Por Lisboa

 

Verifiquei, com os meus próprios olhos, que a nobre Praça do Comercio está mais ampla e mais bonita, sem sombra de dúvida.

Mas, há sempre um mas…, continuamos, eu e muita gente que vive ou visita esta cidade, sem compreender porque, mórbidas, razões a Câmara Municipal teima em não providenciar o burgo com sanitários.

Há pontos nevrálgicos da cidade como sejam o já referido Terreiro do Paço, a Praça do Rossio, a Praça do antigo Império em Belém. Não compete ao Martinho da Arcada, aos Pasteis de Belém e outros estabelecimentos suprir as falhas do Município.

A não existência de WCs, em todas estas zonas e muitas mais, constitui uma grave falha no conceito de bem receber quem nos visita e que os municípios congeneres por essa Europa já resolveu, nomeadamente com a introdução de mecanismos de acesso controlo.

Por outro lado o Município poderia, muito bem, criar alguns postos de trabalho por forma a complementar remunerações a quem receba o rendimento de inserção social.

Não compete, tambem, às autarquias combater o desemprego e a subsídio-dependência?

Será difícil aos políticos autarcas entender isto?

Até agora tudo indica que tem sido!

Por nós, acreditamos que só não mudam as estatuas e sabemos bem, por via disso, o que as pombas lhe fazem.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:08 de 19.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

ANTES DOS IMPOSTOS, AS REORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS

 

Antes dos impostos deveria promover-se a reorganização de muitas empresas públicas e autárquicas de modo a diminuírem-se os desperdícios.

No caso dos transportes, Metro e Carris, a fusão, é a questão. Não seria nenhuma novidade visto que por essa Europa é o que verifica, concretamente nas maiores urbes!

Uma questão polémica, com certeza. Um desafio arriscado, certamente. Mas, não fazem, a polémica e os riscos, parte da vida das pessoas e das sociedades? É claro que sim.

Esta hipótese, na perspectiva de qualquer contribuinte, teria como vantagens uma redução de gestores, assessores, directores, frotas de viaturas, serviços administrativos, despesas gerais, etc, além, muito naturalmente, um melhor serviço prestado e aumento de eficiência económica.

Num pais que necessita, imergentemente, economizar recursos e rentabilizar meios, na minha, modesta, perspectiva, não é alienando património ao desbarato, outra sim, a de juntar, agregar, rentabilizar e criar sinergias dos meios disponíveis.

No caso de Lisboa, o que deveria ser feito, para bem da boa gestão publica era uma única empresa de Transportes Colectivos Públicos, congregando o Metro e a Carris na qual se determinassem três grandes áreas de actuação que seriam “Direcções de Coordenação”, a saber:

1.  Gestão de Infra-estruturas;

2.  Gestão de Manutenção e Oficinal;

3.  Gestão de Frota e Exploração Comercial.

Que vantagens:

Ao nível de administração global seriam diminuídos custos que envolvem pagamentos a administradores (de 10 passariam para cinco ou máximo sete), concumitantemente diminuiria o número de assessores e conjuntamente menos viaturas, menos cartões de crédito e por aí adiante.

Quanto à gestão de infra-estruturas, seriam fortemente rentabilizadas, por exemplo, a existência de dois parques e instalações paralelas (Metro e Carris) existentes na Pontinha sub aproveitadas tanto uma como outra, deixariam de se verificar.

Ligada com a gestão de infra-estruturas está a questão da gestão e Manutenção da frota e oficinas, quer na vertente do material circulante quer dos próprios espaços oficinais. O material, em termos tecnológicos e de fiabilidade, tem vindo a evoluir muito rapidamente, a manutenção é cada vez mais ligeira e menos morosa. As paragens são cada vez menos frequentes e menos longas, o que leva a intervalos consideráveis de inactividade do pessoal nas respectivas oficinas. Há pois desperdícios de meios humanos, desaproveitamento de capacidades tecnológicas e oficinas grande parte do tempo vazias. Inevitavelmente prejuízos.

Tudo isto deve ser organizado de forma a proporcionar à componente comercial, afinal a verdadeira missão de uma empresa de transportes, transportar sempre nas melhores condições e melhor serviço aos clientes. A, gestão de frota, na vertente comercial, deve determinar, inequivocamente, uma profícua estratégia de inter-conexão que mais recentemente já se vem fazendo mas há que melhorar muito.

Naturalmente que tudo isto teria de passar por um sério debate, congregador da participação das autarquias, numa perspectiva de melhor ordenamento do território e da captação, para a sustentabilidade do transporte publico, de certas mais-valias urbanísticas decorrentes da expansão do serviço publico de transportes.



Publicado por Zé Pessoa às 00:11 de 11.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Mais do mesmo...

Ainda mal recolheu a procissão da agitação interna na tentativa, que se espera não seja vã, do arrumar da casa social-democrata, vêm aí as eleições internas das estruturas “inferiores” do PS ou seja, o que designam de secções e concelhias.

No caso da estrutura da capital, tudo indica, perfilam-se três candidatos; um dito do aparelho máximo do partido, Paulo Figueiredo, que já foi assessor de José Socrates, outro, Carlos Freire, que dizem (á boca pequena) ser o candidato da sucessão no poder instituído em Lisboa e um terceiro, Antonio Brotas, a valer por si próprio e pouco ou nada contará no esgrimir de espingardas aparelhisticos.

Os socialistas vêm, já há algum tempo, sendo chamados à participação na vida interna da sua/deles agremiação politica, embora, alguns já se não coíbam de dizer, recatadamente, que “para tais peditórios já dei” e que as atitudes de grande parte daqueles que actuam como sendo donos destas organizações ditas democráticas e onde todos se deveriam sentir como iguais, inter-pares, acabam por envergonhar quem queira, de boa fé, “intrometer-se” nas lides partidárias. Naturalmente que os demissionários não deixam de ter, apesar de tudo, algumas culpas no cartório.

Por outro lado, mesmo envolvendo bastante gente (é certo que mais de metade depois de eleitos nunca mais aparecem mas exibem o titulo) os lugares não chegam para todos. Em Lisboa cada candidatura pode apresentar 122 nomes sendo 61 efectivos e outros tantos suplentes. No caso soma 366 sortudos.

Como os lugares a ocupar, na respectiva comissão politica, é feito segundo o método de Hondt, há candidaturas que sabendo não ganhar se esforçam para conseguir alguns lugares.

Propostas? Sobre isso e a avaliar pelo que se conhece até agora tudo indica manter-se um vazio de ideias quase confrangedor.

Práticas? A cultura democrática uniformizou-se e tanto quanto se saiba ainda não foram publicadas novas cartilhas que cheguem ao entendimento das actuais gerações de eleitos partidários.

Sem pretender ser bruxo ou adivinho quase poderíamos garantir que daqui a dois anos este texto se encontrará actualizado. Se nos tivermos enganado, com agrado, muito agrado mesmo, daremos as mãos à palmatória.



Publicado por Zé Pessoa às 08:34 de 22.04.10 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

No Lumiar

Ali mesmo nas barbas da Junta de Freguesia, é uma vergonha!

Ali mesmo nas barbas da Junta de Freguesia do Lumiar verifica-se, há demasiado tempo, o que as fotografias muito significativamente ilustram.

Ao Senhor Vereador Fernando Nunes da Silva já dois emails foram enviados sem que qualquer deles tenha obtido a mínima resposta a que, pelo menos, as regras da boa educação mandariam fosse feito.

No dia 11 de Março enviei e-mail onde abordava a absoluta necessidade do arranjo do pavimento da Rua do Paço do Lumiar... o qual não obteve, até à presente data qualquer resposta a acusar a recepção do mesmo. Será que os serviços entraram, novamente, em regressão?

No segundo e-mail referi que “Neste momento (dia 8 do corrente mês) e dado que já há várias semanas se encontra em estado lastimoso, conforme fotos que junto, o cruzamento entre a Rua do Lumiar e a Alameda das Linhas Torres/Rua Alexandre Ferreira, junto às antigas (já desactivadas) bombas de gasolina. Ali as viaturas chegam, mesmo, a parar.”

Talvez fazendo eco através do LUMINÁRIA surta algum efeito junto dos responsáveis da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal. Pois admiram-se das criticas das populações que cada vez menos acreditam nos políticos, algumas vezes sem, e muitas delas com razão, muita razão.



Publicado por Zé Pessoa às 08:33 de 19.04.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Multas de estacionamento são Ilegais

As multas de estacionamento no Eixo Central de Lisboa - zona nobre, desde a Baixa até ao Campo Grande - não têm fundamento legal. Porque o contrato da EMEL com a Street Park é "ilegal".

 

As multas de estacionamento no Eixo Central de Lisboa (zonas mais procuradas, com maior exigência de rotatividade, com cerca de 13 mil lugares de estacionamento e a que corresponde, grosso modo, a Baixa e zona ribeirinha anexa, Chiado e zonas limítrofes, Restauradores, Av. da Liberdade, Marquês de Pombal, Av. Fontes Pereira de Melo, Saldanha, Av. da República, Campo Grande e zonas adjacentes, como as avenidas novas, Pç. de Espanha, etc.) são ilegais.

 

Esta é uma consequência do facto de a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) ter celebrado um contrato que o Tribunal de Contas (TC) classificou como ilegal com o agrupamento complementar de empresas (ACE) Street Park. De acordo com o TC, ao abrigo daquele contrato foram indevida e ilegalmente concessionadas àquele ACE competências municipais que só a Assembleia Municipal poderia autorizar. O que não aconteceu, ferindo, assim, de morte o contrato entre a EMEL e a Street Park ...

 

Daqui resulta que a Street Park não tem base legal para que os seus funcionários fiscalizem e autuem (multem) o estacionamento irregular no Eixo Central de Lisboa. O que, por outro lado, determina que não haja forma para que a EMEL possa exigir aos multados o pagamento em causa.

 

Como o Jornal de Lisboa noticiou anteriormente, o Relatório de Auditoria n° 14/09 do Tribunal de Contas (TC) é claro: "o contrato em análise encontra-se ferido de ilegalidade". É com esta conclusão que o Tribunal de Contas analisa o contrato que a EMEL celebrou com a Street Park...

 

Ora. De acordo com o TC, contrariamente ao que as partes envolvidas advogam, a “relação contratual estabelecida não se dirige a uma mera prestação de serviços" de manutenção e assistência técnica e de recolha das taxas de estacionamento, tendo a EMEL transferido para a Street Park a "exploração da actividade (...) através de um contrato que contém traços essenciais de uma concessão de serviço público".

