Terça-feira, 29.10.13

O ódio a Sócrates    (-por Daniel Oliveira)

...   ...   ...

Porque gera tantos ódios José Sócrates? Os que o odeiam responderão com rapidez que faliu o país. Nessa não me apanham mesmo. Até porque a "narrativa" tem objetivos políticos e ideológicos que ultrapassam em muito a figura do ex-primeiro-ministro, o que revela até que ponto podem ser estúpidos os ódios pessoais de uma esquerda que, por mero oportunismo de momento, comprou uma tese que agora justifica todo o programa ideológico deste governo. 

   É pura e simplesmente falso que Sócrates tenha falido o país. E isto não é matéria de opinião. Sócrates faliu o país da mesma forma que todos os que eram primeiros-ministros entre 2008 e 2010 em países periféricos europeus o fizeram. Até 2008 todos os indicadores financeiros do Estado, a começar pela dívida pública, e todos os indicadores da economia seguiam a trajetória negativa que vinha desde a entrada de Portugal no euro (ou até desde o início da convergência com o marco, que lhe antecedeu), verdadeiro desastre económico que ajuda a explicar uma parte não negligenciável da situação em que estamos. A narrativa que esta crise se deve ao governo anterior, além de esbarrar com todos os factos (o truque tem sido o de juntar o aumento da dívida anterior e posterior a 2008 e assim esconder a verdadeira natureza dessa dívida), esbarra com a evidência do que se passa nos países que estavam em situação semelhante à nossa e não tiveram Sócrates como primeiro-ministro. Posso escrever tudo isto com uma enorme serenidade: fui opositor de Sócrates e sempre disse o que estou a dizer agora.

    Também nada de fundamental, até 2008, distinguia, para o mal e para o bem, os governos de Sócrates dos anteriores. O que era diferente correspondia às pequenas diferenças entre os governos do PS e do PSD, que já poderiam ter sido detectadas em Guterres. O que era igual, conhecemos bem e podemos identificar em Barroso, Guterres ou Cavaco. Em todos eles houve decisões financeiras desastrosas - das PPP à integração de fundos de pensões privados na CGA, da venda ruinosa de ativos a maus investimentos públicos. Em todos eles houve interesses, tráficos de influências, mentiras, medidas demagógicas e eleitoralistas. Sócrates foi apenas mais um.

     Há uma parte deste ódio que surgiu à posteriori (sim, vale a pena recordar que Sócrates venceu duas vezes as eleições). Perante a crise, o país precisava de encontrar um vilão da casa. Como escrevi, irritando até muitas pessoas de esquerda, em Outubro de 2010, ainda Sócrates era primeiro-ministro: "São sempre tão simples os dilemas nacionais: encontra-se um vilão, espera-se um salvador. Sócrates foi um péssimo primeiro-ministro? Seria o último a negá-lo. Mas, com estas opções europeias e a arquitetura do euro, um excelente governo apenas teria conseguido que estivéssemos um pouco menos mal. Só que discutir opções económicas e políticas dá demasiado trabalho. Discutir a Europa, que é 'lá fora', é enfadonho. É mais fácil reduzir a coisa a uma pessoa. Seria excelente que tudo se resumisse à inegável incompetência de Sócrates. Resolvia-se já amanhã." O único acerto a fazer é que, perante este governo, a avaliação de incompetências passou para um outro patamar.

    Sócrates acabou por servir, nesta crise, para muitas cortinas de fumo. A de quem quis esconder as suas próprias responsabilidades passadas. A de quem queria impor uma agenda ideológica radical e tinha de vender uma "narrativa" que resumia a história portuguesa aos últimos 9 anos e esta crise a um debate sobre a dívida pública. E a de quem, sendo comentador, economista ou jornalista, e tendo fortes limitações na sua bagagem política, foi incapaz de compreender a complexidade desta crise e optou por uma linha um pouco mais básica: o tiro ao Sócrates. Não lhes retiro o direito ao asco. Eu tenho o mesmo pelo atual primeiro-ministro. Mas não faço confusões e já o escrevi várias vezes: Passos sai, Seguro entra e, se não houver um enfrentamento com a troika, fica tudo exatamente na mesma. Porque o problema não é exclusivamente português e, mantendo o país no atual quadro europeu, depende muito pouco do nosso governo.

