Quarta-feira, 19.05.10

 

Verifiquei, com os meus próprios olhos, que a nobre Praça do Comercio está mais ampla e mais bonita, sem sombra de dúvida.

Mas, há sempre um mas…, continuamos, eu e muita gente que vive ou visita esta cidade, sem compreender porque, mórbidas, razões a Câmara Municipal teima em não providenciar o burgo com sanitários.

Há pontos nevrálgicos da cidade como sejam o já referido Terreiro do Paço, a Praça do Rossio, a Praça do antigo Império em Belém. Não compete ao Martinho da Arcada, aos Pasteis de Belém e outros estabelecimentos suprir as falhas do Município.

A não existência de WCs, em todas estas zonas e muitas mais, constitui uma grave falha no conceito de bem receber quem nos visita e que os municípios congeneres por essa Europa já resolveu, nomeadamente com a introdução de mecanismos de acesso controlo.

Por outro lado o Município poderia, muito bem, criar alguns postos de trabalho por forma a complementar remunerações a quem receba o rendimento de inserção social.

Não compete, tambem, às autarquias combater o desemprego e a subsídio-dependência?

Será difícil aos políticos autarcas entender isto?

Até agora tudo indica que tem sido!

Por nós, acreditamos que só não mudam as estatuas e sabemos bem, por via disso, o que as pombas lhe fazem.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:08 | link do post | comentar | comentários (1)

Terça-feira, 11.05.10

 

Antes dos impostos deveria promover-se a reorganização de muitas empresas públicas e autárquicas de modo a diminuírem-se os desperdícios.

No caso dos transportes, Metro e Carris, a fusão, é a questão. Não seria nenhuma novidade visto que por essa Europa é o que verifica, concretamente nas maiores urbes!

Uma questão polémica, com certeza. Um desafio arriscado, certamente. Mas, não fazem, a polémica e os riscos, parte da vida das pessoas e das sociedades? É claro que sim.

Esta hipótese, na perspectiva de qualquer contribuinte, teria como vantagens uma redução de gestores, assessores, directores, frotas de viaturas, serviços administrativos, despesas gerais, etc, além, muito naturalmente, um melhor serviço prestado e aumento de eficiência económica.

Num pais que necessita, imergentemente, economizar recursos e rentabilizar meios, na minha, modesta, perspectiva, não é alienando património ao desbarato, outra sim, a de juntar, agregar, rentabilizar e criar sinergias dos meios disponíveis.

No caso de Lisboa, o que deveria ser feito, para bem da boa gestão publica era uma única empresa de Transportes Colectivos Públicos, congregando o Metro e a Carris na qual se determinassem três grandes áreas de actuação que seriam “Direcções de Coordenação”, a saber:

1.  Gestão de Infra-estruturas;

2.  Gestão de Manutenção e Oficinal;

3.  Gestão de Frota e Exploração Comercial.

Que vantagens:

Ao nível de administração global seriam diminuídos custos que envolvem pagamentos a administradores (de 10 passariam para cinco ou máximo sete), concumitantemente diminuiria o número de assessores e conjuntamente menos viaturas, menos cartões de crédito e por aí adiante.

Quanto à gestão de infra-estruturas, seriam fortemente rentabilizadas, por exemplo, a existência de dois parques e instalações paralelas (Metro e Carris) existentes na Pontinha sub aproveitadas tanto uma como outra, deixariam de se verificar.

Ligada com a gestão de infra-estruturas está a questão da gestão e Manutenção da frota e oficinas, quer na vertente do material circulante quer dos próprios espaços oficinais. O material, em termos tecnológicos e de fiabilidade, tem vindo a evoluir muito rapidamente, a manutenção é cada vez mais ligeira e menos morosa. As paragens são cada vez menos frequentes e menos longas, o que leva a intervalos consideráveis de inactividade do pessoal nas respectivas oficinas. Há pois desperdícios de meios humanos, desaproveitamento de capacidades tecnológicas e oficinas grande parte do tempo vazias. Inevitavelmente prejuízos.

Tudo isto deve ser organizado de forma a proporcionar à componente comercial, afinal a verdadeira missão de uma empresa de transportes, transportar sempre nas melhores condições e melhor serviço aos clientes. A, gestão de frota, na vertente comercial, deve determinar, inequivocamente, uma profícua estratégia de inter-conexão que mais recentemente já se vem fazendo mas há que melhorar muito.

Naturalmente que tudo isto teria de passar por um sério debate, congregador da participação das autarquias, numa perspectiva de melhor ordenamento do território e da captação, para a sustentabilidade do transporte publico, de certas mais-valias urbanísticas decorrentes da expansão do serviço publico de transportes.



