Segunda-feira, 15.10.12
  [Lusa, 14-10-2012]
     Centenas de manifestantes saíram hoje da sede do banco de investimentos Goldman Sachs, em Paris, em direção à Assembleia Nacional francesa numa marcha ensurdecedora contra a "dívida ilegítima, que impõe austeridade e rouba direitos sociais".

     Na manifestação 'Global Noise', que se iniciou pelas 14:30 locais (13:30 horas de Lisboa), participam cerca de 300 pessoas, entre grupos de jovens e de reformados, que fazem um barulho ensurdecedor com apitos, batendo tachos, tampas e garrafas de plástico vazias.   ...

     Movimentos sociais e cidadãos organizam a concentração:
Cerco ao Parlamento-  [Movimento Sem Emprego, 15-10-2012]
Objectivo é chumbar o Orçamento nas ruas no dia em que ele é apresentado na Assembleia da República e exigir a queda do governo

      Dia 15 de Outubro de 2012 é a data limite para a apresentação do Orçamento de Estado para 2013. Marcámos por isso neste dia uma concentração (15 Out.18H00) para expressar o nosso descontentamento em relação às políticas do actual Governo e ao seu orçamento criminoso.
     Opomo-nos a que o sacrifício continue a ser feito sobre os de sempre, os que trabalham, e que continue a deixar de lado o capital

...  Basta !  Fim a estas medidas homicidas !


Publicado por Xa2 às 07:47 | link do post | comentar | comentários (1)

Segunda-feira, 08.10.12

           Até Ex-vice da Moody's  apela  a  revolução  na  zona  euro

     "Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability ", publicado no "Project Syndicate".

     Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.

Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".

    "Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.

     "A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."

      E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".

      A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".

 

Cerco ao Parlamento !   Este não é o nosso  Orçamento !  (por Renato Teixeira)

 

 

       É cada vez mais evidente – a não ser para um governo que segue fanaticamente, e sem olhar a meios, o programa da Troika – que este caminho não nos serve. Temos saído repetidamente à rua para exigir que sejamos ouvidos, para mostrar que estamos indignados com tanta insensibilidade social e com tantos jogos políticos que conduzem sempre ao mesmo resultado:

 mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais desigualdade social, mais austeridade, menos futuro!

     Saímos à rua porque é nela que mora a última esperança de liberdade quando os governos se tornam cegos, surdos e mudos face às justas exigências de igualdade e justiça social.  Ler o resto do comunicado da Plataforma 15 de Outubro. ...

            A R   mais pequena    (por André Levy)

Ainda há dias aqui discutia uma ideia do Congresso das Alternativas sobre a candidatura de deputados independentes à AR, e passado pouco tempo José Seguro vem puxar para primeiro plano a redução do número de deputados na AR.  Independentemente do claro ataque à diversidade na representação parlamentar que isso implicaria, da crescente bipolarização que daria aso, há que perguntar «porquê voltar à carga com isto agora»? Peço que me ajudem a entender isto.

     Poucos dias passados da apresentação de duas Moções de Censura ao Governo, numa fase em que já se discutem elementos do Orçamento do Estado – peça fundamental para definição da política e economia do próximo ano fiscal – a direcção do PS acha que este é o momento para reformar o sistema eleitoral?

     E lança o desafio ao PSD, dizendo até para “não se esconder detrás do parceiro da coligação”. Há alguma instrução da Troika estrangeira que aponte para reformas eleitorais? (Não seria caso pioneiro.)
     Esta posição, de redução do número de deputados, encontra eco em diferentes cantos. Tanto entre os dois maiores partidos, que vêem estas alterações como forma de cimentar o seu poder e deitar alcatrão quente sobre não só os outros partidos com representação parlamentar, mas todos os outros partidos e movimentos que constem no boletim de voto.