Como sublinha o TC, "a possibilidade da concessão (...) de serviços públicos por parte dos municípios" é uma competência da assembleia municipal, a quem cabe dar autorização à câmara municipal para proceder à respectiva concessão "por concurso público". Neste sentido, salienta o relatório, "a figura da concessão por empresa municipal não tem previsão legal, nem, sequer, se encontra admitida a faculdade de a empresa municipal mandatar terceiros para em seu nome e no seu interesse exercerem a actividade para que foi criada".

 

Por outro lado, o Tribunal põe em causa a legalidade do sistema integrado de apoio à fiscalização (SIAF) [base de dados portátil que controla o número de infracções e emite avisos de pagamento para os veículos infractores] utilizado pela Street Park porque "não se encontra previsto nas disposições legais dos diplomas que regulam o estacionamento de duração limitada".

 

Jornal de Lisboa

  

A questão que coloco aos leitores é a seguinte: - quem vai para Tribunal, por uma multa de €30 ou €60, tendo que pagar os honorários do advogado, custas do processo, para além das idas ao Tribunal e do tempo que o processo se vai arrastar no mesmo?

Em Portugal, o crime público, praticado pelo poder central ou local, compensa.

Esta é a Democracia que merecemos!


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Publicado por Izanagi às 08:53 de 15.04.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Assim vai este Portugal

Câmara de Lisboa cede e legaliza prédio da Lusófona.

 

Aprovação de prédio ilegal é votada hoje, por proposta da autarquia que sempre se opôs ao projecto

 

A Câmara de Lisboa vai apreciar hoje uma proposta do seu vice-presidente, Manuel Salgado, destinada a legalizar um edifício construído no Campo Grande (n.º 364) pela Universidade Lusófona, em violação do projecto aprovado. A proposta surge na sequência de um litígio, que inclui participações ao Ministério Público por "desobediência" e incumprimento de embargos. Pendente em tribunal está também uma acção na qual o município defende que a obra não é susceptível de legalização.

...

A cooperativa Cofac, dona da universidade, ignorou a ordem de suspensão dos trabalhos, situação que levou Manuel Salgado, em Outubro de 2007, a mandar demolir as obras ilegais e a proferir um novo embargo, que foi igualmente ignorado. O projecto de alterações entretanto apresentado pela Cofac para legalizar a obra foi indeferido na mesma altura, tendo a cooperativa interposto uma providência cautelar contra o novo embargo e o indeferimento, bem como uma acção em que pede a anulação de ambos os despachos.

A providência cautelar foi rejeitada pelo juiz em 2008 e a acção principal está a correr os seus trâmites, tendo até aqui a câmara defendido nos autos que não estão reunidos os requisitos que permitam, com base nas excepções previstas no Plano Director Municipal (PDM), legalizar o imóvel, entretanto concluído e ocupado. É esta posição que Manuel Salgado propõe agora que a vereação altere...

 

A informação, em que Salgado se apoia, admite que o projecto possua o "interesse económico e social" a que corresponde a outra excepção do PDM, mas salient a: "No entanto, não se pode deixar de referir que a importância do uso afecto a este edifício não justifica os moldes em que obra foi executada". O artigo do PDM que cria estas excepções tem um último número em que diz que "não é aplicável às construções ilegais". A informação citada, bem como uma semelhante de Janeiro e a própria proposta de Manuel Salgado, não faz qualquer alusão a este condicionamento.

 

Público

 

 

E se o incumpridor fosse você, leitor, a CML teria o mesmo comportamento?

 



Publicado por Izanagi às 09:29 de 14.04.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Ameixoeira e seu património histórico

 

Por mais de uma vez denunciado, parece que desta vez, finalmente, o portal irá ser reposto no lugar que sempre lhe pertenceu!

 

Este portal, situado na Rua Direita da Ameixoeira, tem uma inscrição datada de 1889 e alusiva a uma família de nobres. Não tenho conhecimento concreto, mas tudo indica, que esteja classificado como património municipal. Se o não estiver constituiria um lamentável lapso a exigir rápida correcção.

Não conheço e duvido que alguém saiba de qualquer esforço por parte do Executivo da Junta de Freguesia da Ameixoeira em ordem a qualquer informação aos fregueses ainda que o pudesse e devesse fazer, nomeadamente, através do respectivo portal. Outras informações também por ali não passam.

Existindo, como parece que existe, uma Associação de Defesa do Património Histórico na freguesia, seria crível, igualmente, um maior acompanhamento e divulgação sobre o que se passa em ordem à defesa do património da freguesia.

Estamos, tudo indica e lamentavelmente, mal servidos de todos os lados, detentores de poderes e putativas oposições.



Publicado por Zé Pessoa às 00:17 de 16.03.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Prolongar Metro: Aeroporto-A.Lumiar-PaçoL.-B.P.Cruz-Pontinha
Metro – Alto do Lumiar

RECOMENDAÇÃO APRESENTADA PELO PRESIDENTE DA JUNTA, DR. NUNO ROQUE E APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EM 09/02/2010

 Considerando a importância que representa para a cidade de Lisboa o transporte em Metropolitano.

 Considerando que em 2003 se deu início a estudos preliminares de impacto ambiental para o prolongamento da linha do Metro do Aeroporto até ao Lumiar, com estação no Alto do Lumiar.

 Considerando que entre o Aeroporto da Portela e a Pontinha residem hoje mais de 120.000 habitantes, milhares dos quais pertencentes a zonas de realojamento.

 Considerando de grande relevância para a zona norte da cidade de Lisboa, o prolongamento da Linha do Metro entre o Aeroporto e a Pontinha, com estações no Centro da Urbanização do Alto do Lumiar (Avenida Carlos Paredes), Lumiar, Rua Prof. Fernando Lopes Graça (templo Hindu/Feira Nova/Paço do Lumiar) – Bairro Padre Cruz – Pontinha.

  A Assembleia Municipal de Lisboa, na sua reunião de 9 de Fevereiro de 2010, delibera:

 

  1.   Que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa diligencie junto do Senhor Ministro das Obras Públicas e do Presidente do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa, o prolongamento da linha do Metro Entre o Aeroporto e a Pontinha, com estações no Alto do Lumiar (Avenida Carlos Paredes), Lumiar, Rua Prof. Fernando Lopes Graça (templo Hindu/Feira Nova) – Bairro Padre Cruz – Pontinha.

 

   2.   Enviar esta Recomendação aos Senhores:

- Ministro das Obras Públicas;

- Presidente da Câmara Municipal de Lisboa;

- Presidente do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa;

- Presidente da Assembleia de Freguesia do Lumiar.

 Lisboa, em 5 de Fevereiro de 2010.

 Pelo Grupo Municipal do PSD

Nuno Roque

(Deputado Municipal/ Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar)

 http://www.jf-lumiar.pt/ via A.Moradores B.C.Vermelha



Publicado por Xa2 às 00:07 de 02.03.10 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Para um novo PS Lisboa

O PS é um Partido mal gerido. Reconheçamos. Do ponto de vista da sua estrutura organizativa, entenda-se (as questões políticas são para outras conversas).

Tem um modelo organizativo passado, pesado e pouco funcional. Tem praticamente a mesma estrutura desde a sua fundação, vai quase para 40 anos. Ora a vida política nacional e internacional mudou. E muito. Já não estamos no PREC ou nos anos 80. Já não estamos a lutar pela construção de uma sociedade democrática em Portugal. Já a temos.

Já não lutamos nas ruas ou nos sindicatos (outro debate), mas nas instituições. Já não procuramos chegar ao Poder. Já lá estamos. No país, e nas autarquias. Somos, e temos sido, aliás, o motor e a charneira da modernização do nosso país. Há poucas dúvidas disso. Mas teremos um Partido tão «moderno» quanto o nosso Governo e as nossas políticas?
  

O PS em Lisboa tem 17 secções de residência. Mais um conjunto (disperso) de secções temáticas e sectoriais que – apesar de terem jurisdição junto da FAUL – tem grande parte da sua actuação na área de Lisboa. O número de militantes destas secções oscila entre os 100 e os 800. Algumas secções têm sede, condigna, outras nem tanto. Há secções que não têm sede de todo.

Há secções que coordenam e «elegem» uma Junta de Freguesia, outras coordenam mais de dez. Há secções com recursos, com capacidade de intervir junto da sociedade civil da sua área; e há aquelas que todos os meses se batem para pagar as suas contas. Há de todo, como se vê. E o Partido, nesta manta de retalhos, tem de procurar responder politicamente na cidade.


Como facilmente constatamos, não há, nem nunca houve, um critério definido ou uma estratégia racional de implementação do PS na Cidade. Muitas secções foram criadas «naturalmente» e respondiam a carências das populações locais. Muitas foram o fruto do momento revolucionário e da convulsão política dos anos 70 (a secção de Belém, só para citar um exemplo, era a antiga sede da Legião Portuguesa local…). Muitas foram ainda criadas por carolice local. A justificação desta dispersão e aparente incoerência era a necessidade do partido existir em toda a cidade e apoiar a militância de base.
Esta é a herança que recebemos do nosso passado. E, verdade seja dita, uma sobre a qual não reflectimos muito, aparte de umas fugazes tentativas infrutíferas (como a ideia da Loja-PS, uma espécie de loja do cidadão socialista). E há, em minha opinião, essa necessidade.

 

Temos de pensar que Partido temos, que Partido queremos ter e como o conseguir. Queremos secções sem sedes e com a casa às costas? Queremos secções com cento e picos militantes com uma capacidade de mobilização e de acesso a recursos muito diminuta? Queremos secções escondidas dos cidadãos, de costas para a sociedade ou com condições pouco atractivas para receber quem queiramos convidar a visitar-nos? Acham, verdadeiramente, que o Partido hoje é atractivo a quem o visita (e não é militante)?
Este diagnóstico não é novo, como já vos referi. Mas é altura para promovermos uma forte reflexão sobre as soluções e a estratégia a aplicar, se quisermos que as secções do PS em Lisboa voltem a ser dinâmicas, inclusivas e atraentes.

Um par de ideias para o debate: quantas secções deveria haver no PS Lisboa? Qual o número mínimo que pode ser considerado para se ter recursos disponíveis que permitam promover um trabalho interessante (1000? 500?). Que tipo de condições devem oferecer as nossas secções? E que visibilidade junto da sociedade civil?
Não me quero alongar, até porque este texto procura mais provocar o debate e a reflexão (e deixar as soluções e as propostas para uma outra ocasião), mas não queria terminar sem deixar uma provocação: está satisfeito com as condições da sua secção? Que condições gostaria de ter? Como imagina organizado o PS Lisboa?

      . José Reis Santos, in  +ambição por Lisboa

 



Publicado por Xa2 às 00:05 de 07.02.10 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Santa Clara, finalmente

A Junta de Freguesia da Ameixoeira deveria informar mais abrangente e atempadamente os fregueses que representa.

