1984 ... e ... imitações : Cuidado !!

          A  democracia  é uma  chatice      (-por João Vilela)

     No mesmo dia, o PSD decidiu brindar-nos com duas pérolas de cultura democrática.

 ... O primeiro... Sugeria Jardim, decerto no seguimento da proposta de Nuno Crato, ontem vinda a público, de «mexer numa série de coisas» na Lei da Greve, que esta fosse liminarmente proibida aos trabalhadores dos transportes, da saúde, da justiça, e das forças armadas. ...acho pouco.

 ... a proibição devia ser extensível a todos os assalariados rurais, que claramente só fazem greve por repulsa pessoal em andar a cavar terra. ... o direito de greve não pode vigorar para os trabalhadores de hotéis de cinco estrelas, que com isso perigam a imagem de Portugal como destino turístico de estrangeiros endinheirados, comprometendo o afluxo de divisas e o equilíbrio da balança de transações correntes. Ou ... à sinistra corporação dos professores o direito de parar os trabalhos e deixar, assim, os jovens da nação à mercê da vadiagem, dos cafés e dos charros, quando deviam estar na escola a aprenderem a ser homens.  ... o direito à greve só devia vigorar nas profissões que não impliquem nenhum transtorno para nenhuma pessoa em nenhum momento. Salvo em tais circunstâncias nada legitima que o trabalho pare, e negá-lo é, francamente, ceder sem verticalidade mínima ao politicamente correcto. Um erro crasso.

     Por seu turno, Poiares Maduro identificou o grande problema nacional do nosso tempo: em Portugal, as coisas não andam porque «tudo é contestado». Enfim chegou ao poder quem tivesse a coragem de pôr o dedo nesta ferida! Com efeito, se não somos a terra da leite e do mel isso nada tem que ver com o desmantelamento do tecido produtivo, com a promoção do desemprego, com a precarização do trabalho, com o ataque aos direitos sociais e a descaracterização da democracia pelo tratamento desigual e desprovido de isenção dispensado às várias correntes de opinião nos meios de informação.

    Tudo isso é paleio esquerdista para iludir o essencial: que a salvação do país está na supressão liminar desse hábito birrento e aborrecido de tudo criticar, tudo contestar, tudo maldizer. Felizes são os países onde não existe nenhum tipo de protesto, nenhuma forma de oposição a quem governa, onde, felizes e contentes, os cidadãos obedecem sorridentemente aos líderes e percebem que deles só pode vir o bom, o belo, e o verdadeiro.

 Só lamento que Poiares Maduro não dite, sobre este assunto, qualquer solução a tomar, atendo-se ao desabafo desanimado: porque não proíbe ele a crítica pública dessas decisões? Porque não põe comissões de fiscalização do espírito positivo (atenção, não lhe chamemos censores!) a purgar jornais e revistas da sinistra peste contestatária?

Porque não emprega um conjunto diligente de inspectores na procura pelos cafés, os restaurantes, os autocarros, os metropolitanos e as salas de espera, desses nossos réprobos concidadãos que criticam e fomentam pela palavra o espírito de sedição, que os retire discretamente de circulação e, nos termos eufemísticos do 1984 de Orwell, os «vaporize»? Para grandes males, Sr. Ministro, grandes remédios! Não se pode encarar e debelar uma doença nacional desta gravidade com tibieza: seja dinâmico, seja determinado! O povo lhe agradecerá!

     ... Estamos a andar mal, ...! Só um país onde os trabalhadores nunca parem (nem nas greves, nem nos fins de semana, nem nos feriados – saravá, Rui Rio! -, nem sequer na doença ou na maternidade), e estejam sempre felizes e bem dispostos, será um país de futuro. Até porque, importa reter, a contestação atrai energias negativas, gera sentimentos de peso e desconforto, aborrece, irrita, tira de nós o entusiasmo e o sorriso no rosto. Longe, bem longe de nós, querermos alguma vez criticar ou não trabalhar. Ser trabalhador consciente ou cidadão interventivo é um péssimo serviço que se presta ao país e ao povo.

     1984 ...   'Grande irmão'/'big brother' ...  (de  Michael Radford, baseado na obra de George Orwell.  Legendado em português.   Pode obter gratuitamente o livro aqui. ) 

   --------  Revolução,  Manif. 'mansa'  ou  sofá  ?  (-por guicastrofelga)

 bastilha 



Publicado por Xa2 às 13:27 de 21.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Falência da Democracia e pró-ditadores

             A falência da democracia   (-por  A. Marinho e Pinto, JN)

      «Estará a democracia representativa em falência? Estarão os alicerces da democracia política corroídos por degenerescências que ameaçam a sua própria sustentação? Seja qual for a resposta uma coisa é certa: a democracia representativa está doente, muito doente - pelo menos em Portugal.
     O que, verdadeiramente, distingue um sistema democrático de qualquer outro regime político é o respeito pela vontade popular. Por isso, nunca será verdadeiramente democrático um sistema político cujos titulares se desvinculam da vontade dos que dizem representar. As piores ameaças à democracia política são protagonizadas por aqueles que se acham superiores ao comum dos cidadãos ou então que se julgam portadores de verdades inquestionáveis. Os exemplos mais recentes são os totalitarismos da primeira metade do século XX, alguns dos quais ainda hoje persistem como fósseis de um passado de terror, enquanto outros só desapareceram depois de cataclismos bélicos cuja memória nos interpela como a terrível pergunta: "Como foi possível ?".
     Os ditadores suprimem a auscultação da vontade popular através da imposição dos seus axiomas políticos e exploraram com desbragado oportunismo as imperfeições dos regimes democráticos. Aproveitam-se inescrupulosamente das suas fragilidades e transformam algumas das virtudes das democracias em defeitos tenebrosos. Para qualquer ditador, real ou em potência, o povo nunca está preparado para exercer em plenitude as liberdades ou para escolher em consciência os seus próprios dirigentes. O povo deve apenas obedecer porque mandar é tão difícil que só homens superiores estão aptos a fazê-lo. As liberdades - dizem - conduzem à anarquia social e, por isso, o povo não deve ser chamado a decidir o seu próprio destino, antes deve ser conduzido pelas suas elites, sejam elas iluminadas vanguardas políticas ou simplesmente um caudilho de ocasião. Para eles, o conjunto dos cidadãos constitui uma massa ignara que serve apenas para aplaudir e aclamar as decisões dos seus dirigentes mas nunca para as questionar e muito menos para pôr em causa quem está nas ingratas funções do mando. Os ditadores garantem sempre que as suas medidas são as melhores ou as únicas viáveis, mas como o povo quase nunca percebe isso elas têm de ser impostas.
     Esta "cultura" está hoje subjacente à atuação de muitos dirigentes políticos das democracias formais, os quais se consideram, igualmente, portadores de verdades que o povo não aceitaria se fosse consultado. Por isso é que as suas verdades ou os benefícios que nos oferecem têm de nos ser impostos para o nosso próprio bem ou para o bem geral.
     Nas democracias formais já não é o uso da força que garante a emergência e subsistência desses iluminados, mas antes o ardil, o engano, o logro e a mentira. Esses criptoditadores recuperaram um dos mais emblemáticos paradigmas das tiranias, ou seja, a distinção entre a vontade e o interesse do povo ou, se se preferir, entre o interesse geral da governação (a que também chamam nação) e os interesses dos governados. E, tal como qualquer ditador, dizem que a sua ação é sempre em favor do interesse geral ainda que contra a vontade dos seus beneficiários, ou seja, de quem os elegeu. E porque o povo raramente aceitaria a preponderância do interesse geral é que surge essa casta de esclarecidos sempre com a missão de cumprir um grande desígnio patriótico.
     Por isso é que o mais importante para eles é a conquista do poder, pois sabem que a seguir tudo é permitido, tudo se legitima por si próprio sem qualquer responsabilização. Os benefícios do poder são tão grandes para os seus titulares (e para as suas clientelas) que vale tudo para o alcançar e para o manter. Depois, perde-se todo o sentido da honradez e da ética política, bem como todo o respeito pela verdade e pela vontade dos eleitores. Aliás, para eles, a ética política está exclusivamente nas leis que eles próprios fazem à medida dos seus interesses. São estas situações que levam ao apodrecimento da democracia e à descrença de muitos cidadãos nas suas virtudes. É neste ambiente de degradação ética da política e de degenerescência moral da democracia que as serpentes costumam pôr os seus ovos.» 