     Como entre aqueles que achando que os dinheiros públicos são esbanjados com os deputados, que os seus salários (inflacionados) e suas regalias têm um enorme peso no Orçamento do Estado, e que portanto uma solução seria reduzir o número de deputados.

     Esta última facção terá em conta o que essa redução implicará sobre o pluralismo na AR ?  De tanto criticar os políticos e partidos entenderá que a redução do número de deputados vem precisamente favorecer os partidos que criam a ilusão que “todos os partidos são iguais” e “todos os políticos corruptos”? Será a proposta do Seguro uma tentativa de agradar esta corrente populista

               PS prepara-se para eleições  (por Tiago M. Saraiva)

      No mesmo dia em que a sebastiânica ala esquerda do PS saltitava nas televisões com os participantes no Congresso das Alternativas como cenário, definindo-se como a “esquerda responsável” que se opõe aos radicais que querem Portugal “fora da Europa” – argumento estafado e repetido há mais de 20 anos por Ana Gomes, Cavaco, Soares, Alegre, Passos Coelho, Sócrates ou Portas, e sempre utilizado para aniquilar tudo o que é discussão sobre a Europa em Portugal com as consequências que hoje conhecemos – o seu líder desafiava o PSD para uma coligação que promova a redução do número de deputados na Assembleia da República.
      Mas desengane-se quem pensa que esta redução de deputados significará uma diminuição de despesa ou o fim de deputados-calões que pululam pelas filas de trás das bancadas do PS e PSD. Este é um claro apelo ao PSD para que os dois partidos do centrão dificultem artificialmente a representação de outros partidos na Assembleia da República.

     É bom não esquecer que o PCTP-MRPP, com 62.683 votos a nível nacional nas últimas eleições, não consegue eleger qualquer deputado e que ao PSD bastam 39.321 votos para eleger dois deputados em Bragança.   ...  é a cultura política de “jota do centrão”. As pessoas que sofrem, as que vivem na miséria, não contam um chavo. Estima que não votem. O que é importante é fazer as contas aos eleitos, para ver se ganha a concelhia… perdão… o governo. ... Como se os problemas do país se resolvessem com caciques e entendimentos entre facções. Mas que não se duvide que o golpe está em curso e que esta é uma cultura política em que Passos Coelho também se movimenta à vontade.



Publicado por Xa2 às 17:15 | link do post | comentar | comentários (2)

Sexta-feira, 28.09.12

    O  Povo  Unido  Jamais  Será  Vencido (-por Ricardo S. Pinto )

                                                            Precisamos de Lisboa e Portugal assim.
                    A  todos  o  que  é  de  todos        (-por Tiago M. Saraiva)

     O próximo Sábado (29/9/2012, 15H, no Terreiro do Paço) será, certamente, uma jornada de luta histórica contra o roubo dos salários, das pensões e das reformas, contra o (des)governo dos troikistas ultraliberais.
     A Lisboa chegará gente de todo o país. Haverá quem venha pela primeira vez a Lisboa (como tive oportunidade de constatar na última manifestação nacional da CGTP) e haverá quem participe pela primeira vez numa manifestação organizada pela central sindical de todos os trabalhadores derrotando a ideia, muito difundida por sectores da sociedade pouco amigos da democracia, que a luta dos cidadãos é diferente da luta dos trabalhadores em torno dos seus sindicatos.
     Nos autocarros que vêm de todo o país virá também quem organizou ou esteve nas manifestações descentralizadas do 15 de Setembro, prontos para continuar a luta que não terminará este Sábado.
     À CGTP competir-lhe-á a difícil tarefa de organizar e dar a cara por esta enorme mobilização tendo a consciência que a manifestação, como Arménio Carlos acaba de declarar à SIC Notícias, deixou de ser “da CGTP” para ser de todos.