 

Lamentável e contrariamente ao que a Presidente do Executivo afirma “A Junta de Freguesia da Ameixoeira está constantemente a actualizar a nossa página com o intuito de manter uma informação precisa e concisa aos seus residentes.”, não corresponde à verdade dos factos.

Se a formação do novo Executivo, ainda que incompleto pela falta de fotos, já conste na página, a verdade é que a Assembleia que foi antes instalada ainda não consta. “Figura”, ainda, a Assembleia que já foi substituída no dia 27 de Outubro.

Além da falta de publicação de diversos documentos que interessaria aos fregueses conhecer, nomeadamente as actas tanto da Assembleia como do Executivo, como mandam observar os princípios da transparência e publicidade dos actos que, por sua natureza devem ser públicos/publicitados, o Executivo falha em não publicitar outros assuntos do interesse dos fregueses e da freguesia.

Foi, finalmente, colocado a debate publico o estudo prévio da requalificação, tendo em conta a recuperação ao traçado e desenhos originais deste ex-líbris da histórica freguesia da Ameixoeira, que é o jardim de Santa Clara. Esta notícia não consta na página da Junta, porquê?



Publicado por Zé Pessoa às 00:03 de 03.12.09 | link do post | comentar |

Orçamento Participativo em Lisboa

O Orçamento Participativo (OP) é uma das formas, inovadoras, (postas em pratica pelo anterior executivo liderado por António Costa) de participação dos cidadãos, maiores de 18 anos, na gestão de uma parte do Orçamento Camarário.

Através deste instrumento de participação, os cidadãos podem apresentar propostas concretas e votar em projectos por si escolhidos, até um valor orçamental no máximo de 5 milhões de euros.

Para o orçamento do próximo ano está já a decorrer a aceitação de propostas de projectos dos quais os mais votados, serão integrados na proposta de orçamento e plano de actividades municipal.

As Propostas a serem apresentadas devem observar determinados procedimentos e ser apresentadas em formulário próprio, disponível no site www.cm-lisboa.pt/op. Não são consideradas as propostas entregues por outras vias, nomeadamente, por correio electrónico ou em suporte de papel.

Só serão aceites as Propostas que se enquadrarem numa das seguintes áreas temáticas: Urbanismo, Reabilitação Urbana, Habitação, Espaço Público e Espaço Verde, Protecção Ambiental e Energia, Saneamento e Higiene Urbana, Infra-estruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade, Segurança dos Cidadãos, Turismo, Comércio e Promoção Económica, Educação e Juventude, Desporto, Acção Social, Cultura e Modernização Administrativa.

Não fazendo desmerecimento da medida, que muito positivamente constitui esta participação dos eleitores no Orçamento e Plano de Actividades Municipal para o ano de 2010, gostaria de relembrar, os responsáveis eleitos e dos respectivos departamentos camarários, que existem muitas promessas por cumprir e muitas necessidades por colmatar.

No que à região norte da cidade diz respeito aqui relembro algumas situações a reclamar há muito tempo resolução como seja: o Jardim de Santa Clara, Casa da Cultura e o Plano Verde (PAT), na Freguesia da Ameixoeira; o reordenamento (polidesportivo, estacionamento, plano rodoviário e espaço verde) dos terrenos sob o Eixo Norte-Sul, repavimentação de Estrada do Paço do Lumiar e Rua Direita entre o Museu do Trajo e o INETI, na Freguesia do Lumiar.

Espero, Sr. Presidente António Costa que se não esqueça, porque os fregueses também se não esquecerão, destes compromissos já, anteriormente, formulados e por si aceites.



Publicado por Zurc às 08:49 de 25.11.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Bom negócio para a Mota-Engil

 

A oposição prepara-se para oferecer um excelente negócio à Mota-Engil. Ao chumbar a obra de alargamento do cais de contentores de Alcântara, a oposição vai permitir à empresa Mota-Engil a obtenção de uma choruda indemnização sem despesas em obras.

Quem consultar a imprensa marítima internacional e as muitas “newsletters” do ramo sabe que o tráfego de contentores sofreu uma redução mundial da ordem dos 30%. Há, neste momento, centenas de navios porta-contentores parados.

A maior parte dos contentores vinham da Ásia, nomeadamente da China, e as exportações deste país sofreram uma quebra superior a 25% e tudo indica que a queda continua.

A crise actual na Europa e EUA é muito mais de saturação dos mercados do que políticas destes ou daqueles governos, grupos empresariais, etc. Há um excesso de produtos na posse dos consumidores e um desejo de consumirem menos por razões económicas, ambientais e até de saúde.

O cidadão médio sabia que andava demasiado de carro, comia em excesso e gastava muita coisa de que não necessitava. Até tem muita roupa que não usa e, afinal, ainda está bastante boa, etc.

 

De Dieter Dellinger - redactor e membro do conselho redactorial da Revista de Marinha.



Publicado por DD às 20:59 de 23.11.09 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Agora mãos à obra

 

Agora que foram concluídos os actos de instalação dos eleitos, está confirmado que o Partido Socialista (PS) alem ter obtido a maioria de mandatos na Câmara, também, cresceu significativamente na Assembleia Municipal, tanto nos eleitos directa como indirectamente (presidentes de Junta).

Ficou assim distribuída a representação na Assembleia Municipal lisboeta: PS com 45 deputados, PSD-41, PCP-9, CDS- 4, BE-3, MPT-2 e PEV-1.

45 Deputados em 105 não foram suficientes para ter uma maioria (ainda que simples) teve, por isso, que contar com eleitos de outras forças políticas e foi devido a essa necessidade que negociou como a CDU a entrada de uma independente(?) católica para a mesa da Assembleia, a ser presidida por Simoneta Luz Afonso.

O Partido Socialista elegeu, desta vez, 22 presidentes de junta e poderia ter eleito mais alguns se certos responsáveis locais tivessem, atempadamente, dado ouvidos a certos reparos e chamadas de atenção. Onde perdeu foi porque as suas propostas não foram as melhores e os eleitores na dúvida preferiram o que já conheciam.

No Lumiar, Ameixoeira e Charneca, onde o numero de eleitores cresceu bastante significativamente, desde as eleições de 2005, houve quem se desse por satisfeito pelo facto de apenas ter aumentado um eleito, como é sabido, devido, exclusivamente, ao efeito António Costa. Apesar disso e no caso da Ameixoeira pela primeira vez desde o 25 de Abril o Partido Socialista deixa de estar representado no Executivo e/ou na Mesa da Assembleia.

Há quem se contente com pouco. Será devido ao pouco fazerem? Talvez.

Agora, seja no Executivo seja na oposição, tanto na Câmara como nas freguesias, há que deitar mãos à obra, é isso que os munícipes esperam, foi para isso que os eleitores votaram.



Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 16.11.09 | link do post | comentar |

Nem mais um Inverno, a viver neste inferno

 

Em Lisboa, na freguesia do Lumiar, na dita zona da Alta, há quem viva, infelizmente, em Baixa.

Ainda há famílias a residir em autênticas barracas, paredes meias com a Escola D. José I, à entrada do Bairro da Cruz Vermelha, sem as condições mínimas de segurança e de salubridade.

A A.M.B.C.V. (Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha – Lumiar) efectuou uma visita ao domicílio da D. Maria de Lurdes Fialho, utente do espaço sénior e deparou-se com um drama humano, que não passa pela cabeça de ninguém, tal o estado de degradação em que se encontra a sua “habitação”.

O “edificado” situa-se na Estrada da Torre nº 134. No interior encontram-se várias portas, a que correspondem “habitações”.

A D. Maria de Lurdes habita, há 50 anos na porta nº 8, na companhia do filho e nora, ambos a viver no sótão da casa.

Ao entrar, depara-se com um espaço bastante exíguo. A cozinha sem as mínimas condições de segurança, armários e tecto suportados por barrotes. A casa de banho e quarto de dormir, sem palavras para descrever estas divisões, as fotografias falam por si.

São elevados os níveis de infiltração provenientes da cobertura, o que pode originar uma derrocada, assim como de um incêndio devido à precária instalação eléctrica, antiga e exposta às águas infiltradas.

 Mas este não é o único caso a registar, existem outros agregados familiares a viver nas mesmas condições. Verifica-se a existência de mais três famílias a viver na porta n.º 1, D. Virgínia Mora, na porta n.º 5 D. Adelina e na porta n.º 6 D. Maria do Sameiro.

A autarquia de Lisboa, desde 2004, tem conhecimento deste flagelo humano. Em Janeiro do corrente ano estiveram no local equipas da Protecção Civil e do Regimento Sapadores de Bombeiros que constataram a gravidade da situação sócio habitacional.

Por certo que a Câmara Municipal de Lisboa, através da Divisão de Gestão Social do Parque Habitacional, tem habitações devolutas para receber estes agregados familiares.

Estão as entidades competentes à espera que ocorra um grave acidente, com vítimas mortais, para depois realojar os sobreviventes, se os houver?

Há que agir rapidamente. A vereadora da Habitação Social da CML, não deve permitir que estas famílias, que são cidadãos de Lisboa, passem mais um Natal naquelas condições.



Publicado por Gonçalo às 19:34 de 15.11.09 | link do post | comentar |

Costa propõe 70 assessores

Para 17 eleitos, António Costa sugere 70 assessores, cada um com um salário mensal que pode ir até aos 3386 euros. A proposta do presidente da Câmara de Lisboa será sujeita a votação na próxima segunda-feira, dia 9 de Novembro, na primeira reunião extraordinária do novo executivo camarário.

Na proposta, a que o CM teve acesso, o autarca refere que  “deve ser fixado um limite para o número de pessoas afectas ao apoio técnico e administrativo”. Neste sentido, António Costa propõe para o total do executivo a fixação de um máximo de 70 assessores e de 28 pessoas para apoio administrativo. Só para trabalhar a seu lado, o presidente quer sete assessores e duas pessoas para apoio administrativo.

Para os diferentes agrupamentos políticos e para os vários  eleitos, a proposta contabiliza um total de 58 assessores para a equipa de António Costa (PS), e de seis assessores tanto para a coligação encabeçada por Santana Lopes, do PSD, como  para Ruben de Carvalho, da CDU.

No que diz respeito à remuneração dos assessores, a proposta de António Costa  aponta para um limite de 47 400 euros brutos por ano, o que, a 14 meses, corresponde a um salário mensal de 3386 euros. [Correio da Manhã]



Publicado por JL às 00:01 de 09.11.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A rapidez paga-se

Segundo me descreveu um amigo que vive nos arredores de Sinta, e que experimentou a, recentemente inaugurada, alternativa ao IC 19, feitas as contas custa a módica quantia de 2,75€, nos cerca de 22 km.