    Há outra explicação para o ódio que Sócrates provoca. As novas gerações da direita portuguesa são, depois de décadas na defensiva, de uma agressividade que Portugal ainda não conhecia. A que levou à decapitação da direção de Ferro Rodrigues, através do submundo da investigação criminal e do submundo do jornalismo, representado, desde sempre, pelo jornal "Correio da Manhã". A mesma que tratou de criar um cerco de suspeição que transformou, durante seis anos, a política nacional num debate quase exclusivamente em torno do carácter do primeiro-ministro. Um primeiro-ministro que, como tantos políticos em Portugal, se prestou facilmente a isso. Um cerco que fez com que poucos se dessem ao trabalho de perceber o que estava a acontecer na Europa desde 2008 e como isso viria a ser trágico para nós. Andávamos entretidos a discutir escutas e casos.

     ...  Goste-se ou não do estilo, Sócrates é, muitas vezes, de uma violência verbal inabitual em Portugal. Ele é, como se definiu na entrevista a Clara Ferreira Alves, anguloso. E voltou a prová-lo, nesta conversa, de forma eloquente. Num País habituado a políticos redondos isso choca. Ainda mais quando se trata de um líder do centro-esquerda, por tradição cerimoniosa e pouco dotada de coragem política. Sócrates, pelo contrário, tem, e isso nunca alguém lhe negou, uma extraordinária capacidade de confronto e combate. O estilo público de Guterres, Sampaio, Ferro Rodrigues e Seguro (muito diferentes entre si em tudo o resto) é aquele com o qual a direita gosta de se confrontar. A aspereza de Sócrates deixa-a possuída, irritada, quase invejosa. A ele não podiam, como fizeram com Guterres, acusar de indecisão e excesso de diálogo. Sócrates acertou na mouche: ele é o líder que a direita gostaria de ter. 

   Também a maioria dos portugueses tende a gostar de um estilo autoritário, mas sonso, que nunca diz claramente ao que vem, de que Cavaco Silva é talvez o exemplo mais acabado. Diz-se, ou costumava dizer-se, que Cavaco é previsível. Mas ele não é previsível por ser fiel às suas convicções, que nós desconhecemos quais sejam. É previsível porque quer sempre corresponder ao arquétipo do político nacional: moderado, ajuizado, prudente, asceta e severo. Apesar de, na realidade, no seu percurso cívico e político pouco ou nada corresponder a estas características. Pelo contrário, Sócrates corresponde, na sua imagem pública, ao oposto de tudo isto.

    Não é o primeiro político português a fugir ao modelo do líder austero e sacrificado, que Salazar impôs ao imaginário nacional e que Cunhal, Eanes, Cavaco ou Louçã acabaram por, mesmo que involuntariamente, reproduzir. Já Soares fugira desse estilo e se apresentara emotivo, imprevisível e bon vivant. O que mudou desde então? Tudo. A exposição pública, o escrutínio da imprensa, o poder de disseminação do boato. Ainda assim, arrisco-me a dizer que se há um político português vivo que consegue arrebatar mais paixões, sejam de amor ou de ódio, do que José Sócrates ele é Mário Soares. À sua direita e à sua esquerda.