                    O  fundamental          (-por Nuno R. Almeida)

     É normal termos divergências.   É ocasional haver mal-entendidos.   Agora, estamos juntos porque assumimos que estas diferenças são enriquecedoras e que  aquilo que nos une é muito mais do que nos separa.     É bom que estejamos todos unidos a 29 de Setembro contra a troika e os seus governos apesar das nossas diferenças.     Todos somos ainda poucos, mas estamos muito mais perto de os fazer mudar de rumo.    Até à próxima  manif..

              Mas  acham que o Povo Português tem cara de parvo ?  (-por Rafael Fortes)

Se isto vai tudo correr bem  ou  tudo correr mal  depende muito da nossa vontade colectiva”   Passos Coelho dixit

- e   Governo autoriza Gaspar a transferir 2 mil milhões para o MEE -Mecanismo Europeu de Estabilidade

                   Há uma linha que separa a derrota da vitória    (-por Raquel Varela)

    Howard Zinn, autor da História do Povo dos EUA, e inspirador de tantos os que o seguiram, fazendo a história dos debaixo, contava que tinha aprendido o que era o Estado quando levou porrada da polícia, num porto onde trabalhava como operário. E escreveu mais tarde, com a doçura que sempre o caracterizou: « Se querem quebrar a lei,  façam-no com  2.000 pessoas » (ou + ).  Os vídeos de Espanha não mostram a realidade – a realidade é que metade dos feridos são polícias. Divulgar vídeos de manifestantes a levar porrada da polícia é uma escolha editorial destes meios de comunicação, que obviamente, a coberto de denunciar o abuso policial, procuram amedontrar as pessoas. Se as redes de informação alternativa estão ao serviço da mudança crítica porque não fazer um vídeo de todas as vezes – verdadeiras – que a polícia leva porrada?


      “Recuerdo de España” foi o que a polícia escreveu nas balas de borracha que disparou durante a greve geral. É assim no País Basco. Para que não haja dúvidas de que é um território ocupado.     Era assim que estavam muitas cidades bascas esta tarde em dia de greve geral. Sempre que o capitalismo/poder é posto em causa, os poderosos e seus capatazes respondem com violência.
     Por isso é que à violência do capital há que responder com o tenaz combate dos trabalhadores e do povo.   A diferença entre os bascos e os de Madrid é que os primeiros foram calejados por décadas de repressão e já aprenderam que o problema não são os partidos e a política.   O problema é o capitalismo (ultraliberal/selvagem) e os seus representantes políticos.   O povo basco quando responde sabe que está a dar uma resposta política, consciente e organizada.   As armas dos bascos não são as mãos.  As armas dos bascos são a organização e a consciência política.   É disso, principalmente, que os capitalistas têm medo.   Porque um povo desorganizado e que não sabe definir os seus inimigos é um povo fácil de derrotar.


Publicado por Xa2 às 07:52 | link do post | comentar

Quarta-feira, 26.09.12

        Derrotas  (a força do povo “intimidou” o governo e ... ; mas o projecto ideológico da economia política da austeridade é destruir o Estado social e a força do trabalho organizado, através do desemprego gerado pela austeridade recessiva, ... e mais impostos e 'cortes' para os de sempre /aqueles que não podem fugir ...)

        Antes vagamente certo do que seguramente errado  (+austeridade de "bom aluno" não nos salvará, ... auditoria à dívida... renegociar antes que ... suspender temporariamente o serviço da dívida... racionalizar e investir... 'limpar' corrupção/'outsourcing', nepotismo e não-justiça ... "ajuda" é endividamento, agiotagem, recessão e morte/emigração.)

        O caniche alemão não foi a Roma  (e recusa aliados europeus para combater a crise ... e culpados) 

        No meio da crise, há quem continue a tratar da vidinha  ('governantes' e gr. escritórios de advogados, pareceres a peso d'ouro, negócio das privatizações...)