Entrando ali para os lados do Linhó mais precisamente junto do Cascais Shoping, o utente paga, na Portagem de São Pedro, a “insignificância” de 0.90€.

Meia dúzia de kms percorridos tem uma simpática portageira que na portagem do Algueirão lhe cobra 0.50€.

Percorridos outros tantos kms encontrou uma barreira que obriga o “atrevido” a tirar um tiquezinho para na saída da CREL lhe entrarem novamente no bolso, com toda a simpatia do mundo, que no caso da saída pelo IC 22 Odivelas/Calçada da Carriche custa 1.35€.

Segundo as palavras daquele que um dia, metaforicamente, afirmou que “quem se mete com o PS leva” isto de andar com as rodas dos carros em cima de outras rodas (já não é alcatrão) é rápido, bastante mais rápido, mesmo, mas custa caro em portagens e vidas humanas.


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Publicado por Zurc às 14:11 de 26.10.09 | link do post | comentar |

Queremos Compromissos!

A Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha, Movimento Cívico da Alta de Lisboa, Associação de Residentes do Alto do Lumiar e Associação de Moradores de Calvanas, juntaram-se e afixaram 28 cartazes com 3x1 metros, no território definido por PUAL- Projecto Urbanístico do Alto do Lumiar, com uma mensagem clara para o futuro governo da Cidade de Lisboa: Queremos Compromissos. Esta união das forças vivas na Alta de Lisboa quer demonstrar, de uma forma construtiva as nossas necessidades ao poder local e central.

É necessário desenvolver medidas fortes, o bastante para contrariarem o actual desenvolvimento urbanístico do Alto do Lumiar/Alta de Lisboa. Para introduzirem no PUAL padrões de qualidade que abram caminho a um outro desenvolvimento urbano.

O levantamento dos principais problemas está feito. Uma crescente dificuldade nas acessibilidades, necessidade de conclusão da Avenida Santos e Castro, do projecto da Porta Sul, do Eixo Central e dos acessos, nomeadamente, ao Bairro da Cruz Vermelha no Lumiar; no domínio da segurança pública é fundamental haver mais efectivos humanos, mais viaturas, mais policiamento de proximidade por parte da PSPS; necessidade de dotar esta nova Urbanização com um Quartel de Bombeiros, uma Estação dos CTT, um Centro Cultural/Multiusos, um pavilhão polidesportivo e complexo de piscinas; requalificação dos equipamentos escolares, nomeadamente a Escola EB 91 e Escola Secundária D. José I assim como proceder à construção de mais equipamentos Pré-Escolar; dotar o Alto do Lumiar com um posto de Limpeza Urbana; mais e melhores meios de transporte público sendo fundamental a criação pela Carris de uma carreira/navette que circule pela Alta de Lisboa com ligação à estação do Metropolitano junto ao Parque Oeste, esta a construir no prolongamento da Linha Vermelha; criar mais ciclo vias.

São necessários compromissos de calendarização para a conclusão das obras a decorrer ou paralisadas e também para o início e fim de outras. Não podemos continuar a viver a vida inteira num estaleiro gigante. Estamos disponíveis para trabalhar conjuntamente com a Câmara Municipal de Lisboa. Seremos parceiros, somos associações e movimentos cívicos vivos, com provas dadas da capacidade de realização de trabalho.

 



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 24.10.09 | link do post | comentar |

Cidadania e sindicalismo em causa!

O apoio expresso de Manuel Carvalho da Silva (MCS) a António Costa, na sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, tem suscitado diversos comentários e, ao que parece, alguma agitação interna nos meios comunistas. O episódio seria irrelevante se não fosse o que ele exprime, por um lado, de ataque ao sindicalismo e, por outro, de desrespeito pela idoneidade e direitos de cidadania de cada um.

Importa, pois, compreender o significado de tanta agitação, dentro e fora do PCP. Do lado de fora, o objectivo parece ser - em coerência com a ideia de que a nossa competitividade só se resolve com congelamentos salariais e o fim do sindicalismo - o de atacar tudo o que venha do campo sindical, reduzindo-se a actividade da CGTP ao poder de "manobra" do PC, usando-se este caso para reiterar a ausência de autonomia, de debate e de renovação numa central totalmente submissa aos ditames do partido. Mas, estranhamente, ataca-se MCS no preciso momento em que ele afirma uma posição contrária às exigências do comité central.

Do lado de dentro do partido, enquanto MCS manifestou abertamente o seu apoio à CDU e ao camarada Jerónimo de Sousa (quer nas autárquicas quer nas parlamentares) estava tudo na paz dos deuses. Ou seja, até aí o líder sindical, o cidadão ou o militante estaria no pleno uso dos seus direitos cívicos e políticos. Mas a autonomia e a liberdade pessoais desaparecem perante os votos de uma vitória de António Costa, ainda que justificados por ser a melhor para "unir a esquerda" e realçado o apoio político à CDU no plano nacional. Trata-se de um “afiar" de facas que há muito se desenha, em que as próprias contradições, o "diz que disse" etc, exprimem o clima de pressões e a vontade de vingança que reinam naquele meio.

Todo o mundo sabe que a ortodoxia do PCP deseja ver MCS fora da CGTP. Para levar por diante um tal desígnio qualquer pretexto parece servir. E, como é óbvio, isso não acontece devido ao aproximar-se do limiar dos 60 anos (critério aplicável à central mas não aos sindicatos, vá-se lá saber porquê) nem a um suposto desejo de renovação ou rejuvenescimento da central.

O que acontece é que MCS ganhou peso social e capital político próprios, não à sombra do partido, não por estar em sintonia com a malfadada "linha justa", mas pelo contrário. Ganhou espaço pelo protagonismo da estrutura sindical que lidera, mas pela sua consistência e capacidades pessoais, consolidados em ideias sólidas, afirmadas livremente e reconhecidas quer no campo sindical e social quer no mundo académico.

Esse peso específico seria um garante da autonomia (relativa) da CGTP face ao PC, mas tornou-se demasiado grande para caber no estreito pensamento de quem não admite mais concessões à "pureza" dos princípios, expurgados de todos os vícios e desvios. Princípios e dogmas que persistem em puxar para o abismo o sindicalismo combativo que ainda temos, fazendo assim o jeito a quem, do lado de fora, há muito sonha com isso.

[Boa Sociedade, Elísio Estanque]



Publicado por Zé Pessoa às 12:06 de 23.10.09 | link do post | comentar |

Resultados eleitorais em Lisboa

Os resultados das eleições autárquicas oscilaram entre certezas e surpresas algo inesperadas.

Agora que já passaram os dias quentes do pós-eleições será pertinente a reflexão que os resultados, em Lisboa, requerem. Quem estará interessado nisso?

A avaliar pelos resultados quem, efectivamente, ganhou em Lisboa foi o António Costa e toda a sua estratégia.

Como ele próprio afirmou, na noite eleitoral “os que não quiseram Unir Lisboa foram derrotados”.

É facto que por via da sua influência e credibilidade os eleitores tiveram de optar entre quem é sério e “empresta” dignidade ao município e uma gestão de descalabro e escandalosa optaram, muito naturalmente, pela estabilidade e evolução segura na construção de uma capital de futuro.

Nas assembleias de freguesia onde o PS não ganhou (como foi o caso da Ameixoeira, Lumiar, e outras) foi por manifesta má estratégia das respectivas secções locais, que escolheram candidatos “uns completos desconhecidos”, de pouca credibilidade e, o desastre teria sido mais do que realmente foi, em muitos dos casos perdidos não fora o efeito Simpatia do “bronzeado”. Vejamos os casos das três freguesias enunciadas:

 

Mesmo aqui na Charneca onde o PS conseguiu manter a presidência da Freguesia é bastante notória a diferença entre a votação para a Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia, tendo havido uma deslocação de 450 votos em 1500 ou seja um terço. No caso da Ameixoeira deslocaram-se 640 votos e no Lumiar foram 1.550 os votantes de António Costa a deslocarem-se para o PSD na Freguesia. Estas votações deveriam ser motivo de uma profunda análise.

A questão de fundo é a seguinte: será que os militantes destas Secções de Residência estarão disponíveis e têm vontade de assumir a exigência de uma análise séria e aprofundada destas “vitorias” envergonhadas ou derrotas mal explicadas e ainda pior, assumidas?

A cada um caberá responder. Apenas ficar pela lamúria e má-língua é curto, se não mesmo, muito hipócrita.

A ver vamos!



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 19.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Valorização ambiental e cívica

Nasceu a AVAAL –Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa!

 

É verdade! No dia 25 de Setembro nasceu a Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa – AVAAL.

Esta Associação resulta do movimento de constituição do parque agrícola da Alta de Lisboa, onde se inclui a horta urbana. Mas não se fica por aqui e tem já outras actividades “na calha”, de acordo com seus estatutos:

a) conservação da natureza, defesa e valorização ambiental e do património construído;

b) criação, gestão e manutenção de espaços e infra-estruturas verdes urbanas;

c) formação ambiental, desenvolvimento local e mercado social de emprego;

d) ecologia cívica, participação pública e educação ambiental.

Para apresentar seus objectivos, a AVAAL vai promover uma reunião no próximo domingo, dia 18 de Outubro, às 15 horas, no k´Cidade – Rua Luís Piçarra, nº 6A.

Venham participar no desenvolvimento deste projecto pioneiro e conhecer a primeira entidade em Portugal a referir a “Ecologia Cívica” (Ecologia cívica” entendida por nós como “desenvolvimento societário pela valorização ambiental em comunidades locais) nos seus estatutos!

[Viver na Alta de Lisboa, Luísa Ferreira]

 

Parabéns aos promotores e participantes; é um projecto de desenvolvimento a copiar em outros espaços e comunidades urbanas.



Publicado por Xa2 às 00:01 de 17.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Na minha rua

Já é possível participar na gestão da cidade através do portal Na minha rua.

Nesta aplicação, acessível através do site da CML, poderá assinalar sobre um mapa da cidade o local exacto de uma ocorrência na via pública que necessite da intervenção da Câmara Municipal de Lisboa.

As ocorrências assinaladas são automaticamente encaminhadas para os serviços municipais competentes tendo em vista a sua correcção.

No portal ficará visível o ponto que assinalou bem como o seu estado de resolução.

Previsto no simpLIS 2009, este portal foi desenvolvido para si por uma equipa da DMAU, da DMSC e da DMPU.

Clique aqui e ajude a cuidar da nossa cidade!


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Publicado por JL às 00:07 de 16.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Povo sábio de Lisboa

Aquilo que os Partidos políticos continuam a ser incapazes de fazer, será feito pelos eleitores à medida que se vão despegando da pele aparelhista ou da política clubista.