Publicado por Zé Pessoa às 00:11 | link do post | comentar | comentários (7)

Quinta-feira, 22.04.10

Ainda mal recolheu a procissão da agitação interna na tentativa, que se espera não seja vã, do arrumar da casa social-democrata, vêm aí as eleições internas das estruturas “inferiores” do PS ou seja, o que designam de secções e concelhias.

No caso da estrutura da capital, tudo indica, perfilam-se três candidatos; um dito do aparelho máximo do partido, Paulo Figueiredo, que já foi assessor de José Socrates, outro, Carlos Freire, que dizem (á boca pequena) ser o candidato da sucessão no poder instituído em Lisboa e um terceiro, Antonio Brotas, a valer por si próprio e pouco ou nada contará no esgrimir de espingardas aparelhisticos.

Os socialistas vêm, já há algum tempo, sendo chamados à participação na vida interna da sua/deles agremiação politica, embora, alguns já se não coíbam de dizer, recatadamente, que “para tais peditórios já dei” e que as atitudes de grande parte daqueles que actuam como sendo donos destas organizações ditas democráticas e onde todos se deveriam sentir como iguais, inter-pares, acabam por envergonhar quem queira, de boa fé, “intrometer-se” nas lides partidárias. Naturalmente que os demissionários não deixam de ter, apesar de tudo, algumas culpas no cartório.

Por outro lado, mesmo envolvendo bastante gente (é certo que mais de metade depois de eleitos nunca mais aparecem mas exibem o titulo) os lugares não chegam para todos. Em Lisboa cada candidatura pode apresentar 122 nomes sendo 61 efectivos e outros tantos suplentes. No caso soma 366 sortudos.

Como os lugares a ocupar, na respectiva comissão politica, é feito segundo o método de Hondt, há candidaturas que sabendo não ganhar se esforçam para conseguir alguns lugares.

Propostas? Sobre isso e a avaliar pelo que se conhece até agora tudo indica manter-se um vazio de ideias quase confrangedor.

Práticas? A cultura democrática uniformizou-se e tanto quanto se saiba ainda não foram publicadas novas cartilhas que cheguem ao entendimento das actuais gerações de eleitos partidários.

Sem pretender ser bruxo ou adivinho quase poderíamos garantir que daqui a dois anos este texto se encontrará actualizado. Se nos tivermos enganado, com agrado, muito agrado mesmo, daremos as mãos à palmatória.



Publicado por Zé Pessoa às 08:34 | link do post | comentar | comentários (15)

Segunda-feira, 19.04.10

Ali mesmo nas barbas da Junta de Freguesia, é uma vergonha!

Ali mesmo nas barbas da Junta de Freguesia do Lumiar verifica-se, há demasiado tempo, o que as fotografias muito significativamente ilustram.

Ao Senhor Vereador Fernando Nunes da Silva já dois emails foram enviados sem que qualquer deles tenha obtido a mínima resposta a que, pelo menos, as regras da boa educação mandariam fosse feito.

No dia 11 de Março enviei e-mail onde abordava a absoluta necessidade do arranjo do pavimento da Rua do Paço do Lumiar... o qual não obteve, até à presente data qualquer resposta a acusar a recepção do mesmo. Será que os serviços entraram, novamente, em regressão?

No segundo e-mail referi que “Neste momento (dia 8 do corrente mês) e dado que já há várias semanas se encontra em estado lastimoso, conforme fotos que junto, o cruzamento entre a Rua do Lumiar e a Alameda das Linhas Torres/Rua Alexandre Ferreira, junto às antigas (já desactivadas) bombas de gasolina. Ali as viaturas chegam, mesmo, a parar.”

Talvez fazendo eco através do LUMINÁRIA surta algum efeito junto dos responsáveis da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal. Pois admiram-se das criticas das populações que cada vez menos acreditam nos políticos, algumas vezes sem, e muitas delas com razão, muita razão.



Publicado por Zé Pessoa às 08:33 | link do post | comentar | comentários (2)

Quinta-feira, 15.04.10

As multas de estacionamento no Eixo Central de Lisboa - zona nobre, desde a Baixa até ao Campo Grande - não têm fundamento legal. Porque o contrato da EMEL com a Street Park é "ilegal".

 

As multas de estacionamento no Eixo Central de Lisboa (zonas mais procuradas, com maior exigência de rotatividade, com cerca de 13 mil lugares de estacionamento e a que corresponde, grosso modo, a Baixa e zona ribeirinha anexa, Chiado e zonas limítrofes, Restauradores, Av. da Liberdade, Marquês de Pombal, Av. Fontes Pereira de Melo, Saldanha, Av. da República, Campo Grande e zonas adjacentes, como as avenidas novas, Pç. de Espanha, etc.) são ilegais.