       Indigestão à Portuguesa:    Ingredientes:  1 coelho, 1 gaspar,  1 portas,  1 cavaco, 1 troika, 1 diploma relvas,  2 subsidios,   TSU,  IRS,   2 submarinos,  1 BPN,  dívida enorme,  PPP's rendosas,   privatizações,  fundações,  contribuintes.       Preparação:  Coloque o coelho, o gaspar, o portas e o cavaco (cortados aos pedaços) a marinar na troika;    Corte os subsídios às rodelas e junte a tsu, o irs, o diploma do relvas e corrupção a gosto;     Retire os pedaços do coelho, do gaspar, do portas e do cavaco da marinada (sem desperdiçar nada) e passe-os por uma enorme divida;     Aloure-os num tacho grande, aumentando progressivamente a taxa de desemprego;   Deixe ferver, e adicione ao preparado 2 submarinos, 1 bpn, muitas ppp's, privatizações, fundações, e outras coisas terminadas em ões !!!      Em seguida, reduza os salários aos contribuintes já pelados, tape e deixe cozer.      Recomenda-se o acompanhamento deste prato com muita luta, indignação e protesto.



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Segunda-feira, 24.09.12

         A     acordar        (-por Daniel Oliveira )                     Alternativas      

 
 
 
 
 
 
 
 
 

          Um cretino é um cretino é um cretino   (-por Sérgio Lavos)

O Governo parece não ter aprendido a lição que o povo tem dado nas ruas.   Continua a culpar os portugueses pobres e da classe média pelo falhanço das suas próprias políticas.   Já fomos chamados de tudo:    piegas, inconsequentes, gastadores.   Numa entrevista recente, o primeiro-ministro veio queixar-se, incrivelmente, do aumento da poupança privada e da consequente quebra no consumo e nas receitas fiscais.  

  Agora, o ministro das polícias insiste:    somos mandriões, e por isso Portugal não consegue chegar às metas do défice, suster o crescimento da dívida pública, estancar a destruição de emprego, etc., etc.    Isto vindo de alguém cujo currículo fala por si:  uma vida profissional à sombra do partido a que pertence, mais um produto da JSD, como Relvas e Passos Coelho.

      limite para a nossa paciência, e este bando de ladrões e incompetentes parece ainda não ter percebido que o ultrapassou.   É a nossa responsabilidade, a nossa obrigação, continuar a dar a resposta na rua. Esta gente tem de ser rapidamente apeada do poleiro que ocupa.     

               Alternativas ?     (-por Sérgio Lavos)

   Não serão certamente as alternativas que agradam ao grande capital nem aos partidos que o defendem, mas arrecadar-se-iam 6 mil milhões de euros, sem penalizar nem as classes mais desfavorecidas nem a classe média.  E os conselhos do Tribunal Constitucional seriam seguidos, ao taxar-se o capital em vez do trabalho.   Ficam aqui as propostas da CGTP, que sabemos que nunca irão sequer ser consideradas pelo Governo, que detém o poder apenas para defender os interesses estabelecidos e aprofundar as desigualdades sociais e a exploração capitalista:

   - Um novo imposto sobre as transações financeiras.

   - Introdução de mais um escalão de IRC para as empresas com grande volume de negócios.

   - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos aos grandes accionistas de empresas.

   - Medidas de combate à fraude e à evasão fiscais.

Há sempre alternativa. Simplesmente, as que existem não servem as linhas ideológicas que motivam este Governo.

          Congresso Democrático das Alternativas - 5 Out.2012, Aula Magna Univ. Lisboa.- Participe.