Como dizia no final do texto de Balanço final do Votem em mim, "O povo de Lisboa é um povo esperto e sabedor" e comprovou-o. Abdicou da camisola política para inviabilizar a tomada do poder na Câmara Municipal por Santana Lopes. Para a Assembleia Municipal votou como entendeu e escolheu as Freguesias conforme melhor achou.

Fazendo contas e olhando as outras duas votações do dia, verifica-se que a desobediência foi forte, uma desobediência de cidadania baseada no bom senso e na vontade de indicar às lideranças que é tempo de convergir forças e de aliviar o entrincheiramento com que as esquerdas protegem os redutos, sempre mais interessadas na crítica destrutiva do que na construção de soluções.

A votação em Lisboa revela um sério aviso às forças de contra-poder. Ou tratam de defender os interesses dos seus eleitores assumindo as responsabilidades da governação e aplicando as teorias que defendem, ou perdem a sua confiança. Santana Lopes até fez o raciocínio correcto na noite das eleições mas, como não podia deixar de ser e na mesma onda romanceada de Manuela, Aníbal e José, preferiu perder-se em fantasias de espionagem e de conspiração e deixou escapar o "acordo secreto" para dramatizar a deslocação dos votos assertivos.

Povo sábio, este de Lisboa, que talvez tocado pelos antigos invocados por Alegre na Rua Augusta, soube distinguir e discernir garantindo que os Paços do Concelho não caíssem em mãos erradas.

[A barbearia do senhor Luís,LNT]



Publicado por JL às 00:05 de 13.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Mentirosos

 

Não será possível afirmar que não haja mentirosos a serem eleitos. É certo que qualquer pessoa poderá reconhecer já alguma vez ter sido enganada por um qualquer político mentiroso., mas daí a admitir-se que uma cidade como Lisboa iria eleger um mentiroso compulsivo seria exagero.

Efectivamente não foi o homem que afirmou ir andar por aí (e vai continuar a andar) que promoveu a requalificação das quintas das Conchas e Lilases (foi o então Presidente, Dr. João Soares) nem quem inaugurou a conclusão das obras (foi o Eng.º Carmona Rodrigues).

Não há duvida que, a natureza é como as pessoas, quando bem tratadas florescem.

Aqui fica um exemplo do afirmado.

 



Publicado por Otsirave às 01:35 de 12.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Por Lisboa



Publicado por JL às 00:04 de 09.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Santana, o devedor de promessas

O homem dos ziguezagues, que continua a andar por aí e outra vez a fazer promessas, que pensa não pagar, como já anteriormente fez na Figueira da Foz e em Lisboa.

O menino rebelde, sem rumo nem juízo julga que tudo é um paraíso, continua a pensar que é só mandar fazer que alguém há-de pagar.

Uma pessoa que assim procede e que não é de boas contas não pode ter a confiança do eleitorado que já mais que uma vez foi enganado.

Lisboa já mudou de rumo, não quer gente louca ao leme, escolhe gente séria e capaz de pagar as contas de tudo o que mandar fazer e faz bem sem olhar a quem, seja da esquerda ou da direita porque quer uma Lisboa perfeita.

É preciso, por isso, uma Lisboa unida para que possa aos lisboetas melhorar a vida.

Aqui, no Luminária, a maioria (não todos já sabemos) vota no homem que prometeu e pagou as dívidas próprias e as que outros deixaram por pagar. O António Costa.



Publicado por Zé Pessoa às 00:06 de 08.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Sem-vergonha II



Publicado por JL às 00:05 de 08.10.09 | link do post | comentar |

The Entertainer



Publicado por JL às 00:06 de 07.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Prioridade ao transporte público

1. A vitória da coligação Unir Lisboa, nas próximas autárquicas, será também a vitória de uma política de prioridade ao transporte público sobre uma política de prioridade ao automóvel. Uma vitória de programa e não “apenas” de liderança. Se quisermos uma cidade mais agradável e sustentável, precisamos de menos carros e de mais transportes públicos. E não só de menos carros em circulação: qualquer pessoa que visite qualquer cidade do Norte da Europa pode experimentar as vantagens de circular num espaço urbano menos saturado de carros estacionados na via pública.

2.Se quer um túnel vá de metro” é, por isso, uma frase feliz, que resume todo um programa alternativo de organização da cidade. Lisboa deve concentrar o essencial dos recursos de que dispuser no domínio da circulação para investir em infra-estruturas para o transporte público. A questão é técnica mas também social: só com mais transporte público é possível construir um espaço público mais sustentável, e só com mais transporte público é possível garantir mais equidade nos resultados do investimento dos dinheiros públicos.

3.Se quer um túnel vá de comboio” podia ser, por analogia, a reivindicação-chave de uma nova política nacional de transportes e obras públicas. Lisboa não pode transformar-se numa aldeia gaulesa cercada por auto-estradas pejadas de carros…

[O Canhoto, Rui Pena Pires]



Publicado por JL às 00:05 de 07.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Candidato sem vergonha



Publicado por JL às 00:06 de 06.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Com António Costa a Presidente

 

Lisboa volta a sorrir

Lisboa é cultura! A sua história é feita de fadistas, poetas, actores, cantores, escritores, artistas todos eles, que enaltecem e enriquecem a nossa cidade. Das associações culturais de bairro até aos grandes concertos, Lisboa e os artistas vivem em conjunto o destino tecido pelas Parcas e em conjunto sofrem as agruras que o Destino lhes reserva.

Ontem Lisboa esteve unida, à volta de uma ideia, um projecto, uma visão de cidade, no Coliseu dos Recreios, e gritou, bem alto, que Lisboa precisa de avançar, Lisboa precisa de preservar o seu património vivo, Lisboa precisa de ser uma cidade de Cultura, uma Encruzilhada de Mundos, “uma cidade amiga dos seus habitantes e dos seus artistas”, como Catarina Vaz Pinto disse a semana passada, no encontro com os artistas na Livraria Ler Devagar.

Faço minhas as palavras de António Sampaio Nóvoa, “sem história não há futuro e a candidatura de António Costa está carregada de futuro”. A reabilitação das bibliotecas municipais, a renovação do projecto do Museu da Cidade, a definição dos modelos institucionais e organizativos do MUDE e do Africa.cont, valorizar a Casa Fernando Pessoa são apenas algumas das propostas que temos para esse futuro.

Termino apenas com mais uma citação, apenas mais uma voz na multidão de vozes que ao longo dos tempos cantaram a grandeza de Lisboa, neste caso uma das melhores:

E pouco a pouco o amor regressou

Como lume queimou

Essas bocas febris

Foi um amor que voltou

E a desgraça trocou

Para ser mais feliz

Foi uma luz renascida

Um sonho, uma vida

De novo a surgir

Foi um amor que voltou

Que voltou a sorrir

(Fado Falado, João Villaret)

[Blog Unir Lisboa, João Boavida]



Publicado por Zurc às 18:07 de 04.10.09 | link do post | comentar |

Cidadãos por Lisboa, para “Unir Lisboa”

Anda por aí um sujeito

Parecido com o Pôncio Monteiro

Indivíduo de percurso pouco direito

De quem muita gente não gosta

Algo arrogante e trauliteiro

Que já pôs Lisboa a arder

Votar no “bombeiro” Costa

Agora é o que é preciso fazer.

 

 

No próximo dia 11



Publicado por Zé Pessoa às 23:57 de 03.10.09 | link do post | comentar |

Tempo de escolhas

Sabe-se que estamos em campanha eleitoral e que este é o tempo de angariação de votos. Sabe-se que a democracia obriga, neste tempo, a apresentar opções, para depois, consoante o peso dos resultados obtidos, ser possível negociar consensos de satisfação dos eleitores.

Estas negociações não são "traição" aos eleitores. Nem tudo o que desejamos é concretizável e quando negociamos, fazemo-lo para poder concretizar o fundamental e, como não vivemos em regime de partido único, o peso das escolhas quantifica o fundamental deixando para o acessório a complementaridade.

Neste momento reconhecem-se para Lisboa duas visões distintas e várias nuances entre as forças de apoio a cada uma delas.

Por um lado as pessoas. Por outro lado o fogacho, as luzes e o espectáculo.

Por um lado o social, a vida e a qualidade. Por outro lado o interesse, a massificação e o lucro.

Por um lado o desenvolvimento sustentado, a riqueza do multiculturalismo e a inclusão.

Por outro lado o lúdico dirigido a quem lhe tem acesso, a exclusão do diferente e a segregação.

No dia 11 de Outubro vamos, em primeiro lugar, escolher qual das duas opções entendemos mais importante para depois flexibilizarmos com base no peso obtido.

Já que as esquerdas continuam a revelar incapacidade em fazer confluir as vontades no essencial quando se apresentam a votos, coisa que as direitas já ultrapassaram há muito, é imprescindível que consigam entender-se depois para que os alfacinhas venham a ter a metrópole que merecem e os portugueses a capital com que se identificam.

[A barbearia do senhor Luís, LNT]



Publicado por JL às 23:25 de 01.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Boa EPUL à casa torna

Em 2002, decidiu o Presidente da Câmara de Lisboa da altura proceder à transferência das instalações da EPUL, EM da sua sede da Quinta dos Lilazes para o edifício Visconde de Alvalade. A empresa era proprietária do palacete da Alameda das Linhas de Torres, adquirido à CML; o edifício Visconde de Alvalade era, em 2002, propriedade do Sporting Clube de Portugal. A transferência traduziu-se assim num custo para a empresa que, no presente, se cifra em 806.033,99 €.

Presume-se que os custos do arrendamento seriam inferiores aos rendimentos obtidos com o dinheiro da revenda do palacete à Câmara Municipal, só assim se justificando este acto de gestão. Presume-se igualmente que, face à atitude da Câmara de cedência de parte do espaço à Academia Portuguesa da História e das promessas de cedência do restante a entidades tão diversas como a Junta de Freguesia do Lumiar, à Academia de Engenharia, ao Grupo dos Amigos de Lisboa, à Sociedade de Língua Portuguesa, à Associação Coral Lisboa Cantat, ao Conselho Português das Fundações e à Associação dos Urbanistas Portugueses, haveria um compromisso de recompra.

Apesar da atitude da CML ao longo dos anos, comportando-se como dona do espaço, tomando decisões e fazendo promessas – sempre verbais, exceptuando no caso da APH – o edifício nunca saiu da posse da EPUL. Aparentemente, a recompra nunca terá acontecido por divergência de verbas, com a CML a oferecer um valor igual ao da compra original e a EPUL a querer ser ressarcida dos custos das obras de reabilitação efectuadas (que foram profundas).