Publicado por Xa2 às 07:40 de 16.05.13 | link do post | comentar |

Acabar com Ditadura financeira e abrigos de Piratas

O   impossível   acontece      (

O Chipre está falido porque a sua banca sobre-dimensionada estoirou, em parte devido ao impacto da reestruturação grega no seu sistema bancário.     Reunidos na sexta-feira, os ministros das finanças da zona euro esperaram pelo encerramento dos mercados para aprovar o plano de resgate ao Chipre (ver nota do Ecofin).  Esse plano contém uma cláusula inesperada e sem precedentes na UE: uma taxa de 6,75% sobre o valor dos depósitos até 100.000 euros (supostamente garantidos pelo Estado em todas as eventualidades, incluindo a falência do banco) e de 9,9% para depósitos acima de 100.000 euros. Em troca os depositantes “confiscadosreceberiam ações dos bancos. Os bancos estarão fechados pelo menos no fim-de-semana e na segunda-feira. Nesse período as contas serão purgadas do valor da taxa.
     Os depósitos acima de 100.000 incluem muitas contas de cidadãos russos habituados a recorrer a Chipre como lavandaria (de máfias e oligarcas...). Diz-se que o parlamento alemão jamais aprovaria um “resgate” à banca cipriota que deixasse incólumes os depositantes russos.
     O que há de extraordinário aqui não é o confisco das contas gordas, russas ou não, nem a relutância alemã em salvar bancos-lavandaria. Extraordinário é o confisco aos pequenos aforradores. Neste ponto a responsabilidade parece ser do novo governo conservador cipriota. Este governo teria preferido distribuir o mal pelas aldeias, em vez de o situar acima do limite garantido de 100.000, para preservar o “prestígio” de Chipre como porto de abrigo de piratas financeiros. Mesmo assim será interessante saber até que ponto os credores dos bancos cipriotas, inclusive os credores alemães, irão também sofrer perdas. 
     É cedo para ter certezas quanto à perigosidade dos demónios que esta decisão da EU libertou. Fico-me por citações de duas notícias de jornal.
               Lê-se no grego Ekathimerini:
    “A notícia do acordo foi recebida com choque em Chipre, já que o recém-eleito Presidente Nikos Anastasiades e os seus conselheiros económicos (conservadores/direita) haviam dito ser contra a ideia de uma taxa sobre os depósitos. Anastasiades reunirá o governo e encontrar-se-á  com lideres políticos rivais no Sábado à tarde e dirigir-se-á à nação no domingo.
    O candidato presidencial Giorgos Lillikas apelou a um referendo acerca da aceitação ou rejeição pelos cipriotas da taxa sobre os depósitos. À falta do referendo exigiu a convocação imediata de nova eleição presidencial.   Lillikas disse também que estava em conversações com economistas acerca da criação de um plano para o abandono do euro por parte de Chipre e o regresso à libra cipriota.   O secretário geral do Partido Comunista de Chipre (AKEL), Andros Kyprianou, disse que o seu partido está a considerar aconselhar Anastasiades a convocar um referendo ou retirar Chipre da zona euro.
    Desde a manhã de sábado, os cipriotas formaram filas nos bancos para retirar dinheiro e algumas caixas multibanco ficaram sem notas para entregar aos clientes.”
          Lê-se no britânico Economist:
    “Os lideres da eurozona falarão do negócio como algo que reflete as circunstâncias únicas que rodeiam Chipre, exatamente como fizeram com a reestruturação da dívida Grega no ano passado. Mas se o leitor for um depositante num país periférico que parece precisar de mais dinheiro da eurozona, qual seria o seu cálculo? Que nunca seria tratado como as pessoas em Chipre, ou que havia sido estabelecido um precedente refletindo a exigência consistente dos países credores de uma repartição do peso do fardo? A probabilidade de grandes e desestabilizadores movimentos de dinheiro (para notas e moedas, senão para outros bancos) foi desencadeada.”

                   O assalto    (-por Daniel Oliveira )

No Chipre, já nem se tenta que aquilo a que chamam de “resgate” não se pareça com o que realmente é: um assalto. Aliás, os lunáticos irresponsáveis que dirigem a Europa transmitiram uma mensagem extraordinária para todos os europeus: é perigoso deixarem o vosso dinheiro no banco. É oficial: o euro e a União Europeia têm os dias contados.

                   Lições da História    (-por Sérgio Lavos)

O poder financeiro europeu deixou-se de subterfúgios e passou ao saque directo às pessoas, ao roubo instituído por decreto político. O fogo que queimava na seara desde 2008 irá reacender-se com toda a força. Se os nossos economistas que andam aí pelas televisões a debitar asneiras conhecessem um pouco de História, saberiam que muito do que está a acontecer precedeu também a 2.ª Guerra Mundial. Dirigimo-nos para o desastre e ninguém parece com vontade de parar. A pior geração de líderes europeus a liderar o combate à crise financeira de 2008 só poderia dar nisto. Ninguém estará a salvo.

                          ---- comentários:

     «... a intervenção da troika no Chipre tem como alvo principal salvar a banca cipriota?  O caso é o de sempre - o povo cipriota é chamado a resgatar/ pagar os prejuizos dos banqueiros, ou seja, vai ter de pagar forte e feio pelo dinheiro que já tinham depositado no banco, enfim, é como se você depositasse o seu dinheiro no meu banco e depois tivesse que pagar 10% do que lá tem para poder receber os outros 90% - isto depois de eu lhe ter prometido juros pelo seu depósito.
     E porque é que eu(banqueiro) desbundei o seu dinheiro? Ora, porque não?. Não me acontece nada, eu não perco nada, não perco a casa, o carro, o salário, a reforma e portanto que se fod@ já que no entretanto ainda ganhei chorudas comissões pelos investimentos desastrosos que fiz e que estão devidamente depositadas nas caraíbas.»

     « Independentemente de tudo, cada vez mais me convenço que a Europa caminha, mais uma vez, para o desastre. A substituição do ideal europeu (expresso nas 12 estrelas da perfeição sobre um fundo azul do céu e do mar, a par com o Hino da Alegria de Beethoven, música para o poema da fraternidade universal de Schiller) por uma ditadura do BCE e dos mercados financeiros que capturaram as instituições europeias e condenam os povos ao empobrecimento e à perda de direitos duramente conquistados estão a destruir a UE. E, sinceramente, não vejo ninguém capaz de parar esta dinâmica destrutiva.     Como europeísta de esquerda, sinto uma enorme mágoa mas uma raiva profunda contra os canalhas que a estão a levar a cabo. Ou nós os paramos ou eles nos param a nós!»



Publicado por Xa2 às 07:41 de 18.03.13 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

Ditadura provisória e manifestações

            Uma  questão de  tempo     (-por Sérgio Lavos, Arrastão)

     Não surpreende que o PSD e os seus avençados mediáticos tenham escolhido a via da vitimização para tratar o caso do inimputável Dr. Relvas. Os piores crápulas gostam sempre de fingir indignação quando são despidos em público. O que surpreende é a reacção de algumas pessoas de esquerda e uma ou outra luminária do regime que já veio botar faladura sobre o assunto.

     Vamos lá ver as coisas como elas são:  esta gente saberá o que é censura?  O que é liberdade de expressão?  Não saberão que a censura é sempre um acto de poder exercido pelo mais forte sobre o mais fraco?   Uma limitação de expressão que visa calar opiniões contrárias, prévia ou posteriormente?   Ontem, quando o Dr. Relvas entrou no ISCTE, rodeado de seguranças, e subiu para um palanque posto à disposição pela estação com mais audiências do país, quem detinha o poder?   O ministro dos Assuntos Parlamentares, que tutela a comunicação social e decide os destinos do país, que tem o controle directo sobre os instrumentos que podem exercer a violência de Estado (a polícia e as forças armadas),  ou um grupo de estudantes que diariamente sofre as consequências das políticas implementadas pelo Governo a que o Dr. Relvas pertence?

      É de facto inacreditável que haja quem esteja, por ignorância ou pura má fé, a confundir censura com o que aconteceu ontem.  Durante três minutos, os assobios, os insultos e os apupos ao Dr. Miguel Relvas sobrepuseram-se à propaganda ministerial.  Os outros quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos do ano são usados pelo Dr. Relvas para sobrepujar, humilhar e empobrecer os estudantes que ontem não o deixaram falar e deram voz à raiva e à humilhação sentida por milhões de portugueses. Confundir um direito em democracia - o direito à manifestação - com um instrumento das ditaduras - a censura - não é, não pode ser, sério.

      O que muita gente parece não perceber é que a democracia não são aqueles breves dois segundos em que depositamos o nosso voto na urna. Os quatro anos (dois milhões, cento e dois mil e quatrocentos minutos) a que cada Governo tem direito não são um cheque em branco.  Cada minuto passado no poder por cada um dos governantes tem de ser um minuto a prestar contas, não só ao seu eleitorado mas a todos os cidadãos. Um mandato de quatro anos não é uma ditadura provisória, durante a qual tudo pode ser legítimo, mesmo (e sobretudo) quando todas as promessas eleitorais ou o que está no programa do Governo não é cumprido.

     O que o Dr. Relvas sentiu ontem foi a consequência imediata de um ano e meio de desvario, prepotência e desrespeito pelo povo que ele era suposto servir. Três minutos em que a democracia se sobrepôs à ditadura de quatro anos, que parece ser o modo como este Governo olha para o seu mandato. Não se perceber isto é não se perceber nada de nada. Um regime que ataca um grupo de estudantes contestatários (e não-violentos) para defender uma figura sinistra como o Dr. Relvas precisa urgentemente de repensar a sua natureza e existência. 

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Falemos de corrupção (11)  (- títulos do CM: «Amigas de Portas colocadas em Londres, ganham concurso diplomático»; «Passos e Relvas investigados») . “Há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção. Este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir” - D. Januário Torgal Ferreira, 16/07/2012.

 No ISCTE  não lhe deram  equivalência : (e Relvas teve de abandonar a sala, protegido pelos seguranças... ficando sem sabermos 'como será o jornalismo daqui a 20 anos?').