    Mas há uma enorme diferença entre Soares e Sócrates: o estatuto. Que resulta da idade, do currículo político e do tempo histórico em que foram relevantes. E, para tentar resumir, é esta diferença que ainda faz Sócrates correr. Acho que ele não se importa nada de ser odiado pela direita e por parte da esquerda. O que o incomoda é isso não corresponder a um papel histórico que, mal ou bem, lhe seja reconhecido. É não ter atingido um estatuto em que ser odiado por muitos não só é normal como recomendável. No fundo, move-se pelo mesmo que todos os políticos que ambicionaram mais do que uma pequena carreira: o sonho da imortalidade. E essa é, entre outras, uma das razões porque não compro o retrato do pequeno bandido que enriqueceu com uns dinheiros dum outlet em Alcochete. Parece-me que a sua ambição é muito maior. Por isso, façamos-lhe justiça de acreditar que também serão maiores e mais nobres os seus pecados.



Publicado por Xa2 às 07:52 | link do post | comentar | comentários (2)

Segunda-feira, 09.09.13

Em 2010 foi eleito no Brasil e com a segunda mais, expressiva, votação da história brasileira, um deputado sem nada ter prometido. Por isso, foi coerente e foi o que menos enganou os eleitores.

Em março passado deu uma entrevista a um jornal internacional inglês onde afirmou “"Você passa o dia inteiro aqui fazendo nada, apenas esperando para votar em algo enquanto as pessoas discutem e discutem".

Lamentavelmente os nossos tiriricas são os que discutem, discutem produzem legislação que ou não se aplica, ou se aplica contra quem os elegeu, ou permite que corruptos e ladrões fiquem sem julgamento.

Conclusão: somos, a léguas, muito mais enganados; custa-nos, a milhas, demasiadamente, mais caro; significa que, com ou sem consciência, tornamo-nos também tiriricas. Neste caso, tiriricas estúpidos e repetitivos. Eles, os da Assembleia, pelo menos, são espertos, comem-nos por patinhos.

Se não queremos assumir o papel de tiriricas estúpidos, nas próximas eleições, não devemos votar em ladrões nem em mentirosos saltimbancos.

Não sendo o conhecimento suficiente de que os/as candidatos/as dão garantias de honestidade de trabalho não podemos neles/as votar. Votamos nulo ou não votamos.

Por mim, na minha freguesia e no meu concelho, nenhum candidato merece o meu voto. Não voto em ladrões nem em mentirosos e voce, caro/a leitor/a?



Publicado por DC às 11:14 | link do post | comentar | comentários (2)

Quinta-feira, 05.09.13

 

 “Mande-se para a fogueira esse herege livro que dá pelo nome de Constituição da República que nenhum emprego consegue, para um só que seja dos mais de 900 mil desempregados portugueses”. Palavras de Passos Coelho. Não foi isso que ele disse? Tem a certeza?

Ora vejamos, há pouco mais de ano e meio a constituição era um empecilho à governação e era uma necessidade absoluta reve-la, daí o namoro (assédio mesmo) junto do Partido Socialista para garantir os dois terços necessários à respectiva revisão.

Como a ala mais à esquerda conseguiu impor à direção socialista o não acordo (seria a sua provável morte política) o PSD/Coelho e C.ª deixou cair tais, venenosas, pretensões.

De cambalhota em cambalhota, de mentira em trapalhada, o Pedrito agora decidiu-se (sabe-se lá porque hábeis e sábios conselhos) atacar os juízes do Tribunal Constitucional (mesmo os propostos por si mesmo, visto que a votação no chumbo foi unânime) afirmando que o problema não está na Constituição mas sim na falta de bom senso dos juízos (certamente também de quem pediu a fiscalização à famigerada lei, Cavaco Silva) os primeiros por terem ratificado as dúvidas constitucionais levantadas pelo segundo.

Sua parda eminência, nas aleivosias proclamadas junto do rebanho seguidor, tipo boys de Chicago, não se coibiu de lançar a imbecil pergunta “já alguém se lembrou de perguntar aos mais de 900 mil desempregados no país do que lhe valeu a Constituição até hoje”. Creio que o sujeito tem em conta os portugueses como uma cambada de imbecis capazes de formular tais perguntas. Só pode!