                                                                             Resgatar Portugal para um Futuro Decente



Publicado por Xa2 às 13:05 | link do post | comentar | comentários (6)

              Krugman contra a política de austeridade      (# por R. Narciso, PuxaPalavra, 23/9/2012)

  A quem se interesse por compreender a atual crise política em Portugal e na Europa, a sua origem, as razões que movem os políticos defensores da austeridade "custe o que custar" e perceber ao serviço de que interesses elas estão, aconselho o livro do prémio Nobel, Paul Krugman, recentemente publicado em português "Acabem com esta crise, JÁ"
   Sinopse:  Acabem com Esta Crise Já! é um autêntico «apelo às armas» do Nobel de Economia e autor bestseller Paul Krugman, perante a profunda recessão que estamos a viver e que se prolonga já há mais de quatro anos. No entanto, como o autor refere nesta obra brilhantemente fundamentada, «As nações ricas em recursos, talentos e conhecimento, que possuem todas as condições para gerar prosperidade e um padrão de vida decente para todos, permanecem num estado que acarreta um intenso sofrimento para os seus cidadãos».
      Como é que chegámos a este ponto? Como é que ficámos atolados no que agora só pode ser considerado como uma das maiores depressões desde 1929? E acima de tudo, como podemos libertar-nos dela?
     Krugman responde a estas perguntas com a lucidez e perspicácia tão características dele. A mensagem que aqui transmite é sem dúvida poderosa para qualquer pessoa que tenha suportado estes últimos, penosos anos: uma recuperação rápida e forte está apenas a um passo, se os nossos líderes encontrarem a "clareza intelectual e vontade política" para acabar com esta depressão agoraLink índice e Introdução.
     Interpelado pelo PS no Parlamento, o Primeiro-Ministro não negou que estivesse a pensar em privatizar a CGD, ao menos parcialmente, o que traduziria o último passo para liquidar o sector empresarial público, num processo de privatizações que não poupou a REN (que gere a infraestrutura de transmissão de gás e electricidade, que além do mais é um monopólio natural) nem as Águas de Portugal (que gere a infraestrutura básica de captação, tratamento e transporte de água em todo o País). Agora é o banco público.
     Todavia, a CGD não é somente um importante activo do Estado e uma fonte de receita através dos dividendos, mas também uma alavanca de "regulação" do sector financeiro e de interveção indirecta na economia, tanto mais importante quanto é certo que quase todos os maiores bancos privados nacionais têm ou estão em vias de ter uma decisica participação estrangeira.    Mas, que importa o interesse público da CGD face ao programa ideológico do PSD?!
     É evidente que não há lugar para a noção de banco público no léxico ultraliberal deste (des)Governo.
               Contra o Governo ou só contra a TSU?    
     Matos Correia, um dos "spinners" capazes do PSD, está na SIC-N a vender a tese de que manifestações não foram contra o Governo, só contra a "mal explicada" mudança na TSU, a tal que Passos Coelho agora se diz pronto a modular/modelar...
     Sucede que o povo não é parvo:
     além da TSU "Robin dos Bosques ao contrário", este Governo é responsável, mas foge como o diabo da cruz, por prestar contas pela colossal derrapagem no défice e na dívida publica, apesar dos brutais sacrifícios impostos aos portugueses.
     Um Governo que é responsável pelo agravar da depressão e pelo disparar do desemprego e que manda os jovens emigrar e a isso também obriga menos jovens.
     Um Governo que escandalosamente se demite de se bater pelos interesses nacionais e europeus junto da Troika e de quem nela manda - Itália, Irlanda, Grécia e Espanha reúnem em Roma dia 21, a convite de Monti, mas Portugal brilhará pela ausência!!!
     Um Governo incompetente, insensível e desnorteado, que manda às urtigas o consenso social e político que punha a render no exterior. E que até se dá ao luxo de não se concertar entre parceiros de coligação. E que "custe o que custar" se obstina em empobrecer os portugueses e afundar Portugal.
     Razões não faltam para os portugueses, com ou sem TSU a transbordar do saco cheio, se manifestarem a plenos pulmões contra o Governo.