Finalmente, a administração da EPUL decidiu tomar uma medida racional: não existindo venda e serem os encargos com as instalações tão grandes, voltar ao espaço original.

Sempre se poupam 800 mil euros.

Para além da racionalização económica, defende-se o conselho de administração da empresa com o argumento de que, ao não existirem compromissos escritos, a Câmara está desobrigada de os assumir, pelo que não existem constrangimentos a esta decisão. Por atenção à Academia da História, esta permanecerá no palacete até serem encontradas novas instalações (espera-se que não seja recambiada para o Palácio da Rosa sem obras).

Há, nesta história, dois casos paradigmáticos e exemplificativos de como se exerce o poder em Portugal, no particular no município de Lisboa.

O primeiro, a muito mal explicada decisão de troca de instalações.

A Câmara não tinha necessidade de tomar posse do palacete da Alameda. A EPUL não precisava de liquidez imediata (e se precisasse, na mesma ficava, uma vez que não vendeu o edifício) já que, a ser assim, teria colocado o edifício no mercado, obtendo um valor superior de venda. Aumentou-se a despesa da empresa em 800 mil euros a troco de nada. Em português não jurídico, se isto não é um caso de má gestão dos dinheiros públicos, é um caso de desbarato de dinheiros públicos.

(Refira-se, como contexto histórico, que o Sporting tinha acabado de completar o complexo imobiliário Alvalade XXI que necessitava de rentabilizar e que o presidente  camarário da altura já tinha no seu currículo uma passagem pela presidência do clube, sendo remunerado pelo cargo particularmente pelo gestor que lhe sucedeu. Se existe alguma relação, não sei, mas si non e vero…)

Segundo caso: a convicção, por parte do poder, de que se não existirem compromissos escritos, a Câmara não é obrigada a nada.

Está mal. Esquecem-se os responsáveis que a CML é uma pessoa de bem e que para tal, a palavra de um seu responsável – principalmente quando a sua existência é reconhecida pelos seus sucessores – deveria ser considerada de lei. É assim que a ética funciona. É assim que se estabelece uma relação de confiança entre instituições e cidadãos.

Nada disso aconteceu. A junta ficou com uma chave na mão e a palavra de um presidente. De nada isso lhe serviu. As diversas organizações sem fins lucrativos esperaram meses sem fim a concretização de um compromisso. De nada lhes serviu. Muitos cidadãos actuaram, muito tempo foi investido. Muitas palavras, muitas promessas. Pouco siso, pouco sentido de Estado.

Tudo isto necessita de ser mudado.

Transparência é precisa. Transparência dos serviços, das contas, das decisões.

Compromisso é preciso. Da palavra própria e da palavra dos antecessores. A Câmara sob a vigência de António Costa é a mesma Câmara que esteve sob a batuta de Carmona, Lopes, Soares, Sampaio, Abecasis. As decisões, a palavra, as promessas, são de uma entidade e é assim que devem ser assumidas pelas vereações seguintes. [Viver na Alta de Lisboa, Pedro]



Publicado por Gonçalo às 21:04 de 08.09.09 | link do post | comentar |

António Costa: As pessoas são o coração de Lisboa

As próximas eleições são uma escolha entre competência e incompetência, entre rigor e irresponsabilidade, mas também entre uma política que considera que as pessoas são o coração de Lisboa e a que continua a privilegiar a realização de obras que apenas encham o olho, em suma entre António Costa e a Coligação de Direita.

António Costa procurou assegurar a mais alargada colaboração que foi possível e as listas do Partido Socialista para a Câmara e para a Assembleia Municipal integram independentes e cidadãos identificados com os movimentos Cidadãos por Lisboa que podem conhecer melhor aqui e Lisboa é Muita Gente, que podem conhecer melhor aqui. Três listas do Partido Socialista para as Freguesias englobam também cidadãos identificados com o movimento Cidadãos por Lisboa, como por exemplo, a de Benfica aqui.

É uma iniciativa política inédita, portadora de um futuro melhor, que tem um grande denominador comum considerar que as pessoas são o coração de Lisboa.

A gestão de António Costa tem privilegiando a resolução de questões que contribuem de forma decisiva para melhorar a qualidade de vida dos Lisboetas, desde a recuperação de pavimentos e calçadas e da prioridade dada ao saneamento, à reabilitação urbana e às questões ambientais.

È muito significativo que na apresentação dos candidatos aos diferentes órgãos do Município; António Costa, considerando que as pessoas são o coração de Lisboa, tenha sublinhado compromissos para o próximo mandato, particularmente direccionados paras os seniores e para as crianças, como podem ver aqui.

Constatando a falta em Lisboa de 1100 camas para cuidados continuados, a Câmara já assegurou a criação de condições para a disponibilização de 80 camas e compromete-se a instalar mais 750 camas através da celebração de mais 15 parcerias com IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social).

A criação de condições para que as famílias jovens possam assegurar a educação dos seus filhos e ter ao seu dispor creches, jardins de infância e escolas, com qualidade, o que não acontecia há muito, tem sido uma das suas preocupações centrais. Na sequência do que foi realizado ou iniciado neste mandato: pequenas obras de beneficiação em 63 escolas; obras de grande beneficiação em três escolas: início de construção da nova escola no bairro do Armador; adjudicação de mais 5 novas escolas e de 2 jardins-de-infância; 16 grandes obras de beneficiação em curso; intervenção em 67 escolas até final de 2011; realização do projecto 5 escolas/5 Designers, assegurar que 6.000 alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico tivessem acesso a aulas gratuitas de natação; conclusão do estudo para a implementação do transporte escolar, que se reveste de importância crucial para as crianças, as famílias e a fluidez do trânsito de Lisboa.

António Costa assumiu como compromissos para o próximo mandato, designadamente: a instalação de 76 novas creches para mais 2712 crianças; a abertura de no ano lectivo de 2009/2010 de mais 250 novas vagas em jardins-de-infância, e no ano lectivo 2010/2011 de mais 250 novas vagas, para que até 2011 se criem 36 novas salas para mil crianças.

São apenas algumas das medidas do programa para o próximo mandato, que exemplificam um estilo de governação marcado pela preocupação de que os Lisboetas, que têm um custo de vida mais elevado do que os habitantes dos concelhos limítrofes, possam, em contrapartida, beneficiar de serviços públicos que lhes permitam viver com qualidade.

O nosso voto nas próximas eleições determina escolhas radicais, como escrevemos aqui.

António Costa é, como referiu Boaventura Sousa Santos aquium dos mais brilhantes políticos da nova geração de políticos de esquerda (…) Se ele sair derrotado nas próximas eleições, obviamente a esquerda é burra. Espero vivamente que não seja o caso.”

Lisboa não pode ser encarada como um negócio, económico ou político.

As pessoas são o coração de Lisboa. Não podemos ficar à margem da escolha decisiva entre António Costa e Pedro Santana Lopes. Pela nossa parte, escolhemos reeleger António Costa como Presidente da Câmara de Lisboa. [Inclusão e Cidadania, José Leitão]



Publicado por JL às 00:05 de 02.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Falta de rigor ou invasão de competências alheias?

«No programa que hoje é apresentado no Museu da Electricidade, António Costa define a Mobilidade como uma das medidas urgentes para Lisboa e, neste sentido, o actual presidente da Câmara compromete-se a criar redes de eléctricos rápidos na zona de Alcântara, Ajuda e Alta de Lisboa. “O objectivo é que este transporte cubra áreas onde a população não tem acesso ao Metro”, avançou ao CM fonte da candidatura ‘Unir Lisboa’. Ainda na área da Mobilidade, o programa de António Costa visa criar meios mecânicos que facilitem o acesso dos lisboetas, nomeadamente dos mais idosos, às colinas da cidade.»

A única entidade que pode criar, porque tem a tutela directa das respectivas empresas de transportes, é o Ministério das Obras Publicas Transportes e Comunicações (MOPTC). As afirmações proferidas, a serem verdade, não estão correctas não passando, por isso, de mera propaganda eleitoral.

Uma coisa são os desejos e a manifestação de vontades, algo bem diferente é a invasão de competências alheias. Aos políticos foge-lhes demasiadas vezes o pé para o chinelo.



Publicado por Zurc às 09:39 de 01.09.09 | link do post | comentar |

Plano de expansão do Metro

O presidente da Câmara de Lisboa vai propor que a autarquia dê um parecer favorável ao plano de expansão do Metro, reivindicando, contudo, a extensão da linha vermelha até à futura estação de Alcântara da CP.

António Costa (PS) e o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), reclamam a "extensão da linha vermelha até à futura estação de Alcântara da CP, com a construção de um Y nos Prazeres, para futura ligação por metro ligeiro à Estação da CP do Alvito".

A proposta de Costa e Salgado, que será discutida na quarta-feira em reunião do executivo municipal, passa também pelo "estudo de uma linha de Metro Ligeiro, que faça uma circular pela Alta de Lisboa, Ameixoeira, S. Francisco de Assis e Quinta das Mouras".

De resto, os autarcas manifestam "concordância de princípio com o plano de expansão da rede de Metropolitano no que respeita a área do concelho de Lisboa".

Realçam a "grande importância para a qualidade futura do serviço de transportes públicos na cidade de Lisboa que decorre da construção da linha circular, através da reformulação das linhas verde e amarela, com a extensão da linha verde a partir do Largo do Rato até ao Cais do Sodré, com estações na Estrela, em São Bento e Santos".

De resto, os autarcas concordam com a "extensão da linha vermelha, de Telheiras à estação da Pontinha, com estações em São Francisco e Bairro Padre Cruz, e com o prolongamento da linha azul do Colégio Militar - Uruguai - Benfica, através de um Y a criar".

Concordam igualmente com o "prolongamento da linha vermelha até Carnaxide, no concelho de Oeiras, servindo a Ajuda e o Alto do Restelo (novas estações em Tapada, Casalinho da Ajuda, Alto da Ajuda/Universidade, Sant´Ana e Alto do Restelo) e com a previsão das novas estações de Alfama/Alfândega (linha azul), Avenida de Madrid (linha verde) e Calvanas (linha verde)". [Diário de Notícias]



Publicado por JL às 00:08 de 30.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha

Em boa hora a Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar criou o seu blog (AMBCVLUMIAR blog) que tem como um dos seus principais animadores o autarca João Carlos Beça, morador e dirigente da respectiva associação.

Lamentavelmente e como é do conhecimento de quem acompanha estas questões de constituição de listas para as autarquias, este prestigiado dirigente associativo não continuara, no próximo mandato, esse trabalho de autarca ficando por isso mais pobre a respectiva Assembleia de Freguesia. Não conhecendo, em absoluto, as causas desta ausência apenas nos resta o lamento e a formulação de votos para que no futuro se trabalhem de modo diferente estas questões.