 -  "Isto é um sítio privado, não tens direitos!" :  Não se fiquem pela canção. Vale a pena tomar atenção ao estilo do moderador do 'clube dos "pensadores". (em defesa do seu convidado Relvas perante a 'Grândola...' e  os insultos que lhe foram dirigidos da assistência ...)

- " Cada vez que um português encontre um ministro, um secretário de Estado ou um banqueiro ...  cante-lhe a 'Grândola, Vila Morena'."- Paulo Raposo, do movimento "Que se lixe a troika".

- Pedro Rosa Mendes:   « ... encontramo-nos na Rua. »  também a 2 Março 2013.



Publicado por Xa2 às 07:55 de 21.02.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Ditadores disfarçados fazem Guerra aos trabalhadores e classe média

Ironias da História - ou: O Outro Lado do Espelho...

http://stoppaying.wesign.it/es    



(via Manuel Duran Clemente no Fb , via Ana P.Fitas))



Publicado por Xa2 às 13:06 de 21.01.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Manif. anti-Merkel(ados): 12 nov.

(Graffiti, Lisboa, via OJumento):  (Nota de) "1 SujoCop" com dizeres: 'ESCRAVOS  UNIDOS  do  MUNDO', 'O mundo é o nosso recreio e nosso campo de batalha',  'Nós confiamos no Lucro', 'F..... técnica, eu quero alma', 'LAVA AS TUAS MÃOS', (cara de palhaço) 'Em guerra de ganância', 'Nós trazemos prendas', 'Sim e depois', 'Comporta(-te)'..

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           O golpe de Estado alemão       (-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso Online)

     O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu esta semana que os orçamentos nacionais possam ser vetados pelo comissário europeu dos Assuntos Financeiros. Ou seja, o ministro alemão defende que alguém não eleito se possa sobrepor aos representantes eleitos de um povo. E que seja ele a decidir o mais importante instrumento político de um País, decidindo, independentemente da vontade dos cidadãos, o que será feito com o seu dinheiro. E isto num momento em que vários países assistem a um autêntico assalto fiscal.

     "No taxation without representation", foi o mote para o que viria a ser a revolução americana. O que Schäuble propõe, e é coerente com o que a Alemanha tem defendido, é um golpe de Estado contra as democracias, criando uma junta de tecnocratas que retira à democracia representativa uma das suas principais funções: determinar o que se faz com os recursos de uma comunidade. Não há duas formas de dizer isto: o poder alemão quer destruir as bases fundamentais das democracias europeias. Em vez do federalismo democrático, em vez dos eurobounds e de uma integração cambial e financeira com pés e cabeça, defende uma ditadura orçamental que torne os cidadãos europeus em súbditos. Em contribuintes sem o direito de decidir o que fazer com os seus impostos.

     A posição alemã, ao contrário do que aconselham todas as evidências, continua a apostar na redução da dívida dos países europeus (muito inferior à de grande parte dos grandes blocos económicos), e não no crescimento. E nem a probabilidade de rebentar com a Grécia, fazendo, mais uma vez, cair ali a primeira peça do dominó europeu, travará Merkel e o seu ministro. Recusam um prazo suplementar para os gregos, proposto pelo FMI. A Alemanha aposta no seu crescimento económico à custa de uma hecatombe económica da Europa (aposta que, como no passado, lhes sairá cara) e não está disposta a parar perante nenhum obstáculo. Nem perante as regras da democracia.

     Não se trata de nenhuma posição anti-alemã. É apenas uma constatação de facto: a Alemanha, que já foi um dos principais motores da construção europeia, é hoje a principal inimiga da Uniãõ Europeia. E nas suas cada vez mais indisfarçáveis tentações imperais põem em risco as democracias dos países europeus, o euro, a União e, com tudo isto, sessenta anos de paz. Travar a cegueira alemã é obrigação de todos europeístas e democratas, na Alemanha e em toda a Europa. Antes que seja tarde.

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    «Isto até parece uma réplica de Vichy (governo fantoche francês, sob 'autorização' nazi). Os 'moços' que nos desgovernam, antes de tomar qualquer decisão vão perguntar o que fazer aos alemães, com o espantoso argumento de que não há alternativa.» -Bafo



Publicado por Xa2 às 13:32 de 17.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Manipular para transformar cidadãos em servos

Surdinas [ LXI ]      (-por  LNT  [0.466/2012] A Barbearia do sr. Luís )

                 Dez estratégias de Manipulação Mediática, de Noam Chomsky
Noam Chomsky



Publicado por Xa2 às 07:46 de 03.10.12 | link do post | comentar |

Condenar a (in)justiça ...

A ONU com Garzón... Contra os Crimes do Franquismo!  (por Ana Paula Fitas )

... afinal, as organizações internacionais ainda conseguem ter uma palavra a dizer... e se tal palavra não for eficaz, com consequências reais no plano das decisões concretas, fica, pelo menos!, o registo da sua pronúncia simbólica que, (in)felizmente?!, nos tempos que correm, não é de minimizar... refiro-me à ONU que se pronunciou em defesa de Baltasar Garzón, o Juiz que a Espanha levou à fogueira inquisitorial contemporânea... LER AQUI! 
          Conhecer Garzón... Condenar a "(In)Justiça"...
    Ganhem 30 m de vida e vejam, com atenção!, os 2 vídeos que ilustram Quem é o Juiz Baltasar Garzón: o Homem que prendeu Augusto Pinochet, ditador do Chile, que quis julgar os assassinos a soldo de Franco e do Fascismo espanhol, que condenou os GAL contra os interesses (ditos "de Estado" mas, seguramente, corporativos!) e que defendeu e ajudou, como ninguém!, os indígenas na Colômbia...
   Tenham a coragem de saber e de conhecer, com objectividade, as razões que assistem às obscuras motivações em que assenta a condenação de Garzón, o Juiz que ilustra o modelo de democracia pelo qual, todos, mas, mesmo todos!, aspiramos !... e sim, VIVA GARZÓN !
  

          A Sentença Contra Baltasar Garzón...

   O regime judicial espanhol perdeu a credibilidade ao condenar o Juiz Baltasar Garzón  com uma sentença que pode ser lida AQUI... Condenado a não poder exercer durante 11 anos por, alegadamente, ter autorizado escutas a corruptos em cumprimento de regime prisional, a partir de uma argumentação que faz jus à retórica distante da verdade e da justiça, o Juiz exemplar que todos gostariamos que fosse o modelo do exercício de uma profissão de que pode depender, tantas e tantas vezes, a vida e o futuro das pessoas, viu interrompida uma carreira cheia de dignidade a partir de uma ordem medíocre e indigna.  A Espanha está mais pobre e mais sózinha, assumindo tempos de má-memória, particularmente assustadores nos tempos que correm! Entretanto, o mundo está com  Baltasar  Garzón !    Viva  Baltazar  Garzón !    (LER MAIS AQUI)


Publicado por Xa2 às 13:47 de 13.02.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Repelente censura, fretes e propaganda

                        Silêncio para totós  (-por Sérgio Lavos )

    Alguém sabe se a censura a Pedro Rosa Mendes está a ser noticiada nos canais televisivos, sejam eles privados ou públicos?

    O silêncio e o assobio para o lado reinam para as bandas dos indignados com a "asfixia democrática" socratista. Nem o Crespo porta-voz do Governo, nem os monárquicos Vaders. Bem podemos esperar por uma manifestação em frente à assembleia. Sentados, como os assessores do Relvas que denunciam crónicas de jornalistas e produzem comunicados para abafar a censura. No pasa nada.

    Adenda: a última crónica de Raquel Freire, uma das cronistas do programa, a quem estão a ser dirigidos os mais soezes ataques de carácter, o habitual argumento dos fracos.

 

 

 

                   Operação Propaganda (2) (por Sérgio Lavos)

É oficial: a censura foi reimplementada em Portugal. Com uma ajudinha dos nossos amigos angolanos, que percebem muito da poda. A brincadeira do Prós e Contras em Angola não foi um acidente de percurso.

                    RDP - frete a quem? (-
    No post anterior expliquei porque não critiquei logo o frete indecoroso prestado ao regime de Luanda pelo arremedo de "Prós e Contras" na RTP, a televisão pública, na semana passada.
   Mas agora não posso deixar de me apressar a comentar as alarmantes retaliações na RDP, a rádio pública, por causa de comentários criticos do frete da RTP a Luanda, emitidos no programa "Este Tempo" por Pedro Rosa Mendes e Raquel Freire, que viram subitamente dispensadas as suas colaborações.
   Dizem-me que se demitiram quadros na própria RDP, pessoas que persistem em respeitar deontologia profissional, serviço público e, sobretudo, em respeitar-se a si próprias.
   Insuportável é o silêncio comprometido da direcção da RDP: terá de tirar consequências se acaso aceitou fazer o frete a luso aprendiz de Joseph Goebbels. Um silêncio que, a prolongar-se, se torna comprometedor para a tutela, ou seja, o Ministro Relvas, o oficiador da RTP em Luanda.
    PS: sou colaboradora, semanalmente, da RDP. Até ver. Porque obviamente jamais me sujeitarei a censura ou alinharei em auto-censura. Mas já chegámos à Hungria de Orban, ou quê? (nova ditadura na Europa actual, com supressão de direitos democráticos via alteração constitucional)
                   RTP - frete a Luanda
Eu vi a parte final do programa, o tal da RTP em Luanda,na segunda-feira da semana passada. Passava da meia-noite em Estrasburgo, acabara de chegar ao hotel vinda do PE e pus a TV na RTPi para ver as ultimas noticias do dia na lusa pátria.
    Achei-o indigente no mínimo, exercício de propaganda canhestra, insultuoso na louvaminhice: não duvidei que na parte que não vi pudesse ter aparecido algum crítico do regime de Luanda, nem que fosse para disfarçar o frete.
    Desprezei a graxa barata e os sorrisos alvares do Ministro Relvas, a fazer mais do que abrilhantador de serviço, a agir como anfitrião co-patrocinador, quiçá pagador.
    Perguntei-me como é que Fátima Campos Ferreira - jornalista que respeito pelo habitual profissionalismo - se prestava àquilo.
    Vi o Francisco e a Maria João na primeira fila, rodeados por todos os lados por damas vestidas pró-bufete e pensei: embaixador sofre! mas profissional, já cafrializado ou não, engole e aguenta.
    Não escrevi logo, nem escrevi nada nos dias seguintes - estava cansada, não vira metade e a mistela não valia o esforço, havia coisas mais importantes a espingardar.