Publicado por Xa2 às 07:52 | link do post | comentar | comentários (7)

Domingo, 23.09.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Manifestação de 15 de Setembro)



Publicado por [FV] às 17:56 | link do post | comentar

Terça-feira, 18.09.12

      As  hipóteses de Cavaco e a  importância do  Conselho de Estado   (- por  Tiago M. Saraiva )

     Até à próxima 6ª Feira, haverá certamente inúmeros contactos entre Belém, S. Bento, PSD, CDS e PS. Na sequência do Conselho de Estado poderá ser adoptado um de quatro caminhos: 
     1. Ainda que os cavaquistas tenham vindo a terreiro puxar o tapete ao governo de Passos Coelho, Cavaco Silva poderá tentar dar-lhe um balão de oxigénio. Nesta hipótese será provável que Cavaco force, até 6ªfeira, uma remodelação ministerial e ele ou Passos a apresentem ao país. Esta solução tem a grande desvantagem de colar definitivamente Cavaco à governação de Passos, e sabe-se que Cavaco é pouco dado a solidariedades a quem não seja do grupo do BPN, sendo provável que o próprio Presidente da República passe a ser um dos focos da contestação popular – coisa com que Cavaco lida mal. De qualquer forma será sempre uma solução a prazo, enquanto a rua ou o CDS deixarem.
    2. Outra das opções será a do governo de unidade nacional ou de tecnocratas. Já se sabe que o CDS e parte do PSD estarão de acordo, resta saber se Seguro o verá como a única oportunidade para sobreviver na liderança do PS (não assumindo funções de governo mas aprovando as políticas gerais de um governo com umas quantas figuras próximas do PS). Esta opção, provavelmente a que mais agradará a Cavaco, poderá ser dramatizada a partir dos sinais hoje dados por Bruxelas e Merkel (que deverão crescer nos próximos dias) e sob o argumento que “o poder não pode cair na rua”. Por outro lado poderia amedrontar muita gente que contesta as medidas deste governo e diminuir a generalização da luta, por uns tempos. Ao invés teria a desvantagem de clarificar definitivamente as águas, entre quem está contra e a favor da troika o que pasokizaria o PS deixando de haver uma solução eleitoral alternativa no quadro do bipartidarismo. A médio prazo seria inevitável o crescimento eleitoral da oposição de esquerda, nas ruas e nas sondagens.
    3. Convocação de eleições antecipadas. Este poderá ser o coelho da cartola. Independentemente do desgaste, PS/PSD/CDS ainda conseguiriam assegurar uma maioria pró-troika no parlamento. Não sendo de crer que o anti-troikismo, conseguisse que a esquerda fizesse das eleições algo de extraordinário.
    4. Atrasar a decisão. Cavaco pode não conseguir alcançar o consenso para um governo de unidade nacional, pode não conseguir que Passos aceite a remodelação, pode não conseguir convencer Seguro, pode ter receio de ir para eleições e pode não querer ficar conotado com as políticas de Gaspar.       
      Até 6ª feira está tudo em cima da mesa. É preciso continuar a luta.
      No dia 15 de Setembro o país tomou as ruas para dizer BASTA !, naquelas que foram as maiores manifestações populares desde o 1º de Maio de 1974. Exigimos o rasgar do memorando da Troika e a demissão deste governo troikista.
      Se o governo não escuta, que escute o Presidente da República e o seu Conselho de Estado.
      Não, é não !
      Não queremos apenas mudanças de nomes, queremos mudanças de facto. A 21 de Setembro iremos concentrarmo-nos junto ao Palácio de Belém para demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de MUDANÇA DE RUMO (e de políticas) !
      A Luta Continua !      Chega  de  'poeira',   Mentiras  e  MEDO  !
Que se Lixe a Troika !   Que se Lixem os Troikistas !     Queremos as Nossas Vidas !
   
 A convocatória do facebook foi criada há vinte e quatro horas e já conta com mais de 5.000 adesões.


Publicado por Xa2 às 13:58 | link do post | comentar | comentários (3)

Segunda-feira, 17.09.12

15s.jpg

15 Set.2012 - alguns cartazes e dizeres na manifestação :

 

-- Que se lixe a Troika, queremos as nossas Vidas.