Apesar da ausência na autarquia não ficará descorado o acompanhamento da realidade económico-social do bairro nem tão pouco as questões das acessibilidades ou condições de habitabilidade nomeadamente das situações de degradação das casas de que os edifícios da Rua Pedro Queirós Pereira são velho (mau) exemplo.

É preciso que a GEBALIS e os seus técnicos, não deixando de fazer o trabalho de gabinete, estejam mais presentes, mais junto dos bairros e das pessoas que neles vivem, desenvolvendo um trabalho de proximidade e de co-responsabilização pelos bens aí existentes.

A AMBCVLumiar é um exemplo vivo e concreto do que poderia e deveria ser realizado em todos os bairros sociais geridos pela GEBALIS.



Publicado por Zé Pessoa às 09:29 de 26.08.09 | link do post | comentar |

Promessas enganadoras e demagogias baratas

Santana Lopes, o politico que continua a “andar por aí”

Em entrevista ao Público, Santana Lopes deixa uma certeza: «...Quero tirar dali os ministérios da Agricultura, da Justiça e da Administração Interna e criar um pólo do Museu da Cidade».

O ex-primeiro ministro diz que está preparado para a luta. O candidato reuniu toda a direita à sua volta para tentar reconquistar a câmara de Lisboa. Tem ideias fixas, projectos e sabe que pode vencer.

Políticos que confundem as atribuições próprias e exclusivas do poder central com as que são do âmbito do poder local não podem ser políticos em quem se confie.

Qualquer político que afirme decidir em matéria da competência do governo central não faz outra coisa que estar a fazer demagogia e a tentar enganar os eleitores com promessas de deliberações que só ao poder politico emanado da Assembleia da Republica compete tomar a iniciativa.

Santana Lopes, das duas, uma, ou não conhece a forma de organização do Estado e as competências atribuídas a cada nível organizativo (poder central e poder autárquico) ou mais não faz que mentir aos leitores.

Como diz o povo: há primeira cai qualquer um, há segunda só cai quem quer, há terceira só caiem os tolos. Não credível que haja assim tantos.



Publicado por Zurc às 11:55 de 24.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Os corvos de Lisboa



Publicado por JL às 00:08 de 18.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Corredor da morte

Eliminar Barreiras físicas, promovendo acessibilidades

Fomos condenados a viver anos a fio neste presidiu, cercados por cercas de arame e estradas bloqueadas.

Somos torturados todos os dias por crimes que não cometemos, tem que haver o direito de clemência e libertar os residentes do Bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, esvaziando este corredor da morte.

Libertem os prisioneiros, abrindo o bairro à Cidade.

[AMBCVLumiar blog]



Publicado por JL às 16:03 de 15.08.09 | link do post | comentar |

Declarações de um fadista, por Lisboa

Não, não é um fadista qualquer, é Carlos do Carmo, mandatário da candidatura “Unir Lisboa” que no acto da entrega formal do processo no Tribunal Cível de Lisboa afirma que, «Acima de tudo, desejamos que seja uma campanha escorreita, civilizada, do século XXI, em que se discuta a cidade e quero dizer mais uma vez que o que me motiva é a cidade e o desejo de ver a minha Lisboa bem tratada», conforme divulgado pela agência Lusa.

De acordo com as declarações de Carlos do Carmo, é o desejo que une todas as pessoas desta candidatura, unir também e «mobilizar» todos os lisboetas, todas as pessoas que vivem e amam esta cidade.

Afirmou ainda, o “mestre” do fado que «As pessoas estão desmobilizadas porque deixaram de acreditar nos políticos e nas promessas que não são cumpridas, portanto o que é preciso é dizer às pessoas o que se quer fazer, estar com elas, remobilizá-las, chamá-las à atenção para o amor que esta equipa tem por Lisboa e conjuntamente com elas pôr esta cidade a funcionar».

Aqui pelo “Luminária”, também, se acredita que se forem ganhas as pessoas para o debate e para a participação cívica, Lisboa ganha, ganham os lisboetas e ganha o país.



Publicado por Otsirave às 09:59 de 13.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

SIC, debate sem ideologia nem conteúdo

Quem assistiu ao debate SIC, entre António Costa e Santana Lopes, deve ter sentido algum mau cheiro nas narinas e muitos mais amargos (e embargos) de boca tendo em conta o murchar das rosas e a secura das laranjas que ali ficaram ilustradas.

Debateram-se em demasia os números sem que tivesse ficado claro à custa de que medidas foram pagas as dívidas aos fornecedores (sejam eles merceeiros ou o talho) deixadas por saldar pela “má governação” santanista ou quais foram as reais razões da paralisação das obras e quantas casas e prédios foram recuperados pelas sociedades criadas para o efeito e quanto custaram elas ao erário camarário.

Tanto um como o outro, meteram-se por atalhos de muita confusão e nenhum esclarecimento, sobre o que pretendem para a cidade e quanto ao que efectivamente interessa aos munícipes, enfim, o que estes esperavam ouvir.

Do que falaram, em termos de propostas; rede de eléctricos, gestão de transportes e da mobilidade na área metropolitana, como foi o caso de António Costa ou da entrega da coordenação dos transportes para as respectivas autoridades, como apontou Santana Lopes, são matérias, sobretudo, do âmbito da intervenção do poder central do que local, por isso fora da capacidade de decisão da autarquia.

Tanto um como outro, demonstraram um idêntico vicio e mau hábito, salvo a diferença no rigor da gestão que António Costa parece demonstrar em relação a Santana Lopes, ambos tentam recorrer às benesses alheias (Estado Central e empresas publicas) para encher os seus respectivos programas eleitorais, para fazer os seus cadernos de encargos.

Esperava-se melhor, muito melhor prestação. Nesta altura e no caso de Lisboa esperava-se que a “paralisia” que parece afectar os partidos não atingisse estas candidaturas, fica a duvida.

Se assim é ao nível municipal como será a “riqueza de debate” no âmbito das freguesias?

Será que a “pobreza” do debate na SIC é mais uma manifestação reveladora de que os partidos, só por si, já não dão as respostas necessárias à democracia e tornou-se urgente rever as leis eleitorais para que sejam dadas iguais condições aos movimentos de cidadãos que são reconhecidas aos partidos, como vêem defendendo M. Alegre e não só?

Por mim acredito que com essa revisão e abertura legislativa sairia reforçada a democracia, aumentava o dinamismo nos partidos, comprometeria os cidadãos nos respectivos governos dos bens públicos locais.



Publicado por Zé Pessoa às 09:56 de 29.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Viver com o dinheiro dos outros

A única coisa boa dos períodos pré-eleitorais é que, no meio da lama que a ventoinha vai atirando, há coisas graves que ficam à vista de todos. E ficamos a ver como é tão bom ter negócios como Estado.

Percebo pouco ou nada de contentores e espero passar pela vida sem ter de dedicar atenção a um assunto em que não descortino grande interesse, para além de Elia Kazan. Mas no alegado 'escândalo' da Mota-Engil com a Administração do Porto de Lisboa há uma coisa que me espanta: a total e absoluta falta de risco das entidades privadas.

Não dou especial valor aos relatórios do Tribunal de Contas (TC). Há por ali um misto de desconhecimento da realidade e de moralismo exacerbado. Mas também há, e justamente, a ideia de que os senhores do TC falam como guardiões dos dinheiros públicos. E ainda bem.

Também não dou especial valor à anunciada atenção que o Ministério Público (MP) vai dar ao assunto. Duvido que exista grande ilegalidade e duvido ainda mais da capacidade do MP em produzir acusações relevantes em matérias económico-financeiras.

Dado o desconto à habitual ortodoxia do TC, ao voluntarismo do MP, aos aproveitamentos políticos (Jorge Coelho lidera a Mota-Engil), ninguém me consegue explicar porque é que o Estado assume o risco que devia ser de privados e garante arcar com os prejuízos de tudo o que possa correr mal? É que eu também gostava de fazer negócios assim. Eu e toda a gente.

Num dos muitos relatórios que se produziram sobre o assunto há uma frase que diz tudo. Está assinada pela ex-controladora financeira do Ministério das Obras Públicas: "Se o risco de tráfego é inaceitável para os bancos, dificilmente será aceitável pelo contribuinte".

O que Mariana Abrantes de Sousa queria dizer era muito simples: os bancos recusavam-se a financiar um negócio em que a 'variável tráfego' era tão incerta e, da mesma forma, o Estado também se devia recusar a fazê-lo. Mas o Estado aceitou e, mais bizarro, quer convencer-nos de que isso é óptimo. Pergunto eu, contribuinte: qual é o risco que os privados assumem nesta história?

A questão da falta de risco é, em Portugal, muito vasta. Está à vista de todos neste negócio. E à vista de quase todos em muitas parcerias público-privadas. Não tenho nada contra os negócios entre o Estado e o sector privado. Há imensos casos em que este modelo é o mais eficiente para as partes, para o contribuinte e, mais relevante, para os utilizadores.

Mas é inaceitável que, a pouco e pouco, a iniciativa privada em Portugal se vá transformando ou reduzindo a uma espécie de prestador de serviços que o Estado não assegura, mas em que o Estado concessiona tudo, garante os risco e ainda paga as contas se correr mal. [Expresso, Ricardo Costa]


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Publicado por Izanagi às 12:36 de 27.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O assalto a Lisboa



Publicado por JL às 00:01 de 27.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Padres do centro de Lisboa apoiam Santana contra António Costa

O Boletim das paróquias da Baixa qualifica candidato do PSD como um homem que "tem visão" e "tem vergonha"

Os três párocos do centro histórico de Lisboa apoiam Pedro Santana Lopes (PSD) na corrida contra António Costa (PS) para a presidência da câmara da capital.

"Este homem ama a Cidade!...Este homem é um homem de palavra!...Este homem tem visão!...Este homem tem vergonha!", afirma o cónego Armando Duarte - que "fala também pelo padre Mário Rui e pelo padre João Seabra" - num texto publicado no último boletim das paróquias da Baixa--Chiado. "Em 2002, mal tomou posse, Santana Lopes recebeu-nos e aproveitou para nos dizer que queria ajudar na reabilitação das nossas igrejas", lembra o padre, antes de fazer aqueles elogios.

"O crivo que usámos no juízo sobre os mandatos de Santa Lopes e António Costa desfavorece o actual presidente. É certo que o dinamismo do Executivo liderado por Santana Lopes já havia tropeçado na pasmaceira daquele que lhe sucedeu", diz o texto. "Contudo, a nosso ver, em dois anos de mandato, António Costa nada alterou, antes agravou o impasse, tratando as paróquias e as irmandades, umas vezes como se fossem perigosos especuladores imobiliários e, outras vezes, como se fossem travões obscurantistas da cultura que interessa a uma Lisboa moderna e progressista".