Publicado por Xa2 às 13:39 de 25.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Desilusão e ... acordar totalitário ultra-neo-liberal

           E a Hungria aqui tão perto

    As recentes alterações constitucionais na Hungria, já condenadas pela União Europeia, veio relançar a discussão sobre o futuro da Europa e sobre o que leva um povo, recentemente liberto de um regime totalitário, a embarcar num processo que o faz retroceder, agora que vivia em Democracia, para um regime que se apresenta, de novo, autoritário.
    E vem relançar a discussão pelos motivos, já bem à vista, da proliferação e aumento de notoriedade de movimentos ligados à extrema direita.
    E que razões podem justificar o aumento de adeptos destas formas de intervenção política ?
    Em primeiro lugar a desilusão que o regime democrático, porque incapaz de dar resposta aos desejos das populações, tem  sido incapaz de colmatar. Os cidadãos voltam a olhar para soluções paternalistas que lhes facultem o mínimo dos mínimos como preferíveis à livre expressão liberal das suas capacidades e daí à não dependência do Estado.
    A promoção da "ideologia" ultra-neo-liberal que tem sido a pedra de toque da política económica global, o canibalismo dos mercados, a falta de respeito pelos direitos consagrados nas constituições democráticas, especialmente na Europa, como a defesa  do Estado Social, são razões suficientes para que os povos olhem para soluções, em que vendendo os direitos de Liberdade real, se considerem mais protegidos, nem que o seja minimamente.
    A corrupção, os escandalos, a falta de credibilidade dos governos e governantes, o desaparecimento de aspectos básicos no que se refere à Educação, à Saúde, à Protecção Social, à Cultura, etc. fazem parte do caldo que leva à decepção dos cidadãos.
    E é aqui que se entronca a relação com o que se passa no nosso país.
    Não será de estranhar que a curto/médio prazo estas manifestações de desagrado se possam vir a verificar no nosso país.
    E ultimamente, ainda mais grave, tem-se verificado algo de ainda mais preocupante como a caça às bruxas que se tem desenvolvido com o ataque descabelado às obediências maçónicas para já não falar nas declarações de gente com responsabilidades, que chocaram a grande maioria,  em que o desprezo a que eram votados os mais desprotegidos  ou, também, o exacerbamento do valor individual e a sua recompensa, mesmo que despudoradamente chocante.
   Por isso, ou levamos a peito a defesa efectiva dos nossos valores democráticos ou podemos descobrir um dia destes que acordamos num outro regime.


Publicado por Xa2 às 07:51 de 18.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Internet e falta de privacidade

Facebook is watching you 

por Daniel Oliveira

 Max Schrems é um estudante de direito, austríaco, de 24 anos. Por curiosidade, fez o que a nenhum de nós ocorreu: quis saber que informações tinha a empresa Facebook sobre ele, mesmo depois de ter deixado de ser membro daquela rede social. Ou seja, depois de sair da rede, o que lá tinha ficado. Os seus piores receios foram largamente ultrapassados pela realidade: estava lá tudo. Depois de muitas pressões e ameaças recebeu, talvez por desleixo, diretamente da Califórnia, um CD com toda as informações que a empresa mantinha: 1.200 páginas (quando impressas) de dados pessoais, divididos por 57 categorias, recolhidos ao longo dos três anos em que esteve na rede. Como o próprio recorda, nem a CIA ou o KGM alguma vez tiveram tanta informação sobre um cidadão comum.

     Até mensagens trocadas com outros utilizadores, que ele entretanto apagara e julgava terem desaparecido, lá estavam, guardadas na base de dados da empresa. É como se um Estado abrisse toda a correspondência dos seus cidadãos e fosse guardando todas as informações. Tudo, desde que alguma vez tenha sido referido (em público ou em mensagens privadas), podia ser encontrado. Desde a orientação sexual à participação em manifestações políticas. Basta procurar através de palavras-chave. Multipliquem isto por 800 milhões de utilizadores em todo o Mundo. E lembrem-se que a timeline recentemente criada por Zuckerberg reduziu ainda mais a privacidade destas pessoas.

    É claro que tudo isto viola as leis europeias para bases de dados. Não seria um problema para a empresa, já que as leis americanas dão menos garantias na defesa do direito à privacidade dos cidadãos. Acontece que o Facebook tem, provavelmente para fugir aos impostos (que na Irlanda são muito "simpáticos" para as empresas), uma segunda sede em Dublin. Ou seja, pelo menos os usuários europeus estão defendidos pelas leis da União. Por isso, o jovem Max recolheu, na sua página Europe versus Facebook, 22 queixas contra a empresa e enviou-as à Autoridade Irlandesa de Proteção de Dados. E tem uma base legal sólida: nenhuma empresa pode guardar informação que foi apagada pelos seus detentores legais (que é cada um de nós). E a prova de que o faz tem Max Schrems naquele CD. Garante a empresa que terá sido um engano. O comissário irlandês para a proteção de dados está a investigar se aconteceu a extraordinária coincidência da única pessoas que conseguiu a informação armazenada sobre si ter recebido tão exaustivo material sobre a sua própria vida.

    Diz-se, com razão, que manter uma ditadura é mais difícil na era da Internet. Basta ver a recente onda de liberdade que varreu o mundo árabe para o confirmar. A censura (recordo a Wikileaks, que também mostrou as enormes fragilidades da segurança e da privacidade na Internet) é mais difícil, assim como a manipulação política. Mas tudo tem o reverso da medalha. Se é verdade que a liberdade de expressão nunca teve tão poderoso instrumento nas mãos, as tentações securitárias também não. Nem a STASI, uma das mais meticulosas polícias políticas da história, conseguiu alguma vez saber tanto sobre os cidadãos como algumas das empresas em que parecemos depositar tanta confiança.

    A esmagadora maioria das empresas não se regem pelo respeito pela democracia, pelos direitos cívicos ou por quaisquer valores políticos e morais. E estão dispostas a abdicar de quase tudo se o seu lucro estiver em perigo. Basta recordar como, durante demasiado tempo, a Google colaborou com a censura na China e como só a pressão de muitos "clientes" a levaram a recuar para não depositar grandes esperanças nestas multinacionais da era moderna. Não sei se alguma vez as informações que o Facebook tem sobre centenas de milhões de cidadãos serão fornecidas a Estados, anunciantes ou seguradoras. Sei que o mesmo poder que recusamos a Estados democráticos, sujeitos a leis e ao escrutínio público, temos de recusar, por maioria de razão, a qualquer empresa.

    É claro que já não dispensamos o uso da Internet e das redes sociais. Mas temos de aprender a viver com elas. Obrigando estas empresas a cumprir as mesmas leis que exigimos a todos e deixando de viver na ilusão de que estes espaços públicos, detidos por empresas, são privados. Ou um dia ainda nos arrependeremos amargamente da nossa tonta boa-fé.



Publicado por Xa2 às 18:28 de 07.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Piratas atacam ...

state of the art , por Pedro Vieira

 

rabiscos vieira

Crime: Temida quebra de segurança grave em organismos do Estado

         Piratas ‘apagam’ Parlamento da net

    O grupo LulzSec Portugal, piratas informáticos que desde 15 de Outubro já atacaram, entre outros, os sites do Ministério da Administração Interna e das Finanças, de forças e serviços de segurança como a PSP e o SIS, além dos partidos políticos PSD, CDS, PS, provocaram ontem, às 20h00, um apagão de mais de vinte minutos no portal oficial da Assembleia da República.

    Os hackers, que decidiram invadir sistemas informáticos estatais como forma de contestação ao Governo, já estão a ser investigados pela Polícia Judiciária de Lisboa, apurou o CM.

    Os inquéritos estão a correr na Secção de Investigação a Crimes Informáticos e Tecnológicos – e têm por objectivo caçar os piratas, que se intitulam portugueses mas contam com o apoio de hackers estrangeiros. O objectivo é dirigir os ataques a partir de servidores fora do País, de forma a dificultar o trabalho da PJ na sua localização.