Ora, se a Constituição não vale de nada aos desempregados não vale de nada a ninguém. Queime-se!

Aposto em como não demorará meio ano, (pelos vistos a falta de bom senso de Cavaco permite que a legislatura se conclua) para ouvirmos Passos pedir a suspensão da democracia e a anulação da Constituição.

 



Publicado por Zé Pessoa às 11:05 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.08.13

Tais padrinhos iguais afilhados, do cavaquismo ao coelhismo, sem esquecer o socratismo

A ideologia, a doutrina, os tiques, o comportamento e os métodos são os mesmos.

Padrinhos e afilhados ideológicos, uns percorrem os caminhos pelos outros traçados e também por eles já percorridos.

É certo que podemos criticar e mal dizer dos atores. Podemos aquilatar das nenhumas ou insignificantes diferenças, entre os protagonistas de ontem e os de agora. A verdade é que o problema radica no sistema corrupto partidário que se instalou, insere-se no regime falacioso de democracia em que vivemos e na ausência ou abandono, por parte do povo, na participação e controlo da condução da vida coletiva alicerçada a partir do viver quotidiano.

Se uma constituição, ainda que pouco democrática, porque impede a participação popular direta do povo enquanto órgão soberano na tomada de decisões político-legislativas, constitui um risco para quem nos governa sem que para tal tenha sido eleito, expressamente, (a votação é no partido), que garantias pode haver que governa em nome do povo e em seu verdadeiro interesse? Nenhumas, como temos visto e sentido!

Perante tais realidades não deverá o povo levantar-se e clamar, unanimemente, a alteração da constituição e do falso regime democrático que o governa?

Será que queremos continuar a viver sob este regime de ilusória representação e falsa democracia ou vamos exigir um verdadeiro modelo democrático onde o exercício seja mais direto e popular?

Quando seremos capazes de por em prática as palavras do poeta “O povo é quem mais ordena …”, até porque somos nós que sustentamos o sistema, cada vez com uma maior e infernal carga de impostos?



Publicado por Zé Pessoa às 10:06 | link do post | comentar

Quarta-feira, 14.08.13

Minhocas são bichos rastejantes que aparecem com muita frequência em épocas de remexer terras a quando da respectivas preparação para as sementeiras.

Antigamente, o povo na sua maioria agricultor, pouco letrado (analfabeto e menos emburrecido do que agora) mas com muita experiencia, combatia tal praga com pesticida ou abrindo o galinheiro e soltando a galinhas. Esta bicharia (as galinhas), também de duas patas, que comem tudo o que apanham, tal-qual as moscas do poeta António Aleixo, faziam o equilíbrio providencial à mãe natureza, reduzindo o número das minhocas rastejantes.

A Procuradora Cândida Almeida não tem a mesma sorte nem idênticos recursos para combater as minhocas que encontra em cada cavadela que faz nos processos de tentativa de combate à corrupção.

As minhocas de duas pernas saltam com maior abundancia do que os cogumelos em épocas preparativas de semear votos. Elas aparecem de São Bento (Assembleia da República e governo) das sedes partidárias, das candidaturas às autarquias, dos bancos (BPN, BP, BCP, …) das privatizações dos sectores mais importantes da economia nacional e até de Belém.

 

Naturalmente que a Justiça (tribunais, juízes, procuradores, advogados, legislador…) não estão imunes nem isentos de culpas no processo proliferador da praga exponencial de tal bicharia que a procuradora apelida, apropriadamente, de minhocas.

Contudo o combate a tal praga não pode ser deixado, até porque não resulta como se tem constatado, só nas mãos de quem não consegue e muitas das vezes não quer (por razões óbvias) combater tal bichedo.

O combate às minhocas de duas pernas, que aparecem disfarçadas de políticos, de deputados, de banqueiros, de autarcas, de governantes, de administradores ou disfarçados de muitas outras maneiras, tem de ser, permanente, feito por todos enquanto povo interessado na construção de uma outra democracia e de um regime político, mais rigoroso e transparente.



