado para ‘empréstimo com juros insustentáveis’) é a recessão, e que esta gera a bola de neve da dependência dos países em crise relativamente a todos os ‘espectros’ do poder financeiro mundial, o FMI mantém-se imparável na sua marcha. São mistérios da História que só o tempo pode deslindar.

O que é bem mais fácil de deslindar são os resultados da actual intervenção em Portugal do FMI e dos seus parceiros: não mudará mentalidades nem comportamentos; custará muito caro e deixará o país tão pobre como antes. E de quem é a culpa? Como dizia José Mário Branco: "A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém. […] Há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!"

Por:Francisco J. Gonçalves, Jornalista [CM]

 

"Há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!"

Como? Importa-se de repetir?


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Publicado por [FV] às 14:32 de 11.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

PORREIRO PÁ

Afinal de contas a troika até é nossa amiga

Atendendo aos nossos desvairados hábitos gastadores, corruptivos, hábitos de vilanagem e nepotismos, tanto em políticos como na sociedade, foram muito perdulários no tempo, ao que parece, pelo menos à primeira vista.

A comunicação social, sempre de faca e alguidar para aparar o sangue que ela própria produz, terá ficado algo decepcionada. O sangue recolhido, provocado pelo FMI, BCE e CE, não dará para fazer meia morcela.

Segundo a troika, a de cá (governo, PSD e CDS) que agora reivindica louros desmedidos quando inicialmente sacudiram a responsabilidade negocial uns para os outros, foi feito um bom acordo, um óptimo acordo. O que ficou por dizer, visto que nada está, minimamente, claro, é saber-se quem beneficiará de tanta bondade.

A outra troika (PCP, BE, e CGTP) continua a bradar aos céus dizendo que o país está a ser vendido ao desbarato, que o povo será uma vítima das sanguessugas capitalistas, sem dizer uma palavra de como se recomporiam os cofres vazios e seriam pagos os salários aos trabalhadores que tanto apregoam defender.

Vamos esperar para ver e, desta vez, não será necessários esperar sentados visto que as contas já começaram a aparecer para serem pagas. Viajar agora para pagar depois ou comprar carro novo e começar a paga-lo daqui por dois anos. Tanto o depois como os dois anos expiraram faz tempo. Estão aí os cobradores e não vieram de fraque...


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Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 05.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (12) |

BANCOS E BANQUEIROS, TANTA LATA!

A. Palhinha Machado, Abril 2011

 

Tanta hipocrisia, será que ninguém, politicamente responsável, pede contas?

E a Procuradoria-geral da República ou o Provedor de Justiça não encontram matéria de facto para actuar?

É estranho, não é?



Publicado por DC às 10:55 de 28.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

SÃO PROPOSTAS DO DIABO?

Propostas novas, devem ser propostas do diabo porque se assim não fosse elas seriam, pelo menos, debatidas se não mesmo aceites.

Estranho é (ou talvez não) que no velho continente, dito berço da civilização solidária, onde as raízes culturais judaico cristãs é pressuposto serem a base do caldeamento societário e de vivência dos povos, hoje viva uma encruzilhada de dúvidas e de incertezas quanto aos caminhos próximo-futuros, a devermos percorrer.

Em sociedades cujo caldo cultural se baseia no cristianismo e no catolicismo como, segundo os dados estatísticos, é suposto pertencerem tanto a maioria os povos como os dirigentes políticos e económicos da Europa, e reforçados na senda do pós período iluminista com os princípios da revolução francesa, da liberdade, de igualdade e de fraternidade, a que agora acrescentamos os de solidariedade e da responsabilidade, coerentemente não deveriam permitir-se a tais desideratos como os que as actuais circunstâncias nos obrigam a viver. É uma profunda e inadmissível contradição.

Enquanto na Europa se vive uma, quase total, submissão a uma economia de mercado submetida pela “mafiosa especulação financeira”, atirando os europeus para profunda negritude quanto ao futuro seja ele próximo ou longínquo, conforme tudo vai evidenciando, tanto nos EUA do Norte como nos chamados BRICs e em outras economias em vias de desenvolvimento, se evidenciam o trilhar de novos caminhos de socialização, chamando a si preocupações inovadoras e práticas reguladoras que sejam equilibrantes de uma natural e salutar harmonia social entre povos e nações.

São sinais, simultaneamente, de grandes preocupações e de muita esperança de um mundo novo, inovado e inovador, sinais de que muito e muito profundamente alguma coisa possa estar mudando.