 

Esta é uma consequência do facto de a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) ter celebrado um contrato que o Tribunal de Contas (TC) classificou como ilegal com o agrupamento complementar de empresas (ACE) Street Park. De acordo com o TC, ao abrigo daquele contrato foram indevida e ilegalmente concessionadas àquele ACE competências municipais que só a Assembleia Municipal poderia autorizar. O que não aconteceu, ferindo, assim, de morte o contrato entre a EMEL e a Street Park ...

 

Daqui resulta que a Street Park não tem base legal para que os seus funcionários fiscalizem e autuem (multem) o estacionamento irregular no Eixo Central de Lisboa. O que, por outro lado, determina que não haja forma para que a EMEL possa exigir aos multados o pagamento em causa.

 

Como o Jornal de Lisboa noticiou anteriormente, o Relatório de Auditoria n° 14/09 do Tribunal de Contas (TC) é claro: "o contrato em análise encontra-se ferido de ilegalidade". É com esta conclusão que o Tribunal de Contas analisa o contrato que a EMEL celebrou com a Street Park...

 

Ora. De acordo com o TC, contrariamente ao que as partes envolvidas advogam, a “relação contratual estabelecida não se dirige a uma mera prestação de serviços" de manutenção e assistência técnica e de recolha das taxas de estacionamento, tendo a EMEL transferido para a Street Park a "exploração da actividade (...) através de um contrato que contém traços essenciais de uma concessão de serviço público".

Como sublinha o TC, "a possibilidade da concessão (...) de serviços públicos por parte dos municípios" é uma competência da assembleia municipal, a quem cabe dar autorização à câmara municipal para proceder à respectiva concessão "por concurso público". Neste sentido, salienta o relatório, "a figura da concessão por empresa municipal não tem previsão legal, nem, sequer, se encontra admitida a faculdade de a empresa municipal mandatar terceiros para em seu nome e no seu interesse exercerem a actividade para que foi criada".

 

Por outro lado, o Tribunal põe em causa a legalidade do sistema integrado de apoio à fiscalização (SIAF) [base de dados portátil que controla o número de infracções e emite avisos de pagamento para os veículos infractores] utilizado pela Street Park porque "não se encontra previsto nas disposições legais dos diplomas que regulam o estacionamento de duração limitada".

 

Jornal de Lisboa

  

A questão que coloco aos leitores é a seguinte: - quem vai para Tribunal, por uma multa de €30 ou €60, tendo que pagar os honorários do advogado, custas do processo, para além das idas ao Tribunal e do tempo que o processo se vai arrastar no mesmo?

Em Portugal, o crime público, praticado pelo poder central ou local, compensa.

Esta é a Democracia que merecemos!


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Publicado por Izanagi às 08:53 | link do post | comentar | comentários (2)

Quarta-feira, 14.04.10

Câmara de Lisboa cede e legaliza prédio da Lusófona.

 

Aprovação de prédio ilegal é votada hoje, por proposta da autarquia que sempre se opôs ao projecto

 

A Câmara de Lisboa vai apreciar hoje uma proposta do seu vice-presidente, Manuel Salgado, destinada a legalizar um edifício construído no Campo Grande (n.º 364) pela Universidade Lusófona, em violação do projecto aprovado. A proposta surge na sequência de um litígio, que inclui participações ao Ministério Público por "desobediência" e incumprimento de embargos. Pendente em tribunal está também uma acção na qual o município defende que a obra não é susceptível de legalização.

...

A cooperativa Cofac, dona da universidade, ignorou a ordem de suspensão dos trabalhos, situação que levou Manuel Salgado, em Outubro de 2007, a mandar demolir as obras ilegais e a proferir um novo embargo, que foi igualmente ignorado. O projecto de alterações entretanto apresentado pela Cofac para legalizar a obra foi indeferido na mesma altura, tendo a cooperativa interposto uma providência cautelar contra o novo embargo e o indeferimento, bem como uma acção em que pede a anulação de ambos os despachos.

A providência cautelar foi rejeitada pelo juiz em 2008 e a acção principal está a correr os seus trâmites, tendo até aqui a câmara defendido nos autos que não estão reunidos os requisitos que permitam, com base nas excepções previstas no Plano Director Municipal (PDM), legalizar o imóvel, entretanto concluído e ocupado. É esta posição que Manuel Salgado propõe agora que a vereação altere...