    O caso considerado mais grave até ao momento, ao não ter passado pelo simples bloqueio de sites, diz respeito ao roubo de dados sobre a identificação de 107 agentes da PSP, colocados em três esquadras da 2ª divisão, em Chelas. Os piratas entraram nos servidores do Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP e, a partir daí, expuseram anteontem as identidades, patentes, números de telefone e endereços electrónicos dos polícias através da rede social Twitter.

    Os investigadores da PJ, nos inquéritos que estão sob direcção da 9ª secção do DIAP de Lisboa, temem que já tenha sido violada informação privilegiada noutros organismos do Estado – que podem não ter acautelado de forma prévia os seus sistemas de segurança informática. Está ainda por apurar a dimensão dos prejuízos causados, por exemplo, no Ministério da Administração Interna.

 (- CM, 30.11.2011)

Ataques de piratas decididos numa sala de chat  Ataques informáticos feitos até agora são de fácil execução          (A imagem/marca deste grupo de hackers portugueses associa a máscara do grupo internacional "ANONYMOUS" -que a recuperou dum filme ?...? em que um cidadão e depois toda população a usou na revolta contra o governo ditatorial -, com a cartola e monóculo de Eça de Queirós, escritor de primeiro plano e crítico da governação e sociedade do seu tempo).



Publicado por Xa2 às 09:04 de 01.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

De governos e políticas ilegítimas ... a formas ilegais de oposição

Ao aceitarmos governos ilegítimos legitimamos formas extremas de oposição

por Daniel Oliveira

    Já se percebeu que a crise do euro, a cegueira da União Europeia e os desastrosos planos de austeridade serão a máquina trituradora dos governos europeus, sejam eles de esquerda ou de direita. Assim foi em Portugal e na Irlanda. Assim será em Espanha.

    Mas agora a coisa está a ficar um pouco diferente. Perante os hipertensos mercados, que veem na democracia um factor de risco, começa-se a desistir de ir sequer a eleições. Também os governos grego e italiano, um "socialista" e outro de direita, não resistiram à crise. E, para não perturbar os mercados, passou-se ao governo seguinte sem a maçada de ouvir os cidadãos. Na Grécia, será um governo onde socialistas, direita e extrema-direita convivem sem outro programa que não seja o de obedecer à chantagem da troika. À frente do executivo, terão um homem de confiança dos mercados, vindo do BCE e da Trilateral(*). Em Itália, passa-se, sem direito ao voto dos italianos, a um governo de "tecnocratas", dirigido por um ex-comissário europeu em quem ninguém votou. E será este governo, sem a legitimidade do voto, a aplicar um programa de austeridade.

    Sejamos claros: os governos de Papademos e Monti são governos ilegítimos. Isso dificultará a aplicação dos desastrosos programas de austeridade, o que é, como devem imaginar, o menor dos meus problemas. Acontece que as democracias têm estipuladas formas legítimas de governo. E a essas formas legítimas de governo correspondem formas legítimas de oposição e resistência. Definidas pelas regras do Estado de Direito. Se falta legitimidade ao governo, a oposição também a dispensará.

    Quando eu digo a alguém que não são aceitáveis formas ilegais de oposição - o uso da violência, as greves selvagens ou a sabotagem económica, por exemplo -, tenho um excelente argumento para isso: os cidadãos devem respeitar a legalidade democrática porque os seus governos têm a legitimidade do voto. E poderão derrubar esse governo através do voto. Se, pelo contrário, os governos passam a apenas a responder a poderes não eleitos, a ser escolhidos administrativamente e a aplicar programas de austeridade sem sufragarem o seu programa nas urnas, este argumento deixa de ter validade. Se se dispensa legitimidade democrática aos governos, ela está dispensada para quem a eles se opõe.

    A ausência de democracia europeia está a contagiar as democracias nacionais na Europa. Quando, nos países que têm governos que não foram a votos (e haverá outros, depois da Grécia e de Itália), aparecer um qualquer Otelo local a defender um golpe militar, não lhe poderá ser respondido o mesmo que respondemos por cá: que quem quer derrubar governos concorre a eleições. Se elas foram banidas, sobram os instrumentos que aceitamos para combater governos ilegítimos.

    É isto que a Europa está a construir: não apenas governos ilegítimos, mas excelentes argumentos para formas de oposição que consideramos ilegítimas em democracias. Volto então a deixar o aviso: a gestão europeia desta crise não está a pôr em perigo apenas as nossas economias; está a destruir os fundamentos das nossas democracias. Quem aceita estes procedimentos como inevitáveis terá de se responsabilizar pelas suas consequências: aceitar como inevitáveis formas extremas de oposição. Porque ao dispensar a democracia para combater a crise faz-se uma escolha antidemocrática. E, sendo coerente, aceita-se que outros, para se oporem a essa escolha, sigam o mesmo caminho. Que isto nem sequer esteja a ser um debate na Europa é apenas um sintoma da doença que vivemos.

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* «ComissãoTrilateral»: - Uma organização privada fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski. Existem cerca de 300 membros, que são vitalícios e provenientes da Europa, Japão e América do Norte. Esses membros elitistas consistem de directores de grandes empresas, académicos e políticos de alto escalão. Foi o início na correria para a globalização. Não é surpresa então, que as "condicionalidades" se tenham tornado uma prática comercial padrão em 1974 com a introdução da Facilidade Estendida do Fundo (EFF)... [ver também: FMI, Banco Mundial, BCE, FED, clube Bilderberg]



Publicado por Xa2 às 18:40 de 14.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Democracia: da manipulação à suspensão e à ditadura dos mercados

Acabou o tempo de Citizen Kane

por Daniel Oliveira

   Nascido da implosão do sistema partidário corrupto de Itália, Silvio Berlusconi parecia  ser o político de uma nova era. Eu próprio julguei que assim fosse. Uma era em que os homens do dinheiro metessem a mão na massa e tomassem, eles próprios, as rédeas do poder. O primeiro-ministro italiano criou um partido à imagem e semelhança das suas empresas. Sem qualquer democracia interna, os candidatos, fossem eles gestores intermédios ou bombásticas apresentadoras de televisão, eram escolhidos com a mesma lógica que um departamento de recursos humanos escolhe os seus quadros e os promove. Sempre garantido a obediência ao chefe.
    Berlusconi tinha máquina de propaganda com a qual qualquer político populista sonha. O quase monopólio das televisões e um enorme poder na imprensa e na indústria editorial e de entretenimento garantiu anos de alheamento e estupidificação da política italiana. E nesse mundo virtual que ele criou a sua aberrante figura passava a parecer aceitável. Ele vivia para o show que ele próprio produzia para o País. E, com o poder político nas mãos, adaptava o Estado às suas próprias necessidades empresariais e pessoais, mudando leis para fugir a processos por corrupção ou para impedir qualquer ação contra o seu monopólio. 
    Escapou a tudo. E até os escândalos sexuais, numa Itália católica e conservadora, não lhe custaram a carreira política.
    Mas Berlusconi pode cair. Não será a oposição de esquerda a derrubá-lo. Nem a contestação e os sindicatos. Nem a comunicação social. Nem ele próprio. Tudo isso são forças do passado. De um tempo em que o poder político esperava ter o apoio do povo. De um tempo em que o poder económico tinha rosto. Afinal, Berlusconi representa o fim de uma era. E a sua queda é o virar de página. Foram os mercados que o fizeram cair. Que fazem cair, um a um, os governantes da Europa. Para os substituir por tecnocratas que "façam o que ter de ser feito". Não precisam de carisma, porque não precisam da simpatia povo. Têm as suas dívidas. O devedor, resignado, acata ordens. Os mercados têm os juros e o crédito e as agências de notação. Chega-lhes. Dispensam a democracia. Mesmo aquela que escolhe magnatas da comunicação social para primeiros-ministros. 
    O tempo em que Citizen Ken tinha o mundo a seus pés acabou. A manipulação da democracia já não é necessária. Porque a democracia está suspensa. O populismo já não tem qualquer utilidade. Porque o povo não tem voto na matéria. Os mercados ditam a lei. Isso chega.


Publicado por Xa2 às 13:27 de 10.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

«Não há alternativa» dizem os pró-ditadura

Nem tudo nos media é produto tóxico neo-liberal

José Vítor Malheiros escreve no Público (donde recentemente foi despedido Vital Moreira) artigos de análise política de grande importância para o esclarecimento de uma realidade em geral escamoteada nos media. Os seus artigos de opinião constituem assim verdadeiro serviço cívico. Parabéns.
O de hoje partilho-o com vocês.



Publicado por Xa2 às 18:23 de 09.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Contra-ofensiva para resgatar Democracia confiscada pela finança
 
O então capitão Varela Gomes, que chefiou, em 1961, o assalto ao quartel de Beja, durante o qual foi gravemente ferido, diria mais tarde no seu julgamento que Salazar “continuava no poder a profissão do pai: feitor dos ricos”. Não pude deixar de me lembrar desta expressão quando Warren Buffet veio dizer que não queria continuar a ser mimado com o excesso de isenções fiscais que beneficiam os mais ricos e pediu para fazerem o favor de lhe aumentarem os seus impostos, no que foi seguido por cerca de trinta dos detentores das maiores fortunas de França. Não para que, ao contrário do que parece ter entendido o nosso governo, se sobrecarregassem aqueles que já estão com a corda ao pescoço, mas sim os mais ricos, sistematicamente protegidos, aqui e em outros países ocidentais, por opção ideológica dos respectivos governos.