Conforme postulado no Manifesto dos Economistas Aterrados, na Europa, as longas ditaduras ideológica/governativas, até há duas três décadas existentes, cederam os lugares a novas ditaduras, de capitalismo financeiro e especulativo, alicerçadas nas economias ultraliberais dos mercados, depois de debilitadas democracias e governos, ditos de esquerda, terem fracassado e também eles cedido a ideologias ultraliberais que, hodiernamente, vingam nesta Europa dita comunitária.

“A Europa vê-se, de facto, aprisionada na sua própria armadilha institucional: os Estados Têm de pedir empréstimos a instituições financeiras privadas que ontem liquidez abaixo do custo no Banco Central Europeu”. Estes bancos por sua vez são os que adquirem as dívidas soberanas do Estado cujos juros especulativos já chegam à vergonha de 11%. Como se isto não fosse suficiente ainda são estes mesmos estados que se endividam para ocorrer à capitalização desses bancos.

“Que se interprete como um desejo de «tranquilizar os mercados», por parte dos governantes assustado, quer como um pretexto para impor opções ideológicas, a submissão a esta ditadura não é aceitável.”

Não se entende, a não ser por submissão aos interesses de mafiosos especuladores e de energúmenos banqueiros, que tenham sido desvalorizados, como sucedeu em Portugal, os incentivos à poupança por intermédio dos certificados de aforro ou títulos da divida publica interna assim como os desincentivos as captações das remessas dos emigrantes, o laxismo de controlo da evasão fiscal ou o combate à economia paralela, que tenha sido promovida a subsidiodependência em vez da criação de postos de trabalho de apoio às populações e de utilidade publica.

Não se compreende que ao nível europeu se não tenham dado passos e evoluído, pelo menos para alguma, harmonização fiscal e para a criação de mecanismos de controlo dos fluxos financeiros, nomeadamente o papel do BCE no financiamento directo às dívidas soberanas dos estados.

São falhas ou intencionalidades que, manifestamente, servem interesses especulativos, degradam as economias e fragilizam as sociedades, como bem ilustrado está no manifesto acima referido onde são, também, feitas sérias propostas as quais deveriam merecer a “obrigatória” dos políticos que nos têm (des)governado em cada país e no conjunto desta Europa moribundizada.


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Publicado por DC às 14:16 de 27.04.11 | link do post | comentar |

Bloco e PCP ausentes e algumas perguntas que merecem resposta

Os representantes do BCE, da Comissão Europeia e do FMI convidaram todos os partidos para reuniões. Tratava-se de uma oportunidade para fazer chegar a quem vai intervir neste País durante os próximos anos a voz, as propostas, o aplauso ou a indignação dos portugueses. De todos os portugueses. De aceitar ou recusar esta forma de intervir nas economias. De aceitar o veneno que nos vai ser oferecido ou de apresentar alternativas. De mostrar a quem votou nos vários partidos que não se desistiu completamente da soberania e que os eleitos ainda os representam. De dizer aos cangalheiros do País quais serão as consequências sociais e políticas - as económicas eles conhecem de ginjeira - do pacote que se preparam para apresentar.

Um quinto dos eleitores não se fez ouvir. Bloco de Esquerda e PCP decidiram não comparecer.

Porque não se encontram com o inimigo? Desde quando só se fala com aliados? Dizem que cabe ao governo negociar. Verdade. Mas não cabe à oposição de esquerda aproveitar esta oportunidade para dizer de sua justiça? Prefere ficar calada? Vai deixar que os partidos do bloco central repitam que são os únicos a querer lidar com a realidade? As pessoas estão assustadas e desesperadas. Todos os sinais de esperança, que só a apresentação de alternativas pode dar, são poucos. E qualquer sinal de irresponsabilidade será mal recebido.

Ir a este encontro com o BCE, Comissão Europeia e FMI não mudaria nada? Não os convenceriam de nada? E os nossos protestos convencem? E não temos a obrigação de protestar na mesma? Não perceberão que ao aceitarem que são impotentes dizem aos portugueses que são inúteis? É essa a ideia que querem passar?