"Se de nós dependesse, com quem preferiríamos voltar a trabalhar? Como a Igreja é mais estável, já conhecemos ambos", sendo "o juízo" feito com base nos "interesses paroquiais", o que o torna "algo subjectivo", assume o cónego Armando Duarte, que lança, porém, uma ponte face à imprevisibilidade dos eleitores: "Apesar de tudo, se o Povo de Lisboa julgar com uma bitola diferente da nossa e escolher António Costa, cá estaremos para, como ele, recuperar o tempo perdido", escreve o autor do artigo, antes de concluir (a negro carregado): "É um homem inteligente, pode mudar!". [Diário de Notícias]

É por causa de desbocados destes que a Igreja Católica Apostólica Romana perde cada vez mais fiéis para outras seitas evangélicas ou tornam-se ateus.

A continuarem assim, estes padres correm sério risco de terem que se inscrever nos Centros de Emprego.

Para além de questões polémicas como o aborto, o uso de preservativo, sexo antes do casamento, etc., que mostram um descompasso entre o que a religião promove, a prática de seus fiéis e o que é melhor para a sociedade como um todo, aparecem alguns “pedinchões” para quem só são “bons” quem serve os seus propósitos.

A Igreja Católica Apostólica Romana passa a vida a pedir desculpas e a corrigir “erros” do passado… Muito estranho, para uma instituição que se diz em ligação directa com Deus…



Publicado por JL às 15:16 de 24.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

António Costa quer novas linhas de Metro

Criação de rede de eléctricos rápidos, ligação da linha vermelha do metro a Alcântara, Ajuda e Restelo e ligar o metro dos Olivais à Alta de Lisboa, Lumiar, Telheiras, Carnide e Benfica foram a novidades anunciadas por António Costa, na sua recandidatura à CML. [Diário Económico]


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Publicado por JL às 20:51 de 23.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

A vitória global de António Costa

O arranjinho apadrinhado por Manuel Alegre foi o mais rude golpe na sólida estratégia de Pedro Santana Lopes.

É inequívoco que a esquerda ganha muito com o acordo de Helena Roseta com António Costa para a Câmara de Lisboa. Por mais que Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã protestem e resistam, a verdade é que o arranjinho apadrinhado por Manuel Alegre foi o mais rude golpe, até ao momento, na sólida estratégia que Pedro Santana Lopes tem em marcha para regressar à autarquia da capital.

O PS é o principal beneficiado, claro. Mas, se a nível local nada podia ser mais perfeito, no plano nacional o consenso conseguido por António Costa aumenta ainda mais a pressão sobre José Sócrates. Não só porque alguém na sua posição teria sempre de demarcar-se do Governo para cativar o eleitorado à esquerda do PS, mas também porque Costa sempre esteve pouco disponível em ajudar Sócrates além do essencial. E agora menos ainda, depois de o primeiro-ministro ter perdido o estatuto de invencível na derrota das europeias.

A encruzilhada estreita-se, assim, para José Sócrates. Os caminhos da esquerda são convidativos mas, como se tem visto, implicam concessões muito elevadas às correntes alegristas. Os do centro, que conduziram o PS à maioria absoluta, têm agora no renascido PSD um concorrente à altura. Pelo meio, há ainda a crise internacional e a investigação do caso Freeport, variáveis imprevisíveis que podem desequilibrar as contas das legislativas a qualquer momento.

Se António Costa foi o único que saiu a ganhar em todas as frentes - até arrebanhou para a lista Fernando Nunes da Silva, o coordenador do estudo do ACP que arrasou o plano de mobilidade camarário -, Helena Roseta hipotecou muita da confiança conquistada junto da opinião pública desde que se desfiliou do PS.

O aparecimento dos independentes no panorama político nacional foi muito positivo para a nossa democracia. Pena que nenhum deles seja capaz de manter durante muito tempo uma verdadeira independência. Ainda no DN de 1 de Abril, Helena Roseta garantia: "Quem me quiser apoiar livremente que o faça, mas não vou sentar-me à mesa de negociações com ninguém. Quero manter a nossa autonomia." Está bem que era dia das mentiras, mas, em política, inversões de discurso tão bruscas costumam ser fatais. Mesmo quando se tem para trás um percurso positivo como o de Helena Roseta enquanto vereadora da Câmara de Lisboa.

[Rui Hortelão, Diário de Notícias]



Publicado por JL às 01:02 de 21.07.09 | link do post | comentar |

A putrefacção santanista, outra vez não

Quando nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001 se candidatou à Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes não tinha a mínima perspectiva de vir a ganha-las.

Também é certo que quando os eleitores lisboetas lhe acabaram por dar a vitoria (ainda hoje está por confirmar se verdadeira, é que as duvidas nunca foram, cabalmente esclarecidas) ignoravam completamente no que se iria tornar a cidade de Lisboa sob a irresponsável governação, do ora entra ora sai, entre Carmona Rodrigues e Santana Lopes. A capital ficou num completo caos de obras paradas, Lisboa perdeu, totalmente, a credibilidade junto de fornecedores e credores. O município entrou em num desalinho colapso completo, assim como um total desgoverno nos serviços e departamentos.

Entre o desgoverno da cidade, onde regressou à presidência da Câmara Municipal por mais seis meses, na sequência da queda do seu (des)governo do País e da derrota do PSD nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005, Santana Lopes foi tendo mais alguns devaneios nocturnos próprios de um “jovem” irrequieto que passa a vida a “andar por aí”. Há quem, à boca pequena, lhe chame o “Berlusconi Lisboeta” e se a população da cidade se distrai-se a dar-lhe, outra vez, o comando da capital corríamos o risco de ver o Salão Nobre dos Paços do Concelho transformado numa sala de striptease.

Quem não se lembra do exemplo foi o esbanjamento dos dinheiros públicos, inclusivamente em viaturas de que o famigerado AUDI de 120.000€ vendido em hasta pública ao fim de seis meses por menos de metade do preço?

Seria mau, seria aberrante que depois de tudo o que sucedeu à cidade e a muitas empresas que, por falta de pagamentos por parte do município, entraram em falência arrastando com isso algumas centenas de trabalhadores no desemprego, os lisboetas recaírem no mesmo logro.

Por mais curta que pudesse ser a memória, ela não será tão fraca que permita aos eleitores esquecerem a grave situação de total perda de credibilidade, local, nacional e mesmo no plano internacional em que a Capital do país foi colocada pela coligação santanista, a mesma que agora é reeditada.

Apesar dos enormes esforços realizados pela actual vereação conduzida pelo agora Presidente António Costa e, também, da recuperação da credibilidade, da retoma da execução das obras anteriormente paradas, do pagamento quase total das dívidas de curto prazo e renegociação das de médio e longo prazo, ainda cheira a putrefacção santanista. Estão por resolver entre outras as obras do Parque Mayer, de vários parques e jardins, a feira popular, sem esquecer que os amantes desse icon da cidade continuam sem outro espaço característico de Lisboa como era aquele.

Os eleitores sabem avaliar e saberão optar pela solução mais segura, mais séria e mais credível para o governo da cidade votando, maioritariamente, em António Costa e na equipa por si liderada. Este já deu provas de que merece essa confiança.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 20.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

TC: negócio do terminal de contentores de Alcântara é ruinoso para o Estado

O relatório final do Tribunal de Contas acusa o contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara de só favorecer os interesses da Liscont, a empresa do grupo Mota-Engil. O documento foi aprovado esta semana chega mesmo a dizer que o acordo é ruinoso para o Estado.

Segundo o relatório, o acordo firmado entre o Governo e a Administração do porto de Lisboa com a empresa, que prevê a concessão sem concurso público alargada até 27 anos, é ruinoso para o Estado e não acautela o interesse público, uma conclusão que confirma o parecer do relatório preliminar de Outubro de 2008.

Os juízes que elaboraram o parecer afirmam ainda que o contraditório enviado ao TC pelo Governo e pela APL só vieram reforçar a opinião que agora é transcrita no relatório final e até chegaram a aumentar a desconfiança sobre a validade do negócio.

Questionada na Assembleia da República, sobre este assunto, Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos transportes, escusou-se a revelar as questões que o TC teria dirigido ao Governo e avançou que as conclusões da investigação não eram ainda conhecidas. [Público]

Naturalmente que duvidamos do rigor da notícia, porque se for verdade é muito preocupante, já que o Estado são todos os cidadãos e os seus impostos, e mais preocupante ainda para muitos contribuintes que são simultaneamente militantes do PS. Seria mais uma forte machada nos valores éticos de um Partido onde alguns apenas pagam quotas mas outros para além dessa ligação de pequeno valor monetário, sentem-se sobretudo ligados pela militância que praticam, e estes, porque quase sempre colocam os interesses do Partido acima dos seus, sofrem com medidas que favorecem a corrupção, minam a democracia e empobrecem Portugal.



Publicado por Izanagi às 09:38 de 18.07.09 | link do post | comentar |

Os casamentos de conveniência

O acordo anunciado entre António Costa e o movimento Cidadãos por Lisboa de Helena Roseta vem confirmar que o presidente da Câmara de Lisboa é hoje, no PS, o mais capaz de estabelecer pontes à esquerda. Bem precisava José Sócrates que esta dinâmica extravasasse as fronteiras de Lisboa e se alargasse ao País.

O acordo com Helena Roseta é o culminar de uma jornada de negociações e conversas em que António Costa conseguiu "seduzir" gente vinda de todas as esquerdas. Sá Fernandes veio do Bloco, José Saramago e Carlos do Carmo do PCP. Ao "alegrismo" foi buscar o seu mandatário financeiro e, agora, Roseta. No fundo, e apesar do fracasso da constituição de uma frente de esquerda para o confronto com a coligação de direita liderada por Pedro Santana Lopes, António Costa conseguiu, na prática, não uma coligação formal mas uma aliança alargada do PS com personalidades de todas as forças de esquerda.

Voltando a Roseta, o que dirão hoje os eleitores que há dois anos, nas intercalares, lhe confiaram o voto? O que dirão todos aqueles que a ouviram jurar a pés juntos que jamais faria coligações com o PS e que o seu movimento de cidadãos iria a votos nas próximas eleições autárquicas? É certo que fez um bom negócio, mas, e até porque a lei não permite coligações entre partidos e movimentos de cidadãos, o que ficará para a história é que, dois anos depois de ter saído do PS, Helena Roseta vai reentrar na Câmara de Lisboa como número dois de uma lista... do PS. [Diário de Notícias]



Publicado por JL às 00:06 de 17.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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