Publicado por Zurc às 08:57 | link do post | comentar | comentários (2)

Sexta-feira, 19.07.13

"Alocução  aos  Socialistas"   (-por António Sérgio * no Banquete do 1ºde Maio de 1947; via E.Graça)

     "Na política, como sabeis, o comportamento rectilíneo, sem argúcia alguma, - sincero, aberto, desartificioso, claro, - usa ser censurado, como sendo ingénuo: e, nessa sua qualidade de comportamento ingénuo, como prejudicial, ou pateta. Paciência. Seja. (…) Os essencialmente habilidosos (não faço empenho em negá-lo) alcançam a sua hora de simulacro e de vista. Mas é uma hora e nada mais; mas é simulacro, e só vista. Logo a seguir a esse instante, comunica-se-lhes o fogo da sua iluminação de artifício, e fica tudo em fumaça, que pouco depois não é nada."
     "Aos nossos socialistas, quanto a mim, compete-lhes resistirem ao tradicional costume de se empregarem espertezas e competições de pessoas para apressar o momento em que há-de chegar ao poder…"
     "Antes de tudo, buscai prestigiar-vos ante a nação inteira pelo timbre moral da vossa alma cívica; porque (como acreditais, creio eu) não é indispensável conquistar o poder para se influir de facto na orientação do estado."
     "Não tenhais a ânsia de vos alcandorar no poleiro com prejuízo das qualidades a que se tem chamado "ingénuas". As habilidades dissipam-se; os caracteres mantêm-se."
     "Não existam ciúmes e invejas recíprocas entre os vários componentes da vossa grei socialista: nem tampouco os ciúmes, nem tampouco as invejas, para com os homens que compõem as outras facções da esquerda. Seja vosso lema a unidade. Por mim, quero trabalhar pela unidade, pelo entendimento recíproco, pela existência de convivência amável entre os homens políticos de orientações discordes. Incorrigivelmente "ingénuo", fraterno, cordial."


Publicado por Xa2 às 13:15 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18.07.13

Continuamos entalados por um sistema caduco, entre uma direita ultraliberal, à qual uma grande parte do próprio PS se deixou amarrar, e uma esquerda incapaz de se encontrar a si própria nem encontrar ideias inovadoras que captem o interesse do eleitorado.

Seguro tenta amolecer o partido em troca de umas migalhas prometidas no bodo dos ricos. Nada de visível ou palpável que interesse verdadeiramente à vida dos portugueses, falando, claro está, do povo pobre, dos trabalhadores e da classe media. Ouvimos debater, por parte dos senhores mandantes da troica nacional, recorrendo a argumentários que nos dizem defender compromissos estranhos e que mais não são que garantias dos credores, engorda dos banqueiros e dos seus comparsas, sempre com a mesma receita “mais apertos e sacrifícios para o povo pagante”

Nem esse ministro de qualquer coisa e de coisa nenhuma, líder do PP diz o que quer nem ao que anda (além de esconder e abafar o negocio mal explicado dos submarinos e alguns outros idênticos).

Tão pouco o pseudo primeiro-ministro, que anda a passos de coelho, demonstra o mínimo de capacidade na orientação de políticas serias, honestas, de rigor e transparência para o país.

Também esse putativo timoneiro que ora avança logo a seguir recua, em zig-zag nas inépcias convicções de governabilidade futura do país, continua sem qualquer vislumbre de ideias, de propostas e de projetos que os leitores compreendam, inequivocamente.