Os portugueses que votaram nestes partidos não gostariam que eles se batessem, em todos os momentos e lugares, junto de todas as instituições, incluindo os organismos que vão comandar esta intervenção, pelas suas soluções? Que se batessem por juros mais baixos; que dissessem que é inaceitável que em troca do empréstimo o FMI se substitua aos poderes eleitos; que defendessem junto dos representantes europeus na "troyka" um socorro de curto prazo seguido de uma renegociação das condições de pagamento da divida; que mostrassem que uma intervenção cega terá efeitos políticos e sociais que se podem voltar contra a estabilidade do euro.

Sabemos que BE e PCP são contra este empréstimo nos moldes e nas condições que foram impostos à Irlanda e à Grécia. Eu também sou e não me canso de o dizer. E lutam calados? Para não se sujarem ao se sentarem na mesma mesa que os representantes do FMI e da União? Nos princípios não se cede. Mas ir a uma reunião não fere qualquer princípio. E nunca se fecha a porta à possibilidade de dizer o que se pensa e a tentar minorar os efeitos de uma derrota. Também é isto a política.

O PCP fala para o seu eleitorado fiel. Mas não é assim com os eleitores do Bloco. A ideia é empurrá-los para os braços do PS? É facilitar a vida a Sócrates?

Daniel Oliveira [Expresso Online]


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Publicado por JL às 00:01 de 20.04.11 | link do post | comentar |

Melhor do que um canivete suíço...

Para todos aqueles que gostam da vida ao ar livre.

E também para todos aqueles que vivem em Portugal e que já estão a sentir a crise.

A solução passa por esta nova ideia vinda da Suiça...


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Publicado por JL às 20:36 de 19.04.11 | link do post | comentar |

EMPURRÕES DE CÁ E DE LÁ

Olha que grande novidade, já toda a gente sabe disso, a grande questão é porque nem os países afectados se unem, para combater as causas, nem os políticos de UE parecem interessados em criar condições para que tais sacanagens se não repitam.

Segundo o New York Times, em artigo de Robert M. Fishman, e reproduzido pela AF (Agência Financeira) «Portugal não precisava de ajuda» e lembra que há quem esteja pior que nós e que os mercados estão a pôr em causa a liberdade política.

Afinal, ao que parece Portugal não precisava assim tanto de ajuda. Pelo menos, no «mar da inevitabilidade» da ajuda externa, defendido por um sem número de especialistas, surge uma «ilha» vinda dos EUA. O artigo do New York Times recupera a tese de que Portugal foi vítima dos mercados, lembra que há quem esteja bem pior que nós e ainda tem o «desplante» de afirmar que nos anos 90, Portugal teve uma «performance económica forte».

Robert M. Fishman, professor de sociologia na Universidade de Notre Dame, nos EUA, escreveu aquilo que Mário Soares já tinha dito. A pressão dos mercados deve ser um aviso às democracias. O professor afirma que a crise que começou com os pedidos de ajudada da Grécia e da Irlanda e seguiu um «caminho feio».

O pedido de ajuda de Portugal nada tem a ver com o seu défice. «Portugal teve uma performance económica forte nos anos 90 e estava a gerir a recuperação da recessão global melhor do que muitos países da Europa», escreveu.

Como foi dito há alguns meses, e silenciado cada vez mais com o aperto crescente dos mercados, Portugal ficou «sob pressão injusta e arbitrária de negociantes de obrigações, especuladores e analistas de crédito que, por miopia ou razões ideológicas, já conseguiram expulsar um governo democraticamente eleito e, potencialmente, amarrar as mãos do próximo».

Mercados que são um perigo, uma vez que deixados sem regulamentação estas «forças» ameaçam eclipsar a capacidade democrática dos governos (quem sabe mesmo dos EUA) de tomar as suas próprias decisões sobre os impostos.

Para Fishman, a crise em Portugal é completamente diferente da instalada na Grécia e na Irlanda. «Não há uma crise subjacente», defende, salientando que as instituições económicas e políticas não falharam e conseguiram importantes vitórias, antes de sermos submetidos às ondas de ataques dos especuladores.

O resgate que aí vem não irá resgatar Portugal, mas sim empurrá-lo para uma política de austeridade impopular que atinge quem mais precisa. São as bolsas estudantis, as reformas, o combate à pobreza e os salários de funcionários públicos que vão sentir na pele o «resgate».

Para o professor, não é Portugal que está a fazer a crise, até porque a dívida portuguesa está bem abaixo de países como a Itália e o défice tem diminuído «rapidamente» com os esforços do Governo. Fishman aponta ainda que no primeiro trimestre de 2010, Portugal teve uma das melhores taxas de recuperação económica, acompanhando ou mesmo ultrapassando os vizinhos do Sul e até mesmo a Europa Ocidental.