 

Também não se trata, da parte de Buffet e dos seus confrades franceses, apenas de um sobressalto cívico, mas sobretudo do receio de que o empobrecimento geral possa ter consequências económicas, políticas e sociais que não os deixarão impunes. Claro que não estamos perante a luta de classes virada do avesso. O americano reconheceu, sem complexos, que há uma luta de classes que eles, os mais ricos, estão a liderar e a ganhar. Graças à subserviência com que os “feitores” instalados nos governos, alguns dos quais oriundos da esquerda, têm gerido, nesta era de globalização desregulada, a causa do capitalismo financeiro. Com o senão de ainda não terem compreendido as causas da crise e estarem a repetir as receitas que estiveram na sua origem. Eis o que preocupa Buffet e alguns ricos que vêm mais longe do que os “feitores”. Não entre nós, onde parece que alguns dos mais ricos, coitadinhos, são trabalhadores assalariados. Ao ouvi-los fica-se na dúvida se um dia destes não irão inscrever-se no Rendimento Social de Inserção.

Seja como for, a posição tomada pelo terceiro homem mais rico dos Estados Unidos é, objectivamente, a acusação mais humilhante até agora feita aos governos das nossas democracias. Constitui o reconhecimento de que os governos actuais estão capturados pelo grande capital. O que significa que a democracia está confiscada pelo capitalismo financeiro triunfante. A democracia e a soberania. Porque não vale a pena ter ilusões.
Quando se afirma que é preciso mais Europa é preciso saber o que isso quer dizer. Não pode ser, com certeza, mais Alemanha e mais França, ou seja mais Merkel e mais Sarkozi – em quem nós não votámos - e menos Portugal, menos Espanha, menos Grécia, menos Irlanda, menos Itália. Ou por outras palavras: menos Europa e menos democracia.
Nunca houve tanta desigualdade na Europa, entre os Estados e dentro de cada país. E se o caminho fosse o do federalismo, lembro que não há, neste momento, nenhum mecanismo institucional capaz de assegurar, à semelhança do que acontece nos EUA, a igualdade entre os Estados, como o Senado, cuja composição é paritária, independentemente do peso demográfico de cada Estado. Lembro também que nos actuais tratados da EU está consagrado o princípio da igualdade soberana entre Estados, cada vez mais letra morta.
Convém ser lúcido. Estamos numa nova era. Depois de se ter lutado para libertar o nosso país de uma ditadura política, trata-se de compreender que hoje, o objectivo essencial, em Portugal e na Europa, é libertar a democracia da ditadura do capitalismo financeiro e também do cada vez mais ostensivo Directório europeu. O que implica, da parte dos partidos socialistas, uma nova visão, uma nova estratégia e uma nova radicalidade democrática. Há muitos anos que não era tão grande a responsabilidade do PS. Até os mais ricos perceberam que a austeridade provoca recessão, que por esta via a economia não cresce, os países empobrecem, as desigualdades aumentam, o desemprego dispara e chega a um momento em que os pobres, os trabalhadores e a classe média já não têm mais nada que possa ser cortado. É então que o inesperado pode acontecer.

Perante o excesso de zelo do actual governo, o seu ataque sem paralelo às funções sociais do Estado, a venda ao desbarato de bens públicos, a sobrecarga de impostos sobre trabalhadores e classe média e a rendição do primeiro ministro à Sr.ª Merkel, os socialistas não podem pactuar com políticas e cumplicidades que estão a subverter o projecto europeu e a colocar em risco a coesão nacional.
Exige-se-lhes de novo uma grande intransigência ética. A mesma intransigência e o mesmo idealismo daqueles que há cerca de dois séculos e meio fundaram o movimento socialista. Como escreveu Octávio Paz, prémio Nobel da Literatura, “faliu a resposta histórica à pergunta formulada pelos primeiros socialistas sobre a injustiça inerente ao capitalismo, mas a pergunta permanece.” Até porque nunca, como agora, foi tão poderoso e tão injusto o poder do Capital consubstanciado nesta nova forma de ditadura, a ditadura dos mercados. Recordo um verso de Sophia: “Os ricos nunca perdem a jogada”. É disso que se trata. Os mais lúcidos dos mais ricos não querem perder a jogada e sabem que o excesso de zelo dos seus ideólogos e “feitores” pode provocar um desastre de consequências incalculáveis.

Apetece ouvir de novo a voz do grande Presidente F.D.Roosevelt quando, no célebre discurso do Madison Square Garden, em 1936, ripostou e passou à ofensiva contra o poder organizado do grande dinheiro: “Porque eu tenho um mandato popular.” Eis a questão: ser ou não ser fiel ao mandato popular. E eis o grande combate político deste novo ciclo: resgatar a democracia e restitui-la aos cidadãos.
   (-por Manuel Alegre, 7.9.2011)


Publicado por Xa2 às 01:07 de 09.09.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Líbia

Libia  Hourra !  Tripoli  Hourra !

 "Cobre-te canalha na mortalha,
hoje o rei vai nu,
os velhos tiranos há mil anos morrem como tu..."
É o velho Zeca que cantarolo assistindo, contente, às manifestações populares em Tripoli celebrando a entrada dos rebeldes e o fim do tirano. Como supus, o povo de Tripoli estava tão deserto como o de todas as outras regiões por se ver livre do torcionário - ou porventura mais, dado tem sido ainda mais martirizado, como refém do regime nos ultimos meses.
Vejo a praça da Liberdade a abarrotar em Benghazi, a demonstrar como têm estado errados os comentadores de bancada, em Portugal e não só, que papagueiam as teses khadaffianas de que não há sentido de unidade nacional na Libia, de que a fragmentação tribal impede, bloqueia, dificulta, bla, bla, bla....  Não há pachorra!...

["E o povo líbio, estará preparado para a democracia?..." foi neste sentido a pergunta.
E que povo está preparado para a democracia, antes de começar a praticá-la? pergunto eu. É que a aprendizagem da democracia só se faz de uma maneira - praticando-a.  ... Mais do que nós em 1974 ... e cá andamos, continuando a procurar aprender. ]

Dois aviões sul-africanos estão estacionados em Tripoli, diz a Al Jazeera, para levar Khadaffy para o exilio, no Zimbabwe ou em Angola. Os povos obviamente não o merecem, mas os dirigentes daqueles países são anfitriões à altura do exilado, sem dúvida nenhuma. Deixá-lo ir, se for - não perderá pela demora.
Dois ou três filhos do louco assassino terão sido entretanto detidos, incluindo o odiado/desprezado Saif Al Islam. Ao menos que esses sejam levados a julgamento.
Cobre-te canalha na mortalha....
E os canalhas não são só Khadaffy, filhos e os lacaios do regime que restam. Há a corte internacional, incluindo lusa, que se esmerou no beija-mão do torcionário, à conta dos proventos petrolíferos e outros. Cubram-se, canalhas, pelas migalhas...

 

Portugal e a Libia 

Estranho é que até hoje não haja informação transparente sobre os bens libios que Portugal devia ter congelado para oportunamente entregar aos novos representantes do Estado libio, em conformidade com decisões do Conselho de Segurança da ONU - e Portugal, recorde-se, até preside ao respectivo Comité de Sanções instituido pelo CSNU.
A "amizade" que levou Luis Amado e José Sócrates a visitar Khadaffy e a recebê-lo em Lisboa varias vezes é suposta ter-se traduzido em investimentos no nosso país, designadamente da Libyan Investment Authority e outras fachadas utilizadas pela ladroagem de Khadaffy, para além de portas que possa ter aberto ao BES e empresas portuguesas.
Quando visitei Benghazi, em Maio passado, interlocutores do CNT pediram a minha intervenção para lhes serem rapidamente entregues por Lisboa dois aviões C-130 libios que estavam já prontos, depois de reparações nas OGMA. Com garantias de pagamento de todas as responsabilidades, com a devida autorização do CSNU e com conhecimento da NATO, evidentemente. Fiz logo as diligências que me pareceram adequadas, junto das instâncias competentes. Pouco depois, um emissário do TNC veio a Lisboa formalizar o pedido.
Ignoro se ainda o anterior governo, ou já o actual, trataram de corresponder ao pedido dos representantes dos "rebeldes" libios.
Era bom que sim.
... a verdade é que os "rebeldes" já são o poder na Líbia.
E, afinal, onde está realmente Portugal, para além de declarações cantantes?



Publicado por Xa2 às 13:07 de 25.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O polvo jardinista e a cobardia do PSD

O POLVO JARDINISTA E A COBARDIA DO PSD

«Acabado de chegar da Madeira, depois de participar num debate sobre a liberdade de imprensa na região, trago, como sempre acontece quando lá vou, um conjunto de histórias extraordinárias. Histórias que o resto do País vai ignorando, enquanto sorri com as palermices do senhor Jardim. 
 