 

A informação, em que Salgado se apoia, admite que o projecto possua o "interesse económico e social" a que corresponde a outra excepção do PDM, mas salient a: "No entanto, não se pode deixar de referir que a importância do uso afecto a este edifício não justifica os moldes em que obra foi executada". O artigo do PDM que cria estas excepções tem um último número em que diz que "não é aplicável às construções ilegais". A informação citada, bem como uma semelhante de Janeiro e a própria proposta de Manuel Salgado, não faz qualquer alusão a este condicionamento.

 

Público

 

 

E se o incumpridor fosse você, leitor, a CML teria o mesmo comportamento?

 



Publicado por Izanagi às 09:29 | link do post | comentar | comentários (2)

Terça-feira, 16.03.10

 

Por mais de uma vez denunciado, parece que desta vez, finalmente, o portal irá ser reposto no lugar que sempre lhe pertenceu!

 

Este portal, situado na Rua Direita da Ameixoeira, tem uma inscrição datada de 1889 e alusiva a uma família de nobres. Não tenho conhecimento concreto, mas tudo indica, que esteja classificado como património municipal. Se o não estiver constituiria um lamentável lapso a exigir rápida correcção.

Não conheço e duvido que alguém saiba de qualquer esforço por parte do Executivo da Junta de Freguesia da Ameixoeira em ordem a qualquer informação aos fregueses ainda que o pudesse e devesse fazer, nomeadamente, através do respectivo portal. Outras informações também por ali não passam.

Existindo, como parece que existe, uma Associação de Defesa do Património Histórico na freguesia, seria crível, igualmente, um maior acompanhamento e divulgação sobre o que se passa em ordem à defesa do património da freguesia.

Estamos, tudo indica e lamentavelmente, mal servidos de todos os lados, detentores de poderes e putativas oposições.



Publicado por Zé Pessoa às 00:17 | link do post | comentar | comentários (2)

Terça-feira, 02.03.10
Metro – Alto do Lumiar

RECOMENDAÇÃO APRESENTADA PELO PRESIDENTE DA JUNTA, DR. NUNO ROQUE E APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EM 09/02/2010

 Considerando a importância que representa para a cidade de Lisboa o transporte em Metropolitano.

 Considerando que em 2003 se deu início a estudos preliminares de impacto ambiental para o prolongamento da linha do Metro do Aeroporto até ao Lumiar, com estação no Alto do Lumiar.

 Considerando que entre o Aeroporto da Portela e a Pontinha residem hoje mais de 120.000 habitantes, milhares dos quais pertencentes a zonas de realojamento.

 Considerando de grande relevância para a zona norte da cidade de Lisboa, o prolongamento da Linha do Metro entre o Aeroporto e a Pontinha, com estações no Centro da Urbanização do Alto do Lumiar (Avenida Carlos Paredes), Lumiar, Rua Prof. Fernando Lopes Graça (templo Hindu/Feira Nova/Paço do Lumiar) – Bairro Padre Cruz – Pontinha.

  A Assembleia Municipal de Lisboa, na sua reunião de 9 de Fevereiro de 2010, delibera:

 

  1.   Que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa diligencie junto do Senhor Ministro das Obras Públicas e do Presidente do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa, o prolongamento da linha do Metro Entre o Aeroporto e a Pontinha, com estações no Alto do Lumiar (Avenida Carlos Paredes), Lumiar, Rua Prof. Fernando Lopes Graça (templo Hindu/Feira Nova) – Bairro Padre Cruz – Pontinha.

 

   2.   Enviar esta Recomendação aos Senhores:

- Ministro das Obras Públicas;

- Presidente da Câmara Municipal de Lisboa;

- Presidente do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa;

- Presidente da Assembleia de Freguesia do Lumiar.

 Lisboa, em 5 de Fevereiro de 2010.

 Pelo Grupo Municipal do PSD

Nuno Roque

(Deputado Municipal/ Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar)

 http://www.jf-lumiar.pt/ via A.Moradores B.C.Vermelha



Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar | comentários (6)

Domingo, 07.02.10

O PS é um Partido mal gerido. Reconheçamos. Do ponto de vista da sua estrutura organizativa, entenda-se (as questões políticas são para outras conversas).

Tem um modelo organizativo passado, pesado e pouco funcional. Tem praticamente a mesma estrutura desde a sua fundação, vai quase para 40 anos. Ora a vida política nacional e internacional mudou. E muito. Já não estamos no PREC ou nos anos 80. Já não estamos a lutar pela construção de uma sociedade democrática em Portugal. Já a temos.