Aliás, se há alguém que não deve ser culpado do estado do país é o primeiro-ministro e os políticos portugueses. A recente crise política nada tem a ver com incompetência portuguesa, mas decorre da normal actividade política democrática, já que a oposição considerou que podia fazer melhor levando o país a eleições.

As razões do ataque a Portugal são então duas. Por um lado, um cepticismo no modelo de economia mista de Portugal. «Os fundamentalistas do mercado detestam as intervenções keynesianas, nas áreas da política de habitação em Portugal - o que evitou uma bolha imobiliária e preservou a disponibilidade de baixo custo de rendas urbanas - a assistência de renda para os pobres. Por outro lado, a falta de perspectiva histórica é outra explicação. O crescimento do país nos anos 90 levou a uma melhoria nos padrões de vida e a uma taxa de desemprego das mais baixas da Europa.

Para Fishman, os ataques dos mercados condicionam não só a recuperação económica de Portugal, mas também a sua liberdade política. Se o 25 de Abril foi um ponto de partida para uma «onda democratização que varreu o mundo», para o autor, a entrada do FMI em Portugal, em 2011, pode ser o início de uma onda de invasão da democracia, sendo que as próximas vítimas poderão ser a Espanha, a Itália, ou a Bélgica.

É uma tese que entre nós há muito, desde sempre, vem sendo defendida pelo economista e sociólogo Boaventura de Sousa Santos e que raramente aparece nos vários areópagos opinativos em que a nossa sociedade caiu e, também por isso, se tornou amorfa de pensamento, onde quase todos os pensadores se guiam pelos mesmos pensamentos ideológicos. O resultado é o que aí temos, à nossa frente e sobre as nossas costas.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 18.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Sob ataque do terrorismo financeiro

O desnecessário resgate de Portugal 

 

 
Importa ler este artigo publicado ontem no NEW YORK TIMES, assinado por Robert Fishman.
Onde se explica como Portugal foi empurrado para o resgate pelo ataque das forças especuladoras do mercado que, se deixadas sem regulação, "ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos - talvez mesmo o da América - de fazer as suas próprias escolhas sobre impostos e despesas".
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De: .Guerra aos Terroristas Financeiros !!

''os MERCADOS'' (especuladores/ corretores/ bancos/ seguradoras/ grandes empresas cotadas nas bolsas, agências de notação financeira, ...e as ''off-shores'') + EUA + UK + FMI/FEEF + BCE + CE da UE + parlamentos/governos e ''mercados nacionais'' ...
é que permitiram, provocaram e aumentaram a CRISE, e com ela ganharam/ganham...

- Porque é que têm de ser os Estados (bens públicos), os cidadãos-contribuintes, os trabalhadores por conta de outrem, os reformados, os desempregados e a economia real/ produtiva a PAGAR e a REBENTAR ?! ... para dar mais força e engordar  ''os mercados'' TERRORISTAS ??!!
Não !
Cidadãos, é tempo de se levantarem e de exigirem (nas ruas, nas paredes, nos jornais blogs facebooks... sms ) que os seus deputados e governantes, se ALIEM a outros governos e Estados ... e, em conjunto, CONTRA-ATAQUEM os mercados financeiros, os regulem e lhes cortem os poderes !!

as DEMOCRACIAS estão em risco de colapso !
os Governos devem estar ao serviço dos POVOS !
os Estados não podem ser DOMINADOS por OLIGARCAS neoliberais/feudais e ''mercados'' ou empresas ''off-shore'' !!

Guerra aos Terroristas Financeiros !!

Contra o ''polvo'' e os Ladrões ... Aliar e Lutar, LUTAR...


Publicado por Xa2 às 08:30 de 14.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

FMI, BCE E CE, OS HOMENS DE FRAQUE

Chegam hoje a Portugal os peritos das três organizações, eminentemente, financeiras e muito pouco políticas, tanto pela sua composição académica como pela componente dos interesses que os move.

O que os move é mais os dinheiros e interesses das fianças e menos, muito menos, os interesses e as condições das pessoas e das populações. Tem sido isso o constatado nos mais variados países por onde, tais peritos, têm actuado.