Antes de mais, a história do "Jornal da Madeira". Um pasquim detido numa ínfima parte pela diocese do Funchal mas que é, na realidade, propriedade do Governo Regional da Madeira. Apesar de ninguém querer ler aquilo, já custou quase cinquenta milhões aos contribuintes. Tem o preço de capa de dez cêntimos mas é, na realidade, distribuído gratuitamente por toda a Madeira. Dizer que é um jornal de propaganda ao regime jardinista seria injusto para aquela coisa. Um recente relatório da ERC fez o levantamento de 15 edições. A esmagadora maioria das notícias era elogiosa para o presidente, secretários regionais e presidentes de câmara (todos do PSD). Uma pequena parte era neutra. Em nenhuma notícia (de centenas) havia uma qualquer informação que lhes fosse negativa. Todos os colunistas são da área do partido do poder, começando pela coluna diária "escrita" por Alberto João. A promoção do jornal é clara: "se quer conflitos inúteis, leia os outros". Ali não há conflitos, úteis ou inúteis. Todos falam a voz do dono.
  
Já não se critica o facto do governo regional pagar um órgão de propaganda descarada, onde nem sequer se simula o pluralismo. Já nem se critica que um jornal pago pelos contribuintes seja mero porta-voz de um partido político. Aliás, num relatório recente da Assembleia Legislativa da Madeira, o papel de divulgar o ponto de vista do governo é assumido, considerando-se que os problemas da liberdade de imprensa na região resultam da existências dos outros órgãos de comunicação social que, veja-se o desplante, também dão voz à oposição. O que se critica, veja-se ao ponto mínimo que se teve de chegar na exigência democrática, é que o Estado pague para ele ser distribuído gratuitamente enquanto os restantes, para sobreviver - apesar de terem muito mais leitores - têm de ser vendidos. O que se critica já é apenas a concorrência desleal promovida com o único objetivo de levar à falência a imprensa regional independente. Com especial atenção para o "Diário de Notícias" do Funchal, que, tendo muito mais leitores, não desiste de fazer jornalismo e de ser pago por isso.
  
Já veio uma decisão da ERC. Já veio uma decisão da Autoridade para a Concorrência. Aquilo tem de acabar. Mas, já se sabe, as leis da República não atravessam o Atlântico. Alberto João Jardim não cumpre a decisão. Porque não quer. E quando Alberto João Jardim não quer não se fala mais nisso. Se, quando foi à Madeira, o Presidente da República teve de se encontrar com os partidos da oposição clandestinamente, num hotel, já que foi proibido de ir à Assembleia Legislativa, como pode alguém acreditar que alguma vez alguém obrigará o senhor Jardim a acatar a Constituição? Se todos se vergam ao ditador, como podemos esperar que a lei chegue à Região Autónoma?
 
Os relatos sobre os atropelos à liberdade de imprensa e de expressão estão longe de acabar aqui. Jornalistas expulsos, com recurso à força, de conferências de imprensa, agressões, ameaças, insultos, tudo é banal no regime de Jardim. O presidente diz o que quer, nos termos que quer. Ameaça publicamente os seus opositores. Insulta. Recorre à calúnia. Está protegido pela imunidade, que ele confunde com impunidade. Mas se alguém lhe responde o processo é mais do que certo. Alberto João Jardim é recordista nacional de processos contra jornalistas, colunistas e políticos por abuso de liberdade de imprensa. Processos onde o governo regional envolve recursos públicos. Se os opositores também têm, como ele, imunidade, a coisa resolve-se sem problemas: o parlamento regional, onde o PSD domina, retira-lhes a imunidade. Ou seja, Jardim diz o que quer sem nunca ter de responder perante a lei. Essa, aplica-se a quem lhe responda. E os tribunais vão colaborando com a cobardia, condenando dezenas de pessoas por responderem ao inimputável Jardim.
 
Poderia falar do resto, para além da liberdade de imprensa. Da inexistência do regime de incompatibilidades (que vigora no resto do País) para os titulares de cargos públicos, que permite, como é aliás comum acontecer, que os beneficiários de uma medida participem na decisão que os envolve. Ainda recentemente um importante político do PSD foi brindado com a concessão, por mais de trinta anos, do Casino de Porto Santo. Jaime Ramos, um dos principais homens do jardinismo, é dono de meia Madeira. Se em todo o País se pode falar de promiscuidade entre política e economia, entre interesse público e interesses privados, seria absurdo falar nestes termos daMadeira. Ali, não há sequer qualquer tipo de distinção entre PSD, Estado e empresas. São uma e a mesma coisa. E o polvo jardinista está em todo o lado, manda em tudo e não se lhe pode fugir. Quem tem a coragem de se lhe opor ou tem rendimentos próprios que não dependam de negócios locais ou é bom preparar-se para a penúria e para o desemprego.
  
Visto tudo isto, e tanto mais que havia para contar, não deixa de ser curioso ver o PSD encher a boca com concorrência, menos Estado e liberdade de iniciativa no continente enquanto na Madeira institui um regime autoritário, onde o Estado está em tudo menos naquilo em que é necessário. Pedro Passos Coelho, os que o antecederam e os que lhe sucederão bem podem pregar sobre as suas convicções liberais. Onde o PSD está no poder há 35 anos não há nem social-democracia, nem liberalismo democrático. Há um regime que não respeita a liberdade, há um Estado clientelar, há a utilização dos recursos públicos para pôr a economia ao serviço do cacique local e dos seus amigos. Enquanto o PSD não afastar este homem das suas fileiras não tem qualquer credibilidade para criticar o que, de forma tão tímida quando comparada com o comportamento do senhor Jardim, se faz no continente. Não gostam os senhores do PSD de falar da sua coragem para tomar decisões difíceis? Provem-no. Comecem na sua sua própria casa
  
Ainda não tinha aterrado em Lisboa e já tinha mais um processo de Alberto João Jardim. E vão quatro. Uma gota nas centenas de processos por difamação, atentado ao bom nome ou abuso de liberdade de imprensa com que Alberto João Jardim inunda o tribunal do Funchal. Um automatismo que é fácil para Jardim: não põe os pés no tribunal (um privilégio que os juízes lhe garantem sempre ) e quem paga o advogado e as custas são os contribuintes. »  [- Daniel Oliveira, Expresso]
 


Publicado por Xa2 às 13:07 de 17.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Vivam as Mulheres !

Nós, Cidadãs e Cidadãos, Mulheres e Homens, com a Itália, Contra Berlusconi !Berlusconi ultrapassou todos os limites, alardeando corrupção, falta de escrúpulos, de valores, de ética e de respeito para com a liberdade, a dignidade e, acima de tudo, para com as Mulheres! Berlusconi envergonha a União Europeia que, em nome da não ingerência nos assuntos internos dos Estados-membros, calou a indignidade que simboliza a sua existência como Primeiro-Ministro de Itália... uma União Europeia que, pelo contrário, em nome dos Direitos Humanos, dos Direitos das Mulheres e dos Direitos Fundamentais das Pessoas, deveria ter feito saber ao povo italiano que o nosso espaço comum não quer símbolos do que de pior tem a História Humana... porém, por ser política e económicamente gerida por homens, cujos valores em termos de igualdade de género e de compreensão cultural da sexualidade muito deixam a desejar, agarrados que estão a uma história de escravidão e submissão sexual das mulheres a quem consideram ainda como seres imberbes, infantis e descartáveis, El Cavalieri manteve o seu poder com a cumplicidade tácita do atraso cultural dos "machões" que se escondem sob a capa da hipocrisia do que se considera "correcto". Eu, pela minha parte, de há muito a este momento, prometera a mim mesma só voltar a evocar o seu nome neste espaço, depois de italianas e italianos levantarem alto e inequivocamente a sua voz contra este ditador da "velha ordem" que, de facto!, não representa a sociedade italiana mas, apenas e só!, as corporações de interesses que, masculinamente, dominam o mercado financeiro, económico e político, de que as mulheres e os homens sãos há muito se afastaram. Hoje, porém, é dia de voltar a dizer "com todas as letras" o que deve ser dito sobre esta aberração política que ainda governa, entre nós, na Europa... é Dia porque as Mulheres Italianas vieram à rua gritar "alto e bom som" que "a Itália não é um Bordel", exigindo a saída desta vergonha internacional, protagonizada por um insolente narcisista que não tem a mais leve consciência do que representa para todos nós.... foram 100.000 mulheres, italianas, a exigir respeito e dignidade na forma de tratamento com que a sociedade as retrata, dando a saber ao mundo que não estamos dispostas a deixar a nossa imagem nas mãos dos que descredibilizam a Dignidade Humana e consideram de importância menor os comportamentos violentos e agressivos que significam os padrões de comportamento que a masculinidade de Berlusconi personifica! Viva Itália! Vivam as Mulheres Italianas!



Publicado por Xa2 às 07:07 de 14.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Antiga Sec. de Estado faz retrato arrasador do PS, do Governo e de Sócrates

Numa entrevista citada pelo jornal Público, Ana Benavente, antiga secretária de Estado de António Guterres, faz um retrato arrasador do Partido Socialista, do Governo e do primeiro-ministro, José Sócrates.

A liderança de José Sócrates tornou-se «autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o centralismo democrático de Lenine».

Num artigo da revista Lusófona de Educação, citado pelo jornal Público, a antiga dirigente acredita que «de nada serve ao Governo a confissão e a absolvição, com mais ou menos castigos e rezas». Isto porque «o problema é mais grave e os pecados do PS são muitos».

Ao autoritarismo e à ausência de debate, Ana Benavente soma o neoliberalismo, a falta de ética democrática e republicana, o marketing político banal e constante, e a falta de credibilidade quer por incompetência, quer por hipocrisia, dando o dito por não dito em demasiadas situações de pesadas consequências.