Perante um presidente que, malogradamente e com memoria curta dos efeitos dos dois mandatos exercidos como primeiro-ministro, a maioria dos que votaram o elegeram representaram uma minoria da população que mais não tem sido do que um complicativo “salvador nacional” conforme abordou recentemente Batista Bastos no DN, Em  O pesadelo, continuamos fortemente entalados,

Hoje debate-se mais uma moção de censura ao governo e às políticas por si seguidas. Mais do mesmo e de igual resultado. È o sistema a funcionar sem nada alterar. É pois necessário que se debatam mudanças do próprio sistema partidário, o sistema de representação democrática, o sistema de democracia direta e representativa. Quando o povo for capaz de encetar tal debate deixara, inequivocamente, de estar tão entalado com políticos como os que atualmente nos representa tão mal e tão desonestamente.



Publicado por Zé Pessoa às 15:53 | link do post | comentar

Terça-feira, 16.07.13

O GABINETE DO 1º MINISTRO PORTUGUÊS. (coitados do OBAMA, do HOLLANDE, e da MERKEL, gente pobre)

Função

Nome

Nomeação

Vencimento

Chf. Gabinete

Francisco Ribeiro de Menezes

06-08-2011

4.592,43

Assessor

Carlos H. Pinheiro Chaves

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Pedro A. Amaral e Almeida

18-07-2011

3.653,81

Assessor

Paulo João L, Rêgo Vizeu Pinheiro

11-07-2011

3.653,81

Assessor

Rudolfo M. Trigoso Rebelo

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Rui Carlos Baptista Ferreira

21-06-2011

3.653,81

Assessora

Eva M. Dias de Brito Cabral

12-10-2011

3.653,81

Assessor

Miguel Ferreira Morgado

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Carlos A Sá Carneiro Malheiro

01-12-2011

3.653,81

Assessora

Marta Maria Pereira de Sousa

21-06-2011

3.653,81

Assessor

Bruno de Castro R. Maçaes

01-07-2011

3.653,81

Adjunta

Mafalda G. L. Roque Martins

01-07-2011

3.287,08

Adjunto

Carlos A. Raheb Lopes Pires

21-06-2011

3.287,08

Adjunto

João C. A. Rego Montenegro

21-06-2011

3.287,08

Adjunta

Cristina M. C. Pucarinho

23-08-2011

3.287,08

Adjunta

Paula Cristina Cordeiro Pereira

22-08-2011

3.287,08

Adjunto

Vasco L. C P Goulart Ávila

21-11-2011

3.287,08

Adjunta

Carla Sofia Botelho Lucas

25-01-2012

3.287,08

Técnica Especialista

Bernardo M. S Matos Amaral

07-09-2011

3.287,08

Técnica Especialista

Teresa P. V. de Figueiredo Duarte

21-07-2011

3.653,81

Técnica Especialista

Elsa Maria da Palma Francisco

16-01-2012

3.653,81

Técnica Especialista

Maria T. G. de Matos Ferreira

18-07-2012

3.653,81

Secretária pessoal

Maria Helena C. Santos Alves

18-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Inês Rute Carvalho Araújo

18-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Ana Clara S Oliveira

13-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria de Fátima M. L. H. Samouqueiro

21-06-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Dulce Leal Gonçalves

01-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria M, Brak-Lamy Paiva Raposo

13-07-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Margarida Maria A. S. Neves Ferro

21-06-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Conceição C. N. Leite Pinto

21-06-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Fernanda T. C. P. de Carvalho

01-08-2011

1.882,76

Secretária pessoal

Maria Rosa E. R. Silva Bailão

01-09-2011

1.882,76

Coordenadora

Luísa Maria Ferreira Guerreiro

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Alberto do Nascimento Cabral

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Ana Paula Costa O. da Silva

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Elisa Maria Almeida Guedes

01-01-2012

1.500,00

téc, administrativo

Isaura Conceição A. L. de Sousa

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

José Manuel Perú Éfe

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Liliana de Brito

01-01-2012

1.500,00

téc, administrativo

Maria de Lourdes G. F. Alves

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Maria Fernanda Esteves Ferreira

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Maria Fernanda da Piedade Vieira

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Maria U. G. Fernandes Barroso