Do que mais irão falar e escrever será do risco calculado pelas agências de rating, de taxas de juro, das medidas restritivas ao credito, da venda (ainda que e sobretudo a preços de saldo, como convirá a quem lhes completará, mais tarde, os magros salários) do património do Estado, da revisão de leis, sobretudo as do trabalho, tentando suprimi-las enquanto autónomas e especificas das relações laborais, empurrando-as, dispersamente e segundo uma óptica comercialista, para os códigos civil e comercial acantonadas a uma visão pré-industruial em, que a mão-de-obra e a inteligência criativa sejam tratadas de maneira mais simples, como qualquer outro produto, matéria-prima ou bem transaccionavél e perecível que se incorpora ou descarta, a cada momento e conforme as necessidades, no processo produtivo e no mercado.

Há quem diga, são a maioria dos habituais e corriqueiros comentadores e apologistas das nossas desgraças, que pouco ou nada há que se possa fazer. Puro engano e demagogia barata. São os mesmos ideólogos que aplaudiram o assédio bancário e de “vendilhões do templo” em catedrais de consumo montadas que nem circos em tempos natalícios e que nos massacraram, anos a fio, com cartões de crédito e com os mais variados incentivos ao consumismo desenfreado, irracional e irresponsável. Nem os políticos foram capazes, durante todo este tempo, de impedir ou sequer alertar para tais desvarios. Foram, completamente, coniventes ou mesmo incentivadores.

Chegou a hora de todos e cada um de nós dizermos basta. Através das mais variadas formas e integrados nas muitas e diversas iniciativas que vão surgindo, incluindo em tempo de eleições, temos o direito e a obrigação de manifestarmos as nossas posições de desagrado e exigirmos ser governados por políticos que sejam capazes de experimentar novos moldes de governação e que não seja nem a terceira via social-democrata de Tony Blair nem a via ultraliberal, actualmente encarnada pela Sr.ª Merkel (entre nós defendida pelo PSD), mas sim um regressar às origens fundadoras que estiveram na génese da constituição da Europa Comunitária. Uma Europa mosaico de culturas alicerçada nos príncipes da solidariedade, na cooperação, na responsabilidade do desenvolvimento social e crescimento económico sustentado. Uma construção europeia que seja a via láctea de democracia social com cidadania responsável e responsabilizante.

Tudo isto exige um Partido Socialista renovado nos seus comportamentos ideológicos e governativos como, simultaneamente, é exigível um Bloco de Esquerda e um PCP com outras atitudes e mais comprometidos com as responsabilidades governativas.



Publicado por Zé Pessoa às 00:02 de 12.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (16) |

A CULPA

Alvíssaras. Finalmente, uma boa notícia. Essa enguia permanentemente escorregadia chamada culpa foi apanhada pelas guelras. Isto se uma enguia tem guelras, o que me parece que não. Essa filha espúria da boa maneira de ser português chamada culpa ganhou lugar na sociedade. Essa filha de uma prostituta, cujo pai sempre esteve perdido na bruma da confusão, encontrou o dito com bilhete de identidade, retrato nos jornais e menção em todos os telejornais. Tem um nome sonante, bem português, filho querido da pátria do “ão”. Chama-se Oposição. Cessem as dúvidas, esqueçam-se os mil e um casos onde não foi encontrado o progenitor, passemos uma rodilha sobre a sujidade sem autor, que não há mais que procurar. Os mercados estão zangados connosco? A culpa é da Oposição. Os juros da dívida soberana crescem? A culpa é da Oposição. Vamos gastar um balúrdio a fazer umas eleições estúpidas e desnecessárias? A culpa é da Oposição. Os bancos têm dificuldade em encontrar financiamento? A culpa é da Oposição. A segurança Social tem o futuro comprometido? A culpa é da Oposição. As falências estão a aumentar a um ritmo assustador? A culpa é da Oposição. O desemprego cresce a ritmo exponencial? A culpa é da Oposição. Não se faz o Novo Aeroporto de Lisboa? A culpa é da Oposição. O TGV vai-se ficar pela raia? A culpa é da Oposição. As costas do Hulk – não o do Porto, o da banda desenhada – são anoréxicas quando comparadas com as costas da Oposição.