-- Basta de governos troica-tintas, pandilha de mentirosos, corruptos ao serviço do capitalismo selvagem

-- A minha GENTE precisa de um PAÍS . 

-- Não somos números, somos PESSOAS  !

-- Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir .

-- Sou pequena mas luto por um FUTURO  !!

-- Um ESCRAVO  feliz é o maior inimigo da LIBERDADE .

-- Basta de passividade  !!!  Vão-se  f.....  vamos agir  !!!

-- É oficial :  Ele esta a ...(PM na sanita)...-se para nós !

-- Até onde, Passos  ?! (com 'bigodinho')

-- Destroyko Passos

-- Sorria,  está a ser Roubado !

-- Gatunos !  Gatunos !

-- Eles comem tudo e não deixam nada !  Vampiros.

-- BASTA  !

...

-- (bandeira com o brasão da República Portuguesa mas com fundo preto em vez do verde e vermelho)


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Publicado por Xa2 às 13:34 | link do post | comentar | comentários (4)

               Dias iniciais?

     Segundo a polícia, participaram vinte mil pessoas na manifestação em Coimbra. Centenas de milhares – oitocentas mil, um milhão? – por esse país fora. Nunca tinha visto tanta gente junta na minha cidade a fazer política. Estas coisas marcam. Acabou-se a narrativa de um país resignado, exemplar na aceitação do destino regressivo definido por elites medíocres e orgulhosas de um Portugal dos pequenitos. Agora resta um governo cada vez mais isolado e a quem só a troika vai valendo.
     Ontem ganhou força um “contramovimento” de protecção da sociedade, das capacidades individuais e colectivas, com uma maturidade democrática revelada também no realismo dos testemunhos que a comunicação social foi ecoando, na força das razões apresentadas para estar ali e em mais lado nenhum. O contraste com as utopias liberais que escondem sempre as pilhagens reais foi flagrante. Dois mundos.
     Um movimento com continuidade a 21 de Setembro, para evitar que Cavaco comece a cozinhar uma “evolução na continuidade” governativa, a 29 de Setembro, graças à CGTP, e a 5 de Outubro, com um congresso democrático que aposta nas alternativas. É todo um movimento que terá de levar à queda de Passos, Gaspar e companhia, a novas eleições e à denúncia do memorando por um governo alinhado com os interesses que ontem contaram. Optimismo da vontade.   
             Para que não se esqueçam que o absurdo afecta as pessoas
     Durante os últimos dias ouvi mil vezes as estrelas que desfilam pelas passadeiras vermelhas da comunicação social perguntarem nas televisões o que se iria fazer com o resultado das manif’s que hoje decorreram.
     Há gente assim, gente que gosta de fazer estas questões. É natural, porque o simples facto de serem as estrelas que passeiam pelas passadeiras da comunicação social já faz entender que as coisas têm de ter sempre, para eles, algum lucro.
     Estive lá, no meio dos muitos milhares de portugueses que hoje saíram à rua com o intuito de nada lucrarem com isso. A grande maioria, famílias inteiras de classe média, desceram à rua desenquadradas, desalinhadas, corajosas e sem se deixarem manipular. Estiveram só com a intenção de lembrar aos senhores que desenham, no sossego dos seus gabinetes, os absurdos teóricos que aprenderam nos livros que esses absurdos afectam a vida de pessoas reais que eles pensam não existir.
     Eram muitos milhares de pessoas. Penso que nunca vi coisa tão grande.
     O resto andava também por lá. Líderes políticos à procura de vantagem, agitadores à procura do caos, gente diversa à procura de protagonismo e à espera de ganhar alguma coisa com isto.  (-por LNT [0.431/2012] )

         Travar a Destruição deste país... é o alerta deste folheto  (-por # J.A. Freitas)

 


Publicado por Xa2 às 07:54 | link do post | comentar | comentários (4)

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