Mas as divergências não ficam por aqui. A antiga secretária de Estado da Educação durante seis anos no Governo de Guterres, acusa o PS de Sócrates de ter assumido «políticas de direita, tornando o país mais pobre, politica e economicamente».

A solução passa por reforçar os direitos dos trabalhadores. desenvolver os direitos de cidadania e do consumidor, reforçar a assistência pública, mudar o paradigma energético, desenvolver um sistema de saúde solidário e alargar o sector público, considera Ana Benavente.

TSF

Acrescento só que Ana Benavente não foi convidada por José Sócrates para ocupar qualquer pasta governamental.



Publicado por Izanagi às 12:05 de 07.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Viva o povo tunisino

TUNÍSIA: jovem imola-se pelo fogo e derruba ditadura

    No dia 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid, localidade tunisina, Mohamed Bouazizi, de 26 anos, com curso superior de informática, no desemprego, ia subsistindo como vendedor ambulante de fruta e hortaliça, quando mais uma vez a polícia o proibiu de vender na rua, única forma que lhe restava de subsistência da família. Revoltado, Mohamed Bouazizi foi comprar gasolina e imolou-se pelo fogo, em frente da câmara municipal.
    Em 14 de Janeiro, menos de um mês depois, o ditador Ben Ali, que há 23 anos governava o país, teve de fugir para a Arábia Saudita, derrubado pela onda de revolta que por todo o país alastrou resistindo à repressão que causou 66 mortos (dados de organizações dos direitos humanos.)
    O acto de desespero de Mohamed Bouazizi foi a centelha que incendiou o mar de descontentamento, humilhação, desemprego e pobreza da população tunisina revoltada com a corrupção e o enriquecimento faustoso do ditador e seus apaniguados.
    O ditador prometeu tudo. Não se “recandidatar”, dar liberdade de expressão, diminuir os preços da alimentação. Tarde demais. As manifestações principalmente de estudantes e comerciantes não paravam e receando os excessos na repressão (e a justiça internacional) o chefe do Exército suspendeu-a contra as ordens do ditador.
    Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egipto, como aliás os restantes países árabes vivem sob ditaduras toleradas quando não apadrinhadas pela Europa. Só quando os ditadores não são “os nossos ditadores”, e atacam os “nossos” interesses, é que a democrática Europa se agonia com as ofensas à liberdade.
    Estes ditadores corruptos e a minoria privilegiada que os apoia, saqueiam e condenam à miséria e atraso os seus povos. A democrática União Europeia, a França, a Alemanha, a Suiça, a Itália e outros, recebem, escondem e aplicam as fabulosas fortunas roubadas por estes ditadores e ao apoiarem-nos são um factor decisivo contra a  democratização dos seus países.
    E não serve de desculpa o perigo de serem substituídas por ditaduras fundamentalistas piores. O fundamentalismo é alimentado pela miséria, pela consciência das injustiças sociais e do conúbio do Ocidente com estes regimes corruptos e despóticos em troca do saque das riquezas nacionais. Na Tunísia o movimento islâmico fundamentalista, proibido, Nahda (Renascimento) não teve nenhum papel nesta revolta popular.
    Obama saudou o derrube do ditador. Os líderes europeus seguem-lhe o exemplo timidamente. A queda do ditador, por enquanto é só isso e para dar lugar a uma revolução democrática a movimentação popular tem de continuar e desmantelar o aparelho que suportava o regime.
      Dois dados muito interessantes da “revolução” tunisina:
1º: O papel das novas tecnologias, telemóvel, internet, canais estrangeiros de televisão não censurados, nomeadamente da Al Jazira permitiram a comunicação e a coordenação das manifestações à escala nacional.
2º: o surgimento de manifestações de apoio por todo o norte de África onde o Egipto poderá estar na calha para seguir o exemplo da Tunísia.
__________________
Tunísia:  163.610 Km2. Cerca de 10,6 milhões hab. Pib/capita USA $9,500 (2010 est.) Link ; link .

 # posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra 



Publicado por Xa2 às 07:07 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Querer revolução pacífica

A líder oposicionista birmanesa Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz 1991, foi libertada (em 13.11.2010), pelo regime de ditadura militar de Myanmar (ex-Birmânia). Nos últimos 19 anos, passou 13 sob prisão. Hoje é um dia melhor para todos.

 

Aung San Suu Kyi quer revolução pacífica na Birmânia

 - por Joana Viana, I on line, 16.11.2010  

    Líder pró-democracia, Lady Birmânia, Nelson Mandela no feminino. Aung San Suu Kyi é conhecida por vários nomes diferentes, mas a razão pela qual é famosa no mundo inteiro é apenas uma: nos últimos 20 anos passou a maior parte da sua vida na prisão por liderar o movimento (pacifista) de resistência à Junta Militar, que mantém a Birmânia numa ditadura há mais de duas décadas.

    Na semana passada, o país foi marcado pelo imprevisível: depois de vários avanços e recuos na libertação da líder da Liga Nacional para a Democracia (LND), a Junta Militar deixou-a sair pelo seu próprio pé da casa onde vivia em prisão domiciliária há sete anos.

    Desde então, a opositora ao regime tem tido encontros com equipas do partido na sede de campanha decorada para a receber, esteve com um dos filhos - que estava proibido de entrar no país e de ver a mãe há mais de dez anos - e deu uma entrevista exclusiva à BBC.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 19.11.10 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

União e protesto: ''Ditamole'' dos mercados intoxica cidadãos e o projecto U.E.

A  Ditamole  ,  [ Boaventura de Sousa Santos, Visão, 21-10-2010]

-

 
Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de 40 anos, entre 1974 e 2010.
Nos 48 anos que precederam a revolução de 25 de abril de 1974, viveu sob uma ditadura civil nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar.
A partir de 2010, entrou num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada "mercados".

 

As duas ditaduras começaram por razões financeiras e depois criaram as suas próprias razões para se manterem. Ambas conduziram ao empobrecimento do povo português, que deixaram na cauda dos povos europeus. Mas enquanto a primeira eliminou o jogo democrático, destruiu as liberdades e instaurou um regime de fascismo político, a segunda manteve o jogo democrático mas reduziu ao mínimo as opções ideológicas, manteve as liberdades mas destruiu as possibilidades de serem efetivamente exercidas e instaurou um regime de democracia política combinado com fascismo social. Por esta razão, a segunda ditadura pode ser designada como "ditamole".

Os sinais mais preocupantes da atual conjuntura são os seguintes.
Primeiro, está a aumentar a desigualdade social numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804 mil, isto é, cerca de 15% da população ativa;
 em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634 836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias europeias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar a cometer o suicídio.

Segundo, o Estado social, que permite corrigir em parte os efeitos sociais da desigualdade, é em Portugal muito débil e mesmo assim está sob ataque cerrado. A opinião pública portuguesa está a ser intoxicada por comentaristas políticos e económicos conservadores - dominam os media como em nenhum outro país europeu - para quem o Estado social se reduz a impostos:
os seus filhos são educados em colégios privados, têm bons seguros de saúde, sentir-se-iam em perigo de vida se tivessem que recorrer "à choldra dos hospitais públicos", não usam transportes públicos, auferem chorudos salários ou acumulam chorudas pensões.
O Estado social deve ser abatido. Com um sadismo revoltante e um monolitismo ensurdecedor, vão insultando os portugueses empobrecidos com as ladainhas liberais de que vivem acima das suas posses e que a festa acabou. Como se aspirar a uma vida digna e decente e comer três refeições mediterrânicas por dia fosse um luxo repreensível.

Terceiro, Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais.
Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? Onde está o princípio da coesão do projeto europeu? Para gáudio dos trauliteiros da desgraça nacional, o FMI já está cá dentro e em breve, aquando do PEC 4 ou 5, anunciará o que os governantes não querem anunciar: que este projeto europeu acabou.

Inverter este curso é difícil mas possível. Muito terá de ser feito a nível europeu e a médio prazo.
A curto prazo, os cidadãos terão de dizer basta!
Ao fascismo difuso instalado nas suas vidas, reaprendendo a defender a democracia e a solidariedade tanto nas ruas como nos parlamentos. A greve geral será tanto mais eficaz quanto mais gente vier para a rua manifestar o seu protesto. O crescimento ambientalmente sustentável, a promoção do emprego, o investimento público, a justiça fiscal, a defesa do Estado social terão de voltar ao vocabulário político através de entendimentos eficazes entre o Bloco de Esquerda, o PCP e os socialistas que apoiam convictamente o projeto alternativo de Manuel Alegre.


Publicado por Xa2 às 00:08 de 22.10.10 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Inimigo da Ditadura !

No passado Domingo , dia 31 de Janeiro, morreu Manuel Serra um dos portugueses que mais vezes procurou derrubar a ditadura fascista !

Oriundo das escolas da JOC e militante socialista, Manuel Serra foi um incansável lutador pela liberdade.

 
Serra era uma personagem fascinante e que marcou gerações de resistentes, em particular de jovens trabalhadores católicos, que pouco a pouco se foram radicalizando na luta pelo derrube do regime.
Em seu nome, como de outros tantos, vamos continuar a luta pela emancipação e liberdade ! Esta não é uma conquista adquirida para sempre !
 


Publicado por Xa2 às 07:05 de 04.02.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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