Mas há mais. A senhora Merkel perde eleições? A culpa é da Oposição. Portuguesa, não a dela. O Euro está em crise? A culpa é da Oposição. O Orçamento foi aprovado com a ajuda da Oposição? É evidente. A culpa é da Oposição. E os juros da dívida começaram a subir e os mercados a dizerem que Portugal ia pedir ajuda. O PEC1 foi aprovado com a ajuda da Oposição? É ainda mais evidente. A culpa é da Oposição. E os juros continuaram a subir e os mercados a dizerem que Portugal ia pedir ajuda. O PEC2 foi aprovado? Já entra pelos olhos dentro. A culpa é da Oposição. E os juros continuaram a subir e mais gente nos mercados continuou a insistir que Portugal ia pedir ajuda. O PEC3 foi aprovado com a ajuda da oposição? A evidência é uma certeza. A culpa é da Oposição. E os juros continuaram a subir e os mercados a dizerem que já só o FMI nos salva. O PEC4 não foi aprovado. A Oposição disse que não ia mais em cantigas. O Carmo desfez-se e a Trindade desapareceu. A culpa é da Oposição. E, mais, os juros só sobem e a ameaça de intervenção do FMI nos nossos negócios só existe por culpa da Oposição. E, para que não estem dúvidas, forma-se um coro. Com a senhora Merkel como solista, mas bem acompanhada por Sarkosis, Durões, Trichets e o inefável Silva, por vezes conhecido como Augusto, o Imperador. A culpa é da Oposição, entoam em coro.

Mas há mais. Para trás, perdida nas brumas do esquecimento, fiou uma montanha de factos. O crescimento brutal da despesa pública. O projecto megalómano do Novo Aeroporto de Lisboa. O sonho mirabolante do TGV. Os contratos sem concurso, como os do computador Magalhães. Os ordenados chorudos de assessores e consultores no momento de contratar. As indemnizações ainda mais chorudas a assessores e consultores no momento de despedir. O desperdício brutal dos recursos públicos. O governo sem rei nem roque do NOSSO dinheiro. Ainda bem que tudo isto ficou esquecido. Porque, se não o fora, a Oposição haveria de arcar com amis algumas vultuosas culpas.

Perdoe o meu Caro Leitor por sair fora da seriedade exigida a esta coluna. E o Director do Jornal por abusar do espaço em historietas. Mas tudo quanto ficou para trás faz-me lembrar aquela história do casal que vai jogar uma partida de golfe em pares. Começam com um buraco Par 4. Isto é, o normal é meter a bola no buraco em quatro tacadas. Sai o marido que, com uma pancada excepcional, coloca a bola a 200 metros, bem no meio do fairway. Segue-se a mulher. Com uma pancada desajeitada, põe a bola no meio das árvores. Depois de procurar a bola durante dez minutos, o homem encontra-a e bate-a com imenso cuidado, colocamdo-a no green, a meio metro do buraco. Para a mulher falhar, na quarta pancada, terminar o percurso. Com a bola a três metros do buraco, o homem lá consegue terminar. E comenta para a mulher:

- Vê lá se jogas com mais jeito. Fizemos uma pancada acima do par…

O que mereceu uma resposta lapidar da mulher:

- A culpa é tua! Das cinco pancadas, eu só dei duas!...

Trágico destino o nosso, português. Dizia há dias uma comentadora de uma rádio espanhola, quando José Sócrates, na Assembleia da República, abandonou com altivez os representantes do seu Povo:

- Que tristeza! Como é que um país tão belo pode ter tão maus políticos…

Uma falta de qualidade que se não entende. O político, antes de ser político, era uma pessoa "normal". Normalidade feita de virtudes e defeitos, naturalmente. Feita de verdades e mentiras, também. Mas, por outro lado, feita de razões e de emoções. Esperar-se-ia que o político trouxesse para a política o quadro normativo do seu comportamento anterior. E pode-se mesmo crer, honestamente e em muitos casos, ser esse o desejo e a esperança do político iniciante. Mas são ilusões de noviço. Chegado à política, ao político não se apresenta senão uma alternativa. Ou deixa para trás os seus ideais, as suas ilusões, as suas emoções, os seus sentimentos pessoais, a sua sinceridade, a sua honestidade, quase ia a dizer a sua humanidade, ou, na política, não passará da porta de entrada. Será inexoravelmente um derrotado. Será vencido pelos capazes de fingir, de mentir, de sobrepor à realidade a fantasia das palavras. A política, de socrática e eventual ciência ou arte de dirigir, de governar, a vida das sociedades, está transformada na ciência ou arte do uso da palavra. Política não é hoje senão retórica. E nessa retórica nos perdemos.

Enquanto a esperança de nos vermos sair do atoleiro em que a falta de qualidade política nos meteu, vamos assistindo a este triste espectáculo que nos toma por mentecaptos.