01-01-2012

1.500,00

téc, administrativo

Zulmira Jesus G S. Santos Velosa

01-01-2012

1.506,20

téc, administrativo

Artur Vieira Gomes

01-01-2012

1.600,15

téc, administrativo

Benilde Rodrigues L. da Silva

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Fernando Manuel da Silva

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Francisco José M. Coradinho

01-01-2012

1.472,82

Apoio Auxiliar

Joaquim Carlos da Silva Batista

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

José Augusto Morais

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Lurdes da Silva B. Pinto

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria de Lurdes Camilo Silva

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Júlia R Gonçalves Ribeiro

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Natália Figueiredo

01-01-2012

975,52

Apoio Auxiliar

Maria Rosa de Jesus Gonçalves

01-01-2012

975,52

Motorista

António Francisco Guerra

01-01-2012

1.848,53

Motorista

António Augusto Nunes Meireles

01-01-2012

2.028,28

Motorista

António José Pereira

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Arnaldo de Oliveira Ferreira

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Jaime Manuel Valadas Matias

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Jorge Henrique S Teixeira Cunha

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Jorge Martins Morais

01-01-2012

1.848,53

Motorista

José Hermínio Frutuoso

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Nuno Miguel R Martins Cardoso

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Paulo Jorge P. da Cruz Barra

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Rui Miguel P. da Silva Machado

01-01-2012

1.848,53

Motorista

Vitor Manuel G Marques Ferreira

01-01-2012

1.848,53

  

 

Total/Mês

149.486,76

Resumo: 1 Chefe de Gabinete, 10 Assessores, 7 Adjuntos, 4 Técnicos Especialistas, 10 Secretárias Pessoais, 1 Coordenadora, 13 Técnicos Administrativos, 9 Apoio Auxiliar e 12 Motoristas.

 

Jobs for the Boys and girls:

       Vantagem: Estes não tiveram de emigrar!

       Inconveniente: Assim não há orçamento que resista!



Publicado por DC às 12:42 | link do post | comentar | comentários (3)

Terça-feira, 02.07.13

 

Nada vai mudar

Pouco importa

Que o Gaspar

Tenha batido com a porta

 

Com este governo à deriva

E a fazer-nos a vida negra

Há muito quem diga

Que já nenhuma mudança pega

 

A Albuquerque, Luísa

Que nos Swaps anda metida

Já outra política não visa

Que esta política fratricida

 

Os salteadores do poder

Reclamam já eleições

O povo não sabe quem escolher

Entre esta corja de aldrabões

 

Ninguém vislumbra

Uma linha anticorrupção

Nesta política de penumbra

Que faz doer o coração

 

Que diferença faz

Um PS de Seguro

Que parece não ser capaz

De nos mostrar uma linha de futuro

 

Já basta de sofrimento

Tanta amargura do povinho

Eu já não aguento

Uma esquerda sem caminho

 

Entendam-se lá, por uma vez

As esquerdas em Portugal

Para corrigir as asneiras que alguém fez

E que nem todos pagam por igual

Só assim valera a pena uma campanha eleitoral!



Publicado por Zurc às 12:27 | link do post | comentar

Sexta-feira, 28.06.13

 

 

É  um lusitano à procura de tumulo, o mais profundo possível, para que o povo português possa enterrar este governo. Nem o tumulo foi, ainda, encontrado nem o povo se decide enterrar o governo. Como diz o ditado "nem o pai morre nem a gente almoça".

Acabaremos por morrer, todos, de fome. Muitos  portugueses e populações por essa Europa e por todo o mundo já passam e morrem de fome, não por falta de recursos mas porque a riqueza está vergonhosamente distribuída.

Como diriam os do "gato fedorento" temos de importar imigrantes, sobretudo brasileiros, par virem fazer a agitação necessaria que obriguem os politicos a fazer as mudanças que urge sejam efectuados. Por lá a coisa está a dar frutos!

 



Publicado por Otsirave às 14:23 | link do post | comentar

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