Já não lutamos nas ruas ou nos sindicatos (outro debate), mas nas instituições. Já não procuramos chegar ao Poder. Já lá estamos. No país, e nas autarquias. Somos, e temos sido, aliás, o motor e a charneira da modernização do nosso país. Há poucas dúvidas disso. Mas teremos um Partido tão «moderno» quanto o nosso Governo e as nossas políticas?
  

O PS em Lisboa tem 17 secções de residência. Mais um conjunto (disperso) de secções temáticas e sectoriais que – apesar de terem jurisdição junto da FAUL – tem grande parte da sua actuação na área de Lisboa. O número de militantes destas secções oscila entre os 100 e os 800. Algumas secções têm sede, condigna, outras nem tanto. Há secções que não têm sede de todo.

Há secções que coordenam e «elegem» uma Junta de Freguesia, outras coordenam mais de dez. Há secções com recursos, com capacidade de intervir junto da sociedade civil da sua área; e há aquelas que todos os meses se batem para pagar as suas contas. Há de todo, como se vê. E o Partido, nesta manta de retalhos, tem de procurar responder politicamente na cidade.


Como facilmente constatamos, não há, nem nunca houve, um critério definido ou uma estratégia racional de implementação do PS na Cidade. Muitas secções foram criadas «naturalmente» e respondiam a carências das populações locais. Muitas foram o fruto do momento revolucionário e da convulsão política dos anos 70 (a secção de Belém, só para citar um exemplo, era a antiga sede da Legião Portuguesa local…). Muitas foram ainda criadas por carolice local. A justificação desta dispersão e aparente incoerência era a necessidade do partido existir em toda a cidade e apoiar a militância de base.
Esta é a herança que recebemos do nosso passado. E, verdade seja dita, uma sobre a qual não reflectimos muito, aparte de umas fugazes tentativas infrutíferas (como a ideia da Loja-PS, uma espécie de loja do cidadão socialista). E há, em minha opinião, essa necessidade.

 

Temos de pensar que Partido temos, que Partido queremos ter e como o conseguir. Queremos secções sem sedes e com a casa às costas? Queremos secções com cento e picos militantes com uma capacidade de mobilização e de acesso a recursos muito diminuta? Queremos secções escondidas dos cidadãos, de costas para a sociedade ou com condições pouco atractivas para receber quem queiramos convidar a visitar-nos? Acham, verdadeiramente, que o Partido hoje é atractivo a quem o visita (e não é militante)?
Este diagnóstico não é novo, como já vos referi. Mas é altura para promovermos uma forte reflexão sobre as soluções e a estratégia a aplicar, se quisermos que as secções do PS em Lisboa voltem a ser dinâmicas, inclusivas e atraentes.

Um par de ideias para o debate: quantas secções deveria haver no PS Lisboa? Qual o número mínimo que pode ser considerado para se ter recursos disponíveis que permitam promover um trabalho interessante (1000? 500?). Que tipo de condições devem oferecer as nossas secções? E que visibilidade junto da sociedade civil?
Não me quero alongar, até porque este texto procura mais provocar o debate e a reflexão (e deixar as soluções e as propostas para uma outra ocasião), mas não queria terminar sem deixar uma provocação: está satisfeito com as condições da sua secção? Que condições gostaria de ter? Como imagina organizado o PS Lisboa?

      . José Reis Santos, in  +ambição por Lisboa

 



Publicado por Xa2 às 00:05 | link do post | comentar | comentários (10)

Quinta-feira, 03.12.09

A Junta de Freguesia da Ameixoeira deveria informar mais abrangente e atempadamente os fregueses que representa.

 

Lamentável e contrariamente ao que a Presidente do Executivo afirma “A Junta de Freguesia da Ameixoeira está constantemente a actualizar a nossa página com o intuito de manter uma informação precisa e concisa aos seus residentes.”, não corresponde à verdade dos factos.

Se a formação do novo Executivo, ainda que incompleto pela falta de fotos, já conste na página, a verdade é que a Assembleia que foi antes instalada ainda não consta. “Figura”, ainda, a Assembleia que já foi substituída no dia 27 de Outubro.

Além da falta de publicação de diversos documentos que interessaria aos fregueses conhecer, nomeadamente as actas tanto da Assembleia como do Executivo, como mandam observar os princípios da transparência e publicidade dos actos que, por sua natureza devem ser públicos/publicitados, o Executivo falha em não publicitar outros assuntos do interesse dos fregueses e da freguesia.

Foi, finalmente, colocado a debate publico o estudo prévio da requalificação, tendo em conta a recuperação ao traçado e desenhos originais deste ex-líbris da histórica freguesia da Ameixoeira, que é o jardim de Santa Clara. Esta notícia não consta na página da Junta, porquê?



Publicado por Zé Pessoa às 00:03 | link do post | comentar

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