Por Magalhães Pinto


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Publicado por [FV] às 13:34 de 07.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Indigação, é preciso!
Contra os inimigos mercenários e predadores de fora, ou contra os desastrados políticos que ocupam e desbaratam o Estado que é o nosso, impõe-se um grito de indignação e revolta.

Acordei, um dia destes, a ouvir numa estação de rádio, que uma agência de notação financeira tinha cortado o rating da República Portuguesa em dois níveis e, concluía a jornalista, esta teria ficado perto de ser considerada lixo. E, nos dias seguintes, a mesma agência e as demais que pontificam na praça ainda foram mais longe nos cortes da nossa credibilidade financeira, segundo a imprensa também relatou.
O que era quase lixo já deverá, ser agora, lixo, pura e simplesmente.
Lixo?
Confesso amargura pelas notícias que chegam e maior indignação por ver o meu país como um caixote de lixo num contentor para onde foi atirado por gentes sem rosto e para quem nada mais vale do que o vil metal, ou seja, por oligarquias capitalistas transnacionais que aprisionam nas suas redes aqueles que, por alguma fragilidade, caíram no seu regaço, como este povo que tão grande foi já no passado, mas tem, hoje, o infortúnio de o não ser. A lei que impõe é a de que quem tem dinheiro come e vive e quem não tem é inútil, deve sofrer todo o tipo de sacrifícios e pôr-se a morrer, afinal.
Contra este dictat o meu desafio, pessoalmente assumido, é o de que se impõe uma verdadeira revolução económica, financeira e, até, social e a minha esperança é a de que já esteja a desenvolver-se uma nova e mais exigente sociedade civil, em Portugal e em outros países onde caíram os abutres e a sua arrogância insuportável. Basta de predadores que se alimentam imoral e ilegitimamente das dificuldades alheias, que acumulam dinheiro sem qualquer sentido, que destroem Estados sem piedade, que levam ao desespero milhões de seres humanos e, por detrás de tudo, cultivam a corrupção ao mais alto grau nos paraísos fiscais que criaram e controlam.
Há, por aí, verdadeiros pirómanos à solta com nomes pomposos e pretensamente respeitáveis – FMI, Banco Mundial, OMC e outros - acolitados por mercenários que a nossa falta de memória coletiva aceita como povos civilizados mas que, no fundo, levam no bojo outros holocaustos.
Precisamos de lutar, à nossa medida, por uma nova sociedade civil e uma nova e melhor democracia a nível mundial em que todos os seres humanos tenham o direito de viver em liberdade e igualdade com dignidade e direitos. Não podemos aceitar um mundo em que o domínio de certas instituições, sem legitimidade democrática, nos condenem às galés por maiores que sejam as nossas dificuldades.
Não ignoro que, como escrevia recentemente Daniel Bessa, o Estado português estará em processo de insolvência, com culpa de todos nós, de resto, e não só das desastradas políticas que nos têm governado, algumas, aliás, impostas por aqueles referidos predadores. Mas sei, de saber certo, que os portugueses, tendo tomado consciência do diagnóstico, das causas e das consequências da situação, serão capazes de dar a volta por cima e vencer, com maior ou menor esforço, hoje ou amanhã, as graves dificuldades com que se confrontam. Não somos povo que se ponha a morrer, mas poderemos não aguentar, em democracia, os golpes dos que nos queiram destruir.
Contra os inimigos mercenários e predadores de fora, ou contra os desastrados políticos que ocupam e desbaratam o Estado que é o nosso, impõe-se um grito de indignação e revolta.
Às armas, portugueses!
António Vilar


Publicado por [FV] às 13:23 de 07.04.11 | link do post | comentar |

Um oportunista invulgarmente transparente

Passos Coelho tem algumas noções de economia. Vulgarmente básicas, claro está, num homem rendido aos dogmas do neoliberalismo (tantas vezes aqui desmontados). Não tendo nascido na Somália, esse paraíso neoliberal sem estado com que sonha todas as noites, sempre fortemente convicto dos dogmas mais absurdos, resta-lhe tentar trazer a Somália para Portugal. Isso, sabemos bem que o quis fazer no verão passado: um projecto de revisão constitucional por demais descabido, concebido por um punhado de sanguessugas neoliberais apostadas em encher os bolsos à custa de um significativo aumento das desigualdades, lideradas por um dirigente associativo estudantil, ignorante numa importante série de questões socioeconómicas de fundo. Rapidamente ficou claro que tal caminho aventureiro seria liminarmente rejeitado pela larga maioria do eleitorado.

Derrotado? Nem por isso: se a coisa não vai a bem, para um oportunista pode sempre ir a mal. Se o seu programa não pode ser aprovado pela via eleitoral, resta-lhe que seja forçado ao País por via do FMI. Com uma transparência invulgar em golpistas de baixo nível, Passos Coelho sempre deixou claro que esse era, acima de tudo, o seu desejo: governar em coligação com o FMI e conseguir assim as condições necessárias para a aplicação do seu programa. Restava-lhe, contudo, um passo final. Goste-se ou não, a bem ou a mal, sempre houve um enorme obstáculo à intervenção externa em Portugal: José Sócrates. Foi, sempre, incansável a tentar evitá-la. Naturalmente que partilho desta opinião: como já aqui escrevi, existem inúmeras razões para discordar de muitas medidas nos diversos PECs, mas não existe uma única para abrir as portas ao FMI - pelas razões que todos conhecemos. A estratégia foi simples: esperar pela altura ideal de ir ao pote, esperar pelo momento certo para dar uma rasteira a Portugal. E assim foi.

Duas questões: Qual o verdadeiro objectivo de Passos Coelho ao chumbar o PEC4? Quais as consequências directas do chumbo do PEC4?

O objectivo é invulgarmente transparente. Forçar o FMI. Porque, sejamos claros, é de uma desonestidade profunda dizer, a 19 de Março, que "há um limite para exigir sacrifícios aos portugueses" e, chumbado o PEC4, dizer depois, a 28 de Março, que "votámos contra o PEC porque não foi tão longe quanto devia". E é também de um oportunismo invulgarmente transparente, dias depois, afirmar que, de uma maneira ou de outra, o caminho desejado é o caminho do FMI.

Mas o tempo não parou e os mercados não se deixaram ficar quietos(*). Em consequência directa do chumbo do PEC4, e pesem embora dezenas de alertas nesse sentido, sempre ignorados por quem realmente desejava capitular Portugal, o que sucedeu está à vista de todos: «[...] em menos de dez dias [...] os juros da dívida subiram três pontos e meio, mais do que haviam subido nos três meses anteriores; algumas das grandes empresas públicas de transporte, deficitárias em todos os países, passaram a lixo; a banca nacional vê as fontes externas secarem; a reputação financeira da República baixa cinco escalões [...]»[1]. Mais: «[...] depois da crise [...] as taxas de juro de cinco anos subiram cerca de quatro pontos. Os bancos, com os ratings igualmente cortados, perderam 500 milhões de capitalização bolsista. Os títulos da dívida estão em risco de não serem aceites no BCE, ameaçando o financiamento da banca e da economia. Os prémios dos CDS portugueses (espécie de seguro contra default) a cinco anos estão acima dos da Irlanda [...]»[2]. Mas continua: do leilão de Março, antes do chumbo do PEC4, para o de hoje, o juro a seis meses subiu de 2.98% para 5.11%. Estamos a falar de um aumento de cerca de 70%. Praticamente não existe qualquer grande empresa nacional que não tenha sido, hoje mesmo, catalogada como "lixo" em termos de rating.

Resta alguma dúvida? O que aconteceu hoje, a capitulação final, tem um mentor. Passos Coelho. Um oportunista invulgarmente transparente pois nunca escondeu ao que vinha. Mas tem também um acontecimento singular que, objectivamente, é a sua causa última. O irresponsável chumbo do PEC4. Não me canso de repetir: existem inúmeras razões para discordar de muitas medidas nos diversos PECs, incluindo o último, mas não existe uma única para abrir as portas ao FMI. Quem o fez deve ser devidamente responsabilizado. Da esquerda à direita, PSD, CDS, mas também Bloco, PCP e PEV, de forma plenamente consciente, o resultado está à vista.

Termino naquilo que diz respeito ao PSD: em nome de um perigoso projecto de sociedade, de uma experimentação socioeconómica neoliberal que se tem mostrado desastrosa por todo o mundo, sem rodeios, consciente, decidiu Passos Coelho colocar os seus interesses acima de tudo, os interesses nacionais em último lugar, e assim sacrificar Portugal.

Que "recompensa" merce este homem invulgar?

Ricardo Schiappa [Esquerda Republicana]



Publicado por JL às 10:58 de 07.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

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